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História Insubmissas - Capítulo 23


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Notas do Autor


Então, do fazendo com base no que vocês pediram (uma pessoa), mas se mais pessoas quiserem de um jeito diferente a gente pode tentar deixar todo mundo feliz


AVISO: FALA UM POUCO SOBRE TORTURA E CITA ESTUPROU, SE VOCÊ NÃO SS SENTE CONFORTÁVEL NÃO LEIA

Capítulo 23 - 1.09- a fogueira não vai queimar hoje


Fanfic / Fanfiction Insubmissas - Capítulo 23 - 1.09- a fogueira não vai queimar hoje

Samira-on

Assim que saímos do casto já conseguimos ver o movimento, vários homens carregando galhos e até algumas toras de madeira seca, eles realmente pretendiam fazer uma grande fogueira

Gabriel: a coitada já deve estar sendo torturada, talvez isso faça ela ter uma morte mais rápida- estávamos andando bem lentamente no cavalo então conseguia ouvir algumas coisas que os homens falavam

Samira: onde ela é tortura?- me olhou um pouco incrédulo

Gabriel: isso não acontece na Espanha não?

Samira: tortura sim, caça as bruxas não, só quando acham corpos afogados, aí nos falamos que eram bruxas ou coisa do tipo, mas fogueira não

Gabriel: deveria ter pensado nisso, mamãe não deixaria isso acontecer, mas ela são torturas nas igrejas

Samira: em nome de deus, que libertem a alma delas- falei de um jeito tão sarcástica que nos rimos- esqueci, elas não tem alma

Gabriel: senti falta do seu sarcasmo

Samira: eu não era tão sarcástica assim não- fomos indo em direção a matriz da cidade

Gabriel: você é tão sarcástica quando Gaia

Samira: ela sempre foi, como Héstia e Yara sempre foram ingênuas

Gabriel: Héstia é diferente, não era ingenuidade- ele sorria sempre que falava ou ouvia o nome de Héstia

Samira: Héstia sempre foi diferente pra você

Gabriel: como você sempre foi diferente para Matheus, como Gaia e diferente para Lucas ou Yara pra Pedro

Samira: elas mudaram, Yara principalmente- estávamos quase na porta da igreja

Gabriel: Héstia ainda acredita que será salva por um príncipe encantado, que se casaram por amor e terão vários filhos?

Samira: ela nunca acreditou em príncipe encantado, ela acredita no amor, mas ainda se sente muito culpada por coisas do passada

Gabriel: todos lamentam algo do passado, todos tem um fardo pra carregar até o túmulo- paramos de andar quando estávamos na porta da igreja

Samira: qual é seu fardo príncipe Gabriel?- ele desceu do cavalo e veio me ajudar só que eu desci antes disso

Gabriel: acreditar no amor, e o seu?- tirou uma mecha do meu cabelo que estava do meu rosto e colocou atrás da minha orelha e sorriu

Samira: sofrer por amor- dei um sorriso triste como o dele- temos assuntos mais importantes agora, vamos- peguei seu braço e entramos na igreja, as portas estavam fechadas mas não trancadas, e assim que entramos consegui ouvir gritos abafados, e um padre novo apareceu

Padre: desculpe meu príncipe, a igreja está fechada até a fogueira queimar

Samira: a fogueira não vai queimar hoje- me aproximei dele e pode perceber que ele deveria ter no mínimo uns 20 anos

Padre: e quem você acha que é?- como ele era mais baixo ele levantou a cabeça pra me olhar nos olhos

Pedro: ela é sua futura rainha, se não quiser perder a cabeça e melhor tratar ela com mais respeito- ele se ajoelhou no chão e eu entendi minha mãe para ele beijar meu anel

Padre: me perdoe minha ignorância, sou só um jovem padre

Samira: exatamente, ao um padre- passei por ele sem esperar ele se levantar, não queria teatrinhos formais, queria que a mulher parasse de sofrer

Passei por uma porta e depois por outra, e os gritos só aumentavam, consegui ouvir o barulho de chicotes, pelo menos a tortura ainda não tinha começado de verdade

Desci uma escada e entrei em outra porta, o cheiro da podridão veio, o cheiro de sangue e suor, tinha três homens e uma mulher nua, dois estavam segurando e o outro chicoteava

