História Instinct - Capítulo 48


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Animal, Hopemin, Hoseok, Jimin, Minhope, Minjoon, Namjoon, Nammin, Sope, Sugamin, Yoongi, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 22
Palavras 1.089
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 48 - Capítulo 48


Fanfic / Fanfiction Instinct - Capítulo 48 - Capítulo 48

– Namjoon? - Chamei seu nome, me colocando sentado, quando não conseguia mais me manter deitado, apenas esperando que falasse.  

Alguns segundos se passaram sem que eu escutasse sua voz e meu coração quase saia da caixa do peito em agonia e nervoso.  

– Namjoon? Fala comigo… - Eu pedi, sentindo aquele vazio inexplicavelmente enorme dentro de mim. Uma necessidade quase sufocante de ouvir sua voz, saber se estava bem, qualquer coisa…  

Respirei fundo, sentindo meus olhos se encherem por imaginar a dor que estaria sentindo nesse momento, ao pondo de deixa-lo assim?  

– Eu ainda não sei exatamente o que eu fiz, mas me perdoa… Fala comigo? – Insisti mais uma vez, antes de finamente ouvir sua voz. 

– Me desculpe. – Foi tudo o que disse, antes de desligar a ligação e me deixar péssimo, não conseguindo segurar as lágrimas que rolavam em meu rosto. 

Fui tomado por algo inexplicável e retornei à ligação umas duas vezes, caindo todas na caixa postal e me fazendo perceber o quanto invasivo eu estava sendo em tentar forçá-lo a fazer algo que visivelmente ele não queria.  

Sentindo meus lábios em um bico chateado, joguei o celular no canto da cama e apenas me deitei aborrecido e tristonho. - Eu não sei por quanto tempo mais senti as lagrimas quentes molharem meu rosto, mas eu acredito que dormi assim.   

 

                                                         §§ 

 

De manhã eu senti uma imensa vontade de me levantar e correr para fora de casa, ver o dia terminar de nascer, como sempre amei fazer. Mas me sentia amargamente triste por dentro. Por isso, apenas permaneci debaixo das cobertas.  

- Oh – Ouvi a voz de minha mãe, resmungando próximo a minha cama, enquanto fechava uma das bandas da janela, ainda aberta, apenas para impedir que os raios de sol chegassem até onde eu estava. - Que houve? Havia deixado seu café quentinho te esperando na garrafa, para quando você acordasse. Amava ver o dia nascendo.  

Fiquei em silencio, porque houvir sua pergunta fez as respostas mesmo mudas ecoarem em minha mente, trazendo um nó para minha garganta novamente.  

Eu queria tanto que ele conversasse comigo... 

Ela delicadamente retirou um pouco da coberta de meu rosto, parando assim que provavelmente viu o quanto eu estava encolhido, com os olhos fortemente fechados e o rosto já húmido, devido a algumas lágrimas intrusas que não consegui segurar.  

- Que houve meu filho? - Ela perguntou, acariciando meus cabelos, enquanto eu apenas neguei, balançando a cabeça lentamente, sem sair de como estava. - Ah, meu bem. Eu te amo. Okay? Vai ficar tudo bem. - A ouvi sussurrar, agora deixando um beijo lento em minha testa, arrumando a coberta sobre meus ombros e fechando a outra janela, antes de sair do quarto, me deixando sozinho novamente. 

Ela não retornou ao quarto mais, e apenas levantei quando me senti bem para isso, a encontrando fazendo o almoço.-  Me sentei a mesa, e rapidamente ela me deu bom dia, apesar de já ser tarde, e me serviu com o que havia preparado para mim, de manhã.  

Eu, mesmo sentindo “aquela dor duplicadamente maior” dentro de mim, comi satisfeito, tudo o que pois a mesa, e após alguns minutos em silencio, decidi falar algo. Não era justo que depois de tanto tempo eu viesse para casa e ficasse dessa forma, quando deveria a encher de carinho.  

- Me desculpe, mãe.  

- Por que está me pedindo desculpas, Jimin? - Ela parou o que estava fazendo, virando na minha direção e encarando meus olhos baixos. E então, sentou-se ao meu lado, passando um de seus braços por meus ombros, encostando a ponta de seu nariz em minha bochecha, antes de deixar um beijo doce. - Quer conversar?  

Neguei, balançando a cabeça. Mas ela insistiu. - É alguma paixão não resolvida?  

- Não. - Respondi de imediato, olhando para um outro lado qualquer. - Magoei um amigo muito importante.  

“Amigo...” - Aquela palavra se repetiu em minha mente, junto de uma fisgada no peito. Lembrei de seu sorriso de covinhas, de suas risadas e rapidamente fechei os olhos, quando senti que poderia voltar a chorar apenas com essas memorias.  

- Se ele o ama, assim como vejo que ama a ele, vão ficar bem em breve. - Ela disse, beijando meu rosto uma última vez antes de se levantar. -  Mas enquanto isso não acontece, vamos apenas curtir nossos dias, um com o outro. Quero te mostrar as mudanças que fiz na propriedade e os animais novos que comprei...  

- Eu vou amar, mãe. - Respondi, respirando fundo e me levantando também.  

Deixei um beijo em sua testa e sorri, recebendo também um sorriso lindo dela, antes de me ouvir dizer - Eu te amo.  

- Também te amo, filho.  

 

                                                             §§ 

 

Aquela foi a última vez em que me deixei ficar daquela forma frente a ela. Depois disso, não parei de sorrir e me divertir com tudo o que tanto queria me mostrar ou viver comigo, naquele curto período de tempo em que estávamos juntos.  

Ela fez questão de me levar “ao centro” da cidade e me exibir como troféu a todas as suas amigas, também muito impressionadas com minhas mudanças. Me levou até o padeiro, açougueiro e quando enfim não tinha mais ninguém que ela quisesse que me visse, voltamos para casa. 

Faltavam apenas alguns dias para que eu retornasse a faculdade e eu me sentia completamente renovado, mesmo ainda triste por dentro. - Pensei no futuro que queria para mim, e nessas idas e vindas com minha mãe, por minha pequena cidade, conversei com alguns pequenos empresários no ramo que desejo atuar, e peguei o contato de alguns, deixando também meu currículo, para quem sabe num futuro próximo, tentar conseguir uma profissão. 

Só não consegui ficar muito envolvido com os animais e com a natureza como desejava ter ficado. E sempre que me esforçava a estar perto de alguns deles, minha mente só pensava no quanto Namjoon amaria tudo aquilo. - Quem sabe, esqueceria sua dor da perda de Mono, cuidando de outros tantos animais, tão carentes e indefesos quando ela era.   

Se um dia voltarmos a ficar bem um com o outro, sem dúvidas, o traria para passar uns dias aqui. Eu sei que ele amaria.  

- Estou vendo coisas ou tem alguém no nosso portão? - Minha mãe disse, acho que perguntando a ela mesma.  

Pisquei algumas vezes, voltando para a realidade e olhando, mesmo que ainda um pouco longe, a cena mais surreal da minha vida.  

Minha madrinha, cheia de bolsas e malas, e ao lado, Yoongi.  



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