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História INSTANT SHOCK - BakuDeku - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


CAPITULO PEQUENO E COM UM TOMBO NO FINAL XX

Capítulo 15 - Eclipse


Escolher um nome não foi uma tarefa fácil. 

Após uma longa tarde de tentativas de um nome que combinasse, nenhum agradou a família inteira.

"Tem que ser algo doce, pra combinar com ela" 

"Algo forte, para ela crescer assim" 

"Que tal um chamativo?" 

"Um nome grande!" 

No final das contas, depois de um sorteio de nomes e alguns estresses, quem escolheu o nome da mais nova Midoriya-Bakugo foi a pessoa mais improvável da sala.

Katsuki estava ninando a bebê, ela havia deixado os braços dele em pouquíssimas ocasiões até então. Ele se sentou ao lado de Sailow que estava tentando convencer Angie a beber suco de maracujá quando a filhinha de cabelos escuros se virou para encarar a bebê dormindo.

Angie resmungou alguma coisa para si mesma e aproximou um pouco o rosto de uma das pernas gordinhas da bebê. 

- Faça carinho na sua priminha - Katsuki encorajou e aproximou a perninha dela. - Ela vai gostar.

- Kai! - Angie disse rindo quando tocou a perna da bebezinha.

- Que? - Katsuki perguntou e encarou a afilhada.

- Kai! 

- Kai? É assim que você acha que ela deve se chamar? 

Angie concordou e voltou a beber seu suco. Sailow riu e Katsuki concordou com a cabeça. 

- Ei, Izu - ele chamou e o marido se virou para ele. - O que você acha de Kai? 

Izuku piscou surpreso. O nome parecia se encaixar perfeitamente com a menininha adormecida no colo de Katsuki.

- Kai é perfeito para ela.

Os primeiros dias foram um desafio para Izuku e Katsuki. Como não havia uma mãe, os dois tinham que revezar o tempo todo para fazer as mamadeiras dela e passar todo o tempo lhe dando atenção. Por sorte, Zaraya era tão empenhada quanto eles e tinha uma facilidade enorme em descobrir o que Kai estava sentindo. 

Como um bebê recém nascido, Kai so dormia por boa parte do tempo. Mas quando seus olhos vermelhos e com o mesmo formato puxado e expressivo que os de Katsuki  estavam abertos ela encarava tudo de forma curiosa e viva.

Os dois adultos se divertiam com tudo que Kai fazia. Izuku amava qualquer mínimo movimentos das mãos minúsculas e até a forma como ela sorria o encantava. 

- Acho que o rosto dela é mais parecido com o seu - Izuku murmurou para Katsuki em uma noite em que os dois estavam ajudando Zaraya a fazer bolo. Katsuki vestia um avental por cima da camisa preta e Zaraya usava um por cima do vestido florido, que havia sido um presente da mãe de Katsuki e combinava com o short que Kai estava vestida. - Ela tem as mesmas bochechas que você, amor.

Katsuki ergueu os olhos para encarar o marido e a filha mais nova. 

- Eu so vejo você nela - ele resmungou. - O cabelo vai parecer com o seu, eu tenho certeza.

- O que? A Kai so tem as minhas sardas - Izuku murmurou. - De resto ela é toda você. Olha esses olhinhos e...

- O nariz parece com o seu - Zaraya disse enauanto roubava um pouco da massa com o dedo. - Não é nem de longe tão pontudo quanto o do Kat.

- Ei! - Katsuki exclamou e fingiu estar ofendido, fazendo Izuku rir. - Meu nariz não é pontudo!

- É, sim - Izuku resmungou. - Nariz de gente branca.

- O que?! 

- Seu nariz é tão pontudo que acho que eu poderia cortar meu dedo se tocasse nele - Zaraya fez piada e Katsuki ergueu as sobrancelhas.

- Vocês são engraçadinhos, não é? Vou furar os dois - ele disse e balançou a faca que tinha na mão. 

- Furar com o nariz, não é? - Izuku gargalhou e Zaraya quase uivou te tanto rir, sendo acompanhada por Cake que latiu. 

- Eu juro, se você não estivesse com a Kai no colo agora... - Katsuki murmurou e voltou a cortar os morangos do bolo. - Desgraçado. 

- Ei, olhe essa boca suja - Izuku repreendeu. Ele se distraiu quando Kai choramingou e se mexeu no colo dele. - Hm, o que foi, lindinha? 

Katsuki aproveitou a distração e fez sinal para Zaraya chegar perto de Izuku. Ela se aproximou dele com a desculpa de que iria fazer carinho em Kai também e sorriu consigo mesma quando reparou que Katsuki estava, como sempre, tirando fotos de Izuku e dela. 

Ela tinha um par de pais babões. 

As noites eram a parte preferida de Zaraya. Katsuki e Izuku haviam combinado de tirar as férias juntos, dessa forma, eles tinham o dia inteiro para passar com ela e Kai. 

