História Instituto W - Capítulo 7


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!!!!!

Capítulo 7 - 08. Não há


Após arquitetarem todo o plano que seria posto em ação, no dia seguinte, pela noite, todos voltaram para seus devidos dormitórios aos poucos, para que não levantassem suspeitas. Mark não fez diferente, mas outra pessoa sim, o que o não surpreendeu. Ao entrar em seu quarto, pôde ouvir a porta sendo fechada e passos apressados, quais pararam centímetros atrás de si.

— Estou começando a me perguntar se você não quer mudar de dormitório. — O tom de irônia ficou bem claro, não demorando para que se virasse para Jackson, com uma das sobrancelhas levantadas, que o olhava estupefato.

— Como assim iremos nos pegar? — Perguntou nervosamente.

Mark não conseguiu segurar a gargalhada.

— Eu não consideraria um beijo como uma pegação... — Disse, estalando a língua no céu da boca ao se sentar na ponta da cama. — Porém, se você quer assim, faremos assim.

Tuan se divertiu naquele momento ao ter a visão de um Wang completamente atordoado por conta de suas palavras, qual não demorou muito para passar a mão nervosamente pela parte de trás da própria cabeça.

— Tá, mas levaremos punição. — Ele disse como se fosse óbvio e meio... receoso?

A feição do taiwanes suavizou.

— E desde quando você liga para punições? — soltou um suspiro. — A não ser que você não tenha coragem de beijar um homem... — Deixou a "suposição" no ar, estreitando as sobrancelhas para o outro que permaneceu em silêncio.

E foi então que de repente, um silêncio constrangedor encheu o ar tenso que levou segundos para tomar cada canto do quarto. Mark o viu morder o lábio inferior nervosamente, ao encarar qualquer coisa naquele quarto que não fosse ele e não demorou muito para que ficasse de pé. A tensão aumentou à medida que se aproximou do chinês, com passos pesados. E ele por sua vez, sentiu como se todo ar que circulava por seus pulmões, parasse, literalmente.

— Que droga você está fazendo? — Jackson choramingou, deixando inconscientemente o seu nervosismo com a aproximação, transparecer.

Centímetros.

— Por que está tão nervoso, Wang? — Tuan curvou-se para sussurrar em seu ouvido, inspirando o perfume Malbec que ele exalava.

Tentou recuar, mas o seu corpo travou.

— Eu não... — A voz entalou em sua garganta, e não conseguiu completar a frase.

Ele estava tão perto, que mal podia respirar.

Sentiu uma umidade tocar-lhe a bochecha e se arrastar contra a sua pele até a altura do queixo. Em um ato irracional, o empurrou para longe, usando toda a força que conseguiu juntar. Encarou-o e não pôde deixar de notar os lábios carnudos que se curvaram em um sorriso ladino.

— Relaxa, Wang. — deu de ombros. — Não lhe beijarei, pelo ao contrário, vou deixar que você mesmo faça isso. — Voltou a sentar na ponta da cama, retirando o tênis que utilizava e relaxando os músculos.

O chinês incrédulo, entreabriu os lábios pronto para rebate-lo, porém recuou quando uma sirene estrondosa tomou conta de todo o Instituto. Não demorou muito para que uma voz robôtica também soasse, dizendo as seguintes palavras: "alerta, perigoso" repetitivamente. As portas dos dormitórios travaram, para que ninguém saísse para os corredores.

Jackson correu até a porta e tentou abri-lá, mas fora em vão.

— O que está acontecendo? — Mark perguntou sério, indo até onde outro estava e tentando também abrir, o que foi em vão.

Agora os dois estavam presos naquele "maldito" quarto.

— A última vez que isso aconteceu, foi por causa de um grupo de manifestantes que conseguiram passar pelo muro... — O outro disse vagarosamente ao se lembrar do fato que havia acontecido alguns meses atrás. — Eles são conhecidos como a oposição... Não são a favor do Instituto nos dar uma chance de "recomeço". — Fez aspas com os dedos para enfatizar bem a palavra, com um certo escárnio. — Na realidade, não são a favor do atual governo e dos Direitos Humanos. — foi mais claro.

Tuan riu.

