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História INSTEAD - SwanQueen - Capítulo 71


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Notas do Autor


Estou tão ansioso pra chegar a parte do casamento e vocês? Suponho que estejam mais do que eu.

Hey, prestem bastante atenção nesse capítulo! E desde já quero agradecer a uma leitora que me deu essa ideia a um tempo e decidi usá-la. Obrigado @YamiToHikari você é 💯 🥰💓🤭

Boa leitura e até a próxima!🤭

Capítulo 71 - Uma Família?


Fanfic / Fanfiction INSTEAD - SwanQueen - Capítulo 71 - Uma Família?

Floresta Encantada, Castelo da Rainha Má

Não dava para acreditar. Evil não acreditava. Meses atrás Nolan havia proposto algo real pra ela e até aquele momento nada. O que a cavaleira estaria tramando. Ela se perguntava naquilo, enquanto penteava seus cabelos longos e encarava seu reflexo pensativa. Além disso, ela pensava em como deveriam estar todos. Como estaria os Encantados, Swan, sua metade e seu filho.

Ela sentia que estavam bem. Por pensar em Emma, onde estava a sua naquele momento? Assim que ela se perguntou isso, uma flecha passou por ela rapidamente acertando a área madeirada do espelho. Juntou as sobrancelhas pegando no objeto e retirando um papel de lá. Sorriu incrédula ao ver um anel amarrado a ele. Abriu o bilhete.

"Ei, quer começar uma nova aventura comigo?"

Sorriu. Levantou do local. Queria tirar algumas coisas a limpo com a loira. Andou até a varanda e observou o local inteiro. Não havia nenhum sinal dela entre aquelas árvores. Segurando o vestido, ela caminhou o mais rápido que podia para o quarto da loira. Sem bater, ela abriu a porta se deparando com um quarto vazio. Juntou as sobrancelhas indo até a cama e sentando no colchão, analisando uma roupa separada que estava ali para quando ela voltasse da floresta.

- Bom... Eu tenho que me ajoelhar e fazer corretamente ou...? – Regina logo ficou de pé dando de cara com Nolan. A mesma tinha algumas flores na mão. – Não levo jeito pra ser romântica, isso é fato. – Concluiu fazendo a rainha rir correndo na sua direção e a abraçando forte.

- Está perfeito. – Emma a soltou do abraço entregando o arranjo para ela que sorriu agradecida e meio envergonhada.

- Então, você aceita embarcar nessa aventura nova? – A rainha se pôs pensativa colocando seus braços em volta do pescoço da loira que sorriu ao ver aqueles lábios espelhar seu ato. Regina lhe deu um selinho demorado.

- Estou ansiosa com essa aventura. – Emma sorriu pegando a morena pela a cintura a erguendo em seus braços, enquanto a mesma rua com a euforia da loira. – Emma, me coloca no chão! – Pediu sendo atendida de imediato. – O que acha de um passeio nas colinas?

- Perfeito. Quem chegar por último vai se casar com Rumpelstiltskin! – Emma beijou a bochecha da morena e saiu correndo para o estábulo deixando a rainha para trás com um ponto de interrogação gigante em sua cabeça. Ela ia mesmo se casar com aquela mulher que parece uma criança? É iria sim. Entre risos, Regina foi atrás da cavaleira que provavelmente já se encontrava no local. Ela havia roubado.

Assim que chegou Nolan ajudou a parceira a montar em seu corcel e a mesma montou em outro. As duas logo puxaram as rédeas fazendo os dois animais entenderem e saírem correndo entre as árvores. Ambas se divertiam, enquanto cavalgavam em seus cavalos. Mills tinha um sorriso no rosto com o vento batendo seus cabelos que estavam soltos e longos. Emma adorava ver aquele sorriso de sua rainha.

Quando chegaram em uma área aberta, a mais nova pulou de seu garanhão indo até sua rainha e ajudando ela descer. Nolan deixou os dois soltos para correrem a vontade, aliás, ela sabia que ambos iriam voltar para seus donos.