Izuku passava a maior parte dos dias tomando conta de Kai, colocando-a para dormir e dando de comer. Katsuki passava a parte do dia ensinando matérias escolares para Zaraya e cuidando de Cake. 

Depois, durante a noite, Izuku colocava Zaraya e Cake para dormir e Katsuki tomava conta de Kai. Como ele era quem tinha o sono leve, era muito mais fácil acordar sempre que Kai fizesse qualquer som durante a noite.

E essa era uma rotina perfeita para a família. 

Quando Kai estava perto de completar um mês de nascida, em uma noite particularmente fria, a casa estava tão calma quanto o costume. 

As temperaturas em Resencall estavam despencando desde o começo de outubro, pouco antes de Zaraya se juntar a Katsuki e Izuku.

Os mensageiros do vento de Zaraya balançavam, agitados pelo vento frio. Mais do que nunca as árvores do lado de fora pareciam monstros espreitando a casa, sombras vivas e secas que observavam a família adormecida. 

Mas, em seus sonhos, Zaraya nunca se preocupava com monstros. Sabia que o pai mais novo sempre poderia proteger qualquer um. Ele era rápido, forte, inteligente e jovem. Estava no auge de sua força. Não havia um ser nesse mundo que ele não pudesse deter. 

Por exceção talvez da mulher que por vezes aparecia nos sonhos da garota. 

Zaraya não sabia dizer que idade ela tinha. Não sabia seu nome e nem de onde vinha. Mas, todas as noites desde que finalmente fora adotada, os sussurros dela chegavam a si em seus sonhos. 

Ela estava sempre ali.

Quando estava acordada, Zaraya nunca era capaz de enxerga-la, mas sabia que ela estava pela casa. Tinha a impressão de que Cake também sabia quando ela estava por ali, pois desde que passou a sentir aquela presença a cachorra se tornara mais protetora e passou a dormir na frente de sua porta.

Zaraya nunca tinha coragem de falar sobre aquilo com Katuski e Izuku. Não porque achasse que eles não acreditariam nela, somente... Bem, ela tinha medo. As noites de sono passaram a se tornar incômodas e noite após noite Zaraya ansiava menos pelo final do dia. 

Nessa noite em particular os sussurros vinham de todas as direções. Zaraya estava nervosa em seus sonhos. Ela podia sentir a sombra daquela mulher andando pela casa. Zaraya podia sentir as energias dela emanando pelas paredes como se estivessem conectadas. E eram ruins. 

Aquelas energias causavam calafrios pela espinha.

Ela não sabia dizer, mas de repente, estava acordada. E os sussurros não paravam. Nem por um minuto. 

Ela os ouvia. 

Diziam que ela precisava sair dali. Ela precisava sair.

Ela queria algo que fora tomado. Queria de volta. 

Cake acordou segundos depois, latindo assustada. Zaraya correu até a cachorra, tentando faze-la parar de latir e o som do choro de Kai irrompeu. 

Zaraya suspirou aliviada e estava se levantando quando a luz do abajur se ascendeu...

- KACCHAN! - Izuku berrou, o horror marcado em sua voz. - KACCHAN A KAI! 

Zaraya arregalou os olhos e pulou do chão para se levantar e abrir a porta.

Izuku encarava com horror o berço vazio. Não havia nem sinal de Kai ali, nem mesmo de seus cobertores.

O mais velho se virou para ligar as luzes do quarto e trombou com o marido que ja estava de pé. 

- Amor - Katsuki disse devagar, assustado, depois de ligar as luzes. - Você está... A Kai está dormindo! Por que você está gritando? 

Izuku encarou o marido com os olhos arregalados e se virou para o berço. Lá estava Kai, adormecida, usando seu pijama de gatinho cor de rosa. 

- Ela... Eu... Kacchan - ele sussurrou assustado. - Eu juro que ela não estava aqui.

Katsuki uniu as sobrancelhas.

- Como assim "não estava aqui", amor? Você teve um pesadelo? 

- Pai? 

Izuku se interrompeu quando Zaraya entrou pelo quarto. Os dois ja haviam se acostumado a dormir com a porta entreaberta por causa dela. 

- Oi, amor - Izuku sussurrou para ela. Katsuki se aproximou do berço para ter certeza de que estava tudo bem com Kai, mas o bebê dormia tanto quanto antes. - Você acordou? 

- Eu... Achei ter ouvido algo - ela murmurou em voz baixa. - O que foi que aconteceu? 

Izuku balançou com a cabeça e afagou o cabelo dela. 

- Não foi nada. Eu achei ter visto algo... 

Katsuki o abraçou e afagou seu cabelo.

- Está tudo bem, baby - ele disse e beijou o cabelo de Izuku. - Vamos descansar, certo? 

- Hm... - Zaraya começou timida.

