História Instituto Horror Story - Capítulo 1


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Palavras 5.287
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Legendas:
FLASHBACK - em itálico

EM BREVE POSTER OFICIAL DA SÉRIE

Capítulo 1 - O Grito


Uma sala escura, mas não por falta de luz. Está escura por ninguém estar distraído com o ambiente. Nela, estão apenas quatro jovens totalmente focados em um jogo de cartas, sem tirar os olhos da jogada por um minuto. Todos comemoram individualmente a cada ponto seu feito, e de imediato já voltam ao jogo tensos e focados. Depois de cinco horas e meia, é o fim do campeonato final que começaram no mesmo dia. Cada carta é jogada em câmera lenta aos olhos dos competidores, e a carta final é jogada por um menino magro e ruivo, que vence o campeonato. Todos ficam com o nariz torcido e colocando as mãos no rosto com vergonha da própria derrota, enquanto o garoto pula e grita de alegria. No momento, ele recebe o prêmio de um dos seus oponentes, que lhe dá com a menor vontade um cartão vermelho e uma nota que mostra um saldo de 36 reais e 40 centavos. Os olhos do garoto brilham e ele coloca o cartão no bolso com o maior cuidado. Antes dele sair da sala, todos insinuam que ele deve manter o prêmio sob extremo sigilo. Horas se passam, um mutirão de jovens se reúne no pátio de um Instituto, ansiosamente esperando o início de um evento. Um cartaz é pendurado, anunciando o início de um “Show de Talentos” mostrando que haverá competições de dança, música, desenho e teatro.

Em uma das salas do último andar, Pablo, o menino ruivo que ganhou o campeonato secreto anda de um lado para o outro ansioso e vestido como um artista pop. Ele começa a ensaiar seus passos de dança e para quando é flagrado por outro jovem que não estava no campeonato, que ri discretamente e diz que não tem problema em ficar ansioso. Os dois começam a conversar sobre o evento, e o jovem que chegou se apresenta como Lucas Mariano, e chama o menino ruivo pelo nome, Pablo. Ele diz estranhando que nunca havia falado seu nome para ele, e Mariano responde que viu no cartaz do evento. Pablo pergunta qual ele acha que deve ser o prêmio surpresa do concurso, e Mariano diz que não faz ideia, perguntando sugestivamente se o menino espera que o prêmio seja a suíte exclusiva do Instituto, ao lado do maior quarto do último andar. Pablo estranha e diz que é exatamente o que ele espera, e nunca falou para ninguém sobre isso. Em seguida, Mariano pergunta que horas são e ele olha no punho e se dá conta desesperado que esqueceu seu relógio em um dos banheiros. Mariano retira o relógio do menino do seu bolso e entrega para ele, o confundindo, e diz que entrou na sala apenas para entrega-lo. Intrigado, Pablo pega o relógio e olha estranhando para Mariano, que diz que o objeto estava no banheiro dos infos, onde eles admins não podem entrar, e ainda diz que guardará o segredo dele ter usado o espaço, e o menino tenta justificar nervoso que o banheiro dos admins estava fechado e em manutenção. Mariano olha sério para ele dizendo que não fazem manutenção em qualquer lugar do Instituto há 1 ano e 8 meses. Ainda nervoso, Pablo olha no relógio e sai da sala dizendo que é hora dele buscar algo para comer, mas antes dele atravessar a porta, Mariano diz que fecharam a cozinha, e sabe que ele não está com fome, apenas está ansioso e vai ao lavabo vomitar. Pablo o encara nervoso, e após fechar a porta vai até o banheiro correndo e com falta de ar, mas antes de chegar lá encosta na parede e vomita.