- Você roubou, sabia? – Regina empurrou a loira que deu de ombros.

- Não se martirize. Ninguém vai se casar com você, sou eu.

- Idiota. – Emma sorriu ao ver a morena caminhar pela grama e a acompanhou com os braços escondidos atrás de seu corpo. Ela sabia perfeitamente para onde Mills estava a guiando. Conhecia aquele lugar muito bem. Seguindo a rainha, a mesma colocou Nolan contra um tronco de uma árvore. A loira sorriu maliciosa segurando a cintura da morena.

- Hum... Devo me preocupar com você tão perto assim?

- Reconhece esse lugar, certo? – A loira analisou em volta voltando seu olhar até a mulher a sua frente.

- Mas é óbvio. Foi nesse mesmo lugar no meu mundo que nos conhecemos. Como esquecer? Podemos estar em qualquer mundo paralelo, mas nunca vou esquecer – Sorriu colocando uma mecha escura atrás da orelha de Regina que mordeu seu lábio inferior. Não demorou muito e as duas já estavam com os seus lábios juntos. Ter a sensação dos beijos da sua rainha era indescritível. – Ei, volta aqui. Me dá só mais um beijo... – Pediu a loira ao ver ela se distanciar um pouco e pegar no seu canivete.

- Espera, Nolan – Regina empurrou Emma de leve fazendo a mesma rir, mas saiu da frente ficando por detrás do corpo da morena beijando seu pescoço.

- O que está fazendo?

- Cravando nossos nomes. – Nolan sem acreditar, levou seu olhar até a árvore e ali viu o nome de Mills e o seu sendo escrito.

- Mas-...

- Sem "mas". Estamos amarradas agora. – Emma sorriu beijando a bochecha da morena até ela terminar com o trabalho. Assim que terminou, a loira abraçou a parceira por trás.

- Bom... Eu já estava desde do primeiro dia. – Confessou beijando o ombro da morena e subindo até o pescoço, fazendo ela sentir leves cócegas. Riu tentando escapar da loira.

- Para, Emma! – Nolan a soltou segurando sua mão e entrelaçando seus dedos. As duas seguiram para a direção de onde vieram. Iriam até a cidade.