- O que foi? - Izuku questinou preocupado. 

- Eu... Será que eu posso dormir com vocês? É... So hoje - ela pediu baixinho. - Eu estava tendo pesadelos.

A expressão de Izuku se tornou quase desesperada. Katsuki, vendo certa tristeza e medo nos dois, os abraçou ao mesmo tempo: 

- Vamos parar com isso, vocês! Vamos todos dormir juntos - ele disse animado e pegou Zaraya no colo, fazendo a menina rir. - E nós vamos trazer a Cake também. Venha cá, bebê. 

Katsuki deitou Zaraya na cama e bateu no espaço livre algumas vezes para Cake deitar ali também. Ele se deitou na cama e aninhou Izuku no proprio peito. 

- Viram? Cabe todo mundo aqui - ele disse com um sorriso. - Agora quero vocês dormindo como se estivessem mortos, caso contrario, eu mesmo mato.

Zaraya riu baixinho e abraçou Cake antes de finalmente aprofundar-se em um sono tranquilo. 

\\

Na manhã seguinte ao estranho acontecimento, Izuku se levantou um pouco mais cedo que o normal. Seus olhos cansados encaravam a pequena filha adormecida com certa preocupacão. Aquilo não fora um sonho e ele sabia disso. 

As mãos suaves de Izuku seguraram Kai e ele a aninhou nos proprios braços. Izuku suspendeu as mangas do pijama e encarou a pele clara dela. Não havia nenhuma marca nos bracinhos dela, nem em seus dedinhos. 

Kai piscou os olhos alguns minutos depois, enquanto Izuku estava ninando-a.

- Vamos tomar um pouquinho de sol - ele cantarolou para ela e ela sorriu ao ver o rosto do pai. - Hmm, você gosta de sol? Gosta, meu amor? O papai tem uma roupa especial pra voce!

Izuku se levantou da cadeira de balanço com Kai no colo. Normalmente Katsuki era quem acordava primeiro, ja que ele sempre pegava os primeiros turnos na agência, mas Izuku poderia dizer com facilidade que o marido estava exausto ultimamente. As olheiras sob seus olhos vermelhos eram indisfarçaveis, mesmo que por vezes ele tentasse esconde-las com os oculos. Izuku se aproximou dele e deixou um beijo leve no cabelo loiro, rindo consigo quando as pontas douradas fizeram cocegas em seu nariz.

Kai observou curiosa as paredes ao seu redor enquanto Izuku a carregava até seu quarto. Ele a deitou no trocador com cuidado e retirou seu pijama, aproveitando que o dia estava um pouco mais quente. Enquanto a banheira dela ficava cheia, Izuku trocava sua fralda cantarolando uma musica que ele normalmente usava para deixar as crianças do hospital mais calmas quando sentiam dor ou estavam nervosas. Diferete de Katsuki, Kai era muito calma. Seus olhos nunca se desgrudavam de Izuku e ela estava sempre tentando chupar a propria mãozinha fechada em punho.

Izuku a segurou para adentrar a banheira quando seus olhos repararam em marcas avermelhadas nas costas dela. Ele as tocou devagar, mas Kai nao parecia sentir nada ali. 

- O que...? - ele murmurou confuso. Izuku estava certo de que havia algo errado. 

O rapaz respirou fundo e balancou a cabeca. Tudo bem, uma coisa por vez, ele pensou. Assim que terminou de dar banho na filha mais nova e trocar sua fralda, Izuku desceu até a cozinha para fazer a mamadeira dela. Já era quase oito da manhã e ele sabia que Katsuki e Zaraya iriam acordar em breve e descer para encontra-lo. 

Izuku preparou a mamadeira de Kai e a arrumou em um dos braços para dar a mamadeira a ela enquanto abria a geladeira para tirar bolos e algumas coisas para o café de lá. 

- Bom dia, bonitão - a voz grossa sussurrou contra o ouvido dele.

Izuku pulou no lugar e Katsuki gargalhou. 

- Você ainda me mata do coração, droga - Izuku remungou e ganhou um beijo de Katsuki, sendo imediatamente segurado por uma das mãos do marido, aprofundando um pouco o beijo. O gosto de menta invadiu a boca de Izuku e ele ergueu as sobrancelhas. - Você acordou tem muito tempo?

- Escutei você cantando enquanto dava banho na Kai - ele murmurou. - Levantei logo depois. Aqui, deixe que eu faço o café. Você quer morango? 

Izuku bocejou e concordou. Kai já havia terminado sua mamadeira e estava arrotando, fazendo Katsuki rir consigo mesmo. O loiro começou a fritar ovos e bananas, o que era baicamente o lanche favorito de Zaraya. Katsuki estava distraido olhando para o lado de fora quando Izuku disse:

- As costas da Kai estão machucadas.

Katsuki arregalou os olho e se virou para o marido. O mais novo se aproximou da filha e Izuku e apoiou em um dos ombros para mostrar as marcas vermelhas.

