História Instinct - Capítulo 43


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Animal, Hopemin, Hoseok, Jimin, Minhope, Minjoon, Namjoon, Nammin, Sope, Sugamin, Yoongi, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 23
Palavras 2.392
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 43 - Capítulo 43


Fanfic / Fanfiction Instinct - Capítulo 43 - Capítulo 43

A semana passou rápido e fiquei feliz de sobreviver a ela, mesmo com tanta agitação.  

Não fui mais importunado por Yoongi, e, mesmo que o visse me encarar algumas poucas vezes, em momentos diversos, na Universidade -, em nenhuma delas ele se aproximou.  

Mas, fui atormentado pela ideia de ir à casa de minha madrinha no final de semana, e quem sabe, conversar com ela.  

Também pensei na ideia de voltar a trabalhar e conseguir um outro lugar para ficar, já que não conseguia paz na casa de Namjoon, com aqueles sonhos ou visões.  

Mas enquanto não decidia nenhuma das duas coisas, apenas estudei.  

 

                                                           §§ 

 

Naquele sábado, eu fiquei inquieto, sem parar de pensar em minha madrinha e antes que eu desistisse, escolhi uma roupa, e depois de comprar uma lembrança pra ela, foi para sua casa. 

O local estava cheio, com diversos carros estacionados, e o quintal repleto de convidados – a maioria, funcionários e amigos de trabalho.  

Sentindo-me bem por não ter a atenção dela -, pois estava ocupada cumprimentando as muitas pessoas -, apenas me mantive na minha, falando com alguns colegas e esperando uma oportunidade para finalmente me aproximar. 

Quando a vi entrar em casa, com uma bandeja nas mãos -, provavelmente para pegar algo para servir -, me levantei e fui até ela, sentindo meu coração bater forte, pois tinha medo que ela estivesse muito chateada e me expulsasse dali. Por outro lado, me sentia feliz por realmente não ver Yoongi em lugar algum, nem quando adentrei a casa deles.  

Mas assim que meus olhos enxergaram a aquela escada, fiquei preso em um olhar longe, sentindo-me estranho novamente... 

- Mas que surpresa. - A voz de minha madrinha fez com que eu despertasse, e rapidamente a olhasse, vendo que se aproximava. Para a minha surpresa, sua feição não era a mesma que costumava ver quando morava aqui, e ela realmente não parecia muito feliz. 

- Você por aqui... - Ela continuou, parando bem a minha frente, enquanto sem ter o que responder, apenas sorri pequeno, a entregando a lembrança que comprei. 

 - Não precisava. -  Ela disse, um pouco surpresa, antes de me olhar com um olhar que não soube decifrar, mas não parecia ruim. - Você sumiu... Está, tão diferente.  

- Me desculpe por isso. - Me apressei em pedir, a observando baixar os olhos, realmente magoada. - Eu nunca quis ser ingrato com você, madrinha, pelo contrário. - Continuei. Sendo o mais sincero possível e sei que ela via isso em mim.  

- Eu acredito em você, Jimin. - Ela disse baixinho, mas sorrindo pequeno, antes de continuar. - Mas, não posso mentir em não dizer que fiquei muito preocupada quando sumiu.  

- Eu sei que deveria ter te ligado, depois que sai da festa na Universidade mas...  

- Não Jimin, não só depois da festa. - Ela me cortou, vendo a confusão em meus olhos, enquanto continuava. - Eu não sou nada oficialmente sua, mas, realmente fiquei louca em ter que viajar por tantos meses e não ter notícias suas.  

- Meses?  

- Eu, sei que talvez apenas não queria dar satisfações de sua vida a ninguém, afinal já é um homem... - Ela falava, vendo ainda minhas expressões - Mas, a verdade é que fiquei preocupada.  

- Eu realmente peço desculpas, madrinha. - Eu quase sussurrei, ainda afetado e com um olhar meio distante, enquanto tentava entender. Até que parei para pergunta-la. - Por quanto tempo mesmo esteve fora, madrinha? 

Ela pensou um pouco, intrigada com minha confusão, mas me respondeu.  

- Bom, eu viajei para casa de sua mãe no dia seguinte do baile de meado do ano, e, já iniciamos outro ano, Jimin. - Ela respondeu, acho que nem percebendo meus olhos quase saltando da cara quando terminei de ouvir o que disse.   

- Espera, por que viajou para casa de minha mãe? E por tanto tempo?! 

- Ahm... - Ela resmungou pensativa, olhando para um outro lugar qualquer que não fosse meus olhos de espantado e preocupação. - Ela, esteve um pouco doente. 

- O que?!  

- Fique calmo, ela já está bem. Cuidei dela o tempo que foi preciso e só voltei quando a saúde dela estava 100% novamente.  

- Como assim? Por que não me contou?  

- Como? Você sumiu, esqueceu? 

Ela estava certa. Por isso me calei, respirando fundo e passando as mãos em meus cabelos, ainda nervoso...  

 - Escute bem, não conte a ela que te contei isso, e nem pense em deixar a faculdade para voltar para casa! Ela me mataria por isso! - Minha madrinha falava, enquanto eu ainda tentava processar tudo o que ouvi e ouvira. - Ela realmente está bem, vai perceber isso quando falar com ela.  