Horas depois no grande pátio, no momento do evento, um adulto fala sobre como será a noite, e elogia algumas apresentações feitas pelos ifianos até então. Ele então diz que é a hora de mais uma apresentação, e opinando que é um dos candidatos mais fortes do concurso, chama Pablo Costa para o palco. Ele sobe sorridente e nada ansioso ou preocupado sobre muitos assovios e palmas da plateia, que não se contenta em ficar sentada nos bancos de madeira. Pablo se ajeita e suspira antes de começar a apresentação e quando ela está prestes a começar, com todos com os olhos fixados esperando, um dos jogadores de baralho que estava jogando com ele anteriormente interrompe gritando para todos prestarem atenção no que ele vai dizer. Tomando o microfone de Pablo, o sujeito grita que ele não deve ganhar o concurso, porque cometeu uma fraude e deve ser preso na mesma hora. Imediatamente e rápido, ele retira o cartão vermelho do bolso do menino e levanta para o alto, chocando a todos. Pablo começa a ter falta de ar e fica vermelho de nervoso, e quando os seguranças e outros jovens tentam segurá-lo para ele ser preso, ele solta um grito do fundo do peito, aparentemente ensurdecedor. O grito é tão alto que ecoa por todos cantos do instituto e todo ser humano presente no local do evento sai o mais rápido possível, se escondendo, e todos os vidros próximos se quebram aos poucos. Após o fim do longo grito de 27 segundos e meio, Pablo percebe a situação apavorado procurando a todos que estavam perto e observa seu nariz sangrando por um caco de espelho do chão.

 

{Abertura} <Disponivel em: https://drive.google.com/open?id=1hl_JI5Lu6UOQQU1T7PXiHnQkA1ymtHQx >

 

5 DIAS ANTES

Á noite, dentro de uma cabana de acampamento no meio da floresta, quatro amigas discutem sobre estarem cansadas de dormir nos quartos com os admins no último andar do prédio do Instituto, onde dormem algumas pessoas fofoqueiras. Rebecca, uma das amigas, diz que esqueceu o repelente no banheiro do último andar, e decide ir buscar antes que o outro grupo que decidiu acampar o roube de lá, saindo da cabana.  Ela sai correndo pela floresta, que está muito escura e parece não ter fim, até que vê uma sombra de um homem de chapéu e capa a perseguindo. Ela mostra um semblante de medo, mas ignora e continua a correr. Novamente, ela vê a sombra a perseguindo e decide parar para averiguar se há alguém por perto. Ela descansa suspirando por alguns segundos, e logo volta a correr, mas de repente vê a figura da sombra se aproximando na sua frente e acaba escorregando. Ela tenta se levantar, mas percebe que está toda arranhada, mas mesmo assim segue o percurso lentamente e muito apreensiva. Quando chega nas proximidades do instituto, ouve um grito muito alto e agudo bem próximo e vindo da floresta, e decide procurar quem está emitindo o som. Ela caminha até um local mais baixo e plano até que vê sangue escorrendo atrás de uma árvore. Ela fica com medo mas mesmo assim vai conferir em silêncio de onde está vindo o sangue. Ao se aproximar, ela vê um corpo de uma menina com uma faca enfiada na barriga.

Em um dos quartos com seu grupo de amigos, Pablo se diverte com todos contando lendas de terror e rindo como se fossem piadas. Ele decide contar para eles um caso real no instituto em que ele presenciou há poucos minutos, e todos fingem acreditar na sua história. Pablo desce as escadas para o térreo do prédio onde acessa o pátio, o refeitório e a cozinha, espaços que estão sem ninguém. Ele passa seu cartão vermelho no sensor de uma das duas portas automáticas da cozinha, que parece mais um supermercado minúsculo e entra no cômodo para procurar o que comer. Ele pega um pote pequeno de pudim e olha a embalagem, quando de repente escuta o mesmo grito ouvido por Rebecca na floresta, mas não se importa e continua a olhar a embalagem e decide pegar mais três potes de pudim. Ao tentar sair do cômodo com os quatro potes, ele vê na sua frente o fantasma da menina assassinada de pé, com a cabeça torta e a faca enfiada na barriga. Ele fica com medo e faz cara de assustado, fazendo os potes caírem no chão. Quando ele decide pegar os potes caídos e olha novamente em volta do cômodo, a fantasma desapareceu e ele sai da cozinha desconfiado e coloca os potes em frente a uma máquina, onde também conecta seu cartão, que notifica que seu saldo terminou. Todos riem descontroladamente zombando de seu relato mas ele continua sério e jurando que é verdade. Em seguida, para terminar a história relata que seu VR acabou, e faltam 17 dias para a próxima recarga.

Enquanto isso, Rebecca decide observar melhor o corpo pois está tudo escuro, mas mesmo assim não consegue descobrir de quem era. Ela vê que perto dali está a piscina abandonada do instituto e arrasta o corpo para dentro dela com muita dificuldade segurando pelos pés. Em seguida ela decide jogar uma lona por cima do corpo, que encontra ao lado da piscina. De repente ela percebe por raios de luz que está vindo alguém com uma lanterna, e decide correr. É apenas Lucas Mariano, que consegue ver quem é a figura correndo, mas decide não ir atrás. Ela chega de volta até a cabana de suas amigas quase sem fôlego e encontra todas já dormindo.

