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História Instinto (ABO) - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Bom dia


Depois disso, me convenci que era melhor ir dormir.

Tranquei a porta, apaguei as luzes e me deitei na cama. Não demorei muito pra cair no sono, que foi cheio de sonhos confusos. Sonhei que estava novamente na cama com Daniel, mas em seguida não era mais ele, mas sim o Jonan, então eu gritava, saia de perto e me deparava com a garota que tinha estado com ele, a tal de Cíntia, em seguida ele chegava e eles começavam a se pegar na minha frente! Enraivecida, eu fui embora e encontrei a Nina, ela me abraçava pra me consolar, mas novamente, não é mais ela que me abraçava, era Daniel, nós nos beijávamos e eu ouvia meus pais protestando as minhas costas, o que fez eu me soltar dele. Em seguida eu estava sentada no sofá de casa escutando o sermão de minhã mãe e o quanto meu pai estava decepcionado comigo.

Acordo com alguns raios de sol atravessando a janela semicoberta pelas cortinas, morrendo de sede, bebo da água que Daniel me trouxe ontem a noite, meditando sobre a confusão de ontem. É tudo meio embaçado, mas me lembro de tudo, e Daniel tinha razão, agora que estou sóbria, eu estaria muito arrependida se tivesse feito algo tão impulsivo ontem.

Depois de encontrar uma escova de dente novinha, ainda na embalagem, faço todo o meu ritual matinal sem pressa, depois coloco minhas próprias roupas e saio do quarto, desço as escadas e encontro uma empregada no caminho.

Empregada: Bom dia senhorita. Estava indo te acordar para o café da manhã.

Hanna: Ah, não precisa, eu acho que vou embora.

Empregada: Nem pensar, o café da manhã é muito importante, principalmente para quem bebeu bastante ontem.

Meu Deus, parecia que eu tava escutando a minha mão me dar uma bronca por pular uma das refeições. Me senti constrangida e respondi automaticamente.

Hanna: Sim senhora.

Empregada: Não precisa me chamar de senhora, meu nome é Laura. Enquanto você estiver aqui, pode me pedir qualquer coisa que precisar.

Hanna: Obrigada Laura, mas só vou tomar o café e ir para casa.

Laura: Se assim desejar… Me siga, vou te levar até a cozinha. O senhor Daniel disse que não seria necessário pôr a mesa na sala de jantar.

A sigo sem pestanejar, reparando no tamanho daquela casa, e que se só eu fosse tomar o café da manhã, não seria mesmo necessário colocar a comida na mesa enorme da tal sala de jantar, pela qual nós passamos para chegar na cozinha.

Chegamos a uma cozinha espaçosa, com um balção, cercado por algumas banquetas e muita comida em cima. Desde de torradas, bolos e pães até frutas, leite, café e suco. Me sento e começo a encher meu prato. Não tinha percebido que estava com fome até entrar ali e sentir o cheio de toda aquela comida.

Dali alguns minutos, ouço passos apressados entrar na cozinha.

Empregada: Ele está vindo.

Laura: Muito bem, fique em posição.

E a empregada que chegou se coloca a um canto da cozinha, com a postura reta, e a Laura vai a um outro canto.

Daniel: Bom dia.

Demoro um pouco para assimilar que ele estava falando comigo, já que nenhuma das empregadas respondeu, então eu preciso tomar um gole de suco pra empurrar o pedaço de pão que eu tinha mordido.

Hanna: Bom dia. - e mesmo assim, minha voz sai falhada.

Nesse meio tempo, ele já tinha dado a volta no balção e se sentado de frente para mim, com um jornal nas mão. Ele usava uma calça de moletom folgada e uma camiseta simples.

Daniel: Dormiu bem?

Hanna: Sim, obrigada.

Ele abre o jornal e se perde por trás dele.

Daniel: E esta gostando do café da manhã?

Hanna: Sim, está muito bom.

Daniel: Eu disse pra elas que não precisava fazer tanta comida, mas elas não podem ver visitas que querem dar de comer.