- Ela não demonstrou dor quando toquei - ele explicou com a voz assustada. - Mas a marca é estranha. Ela passou o dia inteiro no meu colo ontem, não tem como ela ter...

- Amor - Katsuki o interrompeu. - O que foi que aconteceu ontem a noite? Eu sei que eu disse que estava tudo bem, mas eu preciso que você me diga exatamente o que houve. 

Izuku concordou.

- Eu escutei alguma coisa na casa - ele contou. - Primeiro pensei que a Zaraya estava entrando no quarto porque tive a impressão de algo se movendo. E depois a Cake latiu algumas veze e eu tive a impressão de que a porta abriu. E logo nesse momento a Kai chorou.

- Sim... - Katsuki disse devagar e afagou o cabelo do marido para encoraja-lo a continuar.

- E-eu liguei o abajur e... Quando eu cheguei ao berço a Kai não estava ali - Izuku disse com certa angutia, segurando a filha com mais firmeza. - Ela não estava lá, amor. Ela... O berço estava vazio.

- Vazio - Katsuki repetiu e Izuku concordou. 

- V... Kat, você acredita em mim?

Katsuki o encarou confuso:

- É claro que sim, meu amor - ele garantiu e abraçou Izuku, que parecia prestes a chorar. - Eu... Não sei o que pode ter acontecido. Não faço ideia, mas eu acredito em você, tudo bem? Eu prometo, nunca vou duvidar de você.

Izuku concordou enquanto o abraçava. Katsuki deixou um beijo em seu cabelo e se levantou:

- Eu pensei em uma coisa.

- Hm? 

- Bem... Você sabe, eu acho essa casa inteira muito grande - Katsuki murmurou. - Por que nós não colocamos algumas câmeras na casa? Sabe, só... Umas na varanda, uma no corredor e no hall...

Para a surpresa de Katsuki, Izuku concordou na hora.

- Eu acho uma idéia boa - ele disse quando notou a surpresa do marido. - Nós temos duas crianças e um cachorro. E vamos passar a maior parte do dia fora, então...

- Perfeito - Katsuki disse imediatamente. - Eu vou pedir ao serviço de segurança da agência vir hoje.

- Hoje? 

- É. Eles vão ser bem rápidos e não vão fazer nenhuma poeira, okay? 

- Tudo bem - Izuku respondeu.

Os dois se interromperam logo depois quando escutaram um bocejo de Zaraya e os inconfundíveis sons animados de Cake. 

- Bom dia, flor do dia - Katsuki brincou quando Zaraya apoiou a cabeça contra o abdômen dele e fechou os olhos, ainda com sono.

- Hmmmm - ela grunhiu e Izuku gargalhou. 

- Você ainda está cansada, Z? - Izuku perguntou preocupado. 

- Tive sonhos a noite toda - ela se queixou e sentou junto a Izuku. - Não consegui descansar bem.

Izuku e Katsuki se entreolharam preocupados. Zaraya não notou enquanto brincava com Kai, fingindo que mordia a mão dela para faze-la rir. 

Izuku deixou que Zaraya segurasse a irmã mais nova e sorriu para a cena. Aquelas duas sempre o deixavam bobo. 

- Eu andei pensando - Izuku disse. - Por que nós não vamos visitar Angie hoje? 

Katsuki ergueu uma sobrancelha, mas ao ver a expressão de Izuku ele não fez nenhuma objeção. 

- Claro. Eu... Vou ligar para ele - ele murmurou. 

// 

- Irmão, você está péssimo - Bremon disse assim que atendeu a chamada de vídeo de Katsuki. - O que aconteceu? 

- Um monte de coisas - Katuski disse de forma frustrada. - Mas... Não quero falar sobre isso por telefone. Você está folgando esse fim de semana, não é?  

- Eu e Sally - Bremon respondeu imediatamente. - Vocês vem para cá?  

- Acho... Bem, acho que sim - Katsuki respondeu. Bremon encarou a imagem exausta do melhor amigo. 

Ele e Katsuki ja haviam estado em muitas missões nos ultimos quatro anos. Algumas vezes enfrentaram vilões que tinham o dobro de seu tamanho ou usaram suas individualidades por horas consecutivas. Ja tiveram missões onde passaram três dias inteiros sem dormir mais que duas horas, e ainda assim, ele nunca vira Katsuki tão cansado.

- Arrume todo mundo, eu chego para buscar vocês em uma hora - Bremon disse e Katsuki negou.

- Eu poss...

- Eu não perguntei. Chego ai em uma hora - ele disse e se despediu.

Sailow, que estava sentada no chão junto com Angie brincando de luta com os bonecos, ergueu os olhos: 

- Eles estão mal, não é?  

