História Instituto Youkai - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Desculpem a demora...

Capítulo 2 - Capítulo Dois


Fanfic / Fanfiction Instituto Youkai - Capítulo 2 - Capítulo Dois


CAPÍTULO DOIS



NARA WATANABE ERA UMA MULHER FORTE E TOTALMENTE INDEPENDENTE, assim como sua irmã Yumi. Disciplina era algo que eu sempre tive como base, mesmo que eu não agisse como se tivesse qualquer base educacional. Nara, minha mãe, havia deixado o Japão com Yumi quando eu ainda era bebê mas sempre fez questão de que eu soubesse falar o idioma como se fosse minha primeira língua.

   Porém era uma surpresa que eu ainda compreendesse o idioma como se nunca tivesse deixado de usá-lo, e era uma surpresa ainda maior encontrar um homem que soubesse quem eu era e onde era meu esconderijo. E de alguma forma isso não era um bom presságio.

   Pedindo aos céus que aqueles olhos de fenda fossem apenas parte de um sonho ruim me obriguei a abrir os olhos, minhas pálpebras estavam pesadas, meu corpo parecia ter sobrevivido a um pisoteamento de centenas de mamutes e, pelo meu estado miserável poderia deduzir que uma onda febril estava por vir. 

   Vi no alto nada além de um belo acabamento em um tom que parecia creme. Franzi a testa ao perceber que encarava com admiração o contraste entre uma parte iluminada e as sombras de um lado mal iluminado do teto.

   Com meu corpo dolorido e exaurido até a última gota, foi um sacrilégio conseguir me sentar, minha cabeça latejava com o esforço. Conseguindo me sentar percebi que estava em um quarto, não um simples quarto mas sim um quarto extremamente luxuoso. 

   O cômodo era por completo em um branco creme; a parede direita era inteiramente de vidro com cortinas cinzas presas em um dente de aço na parede, sua vista era de uma cidade noturna iluminada e próximo ao vidro havia um banco comprido de couro; a cama era baixa e de madeira revestida com espuma e couro marrom escuro, o colchão era de veludo marrom e os cobertores assim como as fronhas dos travesseiros eram de seda branca; de ambos os lados da cama havia cômodas de aço; a parede onde se encontrava a cabeceira baixa da cama era de tecido cortados em tiras que cercavam as únicas luminárias que continham no cômodo; a parede esquerda era na verdade um balcão de porcelanato com uma cortina cinza que estava fechada.

      Aquele era o quarto dos sonhos. 

   Imaginei que minha presença era a única coisa imunda no lugar. E como se o senso tivesse batido à minha porta olhei rápido para mim e vi que não usava mais minha calça jeans puída, a regata preta acinzentada que em algum momento eu trocaria ou a jaqueta jeans miserável, mas eu usava um conjunto rosê com detalhes pretos de seda que me pareceu ser -pelo confortável toque da seda contra minha pele-, um pijama. 

   Me levantei o mais rápido que meu corpo maltratado permitiu. Ignorei a dor que irradiou pelo meu corpo e a sensação maravilhosa dos meus pés tocando o carpete felpudo enquanto eu corria até as duas portas na outra extremidade do quarto. Entrei em uma porta que dava para a outra parte do quarto, que era na verdade um closet. Cada cabide e gavetas havia roupas femininas, diversos conjuntos luxuosos, roupas que eu jamais ousaria usar. 

   Talvez alguém já houvesse previsto isso pois sobre um banco cinza claro havia um conjunto de roupas e sapatos, e sobretudo havia um pedaço de papel com algo escrito.

   Peguei o papel que continha escrito com letras delicadas:

     "Vista-me."

   Olhei para o pijama em mim e me recusei a pensar em alguém tocando meu corpo enquanto eu estava inconsciente. Ignorando meus pensamentos me vesti com as roupas.

   Ao terminar de me vestir, fui em direção ao grande espelho em uma das paredes do closet. Ao ver meu reflexo não contive a surpresa, era como se eu fosse outra pessoa. Meu cabelo antes cinza de sujeira acumulada agora eram da sua cor natural -branco platinado-, meu rosto estava limpo deixando meus olhos lilás, brilhantes; e as olheiras escuras que haviam marcado meu rosto por tempo o suficiente para me acostumar a elas, não existiam mais, deixando me com uma aparência juvenil. As roupas eram de qualidade, dava-se para notar pelo toque. Era uma calça jeans preta, blusa de gola rolê preta, all star e um jaqueta parka verde militar. 

       Vista daquele jeito ninguém diria que meu lar era nas ruas.