Realmente pareciam dois chicletes. Não se soltavam um segundo sequer. Ambas estavam ansiosas com o que o futuro reservava para elas. Nolan e Mills queriam encontrar uma maneira de se comunicarem com os outros, mas não sabiam como dar a grande notícia.

~~~

Storybrooker, Maine

Lanchonete Granny's

- Hum... O mesmo de sempre – Pediu a loira após sentar em um lugar com a prefeita que segurava suas mãos sob a mesa. A garçonete assentiu indo para a cozinha. A xerife voltou sua atenção à morena. Sorriu ao ver que ela a encarava demais. – Bom,  podemos continuar com a conversa dos preparativos ou quer admirar a sua oitava maravilha do mundo?

- Tenho direito às duas opções? – Questionou com um sorriso brincando nos lábios. Emma riu colocando uma mecha de seus fios dourados atrás da orelha. – Vejo que não.

- Ok, voltando à pauta dos preparativos... Já temos tudo agendado e pronto, certo?

- Sim. Local, mesas, decoração, arranjos florais, o cerimonialista, o vestido... Está tudo em ordem, Emma – Regina sorriu mostrando seus dentes perfeitamente enfileirados e brancos. Na cabeça de Swan logo veio um questionamento que lhe deu um tapa de realidade.

- E o seu vestido? – Indagou. A morena ficou em silêncio por um momento puxando a memória. Arregalou os olhos. A xerife revirou os seus. – Sabia.

- Vou resolver isso. Amanhã mesmo irei com Zelena e-... – As duas foram interrompidas por seus pedidos que acabaram de chegar. Ambas agradeceram. A prefeita limpou a garganta. – Não se preocupe. Irei fazer a prova.

- Acho bom mesmo. E Henry? – Perguntou mudando um pouco o foco da conversa. Regina levou o garfo aos lábios em seguida limpando o canto da boca após mastigar. 

- Desde que August chegou eles vivem pra cima e pra baixo com aquela moto. Não sei como você permitiu. – Disse em reprovação. Emma bebeu um pouco de suco. Ela havia permitido já que não viu nenhum problema do garoto querer aprender a pilotar uma moto.

- Ah, deixa o garoto. Ele tá crescendo. – Sorriu colocando sua mão acima da morena. Ela devolveu com um sorriso fraco.

Há algumas semanas Swan havia ficado pensativa. Após saber que Killian e Tinker estavam juntos e os dois seriam pais, Emma sentiu algo em si. Era um sentimento diferente do que estava acostumada a sentir. Não era inveja ou ciúmes, nada disso. Era um sentimento especial. Único. E ele aumentava toda vez que via Regina com Gideon ou Robin no colo. Na época não sabia o que era, mas agora tinha certeza o que era.

Ao perceber que a noiva estava encarando sua comida por muito tempo sem tocá-la, Regina pigarreou tocando em sua mão. Emma acordou de seus devaneios. Parecia perdida.

- Tudo bem?

- Oh... Sim, não era nada. – Apesar daquele sentimento todo, ela não sabia o que a morena iria pensar daquela ideia maluca. Vendo que a loira desviava o olhar a todo momento, Mills deixou o prato de lado e bebeu seu suco.

- Emma, lembra? Compartilhar o que sentimos. Confiança. Sem reprimir. – Swan acenou dando um longo suspiro. Ela tinha razão. Com essas três simples condições elas conseguiram ter uma relação saudável. Saudável até demais... A loira limpou a garganta.

- Há alguns dias... Eu estava sentindo algo interessante e esse sentimento aumentava em certas ocasiões... E sei lá, quando via você com as crianças no colo minha imaginação começava a criar coisas malucas e piradas... Entende? – Regina juntou as sobrancelhas tentando entender o que a companheira tentava explicar. Swan esperou até que ela atingisse o raciocínio.

- Emma, seja mais clara, por favor – Pediu. Swan imaginava que ela não entenderia. Respirou fundo desviando novamente olhar para suas mãos.

- Eu... Sei lá... Senti vontade de ter uma família com você. Uma nossa. – Regina sentia seu queixo querer ir ao chão naquele momento. Ok... Por quê seu coração estava acelerado como se fosse no dia que Emma a pediu em namoro? Por quê um sorriso queria sair de seus lábios? Por quê sentia aquela felicidade inexplicável?

- Emma...

- Ah, eu sei... É um pensamento idiota e impossível...

- Não! Não é isso – Mills a corrigiu fazendo ela juntar as sobrancelhas. Não? – Poxa... Isso é incrível... Mas, não é tão impossível. Por que não me contou isso antes?

- Espera, você também quer?

- Agora que você falou, eu nunca tinha pensado nisso. – Swan sorriu entrelaçando seus dedos com os da prefeita. Ambas sorriam. – Mas como vamos fazer isso?

- Podemos conversar com a Fada Azul. Ela deve saber, não? – A xerife deu de ombros sentindo a mais velha deixar beijos em suas mãos. Era isso mesmo. Elas iriam descobrir se havia algum jeito. Mas, o mais importante: Não poderia se encherem de expectativas. Ninguém sabia se havia e se não houvesse poderia fazer como Regina fizera com Henry. Adoção.

~~~

- Cada dia me convenço mais que você ama mais seu gancho que nós – A fada loira revirou os olhos, enquanto observava o pirata procurar por algo feito louco pela casa. O mesmo parou.

- Ah, amor, isso é uma calúnia! – Disse soltando aquele sorriso charmoso que Tinker conhecia bem. Killian encontrou a garrafa que estava atrás. – Aliás, não estou atrás do meu gancho. Mas, vamos encontrei. Te acompanho até o convento e vou direto para a delegacia – A loira assentiu pegando suas coisas e acompanhando Hook para fora da casa. 

