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História Instinto Animal - Capítulo 9


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Notas do Autor


Olá pessoinhas, para a felicidade de alguns e a tristeza de outros, chifrudinho voltou :D

Neste capítulo quis focar na conclusão doa problemas, afinal, já estou cansada de escrever sobre o corno ficando doidão e tentando achar o caminho de volta pra casa e acho que vcs também. simples não? Sou tão lesada que não consegui escrever nem isso, tendo que escrever o texto tudo de novo, então foi por isso que eu demorei um pouco mais do que deveria. Enfim, espero que gostem!

Capítulo 9 - De aves á serpentes


Fanfic / Fanfiction Instinto Animal - Capítulo 9 - De aves á serpentes

-FILHO DA PUTA – gritei recuando um pouco, não queria me sujar com aquela carcaça no chão. O corpo parecia ser o de algum lagarto não muito grande, portanto, não seria o suficiente para matar sua fome. A grande ave de rapina deu um golpe com sua pata esquerda fortemente em meu peito, me empurrando. Bati minhas asas recuando para não perder o equilíbrio

- sério? Faz mais forte – ele voltou a avançar com bicadas e mais arranhões, não conseguiu me acertar em nenhuma. O pequeno animal que me perseguia me alcançou correndo, mas parou bruscamente ao ver aquele “passarinho”. De repente seu bico acerta fortemente minha cabeça, fazendo um grunhido escapar de minha boca, decidi que já era hora de parar de brincar e sair daqui. Voei atordoado ainda seguindo o caminho, o Ballvus continuou a tentar me seguir, assim como aquela ave de pernas longas

- ele não vai desistir não? – olhei o pássaro. O mesmo tem asas pequenas comparadas ao corpo, não consegue voar, mas corre consideravelmente rapido com suas pernas longas. Senti que estava perdendo meu fôlego rápido demais, afinal, o veneno começou a trancar minhas vias respiratórias. Pousei no galho mais resistente de uma árvore próxima, agachado sobre o mesmo, olhei para baixo e o grande animal continuava lá embaixo, tentando pular para subir. Me abanei tentando abaixar a temperatura, a brisa fria faz contraste com meu corpo quente, me causando um certo arrepio. Essa ave tem quase três metros de altura, exatamente por isso decidi escolher uma árvore bem alta. Se quiser um pedacinho vai ter que batalhar por ele... Quando me voltei para frente percebi o pequeno animal espinhento se aproximando, o mesmo se encolheu na base. Nossos olhos voltados a ele, por que diabos esse desgraçadinho se enrrolou lá embaixo?! De qualquer maneira, seus espinhos estavam voltados para cima, sem se importar, o grande animal se aproximou para verifica-lo, isso faz com que ele se assuste e se contraia, lançando algumas de suas pontas no seu predador. O mesmo se assusta com a dor e recua, se balançando para tentar se livrar deles, grande erro. Esses espetos possuem uma parte áspera e outra lisa, fazendo com que vá estrando cada vez mais conforme os músculos se movem. Contando que são venenosos, não acredito que esse animal vá sobreviver...

Observo ele ir embora com uma certa pena, já que não poderei ajuda-lo, mas ele pretendia me matar, então não há nada que eu possa fazer. O baixinho se estica e levanta como se nada tivesse acontecido

- HÁ?! – me assusto ao olhar para lado e ver a garota em cima do galho em que eu estava – a quanto tempo você está aí – volto a olhar para frente, fechando meus olhos logo em seguida

- subi agora, o que aconteceu para você subir aqui?

- estava sendo perseguido por mais um animal carnívoro – suspiro – eles nunca cansam...

Isso fez ela rir, dei um sorrisinho ladino e olhei para baixo fadigando

- muito obrigado...

- de nada amigo, se precisar é só dar um grito – o pequeno animal espinhento senta no chão me olhando como se não entendesse. Respiro fundo tentando me recuperar, a menina ao meu lado me observa curiosamente

- a onde a gente vai agora?

- vou para casa, e você vem comigo – estendi minha mão, me surpreendi ao vê-la colocar seu rosto. Acariciei sua bochecha, a mesma ronrronou

- hm, estou tão feliz – sorri ofegante e cansado

- por que – nossos olhares se encontraram por um momento

- encontrei alguém da minha espécie depois de décadas procurando! –apertei sua bochechinha- agora tenho mais uma pessoa para chamar de amigo, e melhor, poderemos enfim repovoar este mundo – pensei, um sorriso maldoso se abriu em minha boca, deixando minhas presas a mostra

- que cara é essa? – voltei a realidade e me deparei com sua expressão confusa e fofinha

- nada – disfarcei, minha atenção é roubada por um som. Olho para a direção de onde vinha, me surpreendi com o que vi.°

•°•°

                                    Larissa On


Corri o mais rápido possível até o local, o som de galhos e folhas sendo esmagados pelas minhas botas é a única coisa que me mantém na realidade. Empurro as folhas largas de uma árvore baixinha e me permito observar o cenário a frente. Haviam vários corpos mortos de dragões, muito sangue e penas bagunçando o chão. Vários pássaros e animais carniceiros rodeiam os cadáveres buscando alimento, não vi meu pai, mas sabia que havia passado por alí. Peguei uma das penas brancas, observando por alguns segundos, olho a florzinha que eu ainda protegia, está um pouco ferida, papai sempre diz que o que vale é a intenção. Ouvi um som que me chamou atenção, era um daqueles passarinhos carniceiros, me olhando com aquela cara de bocó