- Tem algo errado - Bremon disse e se sentou no chão ao lado da esposa. - Estou te dizendo, vida. Eu nunca vi Kat daquele jeito. Ele não está cansado so porque tem um recem nascido. Tem alguma coisa a mais. 

- O que você acha que é? - Sailow perguntou enquanto erguia o boneco do Mystic no ar para fugir das investidas furiosas do boneco do Storman que Angie balançava em sua direção. - Sabe, eu te contei sobre o pesadelo do Izuku, não contei? 

- Aquele que ele esqueceu de respirar? Eu faço isso o tempo todo - Bremon disse e aceitou a bonequinha da Kadenceé, a Ladra. 

- Sim, você faz, mas porque você tem problemas mentais - Sailow fez piada. - Sério, você ja resgatou alguém se afogando? 

Bremon pensou por um segundo.

- Já.

- Ele estava exatamente igual, só não estava molhado - Sailow explicou. - Foi agonizante de ver. Parecia que ele ia sufocar. 

- O que será que está acontecendo de errado? 

Sailow contornou a cabeça de Angie com o boneco do Mystic, o que causou risadas na garotinha. 

- Mama! - ela disse e se sentou no colo da mãe, tirando o cabelo do rosto. - Casha.

- O que, amor? - Sailow repetiu curiosa e Angie se levantou.

- Casha - ela repetiu.

Bremon ergueu as sobrancelhas.

- O que "casha" quer dizer? 

Sailow se virou para pegar algo no tapete.

- Uma caixa? - ela tentou e Angie negou.

- Casha, casha, casha - ela dizia e apontava por cima do ombro de Bremon.

- Bebê, o papai não entende - ele disse de forma paciente. 

Sailow mirou algo na direção que Angie apontava e...

- Casa? - ela sussurrou curiosa. - Ela está apontando para a casa do lado de fora.

- Hein? Você quer ir para a casa da Senhora Edwards? - Bremon questionou confuso. - Sal...

- Casha, eado - Angie dizia de forma simples e se sentou no chão de novo.

- Eado? - Bremon repetiu curioso.

- Ea... Errado - Sailow arregalou os olhos. - Brem!

- O que?!

Sailow apontou para Angie e se inclinou para falar no ouvido do marido. 

- Acho que ela entendeu a conversa. Ela disse que a casa tem algo de errado.

- Que ?! Quando ela disse... Ah! Casa... Errado... Puta que pariu...

- Isso é muito, muito estranho - Sailow disse e encarou a filhinha brincando com os bonequinhos. 

- Você acha que ela  pode saber algo? 

- Como poderia, Brem? Ela é so um bebê - Sailow murmurou. - Mas...

- Hm? 

- Você se lembra o que o médico falou sobre a individualidade dela? Que pode ser...

- Uma segunda presença - ele disse. - Como a minha.

- Ativa o tempo inteiro - Sailow corrigiu. - Tendo uma mente compartilhada. 

- Sim, mas...

- Se você e seu demônio são um só, não existe uma mente compartilhada. Certo? 

Bremon estreitou os olhos.

- Sim? 

- Angie tem uma "segunda presença" com uma mente compartilhada.

- Você acha que  é um demônio como o meu?

- Sim - Sailow murmurou. - Pode ser um tímido, porque ele nunca fala nem toma forma. 

- Mas está ai - Bremon entendeu e Sailow concordou:

- Se for um demônio, como o seu... 

- Calma ai, Sally, você acha que tem um demônio na casa? 

- Qual seria a outra explicação para ela simplesmente dizer  que tem algo errado na casa? 

Bremon balançou a cabeça. 

- Nós nem entendemos dois terços do vocabulário dela. Além do mais, eu nunca soube dizer onde havia outros demônios. 

- Tá, mas...

- Não vamos falar sobre isso com eles, por hora - Bremon disse sério. - Kat está arrasado e eu aposto que Izuku também não deve estar muito bem. Vamos deixar as coisas leves para eles, tudo bem?

Sailow concordou. 

- Se Kat ou Izuku comentarem sobre isso com  um de nós, nós podemos falar sobre nossa teoria - Bremon propôs. - Mas não vamos tocar no assunto. Tudo bem? 

- Okay, tudo bem - Sailow concordou e passou uma das mãos pelo cabelo de Bremon. - Vou arrumar nossa demoniazinha.

- Sally! Não chama ela assim - Bremon riu e Sailow se levantou e deu a mão para Angie que largou os brinquedos e foi até ela.

- Quem é a demoniazinha da mamãe? - Sailow brincou e Angie pulou animada: 

- Eu, eu, eu!

//

O dia que se seguiu na casa de Bremon e Sailow foi um incomum momento de paz na rotina ligeiramente perturbada que Izuku e Katsuki vinham tendo.

Estar ali era como deixar um peso fora dos próprios ombros e os dois não conseguiam entender porque aquilo estava acontecendo daquela maneira. Angie, Cake e Zaraya se sentiam tão leves e felizes quanto eles dois, divertindo-se com as risadas gostosas de Angie e sua linguagem de bebê que ninguém parecia entender muito bem.