Na manhã seguinte aos redores da piscina, um bando de aproximados onze jovens observam o corpo encontrado há poucos minutos por eles dentro do local, que está posto agora na beira. Eles discutem qual é a melhor maneira deles resolverem a situação encontrada, com as mais criativas ideias. Uns pensam em levar o corpo até a direção para eles resolverem, outros pensam em eles o deixarem e fingir que nada aconteceu e um outro em queimar o corpo pois acha que será suspeito de ter assassinado a garota. Outro deles, chamado Pietro, concorda com ultimo mas diz que o corpo deve ser enterrado em um lugar bem longe e tenta convencer todos disso. Nenhuma opinião é convencida e todos discutem incontrolavelmente e tudo vira um caos.

Meia hora depois, ouve-se de todo canto do instituto um sinal, que todos dizem ser um alerta de urgência para todos comparecerem imediatamente ao auditório. Quando todos já estão presentes divididos nos quatro grupos, todos olham tensos para o palco, onde é colocado um caixão tampado em cima da mesa principal, e um diretor começa a falar sobre o suposto assassinato. Ninguém chora, nem demonstra sentimento algum, apenas ouvem o sermão calados.

Um grupo olha para o outro com olhar de defesa, como se quisesse culpá-lo. O grupo da direção, com cinco integrantes, é o mais sério e um deles não esconde sua indignação pelo assassinato, e diz que punirá os três dos quatro grupos em que eles se dividem no instituto, até que se revele o assassino. Ele diz que confiscará todos os VR’s dos admins, que são a maior parte da massa populacional do instituto, e trancará um dos três quartos deles. Os infos, o único grupo que não recebe VR, serão punidos com o aumento do número de aulas para o dobro por semana, a energia elétrica da sala de computadores será limitada e também terão um dos dois quartos removidos. Os adultos não escaparão da punição e também terão seus VR’s confiscados, mas continuarão distribuídos em dois quartos. Como mandam em todo o instituto, os diretores ficarão imunes, e agora escolherão alguns jovens para investigar quem é o assassino, pois a garota que foi morta era uma admin. Eles começam chamando os nomes e se dão conta que têm três cadeiras vazias no espaço dos admins. Quando olham para a porta, duas alunas acabam de chegar atrasadas no encontro de urgência e sorrindo, perguntam o que está acontecendo e se podem entrar. O diretor que discursava e escolhia os investigadores apenas pergunta o nome das duas e as escolhem automaticamente para a investigação também. Tamiris e Tayná, as atrasadas escolhidas, justificam que estavam estudando para a prova de biologia e ficam surpresas ao verem o caixão sendo parcialmente destampado em cima da mesa pelo diretor. Ao se aproximarem e verem o rosto do cadáver, elas se desesperam pois é uma amiga próxima.

Mais tarde, um menino alto, branco e loiro vai até o terraço do instituto, lugar onde está há alguns grupinhos conversando, e ele vai até uma garota morena e simpática. Ele a chama de Claudia, e se apresenta como Pietro e os dois comentam ter se falado poucas vezes, pois sempre cada um está com seus amigos. Ele diz que está indignado com as punições com os jovens e está cansado de viver no local, mas não há o que fazer. Ela diz com olhar de mistério que ninguém ali sabe porque está ali, para onde podem ir se saírem dali, há quanto tempo estão e quando poderão sair, mas todos sabem que eles ficarão lá por três anos. Ele concorda e os dois parecem estar muito reflexivos, pelo ritmo que falam. Pietro sorri e conta que na noite anterior sonhou que existia um mundo fora dali, que existiam casas com famílias, empresas, ruas que passavam carros e causavam trânsitos, e até crianças. Claudia solta uma gargalhada, cuspindo sem querer o suco que está bebendo, e diz que tudo isso é hilário e não existe nada fora do muro do instituto além de mato, floresta, bichos estranhos, montanhas e mais mato. Ele diz que é verdade e sugere que eles acampem juntos até a punição acabar, pois os dois quartos restantes dos admins ficarão ainda mais apertados. Ela responde que não gosta de acampamentos por causa dos pernilongos, e prefere dormir no quarto apertado em que está junto com suas amigas. Eles ficam alguns segundos sem assunto, até que Pietro pergunta como ela fará para se alimentar agora que os VR’s ficarão confiscados por tempo indeterminado. Claudia responde que como sempre faz, já fez um estoque de comida no seu armário há alguns dias e não passará fome. Ele acha genial e diz que vai ter que se virar caçando e fazendo hortas dos telhados como fazem os infos.