Vejo as empregadas ficarem constrangidas em suas posições. Não o respondo, não consigo, é demais pra mim. Eu me agarrei com ele ontem a noite e não sei como agir, se tivesse um buraco no chão, eu me esconderia ali e nunca mais aparecia. Mas ele age como se nada tivesse acontecido, super casual, como se todo dia uma garota acordasse na sua casa dele depois de beber bastante.

Perante meu silêncio, ele dá uma abaixadinha no jornal e me olha com um ar desconfiado.

Hanna: O quê?

Daniel: Nada.

E volta pra trás do jornal. De tempos em tempos ele se movimenta para beber um pouco de café ou dar uma mordida em uma torrada, mas só. Não diz mais nada e o silêncio começa a me incomodar, e muito, então decido fazer algo.

Hanna: Bom, acho que já vou indo.

Daniel: Por que? A comida não esta boa?

Hanna: Não, está tudo muito gostoso.

Daniel: Então é porque você está desconfortável.

Hanna: Bem… é.

Daniel: Certo, eu vou te levar pra casa.

Hanna: Não!

Tanto Daniel como as empregadas se assustaram com minha negação tão repentina, tanto que Daniel dobra o jornal e o coloca de lado.

Hanna: Quer dizer, não precisa, eu pego um ônibus e tá tudo certo.

Daniel: Sei... eu insisto em te levar. Não precisa ficar preocupada, eu continuo tomando inibidores, então nada demais vai acontecer.

Sinto minhas bochechas esquentarem instantaneamente, e reparo que as empregadas desviam rapidamente os olhos de nós dois.

Hanna: Não é por isso. É que meus pais não vão gostar de me ver chegando em um carro com um cara porque teoricamente eu estou na casa de uma amiga.

Daniel: Entendi. Então eu posso te levar na sua amiga.

Hanna: Não precisa, sério.

Daniel: Hanna, relaxa. Vem aqui comigo.

Ele se levanta e me guia até a sala de estar, onde não tinha mais nenhum empregado por perto.

Daniel: Pronto, aqui mais ninguém vai te ouvir. Não precisa ficar envergonhada por causa dos funcionários, eles não saem por ai contando o que acontece ou deixa de acontecer nessa casa.

Hanna: Mesmo assim… Eu… Nós… - fecho os olhos para organizar meus pensamentos antes de prosseguir – É que eu não costumo fazer esse tipo de coisa, na verdade eu nunca fiz isso antes, e eu não sei nem o que te dizer.

Depois de um momento de silêncio, onde parecia que o Alfa fazia uma análise prolongada da situação, ele fala.

Daniel: Olha, se você não se sente confortável perto de mim, eu posso chamar um táxi pra te levar embora. Mas eu tinha esperança de poder passar o dia com você e nos conhecermos melhor.

Hanna: Não é com você que me sinto desconfortável, é com a situação. Até porque é você que tá tomando inibidores e não deixou nada acontecer ontem.

Daniel: Podemos fazer de conta que nem mesmo o que aconteceu, aconteceu, por mim não tem problema. Até porque eu tenho uma bela piscina lá fora, e uma sala de jogos, se isso te interessar de alguma forma.

Ele sorri, aquele sorriso aberto e bem-humorado, esperando minha resposta. E eu quero muito aceitar essa oferta, não é todo dia que um cara gostoso e rico te convida pra passar o dia na casa dele. Mas eu tenho medo de me pegar desejando terminar o que começamos ontem, agora eu não tenho a desculpa de estar bêbeda, seria minha própria vontade.

Hanna: Tudo bem, mas primeiro eu tenho que convencer meus pais que eu vou passar o resto do dia na casa da minha amiga.

Daniel: Tudo bem, eu vou torcer pra dar tudo certo. Por onde você quer começar? A sala de jogos é uma boa escolha para essa primeira parte da manhã.

Hanna: Parece muito tentador.

Daniel: É, mas é uma pena que eu não me lembre nada de ontem anoite… principalmente a parte de te desejar boa noite.

Hanna: Daniel! - E dou um tapa nele.

Daniel: Tá bom, tá bom. Não vou falar mais nada.


Notas Finais


É isso ai...


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