Três semanas se passaram após o estranho acontecimento na casa dos Midoriya-Bakugo. 

Ambos tentaram manter todo aquele clima estranho apenas para si, tentando não preocupar Bremon e Sailow, mas era claro que havia algo estranho com eles e isso não podia ser ignorado. 

Com o final das férias do trabalho e o começo da escola de Zaraya, Katsuki sentia que talvez fosse mais fácil manter uma rotina calma. Ele ficaria com Kai durante a manhã e Izuku levaria Zaraya para a escola enquanto ia para o hospital. Como a programação era que ela ficasse apenas um turno na escola também voltaria com ele. Durante a tarde os três estariam em casa enquanto Katsuki estaria na agência. 

O plano era simples e trouxe uma grande tranquilidade para a família. 

Kai, que estava a cada dia mais disperta e maior, prestava atenção a cada expressão que Zaraya fazia e era fácil dizer o quanto elas duas eram conectadas. Izuku assistia com alegria a linda família que ele ganhou e, todos os dias exatamente as dez da noite, tudo se tornava melhor quando ele escutava o carro de Katsuki estacionando e o marido cantarolando "Onde estão meus amores?" enquanto entrava em casa e era recebido pela alegria descomunal de Cake.

Era fácil viver os dias daquela forma. Os pesadelos ainda eram estranhamente presentes e por vezes eles acordavam no meio da noite escutando Zaraya chorar ou pedindo para dormir com ambos, até que coloca-la para dormir tornou-se também uma alternativa mais fácil para os preocupados pais. 

E os dias eram bons. 

// Izuku // 

Zaraya fechou o cinto enquanto eu dava partida no carro. 

Ela estava super empolgada. O aniversário de Kacchan seria em um mês, mas ela ja estava planejando absolutamente tudo sobre a festa surpresa que faríamos para ele.

- ... E eu vi que naquela loja de festas tem balões que ficam voando - ela me dizia empolgada. - E tem alguns vermelhos, pai! Por que não levamos eles? 

- Acho perfeito - comentei com um sorriso. - Quer compra-los amanhã depois da escola? 

- Simmm! E olha so, eles também tem roupinhas de bebê com a fantasia do papai! 

Gargalhei alto e me virei para ver a foto da fantasia que ela me mostrava no meu celular.

- Ja pensou que engraçada a Kai iria ficar com isso? Ia parecer uma versão gordinha e minúscula do Kat.

- Uh, eu não sei onde vocês vêem que a Kai é gordinha!

- Ela é um bebê redondo. Muito redondo. 

Dei uma risadinha. Ok, talvez Kai fosse pesada as vezes. 

- Mas ela é enorme. Ela vai ser muito alta, igual ao Kat, você vai ver. Ela parece ja ter uns quatro meses, sendo que acabou de completar dois - eu a defendi. - Ela é um bebê grande. 

- Redonda. E grande. Mas redonda. 

Assim que nós entramos para o caminho principal da casa Zaraya começou a pular animada porque teríamos o dia todo para ficar juntos porque Kacchan teria uma folga naquele fim de semana. 

Assim que eu estacionei, Z pulou para fora do carro e correu casa a dentro chamando Cake e eu a segui rindo, levando nossas mochilas. 

- Kacchan? 

O silêncio da casa me pegou de surpresa. Cake não estava por ali tampouco. Eu podia escutar a voz de Zaraya na cozinha, chamando Cake pela varanda.

- Amor, venha aqui - eu a chamei e indiquei o andar de cima e um gesto de silêncio. 

Abri a porta do quarto e sorri comigo mesmo para a cena. Kacchan estava dormindo com Kai deitada no peito dele e uma de suas mãos segurando-a no lugar. Cake estava deitada logo ao lado dele com uma das patas descansadas em cima da mão livre dele.

- Acho que alguém está cansado - eu disse baixinho para Zaraya que concordou e me puxou para sairmos do quarto. - Ele ainda parece exausto.

- Acho que ele poderia dormir um dia inteiro - ela comentou e eu ri.

- Eu poderia dormir um dia inteiro se tivesse tempo. Ah, eu costumava fazer isso o tempo todo!

- Então vamos dormir o dia todo hoje! - Z disse com um sorriso. - Vamos, vamos, vamos! 

- Hmmm, nem pensar. Você tem dever de casa para fazer e eu trabalho para acertar. O K...

- Você está ouvindo, bebê? É o chato do seu pai - a voz rouca de Kacchan ecoou logo em seguida, nos fazendo rir. Ele apareceu com Kai no colo, fazendo carinho no cabelo dela para acorda-la. - Bom dia, família. 