Em um dos quartos dos admin no último andar, os amigos de Pablo conversam enfurecidos com as punições, e um deles fica andando de um lado para outro de nervoso. De repente, um deles vê um bilhete sendo colocado por debaixo da porta fechada e lê em voz alta o que está escrito nele: “Convidamos a todos oficialmente para o nosso próprio Show de Talentos que vem sendo preparado há semanas com toda dedicação dos nossos competidores[...]”. Pablo interrompe e diz entusiasmado que é a chance dele de ser reconhecido de verdade como o melhor cantor e dançarino do instituto. O grupo de amigos o aplaude desanimadamente dizendo irônicos que esse momento é dele e ele vai brilhar como nunca antes. Um deles diz que está com muita fome e todos também repetem a afirmação, reclamando que precisam de um jeito de conseguirem comida de graça. Outro deles diz com uma cara de surpreso que teve uma brilhante ideia, e pergunta para todos se eles sabem onde está o corpo da garota assassinada. Pablo diz assustado que viu o caixão sendo levado para o porão da casa rosa, um lugar aterrorizante, onde ninguém gostaria de pisar lá. O amigo que teve a ideia sugere que todos devem ir para lá imediatamente, mas ninguém se anima e acha a ideia absurda, questionando o garoto. Ele justifica agitado que a garota que foi assassinada guardava o seu VR em um lugar inusitado da roupa, e foi colocada no caixão ainda vestida com a roupa que morreu. Os amigos ficam pensativos e concluem que o cartão ainda pode estar com o corpo, e decidem ir lá escondidos roubar o cartão da roupa do cadáver.

Alguns dos jovens admins selecionados para investigar o assassinato, Julia, Tayna e Tamiris, conversam em uma das mesas do refeitório, que está com algumas poucas pessoas sentadas sozinhas. Eles estão com uma feição triste por terem perdido uma colega próxima e tentam deduzir quem poderia tê-la matado, mas não conseguem pensar em ninguém. Tayna diz que eles devem descobrir o assassino estudando as digitais no corpo e nas roupas do cadáver, enquanto Tamiris opina que eles devem fazer um interrogatório com a população do instituto. Julia acha que mesmo que eles achem evidências de um suspeito, nunca saberão realmente a verdade se esse não confessar. Os quatro decidem que podem começar anotando tudo que sabem sobre o assassinato acontecido.

Á noite na casa rosa, os cinco investigadores se preparam apreensivos para descer até o subsolo para encontrar o corpo e examiná-lo, e descem as escadas velhas bem devagar dentro de um cômodo escuro, apertado e frio. Ao chegarem no subsolo, eles percebem que o caixão está aberto e o cômodo está todo revirado, e quando Tayná vai olhar para dentro do caixão, as roupas estão rasgadas e no corpo da garota está faltando uma mão, como não estava da última vez visto. Ela fica aflita e desesperada, e conta a todos que acha que invadiram o local.

Dentro da cozinha industrial localizada perto do hall de entrada, os amigos de Pablo falam silenciosamente sobre terem roubado o VR nas roupas do corpo junto com a nota fiscal que mostrava que seu saldo era de 36 reais e 40 centavos. Eles reclamam de estarem cheirando a defunto e devem tomar um banho o mais rápido possível, e esconder o cartão em um lugar improvável. Quando eles estão saindo, o amigo que está com o cartão pede que eles esperem pois tem algo a dizer. Ele diz que desafia a todos que disputem o VR por meio de um campeonato de baralho, e após eles trocarem olharem tensos, todos menos Pablo aceitam o desafio, que é confirmado pelos votos da maioria.

