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História Instituto Alfa - jikook - Capítulo 2


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Notas do Autor


oi gente!
estão levando as mãos?
estão em casa?!
boa leitura!

Capítulo 2 - One


— Jimin, você vai chegar atrasado. — Escutei minha mãe me chamando no andar de baixo.

— Já estou indo! — Exclamei de volta, ainda tinha uma coisa a fazer.

Arrumando minhas malas, as colocando em mãos e guardando a imagem de meu quarto, no qual passei tantos anos da minha vida ali. Sentia o coração começar a ficar apertado, tanto pelo quarto quanto a casa em si, pelas lembranças maravilhosas que me proporcionaram.

Apesar de estar um pouco atrasado, não deixei aquilo me atrapalhar. Isso foi antes de pensar que eu tinha horário pois se me atrasasse não poderia mais entrar.

Desci as escadas da casa em uma velocidade que até eu mesmo não sabia que possuía. Até que vi minha mãe, a magia que a mesma tem em deixar meu coração calmo e palpitando ao mesmo tempo.

Acho que é magia de mãe.

— Mãe. — Minha voz vacilou, quase me derramando em lagrimas com a despedida. Fui até ela em passos rápidos e a abracei forte, sentindo seu quase inexistente cheiro. — Vou sentir tanta saudade. — Senti seus braços ao meu redor, fazendo me sentir mais vulnerável.

— Eu também, meu filho. Eu também. — Afrouxou o abraço para pegar ambos os lados de minha bochecha e dar um pequeno selar na ponta do meu nariz, como sempre fazia. — Coma direitinho, sim? — Assenti com um sorriso frágil, beijando sua bochecha. — Você é o meu maior orgulho. — Esfregou nossas testas.

— E ainda vou te dar muito mais. — Garanti para a mais velha, deixando crescer o sorriso em seu rosto. — Tenho que ir, mãe. — Dei mais um abraço e ela igualmente comigo. 

Nunca tive que me despedir da minha mãe, mas nunca fiquei tão frágil como agora. Depois de nos despedirmos, trocando mais algumas caricias familiares. Coloquei minhas malas no adentrei o uber e em seguida acenei para a mais velha, assim que o carro deu partida consegui vê-la em extrema abundancia de lagrimas de orgulho e saudade.

O caminho foi longo, mas rápido. Estava um dia caloroso e empolgante, apesar do barulho dos outros carros e a ansiedade.

Cheguei no aeroporto, onde não demorou para me chamarem para meu voo. Com as malas preparadas e separadas de mim, vaguei pelo avião até achar meu acento, o que não foi difícil. Quando o avião começou a decolar resolvi fazer algo para me entreter.

Embora nunca me abrisse com alguém, posso ser bem espontâneo às vezes, uma das coisas em que minha mãe mais ama em mim.

Minha mãe, uma beta, me deu a luz dezesseis anos atrás. E nesses dezesseis anos, minha mãe e meu pai se divorciaram, pelo fato do mais velho se envolver com uma ômega de sua empresa, e um dos motivos de crescer ódio pelo mesmo.

Desde a separação, minha mãe sempre trabalhou muito duro para sustentar a nós dois e a casa. Sempre com presentes que vinha do seu próprio bolso, mas com o mínimo, podia me trazer mais sorriso do que aqueles presentes materiais, foi quando eu comecei a negar seus presentes e pedi por mais da sua presença.

Quando me mostrei beta, agradeci aos céus que poderia ter uma vida normal, mas extremamente triste por não poder ter uma alma gêmea, ou não chamar alguém de "meu".

A época de cio havia chego, e quando não tive o meu apenas aumentou as porcentagens de eu ser um beta.

Mas em meio disso tudo, a única coisa estranha é meu cabelo, uns meses para cá, minhas madeixas começaram a ficar incrivelmente rosa. De pouco em pouco,  foi aparecendo cada vez mais da cor clara. Minha mãe e eu fomos ao médico, mas nem ele e nem os outros sabiam o que estava acontecendo comigo.

No fim, como não me causava dor ou incomodo, ficou como ficou. Com meu cabelo rosa e sem respostas. Meu tamanho também não era de um beta normal, é claro que minha mãe suspeitaria de alguma doença.

Aprendi que nesse mundo, são os mais fortes que sempre saem ganhando, não importa o mínimo que fazem, sempre serão os primeiros.

Alfas no poder, betas sem vozes e ômegas mais inferiores do que um rato apodrecido no esgoto. Essa era o verdadeiro mundo real.

Desde que me decidi, comecei a treinar muito meu físico e mental, para ser tão forte quando os alfas. E ia academia com frequência e minha faixa preta em taekwondo não era de enfeite ou para admirar.

Não podia nem pensar como era a vida dos ômegas. Forçados e presos, um pesadelo.

— Moço? — Escutei a voz de uma criança, também uma cutucação em meu braço. — Nós já pousamos. — Abri meus olhos, vendo uma pequena criança ao meu lado, me chamando.

Ao seu lado estava sua mãe, fomos da mesma fileira de cadeiras, então ficaram no meu lado a viagem inteira. Olhei para a janela e de fato havíamos chegado.

— Obrigado por me acordar. — Sorri para o menino, o agradecendo. Depois disso, sua mão o chamou para desembarcarem, o avião já estava quase vazio, esperei esvaziar apenas mais um pouco e desembarquei.

Já havia pego minhas bagagens, e eu até estou no horário. Sem pressa, chamei por um outro uber, que não demorou em chegar.