- o que é que você quer? – encarei o mesmo por alguns segundos, percebendo sua aproximação nem um pouco discreta. O pássaro dá bicadas no meu pezinho, puxando um pouco minhas botinhas. Resmungo indo para trás mas a ave continua a me perseguir, até que uma hora eu chuto ele, fazendo com que soltasse um barulho irritante, chamando MAIS BICHOS IRRITANTES! Choramingo correndinho das bicadinhas nos pés, meus barulhos chamam ainda mais pássaros, quando me dou conta tinha uma revoada puxando meus cabelos. Corri, corri, corri deles até perceber que não havia mais nenhum me perseguindo. Bato minhas roupas sujas e arrumo meu cabelo bagunçado, ouço minha barriguinha roncar

- waaa, estou com fome – me encolho colocando as mãos na barriguinha – quando é que o papai vai me achar ein? – bato meus pezinhos novamente – ah quer saber?! Vou achar comida sozinha!

Vou andando a procura de algum arbusto ou árvore frutífera, mas só encontro alguns passarinhos no caminho, não estou afim de comer um animalzinho! De maneira alguma, tirar a vida de um bichinho para comer não é legal, gostaria que matassem você para comer? Aposto que não

Enquanto procurava encontrei uma árvore com uma flor muito linda! Tem tons de rosa muito fortes e folhas amareladas envolta. Tá decidido,

EU

VOU

SUBIR

LÁ!

Coloco a florzinha do papai em um lugar seguro, atrás da minha orelha. Dessa vez vou tomar mais cuidado e não vou cair. Dou o impulso para subir na árvore, escolhendo cuidadosamente e me agarrando no galhos mais resistentes, até chegar na flor que tanto desejava. Essa árvore não é tão alta, na verdade é bem pequena comparada às outras que já subi, mas o que vale é a flor. Aconchego minha bundinha no galho, esticando os braços na direção da flor. Pude notar as folhas amareladas e rígidas, até mesmo um pouco afiadas. Quando estava prestes a pega-la vi algo se mexendo...






ERA UMA COBRA!






ENORME!




Me assustei e dei um pulo para equilibrei para não cair, mas foi difícil conter o desespero quando vi a serpente se aproximar. Ela não morde, ENFORCA AS VÍTIMAS DE TANTO ESPREMER, um dia papai acordou e viu uma dessas matando um dos nossos animais, ela engoliu ele inteiro, olha que ele era grandão, imagina eu que sou pequenininha!

Fui voltando sem prestar atenção e acabei caindo de novo, caí de bunda no chão. Vi ela descendo a árvore atrás de mim, apenas ouvi o som de um bater de asas se aproximando, quando olho na direção de onde vem vejo a silhueta do papai se aproximando num voo desajeitado

- NAAAAAAAAO – me encolho já me preparando para o atropelamento. O impacto foi forte e nos fez rolar pelo chão, SERÁ QUE ELE VIU O TAMANHO DAQUELE RÉPTIL ALÍ?!

- papaaaaai - abracei ele zangada, cerrei meus punhos e bati no peitoral dele. Ele riu da situação – não é engraçado!

- desculpa – ele levantou soado, parece... Bêbado?...

- Onde você estava seu insolente?

- hmmm, janta – o corno me ignorou totalmente! Vendo a cobra tentando fugir de fininho

- Vai pegar nisso? – observei o grandão puxa-la pelo rabo, a cobra fica zangada e tenta morde-lo. Ele está estranho, parece estar atordoado e cansado, claramente não está no estado para fazer isso – pai, para com isso, vai quebrar a cadeia alimentar – disse tentando convence-lo

- nós fazemos parte dela – diz fazendo um pouco de força para segurar a cabeça dela - e for para comer não terá tanto problema

- hmmm, vai comer isso sozinho

- tudo bem então – se vira mostrando a cabeça da serpente que escancarava a boca, tentando se enrrolar no braço dele – olha que amorzinho

- pai, cuidado, vai quebrar seu braço – levanto com medo olhando aquilo

- eu não vou deixar – o mesmo vai apoiando ela no chão, virando as asas para mim novamente. Olho para o outro lado, tentando não vê-o mata-la

- onde você estava? – falei preocupada

- eu fui... – ouço sua voz num tom estranho, confuso – caçar

- e por que não voltou?

- eu tive um probleminha... – percebi que estava ofegante, seus olhos se dirigiram para um lado qualquer. Tento ver o que estava olhando, mas não tinha nada lá. Ouço ele murmurar alguma coisa

- papai? O que você está olhando? – digo confusa

- hum? Nada... Espera, o que Você estava fazendo dentro do mato, sozinha? – seu tom aumentou repentinamente, me assustando. Fui um pouco para trás e abaixei a cabeça envergonhada – ein? O que estava fazendo aqui sozinha?

- eu... Fui procurar você... - fui pegando a flor atrás de minha orelha, olho para a mesma pensando


Notas Finais


Sim, tudo o que o corno ver vira janta 🤣🤣🤣 (cuido cobrinhas e cobrinhos de todo o mundo)

O que será que ele vai fazer? Será que ela vai levar um cacete? 🤣

Espero que tenham gostado, até o próximo capítuloh

Abaixo eu tenho umas recomendações para vcs:

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