- Ei, amor - eu sorri e fui saltitando até eles dois. Kai abriu seus olhinhos ao ouvir minha voz e deu uma daquelas risadas gostosas de bebê que me faziam derreter. Kacchan se inclinou para me dar um beijo. - Como foi sua manhã?

Kacchan coçou o próprio queixo.

- Dormi pra caramba - ele disse. - Acho que recuperei uma semana sem dormir, sério. Mas acho que quem se divertiu mais foi a Kai. Ela que me colocou para dormir.

Zaraya riu e então a atenção de Kai se voltou para ela e imediatamente os braços gordinhos se estenderam para a irmã. Z correu para segura-la e encher seu cabelo claro de beijos, fazendo-a rir mais. 

- Pai, nós podemos levar a Kai no parque de novo? - Zaraya perguntou e eu sorri: 

- Vamos, sim. Vá trocar de roupa e vamos almoçar...

-Vamos comer fora hoje - Kacchan sugeriu. - Estou com um desejo de cozido... 

- Você está sempre com desejo de cozido, amor - eu respondi e me virei para entrar no quarto com ele enquanto Zaraya ia trocar de roupa e levava Kai consigo. 

- Como foi seu trabalho? - Kacchan questionou me encarando pelo espelho ao que eu comecei a tirar minha jaqueta e a camisa de botão. 

- Está tudo bem por lá, não tivemos nenhuma emergência, nenhuma entrada na UTI hoje... A cidade está calma - eu comentei distraído e ele concordou. - Acredito que bastante, ja que eles deram até uma folga para alguns Pros...

- Isso tem chamado minha atenção, mas é muito bom no fim das contas  - Kacchan murmurou e se levantou para procurar uma roupa para si. - Bremon está feliz porque isso significa cidade mais segura, mas... Nós concordamos que tem algo estranho.

Eu me virei. 

- Estranho como? 

- Como... Uma calmaria antes de uma tempestade - Kacchan disse com a expressão pensativa e eu abri o chuveiro.

- Sabe... Algumas tempestades são silenciosas. Pode ou não ter algo acontecendo, mas não tem como saber. 

- Hm - ele respondeu ainda pensativo. 

- O que mais está incomodando meu herói? 

Ele deu um sorrisinho por fim e balançou a cabeça. 

- As luzes automáticas do corredor da sala para a cozinha estão com defeito. Tenho que troca-las depois, estão velhas, eu acho. 

- Que defeito elas tem? - questionei saindo do chuveiro e enrolando a toalha na cintura. 

Kacchan se virou para me encarar antes de responder e eu vi como seus olhos brilhavam em minha direção, me fazendo corar. 

- Está ascendendo - ele disse de repente e eu desviei o olhar para a calça dele até ouvir sua gargalhada. - Não eu, Izu. As luzes. Elas estão ascendendo do nada.

- Ah! Claro, as luzes. 

- Isso mesmo - ele continuou. - Reparei essa semana. Eu passei para pegar a mamadeira da Kai e elas ligaram segundos depois de apagar.

- Cake não passou acompanhando você? 

- Não, ela estava dormindo no quarto da Zaraya. Ela nunca sai de lá durante a noite...

Eu concordei com a cabeça e dei um tempo enquanto pensava e me vestia. Kacchan também pareceu estar pensando em algo enquanto passava perfume e fechava o relógio no pulso. Eu o encarei, todo arrumado:

- Você está indo a um encontro e eu não sei?

Ele sorriu. 

- Estou indo almoçar com meu marido. E minhas filhas. Algum problema, senhor?

- Você está tão arrumado - eu fiz graça. - Como quando começamos a sair e você ia me ver no hospital usando terno e aquela coisa toda.

- Eu sempre me arrumei assim, amor - ele disse e pegou uma escova para arrumar meu cabelo. - Não significa que você precisa fazer o mesmo.

- Ah, mas se eu saio desarrumado do seu lado as pessoas acham que eu sou babá dos seus filhos lindos e você está esperando a mãe hiper linda deles aparecer também - eu resmunguei e ele gargalhou.

- Que coisa idiota, Izu. Isso nunca aconteceu! 

- Mas poderia.

- Não, não poderia. É totalmente evidente que você é meu marido e não nossa babá, pelo amor... Você já viu a aliança no seu dedo? As pessoas reparam nela e...

- Pai?

- Aqui dentro, querida - respondi e pendurei a toalha. Zaraya entrou no banheiro trazendo Kai que já estava tomada banho e com outra roupinha. - Aaaaah, a roupa de vocês combina!

Zaraya gargalhou e concordou. Ela aninhou Kai nos braços e Kacchan estava sorrindo todo derretido para elas. Era um fato que Zaraya amava demais aquele bebê. 

- Eu estou morrendo de fome - ela choramingou. - Nós já vamos? 

- Já sim, querida - eu respondi. - Dê a Cake pro Kat e venha me dar uma ajuda para pegarmos o carrinho e a bolsa da Kai. 