Eles pararam quando viram que eu entrei, o que segurava ela pela direita me olhou com tanto ódio que parecia que eu era o capeta em pessoa- tirem essa puta daqui, mulher não tem estômago pra isso, se ela começar a chorar vai  ganhar um motivo real pra isso- os outros dois riram

Padre: parem agora, ela é a filha de Algust II

homem 1: não tô nem aí para os bastardos daquele rei que não sai debaixo das saias da mãe

Homem 2: ele está e debaixo das saias da puta Itália

Samira: saí- me virei calmamente para o padre que me olhava assutado, Gabriel chegou assim que eu falei com o padre- está surdo? Eu mandei você sair porra

Gabriel: tudo bem?- ele estava assustado, talvez eu tenha falado um pouco alto

Samira: você fica ou sai- o padre subiu as escadas correndo e rezando alguma coisa em latim que eu não me importei o suficiente para traduzir- você quer ficar ou não?

Gabriel: vou ficar- os homens estavam me olhando sem entender nada, a mulher ainda estava sendo segurada pelos dois

Samira: soltem ela- estava seria e olhando pra eles

Homem 3: não recebo ordens de uma puta- levantou o chicote para voltar a chicoteia-la

O chicote caiu da sua mão, ele começou a ficar sem ar, arranhava o pescoço tentando tirar algo que não estava alí

Samira: a puta que manda aqui, agora e sempre- os outros dois soltaram a mulher fazendo ela cair no chão- vá ajudá-la -falei sem olhar pra Gabriel- humm, balcão de tortura- estava procurando e tentando reconhecer os instrumentos que estavam alí e fui andando pelo porão- berço de Judas- todos me olhavam assustados- olha, pera da angustia, tem até o burro espanhol, diretamente de meu país, esse eu conheço bem- qual vocês recomendam?

O terceiro homem já estava roxo, seu pescou vermelho de arranhões, os outros dois estavam imóveis e Gabriel tinha tirado sua capa e dado para a mulher, ela não conseguia ficar em pé, e ele não podia pegar ela no colo pelas marcas do chicote

Gabriel: Samira, para, ele vai morrer

Samira: a morte e uma coisa muito boa pra ele, mas como você disse, a fogueira só ascende a tarde, temos tempo ainda, mas você está livre pra ir- me aproximei de novo do balcão de tortura e comecei a afrouxar as cordas

Gabriel: o que você está querendo fazer?

Samira: justiça

Gabriel: você não é ela para fazer justiça

Samira: mas eu posso fazer em seu nome- o terceiro homem caiu no chão e eu devolvi o ar pra ele- ou fica ou sai, escolha logo

Gabriel: toma cuidado- ele pegou a mulher pelo braço e colocou ela sobre seu ombro

Samira: eles que vão precisar disso- a porta se abriu sozinha para ele passar e depois fechou quando ele saiu- venha cá- me aproximei do mais magro que tinha- qual e seu nome?

???: Verme- falou com a cabeça baixa e a voz mais baixa ainda

Samira: nome verdadeiro

???: Pedro

Samira: que conhecidência, eu tenho um irmão que seu nome é Pedro- peguei em sua mão que estava suja de sangue e cheia de calos- vem, sentasse aqui- levei ele para um banco que tinha perto da porta- me conte, o que vocês fizeram com ela

Pedro: nada minha senhora

Samira: agora era senhora, antes era puta, daqui a pouco será bruxa- sorri pra ele sem mostrar os dentes

???: Mas você é um bruxa sua vadia

Samira: quem é ele?- apontei pro homem que falou

Pedro: Samuel- ele estava tremendo, o medo da coisas muito interessantes com as pessoas

Samira: agora que eu já tenho vários nomes e vocês já sabem o meu verdadeiro só falta eu saber o nome daquele ali- apontei para o homem que ainda estava no chão

Pedro: João

Samira: parece que estou dentro da bíblia, mas enfim, me conte Pedro, o que vocês fizeram com ela?

Pedro: só o que ela merecia, ela é uma bruxa

Samira: e qual foi a bruxaria que ela fez?

Pedro: seu marido foi encontrado morto em sua cama, só tinha ela em casa

Samira: agora todas as pessoas que morrem são assassinadas por bruxas, mas tudo bem, outra pergunta, por quê vocês estão aqui?

