História Instinto da Noite - Capítulo 5


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Alice Cullen, Aro Volturi, Bella Swan, Billy Black, Caius Volturi, Carlisle Cullen, Charlie Swan, Edward Cullen, Emmett Cullen, Esme Cullen, Jacob Black, Jasper Hale, Leah Clearwater, Marcus Volturi, Personagens Originais, Sam Uley, Seth Clearwater, Victoria
Tags Bella, Black, Crepusculo, Edward Cullen, Jacob, Lobisomem, Lua, Lua Nova, Romance, Saga Crepúsculo, Vampiro, Volturi
Visualizações 96
Palavras 1.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Drogas, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Muito obrigada por cada comentário, eu agradeço de todo coração.
_ Boa Leitura_

Capítulo 5 - Sintomas


Fanfic / Fanfiction Instinto da Noite - Capítulo 5 - Sintomas

Narrador: Katherine Martell.


O sangue diante dos meus olhos, me fazia recordar toda a natureza que eu desejava apagar para sempre dentro de mim. Aquele maldito sangue de lobo que arruinou minha família, tirou tudo o que eu mais amava. Era impossível saber se eu ainda estava sendo procurada, se os vampiros ainda desejavam a minha cabeça. A Inglaterra havia se tornado o berço dos sanguessugas, a lei que impera nas sombras do país comandado por vampiros. Os lobisomens agora reduzidos ou inexistentes suprimiram os instintos noturnos para sobreviver.

Me afastando do animal morto, sigo para as montanhas fazendo uma trilha que me levava ao topo.

A vista do topo da montanha era o verdadeiro poder da natureza. A vasta imensidão do mar se estendendo até onde os olhos alcançavam, o vento salgado bagunçando os cabelos.

Com o coração apertado de saudade fecho os meus olhos ouvindo o som das ondas batendo nas pedras, saudades da minha antiga casa, meus pais e minha irmã, saudades da pequena Pérola, minha tão amada sobrinha.

“ — A Pérola é um doce de menina, quem sabe em um futuro próximo não teremos os nossos filhos! - Jonathan me aninhava em seus braços, acariciando minha pele com a ponta dos dedos. — Ter um casal de filhos com você seria um sonho…

— Filhos? Mas eu preciso terminar a faculdade de medicina. - Fazendo carinho em sua nuca, ficávamos deitados sobre a cama sem fazer nada o fim de semana todo. — Faltam apenas um semestre, podemos nos casar quando eu acabar, e então voltaremos a falar sobre nossos filhos!”

Os olhos azuis de Jonathan possuíam um brilho que eu nunca consegui decifrar. Ele era o homem perfeito, o humano mais intrigante e misterioso que eu já conheci, Jonathan pouco falava de seu passado ou sua família, mas para mim nada me importava, afinal estávamos juntos e ele era a parte humana que eu tanto desejava, estar com Jonathan era fazer parte do mundo normal.

As lembranças do amor que perdi enchiam o meu coração de sofrimento. As lágrimas já molhavam a minha face, eu estava sozinha em um mundo tão grande. Ao recordar do passado volto a pensar no que seria preciso descobrir para quebrar a maldição do lobisomem. A minha vida estava baseada nisso, em encontar uma forma de tirar a metade lobisomem que me assombra, talvez fosse essa a unica solução da minha vida.

Voltando para o carro, sentindo as primeiras horas de chuva tocar o solo, dirijo pela estrada até minha casa na floresta. O lugar não era tão isolado como eu realmente gostaria, mas era o melhor que eu poderia encontar. Em casa começo a procurar nas caixas guardadas em um quarto, onde estariam os meus livros de medicina e todas as minha anotações, para minha sorte tudo o que estudei e anotei durante muitos anos ainda estava guardado comigo.

Durante o almoço, minha mesa da cozinha se tornou uma zona conturbada de papais e livros, anos de pesquisa feitas desde minha pré adolecensia, e que até agora com meus vinte e poucos anos não foram solucionadas.