Z concordou e deixou Kai com Kacchan, vindo logo atrás de mim e tagarelando sobre como ela achava que Kai estava cada dia mais parecida comigo, o que me fazia rir um pouquinho.

- Eu juro, as sardas dela são como as suas e eu tenho certeza que ela vai ter o mesmo formato de rosto...

- Você acha que pode adivinhar qual vai ser o poder dela? - questionei hesitante, mordendo a boca. - Acha que ela pode acabar não tendo nenhum, como eu?

Enquanto segurava a mochilinha de Kai, Zaraya pareceu surpresa:

- E qual é o problema com isso, pai? Ela seria igual a você. 

- É... Não é exatamente algo que eu gostaria para ela - murmurei com certa tristeza. - Crescer sem poderes é difícil... Interrompe alguns sonhos e...

- Mas qual o problema? Que tipo de sonho "não ter um poder" Interrompe?  - ela questionou de forma calorosa e, enquanto saíamos para o carro, Kacchan que vinha trazendo Kai nos encarou curioso.

- Bem... Se ela quiser ser heroína, mas o meu gene for dominante, ela não poderia ser, porque não teria um poder.

Zaraya arregalou os olhos.

- Ela pode ser como você! Você é um herói! 

Eu abri e fechei a boca e Kacchan ergueu uma sobrancelha. 

- Isso aí, Z! Mostre a ele o que ele tem que ouvir. Eu sempre digo, está vendo, amor? Você não é menos que ninguém por não ter um poder!

Resmunguei comigo mesmo. 

- Você é o maior herói que eu conheço! - Zaraya disse com um sorriso. - O mais esperto de todos. 

//

Eu corria.

Corria como se minha vida dependesse disso. E dependia. Eu so não sabia a preço de quê. 

E enquanto eu corria por caminhos desconhecidos e paredes cinzentas que nunca acabavam, gotas de suor escorriam por minha nuca e testa. Meu coração palpitava em minha garganta e em meus ouvidos e era impossível escutar até mesmo meus ofegos.

Eu escutava um choro distante, mas não havia nenhum coração para acalmar ali. O cheiro doce da nitroglicerina enchia meus pulmões e eu sabia que ele deveria estar ali, mas tudo que eu enxergava eram aquelas paredes...

E eu ainda corria. 

Minhas mãos percorriam as paredes come se pudessem encontrar uma resposta nelas e eu não podia respirar porque as paredes estavam cada vez menores. Cada vez menores. Cada vez menos espaçadas. 

Eu podia ouvir o choro desesperado dentro da minha cabeça e o cheiro doce e queimado estava fazendo minha garganta arder. 

Enquanto eu tentava gritar algo aconteceu longe de mim. Como um pequeno tremor, um balançar suave no vento, e eu soube que havia algo errado.

Eu podia sentir a falta de alguma coisa. Não era necessário me virar para procurar, eu sabia o que era. Era como acordar de repente e sentir que seus dentes ja não estavam  em sua própria boca: você sentiria, sem precisar procura-los.

- Zaraya - eu ofeguei enquanto me sentava com um pulo na cama.

Ao meu lado, Kacchan também estava ofegando. Ele tinha uma das mãos agarrando a própria camisa e os olho urgentes e vivos cravados em Kai que ainda dormia.

- O que foi? - ele perguntou com a voz apavorada enquanto eu me levantava depressa.

- Tive um pesadelo - eu respondi depressa. - Tem algo errado...

Os latidos de Cake me assustaram quando liguei a luz e a voz grossa de Kacchan me perguntando que diabos eu estava fazendo logo se perdeu na agonia em que mergulhei ao sair do quarto e encontrar o corredor vazio.

- Zaraya? 

Me aproximei com passos lentos do quarto dela. A porta estava aberta e a cama vazia. 

Cake continuou latindo, olhando para a escada. 

- Amor, o que foi? - Kacchan perguntou enquanto vinha atrás de mim. 

Ela não estava ali. Eu podia sentir, faltava aquela energia vibrante que estava sempre presente no ar quando ela estava por perto. 

Desci as escadas depressa, escutando o audível palavrão de Kacchan logo atrás de mim. Meu rosto quase encontrou a parede e eu corri pelo corredor até a sala e ela não estava lá, e nem na sala de jantar e nem mesmo no corredor.

- Z?! Zaraya!? - chamei com a voz embargada, urrando em desespero. 

Meus olhos se voltaram para a cozinha e eu a adentrei sem cerimónias apenas para encontra-la vazia também. Meu coração falhou uma batida.

A corrente com a pedra rosada que Zaraya estava sempre usando desde o nascimento de Kai estava jogada no meio do chão. 

Não havia vestígio de minha filha.

Seu colar estava ali.

E somente.


Notas Finais


Vim atualizar a historia enquanto espero dar a hora de romar meu antibiótico
Se cuidem! Até o próximo


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