Meu destino era o limite da região, próximo a uma grande floresta. O território era muito afastado da cidade, mais de vários quilômetros de distancia.

Estava chegando, eu já podia ver um dos prédios, um dos vários prédios.

Onde apenas os mais qualificados alfas se encontram, e os poucos betas como eu vão.

O Instituto Alfa.

Esse era seu nome, os alfas mais qualificados se encontravam ali e os raros betas. Mesmo com bastante força e sendo bem inteligente, dificilmente se via um beta naquela escola.

Sim, escola.

Uma escola própria para transformar alfas mais fortes ainda. Mesmo que se chame "Instituto Alfa" tinha mais betas que o normal, era por esse motivo, pelo número mínimo de betas naquela escola. Originalmente, no passado o instituto era apenas para alfas, hoje não era mais assim.

Para um instituto para betas e alfas, também era para ômegas. Mas pelo que eu pesquisei, de cem porcento de alunos, havia apenas dois porcento de ômegas.

Me dediquei muito para chegar aqui, mesmo com um porte pequeno, posso mostrar do que sou capaz.

Antes que eu percebesse, finalmente cheguei. Na frente da entrada, ainda dentro do carro agradeci o motorista e retirei as minhas malas.

Quando passei pelos portões fiquei de certa forma muito impressionado, a forma que as construções são devidamente estruturadas e bem feitas, era de tirar o fôlego.

No caminho, consegui ver a vista vários alfas e betas por todos os cantos, uns jogando esporte e conversando. Alguns até olharam para mim, mesmo tentando passar ao máximo despercebido.

Fui até o prédio principal, onde conseguia ver a recepção. Vendo a secretaria, fui pedir informações.

— Com licença. — Digo educado. — Sou Park Jimin, fui aceito pro instituto.

— Olá, Jimin. Posso ver sua carta? — Pediu de jeito calmo. Retirei da minha mochila a carta de aceitação do instituto.

Pela sua postura não rígida, era uma beta como eu. Fazia as coisas com paciência enquanto procurava algo pelo computador.

— Park Jimin, beta e dezesseis anos? — Assenti a sua pergunta. — Parabéns, e bem vindo ao Instituto Alfa.

— Obrigado. — Agradeci a ela e sua recepção.

A mulher era bem simpática, bem mais do que outras por aí.

— Sr. Park, temo que não saiba onde está seu dormitório, sim? — A mulher simpática perguntou. — Seus colegas de quarto está logo ali, me siga. — Não a desobedeci.

Andamos até uma dupla de garotos que conversavam na grama, até que a beta o chamou um deles e os dois ficaram em pé, prestando atenção na mais velha.

Um tinha suas madeixas ruivas, que anteriormente estava rindo bem alto. E o outro, com seu cabelo acinzentado, parecia um modelo, ambos são muito altos.

— Sr. Kim e Sr. Jung, este é Park Jimin. — Me apresentou para ambos. — Ele será o colega de quarto de vocês. — Depois de me apresentar aos dois, se despediu de nós, tendo que voltar ao seu trabalho.

— Olá. —Me apresentei simples. — Prazer em conhecê-los.

— Seja bem-vindo. Vejo que acabou de chegar. — Olhou para as malas ao meu lado. — Sou Kim Taehyung, quer ajuda com elas? — Apontou para a bagagens, sendo gentil.

— Hoseok. — O ruivo pegou uma de minhas mãos, me cumprimentando com um aperto de mãos. — Vou te ajudar também. — Pegou uma das malas, Taehyung fez o mesmo.

— Não sabe onde fica o dormitório, não é? — Com a mala, foi andando. Até Hoseok ir para o seu lado, então também o fiz. Neguei. — É naquele prédio. — Apontou.

Não foi um trajeto muito comprido, mas o fato de estar cansado da viagem não me ajudou muito. Estávamos na frente do quarto, o ruivo entrou primeiro e os segui.

O quarto era grande e bem decorado, tinha três camas, armários e uma porta que seria o banheiro. Havia duas ocupadas e vestidas com as roupas de cama, e uma cama sozinha no canto da janela, totalmente sozinha, era onde iria dormir.

— Desculpa não decidirmos juntos. Nós chegamos muito cedo e precisávamos guardar nossas malas. — Tentou se desculpar.

— Não tem problema. Obrigado por me ajudarem. — Agradeci. 

Os dois se sentaram em suas supostas camas, Taehyung era o que estava mais próximo de mim. Deixei minhas malas perto de minha cama e me sentei nela.

— De onde veio? — Hoseok perguntou curioso.

— Busan. — Respondi.

— Nossa! É um pouco longe, hein. — Taehyung disse um pouco surpreso.

— Vocês são amigos a muito tempo? — Os dois me encararam confusos.

— Desde o primário. — O ruivo disse, indo para a cama de Taehyung o abraçando pelos ombros. — Viemos juntos para cá.

— Achei que eram. São bem grudados um no outro. — Sorri para eles. Até que começaram a me encarar. — O que foi? — Perguntei preocupado.

— Você é mesmo um beta? — Hoseok me perguntou, ainda me olhando. Concordei, assentindo com a cabeça. — Quando vi você, jurava que era um ômega.

— Ah, todos falam isso. — Era uma das coisas que mais escutei em minha infância.

Mas eu não sou um ômega.


Notas Finais


gostaram? curtiram?
até o próximo capítulo!


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