NOS DIAS ATUAIS

Após dar o longo grito, Pablo continua com a respiração acelerada e desce do palco e anda pelo pátio com as mãos na cabeça como se estivesse perdido. Ele vai ao banheiro mais próximo e se encara no espelho parcialmente fragmentado respirando fundo, mas logo sai para procurar alguém. Escondidos atrás do grande prédio, Tayná, Julia, Mariano e Tamiris decidem procura-lo pois acham que foi tudo um engano e ele não deve estar bem. Os quatro vão silenciosamente e tensos até o pátio com o palco destruído onde acontecia o show de talentos e encontram Pablo desmaiado em um dos bancos da plateia. Eles correm para ajuda-lo e tentam acordá-lo pedindo que ele não se assuste, e ele abre os olhos. Enquanto eles tentam conversar com o menino, Julia observa que os amigos dele estão se aproximando e começa a encará-los, até que eles gritam para os quatro investigadores deixar Pablo onde está. Tayná se aproxima e pergunta a eles o que fizeram com o garoto, e eles respondem que devem prendê-lo pois ele quebrou uma regra da punição coletiva. Já levantado, Pablo vai até os amigos e discursa sério que eles nunca foram seus amigos de verdade e só o usavam, e conta para os investigadores que foram eles que roubaram um VR. Os ex-amigos se defendem mentindo que é tudo mentira e Pablo foi uma vergonha para o grupo, e o estopim foi ele ter falado que viu fantasmas pelo instituto. Em seguida um deles tenta dar um soco em sua cara, mas Pablo segura a mão deste a tempo para não levar o soco, e todos ficam surpresos. Seus ex-amigos ficam espantados e dizem que ele só pode estar possuído, decidindo se afastarem dele e saírem do local o mais rápido possível.

Um tempo depois na madrugada, no banheiro feminino da casa rosa, Tamiris se maquia no espelho demonstrando dificuldades em colocar os cílios, até que entra alguém no cômodo. Esse alguém, que ela não se importa em ver quem é, começa a conversar com ela puxando assunto sobre como a casa rosa é escura nessas horas. Tamiris continua conversando normalmente com a voz feminina, e finalmente consegue colocar os cílios e decide ver com quem está falando. Distraída, ela olha para a garota ainda empolgada com o assunto, que dura mais alguns segundos até ela perceber que a garota que está conversando é sua colega próxima que foi assassinada. Tamiris observa rapidamente a faca enfiada na barriga da figura pálida enquanto ela se aproxima, e começa a gritar muito apavorada. Quando alguém percebe o grito e vai correndo até o banheiro ajudar abrindo a porta, o fantasma da garota assassinada desaparece e Tamiris fica confusa. Quando perguntada sobre porque estava gritando, ela diz que achou ter visto uma barata em seu cabelo.

Já de dia, sentados dentro de uma cabana no meio da floresta, Pablo conversa com Tamiris e Tayná, que contam sobre o incidente do roubo da mão do corpo do cadáver que estava escondido no subsolo da casa rosa, dizendo que tiveram que trancar o corpo em uma geladeira para ser estudado mais tarde no laboratório da casa rosa. Pablo conta que todos acreditam que ele é responsável pelo roubo de um VR, mas também temem chegar perto dele quando o veem. Tayná pergunta o que houve entre ele e seus ex-amigos, e ele responde que não sabe como os suportava, pois todos só sabiam diminuí-lo. Tamiris diz que eles deviam ter inveja dele, por isso o destratavam. Pablo reflete por um tempo e resolve revelar que foi um de seus ex-amigos quem invadiu o subsolo e decidiu furtar o VR do cadáver, levando uma das mãos dele para assustar os outros amigos. As duas ficam espantadas e dizem que elas precisam resolver essa história, mas protegendo Pablo, que parece ter algo acontecendo de errado com ele.

Os ex-amigos de Pablo após terem espionado o instituto por um longo tempo, decidem ir atrás do garoto. Não para matá-lo ou feri-lo, mas tentar afastar todos de perto dele para que ele não faça algo desse tipo com ninguém. Eles andam pela floresta, sabendo que o acampamento em que ele está, está perto dali. Um deles levanta a mão de cadáver roubada para cima, e insinuando para eles correrem, diz que quem chegar por último irá comer a mão. No mesmo segundo, todos começam a correr juntos sem rumo e sem ponto de chegada determinada, até que cada um se perde em um canto da floresta chamando pelos nomes dos outros. Sozinho na cabana, Pablo ouve os nomes sendo chamados e fica apreensivo. Um dos amigos começa a ver vultos correndo do seu lado onde está parado, e logo começa a ver o fantasma da figura de capa longa, chapéu e sem rosto se aproximando dele. Ele não fica surpreso e acha que é uma brincadeira de outro amigo, mas de repente o fantasma o ataca tentando o asfixiar. Logo, ele percebe que não é um ser humano de carne e osso e começa a ficar com medo, enquanto a respiração de Pablo começa do nada a acelerar e dentro da cabana ele solta outro longo grito, que ecoa por todo instituto e faz o fantasma que asfixiava seu ex-amigo sumir se desintegrando em fumaça.