- Eu não vou conseguir ficar aqui sem ver como ela está.  

- Ela está bem, Jimin. Não acredita em mim? Eu mesma cuidei dela. Fique tranquilo. - Ela continuou, firme, o suficiente para que eu olhasse em seus olhos procurando ficar realmente calmo. - E fora que em breve poderá visita-la, nas férias de meado do ano. 

- Eu não sei madrinha... Mamãe esconde as coisas de mim. - Resmunguei ainda inserto. Logo sendo encarado por ela novamente. 

- Ela quer seu bem, Jimin. E só falta um ano para você completar a faculdade. Não faça nenhuma idiotice.  - Ela disse, enquanto respirei fundo, vencido, antes de voltar a falar 

- Tá bom, madrinha. Você está certa. 

Trocamos um breve olhar ainda tenso, até vê-la sorrindo, falando agora em tom entusiasmado.  

- Mas me diga, onde está ficando agora?  

Eu parei para analisar sua pergunta por alguns segundos, antes de responder tranquilamente. - Na casa de um amigo. 

 - Um amigo é? - Ela perguntou sorridente, de uma forma até meio boba. Mas fiquei feliz por não ter se chateado por isso.   

Ainda a vendo sorrir daquela forma, baixei os olhos, sentindo minhas bochechas quentes. - Ele é só um amigo mesmo. - Quase resmunguei sem jeito e tímido. 

 - Sei... Tudo bem, só não deixe de vir me ver. Nem fuja de mim na faculdade. - Ele continuou bem-humorada e a olhei com olhos grandes, sem jeito por sua revelação. Pois eu jurava que estava me escondendo bem dela. - É, eu via você correndo nos corredores. - Ela completou, rindo um pouco e até que quebrando o restante de tensão entre nós. O suficiente para que eu a olhasse com todo carinho que ela merece. 

 – Desculpe – Pedi arrependido, recebendo um olhar amável dela. - Eu não estava preparado para falar com a senhora.  

- Eu sei disso – Ela disse, acariciando meu rosto. - Por isso esperei que viesse. Quando estivesse pronto. - Ela completou, me fazendo sorrir, enquanto deixava um beijo em minha testa. - Agora eu preciso ir, tenho que servir meus convidados!  

- Quer ajuda? - Perguntei a observando ainda sair apressada, gritando: 

- Não! Obrigada! Apenas vá até “seu quarto” e pegue o presente que sua mãe mandou para você! Tá em cima da cama!  

Eu ainda fiquei alguns segundo parado no mesmo lugar, sorrindo bobo com o quanto eu amo essa mulher e o quanto eu amo minha mãe, por mesmo doente, se lembrar de mim. - E, Ah, que saudade... E eu ainda vou ter que aguentar até o meado do ano para vê-la.  

Subi as escadas, ainda sorrindo e me sentindo leve depois de finalmente resolver as coisas com minha madrinha. Até deixar meu sorriso morrer, quando encarei o corredor dos quartos, mas as portas fechadas, todas, inclusive a de Yoongi.  

Passei para meu antigo quarto, sentindo uma certa diferença no ambiente. Acho que devido a falta dos quadros que haviam pendurados na parede... 

Meus olhos caíram sobe a pequena poltrona no canto e sorri com tristeza quando me veio a visão clara de Namjoon sentado nela, enrolado nas cobertas que coloquei em seu corpo, enquanto bebia o chocolate quente que minha madrinha havia feito.  

Aquela noite foi tão mágica... Naquele momento eu senti que finalmente pude retribuir a ele todas as chatices que aturou de mim, em todos aqueles anos que estivemos juntos. 

A bolsa em cima da cama chamou minha atenção e sorri caminhando na direção dela. A peguei com cuidado, enquanto me sentava na beirada do colchão. Mas meu sorriso foi ainda maior, quando peguei um pequeno bilhete com a letra de minha mãe. Nele estava escrito: 

 

“Já que gostou tanto, comprei outro para você 

Estou com saudades. 

 

Até me senti ansioso, e abri o embrulho do presente. - Mas assim que vi o que era, senti meus olhos quase revirarem, quando avistei outro conjunto todo jeans, só que agora na cor preta.  

Eu já detestava aquela roupa, que dirá depois da situação tensa que passei quando a vesti pela primeira vez.  

Bom, não posso mentir e fingir não ter gostado dos beijos que troquei com Yoongi naquela noite. Foi uma surpresa inesperada.  

Mas algo estranho aconteceu em minha mente, eu não conseguia me lembrar daquela noite direito... Ao invés de apenas ela, eu tinha uma mistura de outros fleches e fragmentos estranhos para minha memória. Nele eu me olhava no espelho e tocava uma cicatriz em meu abdômen... Depois voltava para a noite que ficamos a primeira vez, e o momento em que limpava seus lábios das feridas... Em seguida, o via sorrir debochado, enquanto apareço o machucando, enquanto o prensava contra a parede... E depois, mais beijos...  