Apesar de Azul no começo ir contra ao relacionamento dos dois, ambos seguiram em frente com aquilo. Alguns meses mais tarde os dois acabaram se apaixonando e se casando em seguida. Sininho já não era mais fada madrinha e não tinha mais nada a tratar com aquele ramo. Mas mesmo assim ia ao convento para ajudar as fadas.

No caminho os dois conversavam animadamente sobre o quarto do bebê que estava em andamento. Bom, ela só tinha algumas semanas, mas Jones parecia animado com a ideia de ser pai. A fada tinha sua mão enlaçada ao braço do capitão que tinha um sorriso no rosto. Quando chegaram no convento, ambos se depararam com um outro casal. Swan e Mills.

- Oi, Killian e Sininho – Cumprimentou Regina com um sorriso leve nos lábios.

- Swan, majestade, o que fazem por aqui? – Killian indagou um tanto curioso. As mulheres sorriram cúmplices. Jones entendeu. – Oh, é segredo. Então, me despeço aqui. Até, querida – Hook beijou a têmpora da mulher ao seu lado e se despediu das outras duas logo partiu para o trabalho.

- Em que posso ser útil? – Fada loira tinha um sorriso no rosto e braços cruzados.

- Ahm... Queremos falar com a Fada Azul – A mulher assentiu guiando as duas na direção do escritório da fada. Depois de muitos pedidos e insistência de Tinker, Mills cedeu e permitiu algumas reformas no local das fadas.

A amiga da prefeita guiou as duas até uma porta dupla e bateu recebendo um "Entre" como resposta. Ela abriu a porta anunciando as duas mulheres. A Madre Superior sorriu gentil ao ver o casal tanto comentado nos últimos meses.

- Emma e Regina, o que devo a visita de vocês? – Emma puxando a mão da noiva se aproximando de Azul, que ergueu uma sobrancelha ao ver a hesitação de ambas.

- Queremos saber se você pode nos ajudar. – Disse a morena direta sem enrolar mais e Swan deu um tapa discreto no braço da parceira. A mulher sorriu.

- Ajudar?

- Sim. Como a senhora é especialista nessas coisas, queremos saber se é possível nós... Sabe? Ter um filho... Entende? – A xerife tentou explicar dessa vez tendo sucesso.

- Entendo, Emma. Vocês querem um bebê. Isso é curioso, mas vindo de vocês posso esperar qualquer coisa.  – Disse fazendo as duas assentirem com as bochechas coradas. Sininho que estava presente sentiu seu queixo cair ao escutar aquilo. – Existe uma maneira. Ela já foi muito usada em mulheres que não conseguiram engravidar. Bom, não é muito eficaz.

- E... Como podemos fazer isso? – Perguntou Regina sentindo Swan apertar sua mão com certa força. Saber que não era tão eficaz, deixava a loira nos nervos.

- Precisamos de ingredientes.

- Quais são? Estou disposta a tentar. – Mills se aproximou mais da mesa da fada. Emma a olhou sem crê. Ela realmente estava disposta? Regina mal havia recebido a ideia.

- Eu tenho o que preciso aqui, porém alguns não possuo. É o silphium, pétalas de descurainia e o mais importante o sangue de ambas. – Emma assentiu anotando tudo em mente, enquanto Regina tentava lembrar se tinha alguma desses ingredientes na sua cripta. 

- Acho que devo ter algo em minhas coisas. – Disse Mills pensativa. Ela sempre mantém aquele lugar abastecido. Tem que ter esses ingredientes lá. A fada sorriu.

- Ótimo, traga eles amanhã e conversamos melhor.

~~~

Enquanto isso, o pirata caminhava pelo o cais olhando para todos os lados. Ele tinha que fazer algo importante, porém ninguém poderia saber do que se tratava.

Hook retira o objeto mágico de dentro de seu casaco e pega uma carta colocando dentro da garrafa. Pensou no lugar desejado e arremessou no mar, com a esperança de que chegue a tempo no destino. Era importante que aquilo chegasse.





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