— Primeira retirada de sangue, expecime lupino humanoide… - Gravo minha voz no gravador de bolso preparando a seringa para a coleta. — Análise microscópica, sem o auxílio de substâncias químicas externas!

Nada havia mudado visualmente das amostras dos anos anteriores, a regeneração continuava presente, mais ativa do que em pessoas normais. O meu corpo nunca esteve doente, e em toda minha vida a regeneração de tecidos e músculos funcionava freneticamente. Confesso que esses detalhes nunca me encomodavam de fato, mas isso não deixava de ser chamativo aos olhos de curiosos.

As horas do dia passavam sem o meu conhecimento, e quando me dei por conta, o fim da tarde chegou. Com uma garrafa de whisky apoiada na mesa começo a beber para acalmar minha anciedade, a tempestade que caia do lado de fora fazia as luzes da casa piscarem sem parar, até que todas se apagaram.

Usando algumas velas continuo pesquisando, lendo e rabiscando fórmulas no papel. A noite parecia mais longa do que o normal, e eu nem percebi quando adormeci com a garrafa de whisky pela metade ao lado dos papéis.

[...]

Narrador: Jacob Black.


— O Imprinting, aconteceu!

O meu corpo ainda estava sobre o efeito daquele encontro do destino. Eu havia encontrado minha outra metade, a luz da minha alma. A minha cabeça estava girando, os meus neurônios disparavam, foi uma noite longa, impossível de dormir, assim durante a madrugada fui caminhar na praia na tentativa falha de acalmar minhas emoções.

Ela tinha o cheiro de hortelã, Katherine. O seu nome era um bálsamo para o meu coração, eu o repetia em minha cabeça como um mantra.

— Droga, Jacob! - Me repreendi em voz alta andando descalço na areia fofa. — Eu estou perdendo a razão, aquela garota não sai…

Não fazia sentido algum estar de quarto por ela. Quem era ela afinal? O Imprinting não possuía lógica. Aquilo foi tão rápido que eu nem pude pensar, simplesmente fiquei sem o chão a baixo dos meus pés, um frio na barriga, e minhas mãos suavam.

— Jacob seu idiota… Como eu vou ver ela outra vez? - Em voz alta eu resmungava para os céus vendo os primeiros raios de sol. — Se acalma, raciocina!

O meu coração estava acelerado, a ideia de nunca mais ver Katherine me causava desespero, o ar começou a me faltar até que cai de joelhos na areia da praia, com as mãos sobre o peito tentando controlar a crise de pânico.

Saindo cambaleando de volta para a reserva, fui até a casa da Emily no despero de encontrar Sam. Batendo com força na porta ao chegar, tenho a clara certeza de que a qualquer momento o meu coração explodiria.

— Jacob, o que aconteceu? - Sam abre a porta com uma cara de sono e um tom preocupado na voz. — Algum ataque surpresa?

— Não é nada com a reserva. - Gotas de suor escorriam pela minha testa, e com a mão sobre o peito busco um fôlego, devido a crise. — O meu Imprinting aconteceu, e agora tô perdendo o controle!

— Entra… - Sam abre espaço para minha passagem enquanto Emily aquece a água para um chá. — Fica calmo, você não está enlouquecendo, e o seu coração não vai explodir!

— Você encontrou a sua outra metade! - Emily se aproxima de mim e me abraça com carinho, sorrindo feliz.

— A sua garota tem nome? - Sam puxa uma cadeira e me faz sentar. — Quando aconteceu?

— Katherine, a garota ruiva da cafeteria. - Respondo tentando acalmar a minha respiração. — Você também sentiu essa dor, euforia, e agonia quando teve o seu Imprinting com a Emily?

— Emily e eu nunca ficamos longe um do outro por muito tempo. - O moreno explica olhando sua noiva preparar duas xícaras de chá. — O que você está sentindo é a separação, Jacob é preciso encontrar sua parceira para que essa sensação pare.




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