Um calor imenso surgiu em meu corpo, junto de diversos arrepios... Mas os fleches não pararam e fechei os olhos quase podendo senti-los, quando neles agora eu tirava minha blusa, e depois a de Yoongi... 

Era tudo tão claro... Tão real...  

- Vai embora – Eu me ouvia dizer na visão que tinha, e o olhar de desejo que ele me olhava, me fazendo desejar que não fosse, apesar de pedir o contrário. - Mais beijos e sinto um calafrio lento quando suas mãos me apertaram em seu corpo quente...  

De repente, vejo em visão, meu corpo ser afastado por mim mesmo, se chocando contra a parede do quarto – junto dos barulhos dos quadros caindo e se quebrando... 

Toquei minha testa, juntando minhas sobrancelhas, mas as visões não pararam...  

- Me amarra... - Me ouvi sussurrar, e quase pude sentir minhas mãos sendo presas por um tecido... - Me lembro de olhar para trás e de ver a feição pervertida no rosto de Yoongi e antes que sentisse seus beijos mais uma vez, ouvi uma voz que me trouxe para a realidade.  

- Pensei que não viria.  

Olhei na direção da voz de forma assustada, me sentindo sem ar – mas todo o pouco que ainda tinha se foi quando avistei Yoongi, parado na porta.  

Rapidamente baixei meus olhos, sentindo minhas bochechas quentes e a cabeça doendo.  

- Você está bem? - Ele perguntou e rapidamente me levantei, quando percebi que se aproximava.  

- Eu estou bem. - Eu falei rápido, enquanto respirava devagar, tentando me recuperar de tudo aquilo...   

“Isso foi só uma ilusão... Vai passar... O doutor disse que passaria.” - Eu tentava convencer a mim mesmo, isso, até meus olhos ficarem grandes ao se depararem com os quadros quebrados, atrás da poltrona, escondidos.  

Parecendo seguir meus olhos, Yoongi olhou na direção que eu olhava e avistou o mesmo que eu, voltando a encarar meus olhos sem uma expressão certa definida. Parecia esperar que eu falasse algo primeiro.  

- Eu preciso ir. - Foi tudo o que eu disse, começando a andar para fora do quarto, sendo seguido por ele, que me chamava.  

- Espera, por favor, vamos conversar. - Ele insistia, enquanto eu descia a escada correndo. - Jimin!  

Ele gritou e por algum motivo desconhecido em mim eu parei. Mas ainda continuei de costas. Esperando, que dissesse o que queria dizer.  

- Achou o presente, querido? - Minha madrinha surgiu, me perguntando sorridente, até perder o sorriso, quando encarou nossas feições horríveis e tensas. - Que houve?  

- Nada. Só, não estou me sentindo bem. Vou para casa. - Eu disse baixinho, quase sem voz, a observando intercalar seu olhar entre eu e Yoongi, ainda na escada, quieto.  

- Tudo bem, obrigado por ter vindo, meu anjo. - Ela disse, parecendo ter entendido algo mais, ignorando minha mentira, antes de dizer ao filho - Leve Jimin para casa, está um pouco tarde para andar sozinho. 

Ela ordenou, e apenas virei o rosto em negação, a ouvindo continuar - Não deixe de me ligar, tá bom? - Ela concluiu, me dando um abraço forte, mesmo ainda com o olhar preocupada com minha cara péssima. Apenas a retribui o carinho e sai de sua casa, sendo infelizmente seguido por seu “querido filho”.  

Eu fingi que não ouvi o que minha madrinha havia mandado, e apenas continuei caminhando, sem olhar para trás. Isso até ser parado por Yoongi que acelerou a moto, antes de parar com ela bem na minha frente, me impedindo de continuar. 

 - Sobe. - Ele disse, educando como sempre. 

- Eu gosto de caminhar. - O respondi, sendo o mais debochado possível, apenas para o ver revirar os olhos.  

- Eu não vou andar com você até sei lá onde você está!  

- Ótimo! Apenas não vá! Eu realmente não quero ir com você a lugar algum! - Eu gritei a todos pulmões, encarando o silencio que nós dois fizemos, quando percebemos estarmos nos comportando ridiculamente como dois adolescentes.  

- Você não vai me deixar ir sozinho, não é? - Perguntei respirando fundo. 

- Você sabe que não. - Ele respondeu firme, enquanto encarava meus olhos.  

Vencido, respirei fundo uma segunda vez, antes de subir de uma vez naquela maldita moto.  

Lógico que ele tirou meus braços do apoio de trás e os prendeu em volta de sua cintura, e depois de conferir minhas pernas, as apertando bem contra as deles, finalmente acelerou.   

Eu o direcionei a parar a quatro quadras da casa dele, e vi seus olhos suspeitos, até estacionar frente à casa de Namjoon, onde fingi não perceber sua feição emburrada, enquanto descia da moto.  

- Que bom namorado o seu, te deixar andar sozinho por aí. - Ele tentou ser irônico e debochado comigo, enquanto eu colocava o presente embaixo do braço, para depois o encarar com um sorriso satisfeito por pensar exatamente o que eu queria.  

- Ele sabe que não há mais o que temer.  

 



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