Em uma aula durante o dia gelado de alguns admins, aparentemente de sociologia, uma professora fala sobre estrutura social. Ela explica que nossos costumes, regras e modos e agir são influenciados pelo meio social que vivemos, e isso é fundamental para a nossa organização. Na sua explicação, ela dá exemplos de como eles se organizam no instituto como sociedade, e como eles são uma sociedade única no mundo que foi misticamente sucedida de outra bem maior anterior. Ela exemplifica que os infos, com seus macacões equipados e coloridos, são jovens treinados para salvar o mundo e vivem da sua tecnologia digital, e a utilizam para sua subsistência ao meio. Por isso não recebem os VR's como os admins, que vivem treinados pelos estudos sociais, artísticos, filosóficos e estratégicos, desenvolvendo maior seu lado com ser humano. E como os adultos, que já são totalmente preparados para tudo o que os admins e infos são treinados diariamente e então vivem com menos recursos, porém são apoderados de mais liderança. Os diretores, já possuem ainda mais conhecimento, então possuem todos os recursos sociais e vitais ao máximo. Ela faz uma pequena pausa para beber água, e percebe que Pietro está com a mão levantada quer perguntar algo. Ela autoriza e ele pergunta para ela se já existiu anteriormente outro grupo dentro do instituto, ou se outro grupo pode surgir depois dos três anos que eles completarem lá dentro. Todos ficam assustados com a pergunta, mais ainda a professora, que o responde que ninguém pode prever ou fazer probabilidades sobre o futuro ou pensar no passado, ocorrido antes dos três anos. Um aluno mais descarado diz para ele que coisas do passado ou do futuro só podem acontecer nos nossos sonhos ou na nossa imaginação, como as coisas que existem fora do instituto. Todos riem, deduzindo coisas aleatórias que podem existir no mundo fora do lugar e zoando que Pietro vê todas essas coisas. Ele fica indignado e diz que qualquer pessoa já tentou imaginar qualquer uma dessas coisas, mas não é levado a sério. Durante a aula, um aluno pergunta para outro aleatório o que houve com Pablo, e onde ele está depois do grito ensurdecedor no finado show de talentos. O aluno perguntado responde que não houve provas o suficiente para acusá-lo do furto, e o caso foi dado como armação de seu bando para ele se dar mal.

Um tempo depois, Pablo decide subir da floresta até o instituto para pegar algumas coisas em seus armários do corredor, em que cada jovem tem quatro portas. Ele é temido e encarado por alguns e ignorado por outros, mas segue seu caminho mesmo assim até abrir seu armário. Após pegar algumas roupas, vai até o banheiro, onde respira aliviado por encontrar o lugar vazio. Depois de um tempo reflexivo, começa a se preparar para tomar banho, até que olha no reflexo do espelho e vê a figura da garota assassinada. Ele decide não reagir, lembrando de seus gritos e encará-la com seu olhar. Em seguida, vira para trás e a vê em forma real se aproximando dele e dizendo frases invertidas em que ele não entende nada. Ele pergunta se ela precisa de ajuda, e depois de ela passar um tempo calada e com um olhar triste para ele, responde que sim e em seguida desaparece.

Já junto com os cinco investigadores do assassinato, Pablo os observa a falar sobre a colega morta, que era aluna número um em fisica. Ele resolve contar a todos que a viu no banheiro e ela dizia coisas para ele, e ouve dos colegas que eles podem tentar invoca-la e assim tentar conversar com o fantasma para investigar muito melhor, e todos fecham a ideia.  Pablo pede a atenção para falar algo importante e diz que vai até a direção pedir que seja um investigador oficial, pois está disposto a ajudar, e já está colaborando.