— Então, isso significa que não são a favor das duas noites de Expurgo? — a resposta era óbvia. — Podemos... — foi interrompido pela sirene parando de soar e pelo som de destravamento da porta.

Tudo estava um completo silêncio.

Mark tomou a frente, puxando a porta, dando-os visão do corredor bem iluminado, qual não possuía uma alma viva sequer. Ambos saíram, andando em passos silênciosos, não deixando de olhar ao redor, algumas vezes.

Estranharam o fato de os outros alunos não terem saído também.

Quando estavam chegando no final, prontos para virar, Jackson puxou o taiwanes pela blusa, fazendo-o se esconder atrás da parede. Passos pesados que vinham do outro corredor, começaram a se aproximar de onde estavam, ficando cada vez mais perto.

Em um movimento de instantes, quando o mesmo ia virar para o corredor em que estavam, Tuan o agarrou, puxando-o para si e envolveu um dos braços ao redor de seu pescoço, apertando-o, não demorando muito para deixá-lo inconsciente.

Pôs-o no chão, tendo a chance de analisá-lo; vestia roupas pretas, camufladas. No braço direito, continha um símbolo que era representado por um "W" branco e um "X" vermelho por cima.

— São eles. — Jackson ao identificar o mesmo e ao ver que a pessoa que estava dentro daquela espécie de farda, era praticamente uma criança.

Possuía traços de um adolescente, de dezesseis anos e carregava consigo, um fuzil. Tinha cabelo castanho claro, pele branca e uma tatuagem na altura do pescoço. Esta por sua vez, era uma barra vertical com um X a cortando fora a fora.

Mark travou a mandíbula ao ouvir um som de destravamento de arma vir do outro lado do corredor, de onde estavam segundos atrás. Moveu a cabeça lentamente em direção, avistando uma pessoa com as mesmas vestes que o garoto que se encontrava no chão, segurando uma ak-47, centímetros antes da porta de seu dormitório, mirando-a em suas direções.

Ele, o que foi possível identificar devido ao cabelo preto, em um perfeito topete, utilizava uma máscara que tampava a boca e o nariz. Não demorou muito para que Jackson levasse a sua atenção para lá.

Um tiro.

Só deu tempo de puxar o mais alto para baixo, fazendo-o se agachar consigo.

O zumbido da bala foi claramente ouvido passando por cima de suas cabeças.

Tuan puxou o fuzil que estava caído ao lado do corpo falecido que por sorte, estava a centímetros de si e mirou no ser do outro lado, destravando-o. Segundos chegaram ser pouco para a rapidez que levou para disparar, derrubando-o com um tiro no pescoço que vazou atrás de sua cabeça.

A respiração de Wang tornou-se rápida.

Em um movimento ágil, puxou a arma das mãos do taiwânes e mirou no sentido contrário, atirando em um homem que saía do corredor a frente, acertando-o em cheio no peito, o que fez cambalear, recuando para trás e um na testa, o que o fez cair.

Se levantaram.

Um silêncio tomou conta do Pavilhão Vermelho...

Aquele lugar era um labirinto.

Uma quantidade de corredores impossíveis de serem contados.

Ninguém saíria dali, vivo, a não ser que, diretamente para o túmulo... O lugar onde os bichos lhe comem por dentro para depois comerem o que há de restante, por fora. O lugar onde bens se tornam irrelevantes e sem valor.

Mark meneou negativamente a cabeça, fechando os olhos por um breve instante. Os abriu ao ouvir vários passos se aproximarem de onde estavam. Não demorou para que Im Jaebum, Jennie, Kunpimook..., todos aqueles que faziam parte dos times de Bagdá e Kinshasa chegassem. Uns ofegantes com armas em mãos, outros com arranhões superficiais no rosto, roupas sujas e rasgadas, como se tivessem acabado de retornar de uma guerra.

Ninguém não estava entendendo mais nada.

(...)

Coreia do Sul, Seul, às 20:46.

Kim Soo-ji abriu caminho entre os curiosos, e a bagunça pelo local era tanta que não se surpreendeu ao avistar pessoas vestindo seus hobbies e camisolas. Aquela noite de terça-feira estava fria, agitada e assustadora. As luzes das sirenes das viaturas da Esquadra de Policiais de Seul, batiam contra o seu rosto enquanto analisava a cena do crime. Por sorte, ainda não estava chovendo, não correndo risco de apagar digitais e atrapalhar a investigação.