   Ignorei meu reflexo com as sobrancelhas franzidas e sai do closet, indo em direção a saída do quarto.


***


    O luxo não parava no quarto, conforme eu andava pelo lugar descobri que ali era uma cobertura. O lugar era uma mistura de concreto, gesso e vidro. 

   Andei em diversos corredores idênticos até que enfim chegue em um living onde havia um conjunto de estofados vermelhos e uma bancada com bebidas organizadas. 

   Saltei o estofado e me encostei no parapeito marrom, meu olhar caiu para o andar de baixo onde havia uma um imensa sala de estar com estofado cinza, poltronas pretas e uma TV smart exagerada. 

   Porém o que captou minha atenção foram as três pessoas na sala. Sai em direção a escada lateral e lentamente desci até o andar de baixo.

   Meu cuidado em não fazer barulho foi desnecessário pois assim que meus pés tocaram o mármore do piso os três olharam em minha direção. Eram dois homens e uma mulher. 

   A mulher tinha pele bronzeada e olhos que denunciavam sua descendência oriental, tinha cabelo longos e castanho, seus olhos eram verdes e haviam marcas vermelha ao redor desses; ela usava um vestido branco justo que deixava seu corpo bem marcado e seus ombros ficavam nus; suas mãos estavam cobertas por luvas brancas e compridas. 

   A mulher sorriu para mim. 

   "Você acordou", falou, seu tom era assustadoramente gentil. "Estava começando a me sentir culpada."

   Eu não conseguia imaginar porque ela deveria se sentir culpada, mas algo -talvez meu senso de autopreservação-, me alertava para ficar longe dela e ao mesmo tempo algo me dizia para eu me aproximar. Pelo visto anos sem me importar com meu senso de autopreservação naturalmente resultaria em algo.

   E lentamente eu me aproximei da sala.

  Os olhos verdes da mulher seguiram cada passo meu, terminando em uma longa analisada em mim. Aquele olhar parecia que me deixaria nua, a sensação de desconforto me irritou.

   "Você estava certo Kurama, essas roupas realmente combinam mais com ela." Disse, e desviou seu olhar para o rapaz sentado no estofado.

   O rapaz tirou o cigarro negro dos lábios com sua mão direita, na qual suas unhas eram pintadas com preto fosco. Ele me fitou. O rapaz tinha cabelos negro caídos sobre a testa, seus olhos eram escuros como a noite mais escura do ano. Ele usava um terno branco sobrepondo uma camisa gola alta preta. 

   "Ela não me parecia o tipo de pessoa que apreciasse o lado luxuoso da vida", respondeu Kurama, sua voz era um ronronar carregado de sotaque. "Isso, claro, levando em conta de onde ela vivia." completou em japonês. 

   "Não seja indiscreto Kurama", repreendeu a mulher. "É grosseiro usar uma língua que nem todos entendem."

   Era inacreditável. Não consegui conter o desgosto carregado em um único puxar de lábios que surgiu em meu rosto. Era inacreditável que a mulher havia o repreendido por ele usar japonês e não por esnobar alguém por sua classe social. 

   Mas era de se esperar, eles não pareciam o tipo de pessoas que compravam roupas em liquidação ou que curtisse uma venda de garagem.

   Kurama não deixou passar minha mudança de expressão.

      "O que a diverte intangível Hanyou?"

   "O que me diverte?" Cantarolei em resposta, mas meu olhar caiu no segundo homem, e esse seria impossível não reconhecer. "Você..."

   "Oh!" Kurama riu com escárnio. Ele esperava essa reação. "Esse é Shin Maruyama, mas vocês já se conheceram certo?" 

   O tom de Kurama era divertimento maciço. Porém eu não se importei, minha atenção estava inteiramente em Shin. Diferente da primeira vez em que eu o vi ele não usava o terno preto, agora ele usava uma calça cáqui, camiseta gola rolê e luvas negras de couro. 

   Pulei no estofado pisando no veludo cinza sem me importar se estava pisando em um estofado de mais de dez mil dólares. Me sentei,  jogando-me sobre o sofá macio. Oh, céus! Que estofado maravilhoso!

   Não era conveniente ser grosseira com desconhecidos, ainda mais quando estes lhe doparam e te sequestraram. Mas que todos se ferrassem.

   "Você conseguiu, mesmo eu não querendo você me dopou e aqui estou eu", comecei, "Então porque não param de perder tempo e falam logo o que merda vocês querem comigo."


Notas Finais


Comentem a opinião de vocês, isso me ajuda a melhorar e me motiva. 😚❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...