Em uma das rampas enquanto observam a natureza, Mariano e Rebecca conversam sobre o quão mais longe do instituto já foram e se impressionam com a história do outro. Ele conta que já pulou a grande cerca e contou seus passos por um aplicativo criado por infos, que mostrou que ele caminhou três quilômetros em direção contrária ao instituto, e não viu nada além de mato e árvores ainda maiores. Ela diz que não sabe o quanto já andou e só sai para a floresta para acampar, mas nunca encontrou nada estranho, e ele percebendo que ela está desviando o olhar, pergunta se ela tem certeza que nunca viu algo estranho quando andou sozinha pela floresta. Rebecca olha para ele pensativa e reafirma que não, mas comenta que já viu alguns vultos mas acha ter sido de sua cabeça. Mariano compreende ainda desconfiado e decide mudar de assunto, dizendo que todos sabem que quando terminarem os três anos eles irão para outro lugar e cada um tomará um rumo diferente na própria vida, mas ninguém sabe como isso acontecerá. Ele pergunta se ela tem alguma ideia de como isso ocorrerá, e os dois se encaram reflexivos e tensos como se viajassem para outro mundo na própria cabeça, até que alguém chega à frente dos dois. Uma jovem admin interrompe a brisa da dupla e diz séria e convicta que sabe o que acontecerá após os três anos.

Rebecca e Mariano estranham a fala da garota, que se apresenta como Andressa e continua a afirmar que sabe exatamente para que eles estão dentro do instituto e para onde vão após os três anos. Rebecca diz que isso é impossível, e Mariano concorda e diz que não tem como saber nada disso e pergunta se a menina está bem. Em uma sala de aula vazia, os dois se sentam em duas de poucas cadeiras e ouvem Andressa dizer que todos os ifianos não creem no fato de que um dia pode existir vida fora e após o intituto, e perderam a crença logo quando entraram no local. Enquanto rodeia Mariano e Rebecca sentados, ela continua dizendo que parece que eles esqueceram do que planejavam no começo dos três anos sobre o que fariam após o instituto. Mariano diz que ninguém pode afirmar o que houve no começo dos três anos pois é impossível lembrar e não existem documentações dessa época. Andressa diz que eles têm que confiar em suas palavras pois ela lembra exatamente como tudo começou e sabe como tudo recomeçará fora do instituto, com todos escolhendo profissões mais especificas em institutos maiores. Rebecca se levanta impaciente e diz que cansou por hoje de ouvir tanta loucura e diz para Mariano que eles devem levar a garota para a psicóloga. Ele se despede de Andressa, e após sair com Rebecca para fora da sala, diz que eles devem aguardar e vigiar a garota por enquanto, pois ela pode estar tramando algo perigoso. Rebecca diz que está com medo da menina e ele diz que entende perfeitamente, dizendo que não consegue saber o que ela realmente está pensando.

Depois durante a noite, Pablo e seu novo grupo de amigos, as investigadoras Tayna, Tamiris, Julia e Lucas Galeano, amigo das três, jogam conversa fora em um dos quartos do último andar. Eles começam a falar sobre como procederão a investigação no dia seguinte, e Tamiris ressalta que haverá uma investigação geral por meio de interrogatório com cada indivíduo existente no instituto sobre o caso. Lucas, disperso, observa a floresta de fora do instituto pela janela, e vendo de cima para baixo percebe que algo estranho está acontecendo atrás do prédio. Ele vê o fantasma da garota assassinada se aproximando de um info indefeso, e rapidamente ela arranca a faca de sua barriga e com ela esfaqueia o jovem no pescoço. A respiração dele fica descontrolada e ele continua observando o fantasma, que após matar o info que morre lentamente, desaparece. Lucas se vira da janela e vai rápido até os outros amigos, e com um olhar preocupado conta a eles que no momento eles precisam se preocupar mais com a fantasma do que com seu assassino.

Durante a luz do dia seguinte, em que os ifianos estão com um rosto feliz, os cinco colam cartazes de procuração pelos lugares mais povoados do instituto. Nos cartazes está escrito que eles estão procurando investigadores do sobrenatural ou alguém que entenda sobre o assunto, com abaixo anotado um local onde estão esperando esse tipo de pessoa, o casebre abandonado perto da velha piscina da casa rosa. E também um horário marcado, que é na próxima quinta-feira às onze da noite, que se aproxima em três dias. Um jovem admin alto e todo vestido de preto, não identificado, se aproxima de um dos cartazes e após ler por alguns segundos, o arranca, saindo com ele dobrado dentro do bolso.


Notas Finais


Até o próximo episódio!


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