Pedro: nos nós oferecemos

Samira: então vocês quiserem machucar aquela mulher e depois jogar ela na fogueira? Interessante

Samuel: ela matou meu irmãos, eu só não estuprei ela porquê ela não merece*

Samira: lógico que ela não merecia ser abençoada com seu pau milagrosos, mas a conversa é outra, e não é com você, então Pedro, o que vocês fizeram com ela?

Pedro: nós só demos umas chicotadas nela, o padre que a estuprou- estava ficando possessa, que a Deusa não me deixe fazer algo que eu me arrependa

Samira: vocês participaram?

Pedro: nos seguramos ela, ela tentou resistir, não deveria ter feito isso

Samira: amarre o Samuel na banca- Samuel começou a gritar, e Pedro fez que não com a cabeça- ou você coloca ou eu coloco vocês dois- ele se levantou lentamente e tentou segurar Samuel enquanto os dois choravam, Samuel resistiu bastante, mas não o suficiente

Samuel já estava amarado na banca, chorava como uma criança com fome e tremia como se estivesse com frio, João tinha se encolhido no canto da parede e tremia quase tanto quanto ele

Samira: agora pegue o João e chicoteie

Samuel: até quando?

Samira: até eu vê seus ossos- peguei o banquinho que Samuel tinha sentado e levei até onde João era chicoteado, fiquei sentada enquanto fazia as rodas da banca puxarem as cordas, não sabia quem gritava mais, João Pedro ou Samuel

Aqueles gritos me relaxaram



Gabriel-on

Samira deve estar ficando louca, subi no cavalo com a mulher ainda no meu ombro, ela não tinha feito som nenhum, será que ela tinha morrido?

Gabriel: você está viva?

Mulher: não tenho certeza, acho que estou alucinando- ela não falava, apenas susuros, quase inaudível

Gabriel: aguente firme, nós estamos quase chegando- tive que entrar pelo portão mais escondido, fui pro meu quarto por uma passagem que eu conhecia, mas não sabia nenhuma que levasse até o quarto de Samira, então tive que passar pelo corredor, mas acho que ninguém me viu

Coloquei ela na cama de lado, não tinha tanta noção do que fazer, então fiz o que sabia, peguei um pano limpo e molhei na água que tinha na bacia, tirei minha capa com cuidado e comecei a limpar, as vezes ela gemia de dor, mas não pedia para parar, depois molhei o pano por completo e coloqui encima da suas costas

Gabriel: tenho que pegar algumas coisas, mas eu volto rápido, tudo bem?- ela fez que sim com a cabeça

Fui correndo para a cozinha, peguei mel, vinagre e leite fresco, isso era o máximo que eu sabia fazer, misturei tudo em uma bacia pequena

Quando voltei pro quarto ela estava sentada na cama, parecia estar melhor, mas eu só passei água?

Gabriel: posso pegar uma roupa antes se você quiser

Mulher: você tem que passar isso, depois arruma uma roupa

Gabriel: tudo bem então, qual é seu nome?- sentei na cama e tirei o pano da suas costas

Mulher: Joanna

Gabriel: eu sou o Gabriel, se você quiser que eu pare e só falar

Joanna: ta- a misturo que era meio branca e amarelada ficou meio laranja pelo sangue que ainda saia, felizmente ela não pediu para parar, sabia lidar bem com a dor

Gabriel: já acabei, tenta dormi um pouco, quando Samira chegar ela vai saber o que fazer

Joanna: tudo bem- ela se deitou de bruços e dormi muito rápido, a coitada devia estar morta de sono

Será que Samira está bem?




Notas Finais


Capitulo não revisado

INSTRUMENTOS DE TORTURA CITADOS

Berço de Judas- https://images.app.goo.gl/NCkZMBLTycXa2tz76

Pera da angustia- https://images.app.goo.gl/JnpWzqj1FycS695LA

Banca de tortura- https://images.app.goo.gl/hSbbJRz5VhrK7TZU6

Samira e uma visão de justiça meio conturbada
Talvez ela mude, ou piore, não sabemos
Espero que tenham gostado

Bjsss até a próxima
Próximo capítulo: 03/07


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