Ela usava uma calça jeans clara, perfeitamente ajustada, uma blusa de mangas curtas branca com uma jaqueta bomber Nylon verde, por cima e em seus pés, continha um par de vans preto.

— Qual é o caso? — perguntou a detetive a um de seus colegas de equipe e de trabalho, Luhan, que estava parado próximo à faixa amarela com uma prancheta em mãos.

Do lado de fora, Soo-ji pode avistar as pontas dos dedos finos de Mabel Tuan escaparem minimamente do saco preto que cobria o seu corpo sem vida. A garotinha estava há quatro meses nas principais manchetes dos jornais da Coréia do Sul como desaparecida e agora, estaria como "achada" e "morta". Entretanto, a Kim sabia que o caso só tinha ganhado repercussão, por ser irmã de um dos maiores gângsters da Ásia, procurado mundialmente.

— Homicídio — disse o mais novo o qual indagara. — Branca, loira, cinco anos e sangue A . — deu continuidade conforme lia um papel que tinha preso na prancheta.

A detetive pegou o objeto das mãos de Luhan e passou por debaixo da faixa, aproximando-se do corpo. Ignorando o chamado repreensivo da líder de time de sua Esquadra, abaixou na altura do mesmo, a alguns centímetros da poça de sangue que circundava a cabeça de Tuan. Com a aproximação, teve que aguentar o odor do corpo da garota que estava começando a ficar com mal cheiro.

Soo-ji respirou fundo e puxou o saco que a cobria, não podendo deixar de prender a respiração quando o rosto pálido dela apareceu. As pessoas que observavam tudo atrás da faixa amarela, emitiram sons de espanto, nojo e reprovação pela cena desagradável que tinham acabado de presenciar. Ela deu de ombros e continuou a analisar a vítima. Os olhos estavam abertos, tomados por sangue e a sua testa terrivelmente esmagada, como se tivesse levado inúmeras porradas com algum objeto pesado, no local.

A sua mão soltou do saco, fazendo-o cair e voltar a cobrir o rosto da menininha, quando fora puxada brutalmente pelo antebraço - ficando de pé - por sua chefe Hwasa que tinha uma expressão bem irritada estampada em sua face.

— O que você está fazendo? — Indagou entre os dentes a detetive que respirou fundo. — Ele está bem ali.

— Apenas olhando e fazendo o meu trabalho. — Kim respondeu calmamente, não deixando de olhar em direção à fita amarela, onde atrás dela, estava parado o famoso e reconhecível rosto de Jaeh-hyun, o Promotor-Geral e pai de Mabel. — Acho melhor protegerem a cena do crime porque logo começará a chover. — Voltou a atenção a sua superior que suspirou fundo, mais calma, e assentiu com a cabeça.

Não demorou muito para que a líder se afastasse e chamasse três policiais de sua equipe para ajudá-la a retirar os cidadãos parados nas extremidades das faixas, para que assim, pudessem ir as suas devidas casas e os deixassem continuar com trabalho. Hwasa, deixando uma parte da organização para os outros, fora conversar com a mãe de Tuan, na qual estava inconsolável nos braços de seu esposo, que estava tão abalado quanto ela, não demorando muito para que fossem levados para um hospital próximo por uma viatura.

Um gângster procurando mundialmente, filho de Promotor-Geral da Coréia do Sul. Irmã que estava desaparecida há quatro meses, de cinco anos, agora encontrada, morta. E o autor do crime? Ele que estava mais vivo do que nunca, Jacob Kingston.

Não há lado certo.

Não há mocinho e vilão.

Não há amor.

Apenas pessoas sedentas por sangue.

Apenas pessoas que têm o prazer de matar.


Notas Finais


Depois de meses sem atualizar, consegui encontrar um tempinho para tal. As atualizações voltarão a ser frequentes agora em dezembro, que será meu período de férias. Espero que estejam preparados, voltaremos com tudo!

twitter para contato: jessicagdelima (pessoal mesmo).

Inside: https://www.spiritfanfiction.com/historia/inside-17553038
O Filho do Presidente: https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-filho-do-presidente-7460832


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