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História Inteligência Rara (ShikaTema) - Capítulo 71


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Notas do Autor


Oi lindinhosssssssss
O pedido de desculpa vem primeiro, mas em segundo é: aproveitem a leitura!
Nos vemos nas notas finaisssss

Capítulo 71 - Nara Shikadai


Shikamaru Nara

Não que eu soubesse exatamente o que fazer, mas o instinto falou por mim, e eu agradeci imensamente por isso. Ser shinobi tem suas vantagens, mas diante dessa aqui foi crucial. Eu quase me vi sem ação diante da loira com a bolsa estourada... mas assim que fui para o quarto pegar a bolsa que ela havia pedido, consegui em minutos organizar meus pensamentos. O pensamento precisava ser muito rápido e preciso, eu não queria parecer um completo idiota. Eu não poderia deixar Temari mais nervosa do que toda a situação de trazer uma criança ao mundo já traz. Em pouco tempo estávamos no hospital, e Temari começou entrar em trabalho de parto. As caras e bocas da minha loira, princesa dos ventos e mãe do meu filho, eram assustadoras.

- Shikamaru! – Temari gritou meu nome. – Dá sua mão.

Eu assustei, mas obedeci. Eu estava ao lado dela e as contrações começaram, minha mão era castigada.

- Porra, vai quebrar meus dedos desse jeito, Tema. – Eu disse de maneira involuntária. Eu devia era ter ficado com a boca fechada e deixado o dedo ser quebrado.

- Vou quebrar a sua cara, que tal? – Ela resmungou enquanto revezava a cara de ódio com a cara de dor. – Cala a boca e me deixa apertar.

- Tá. – Eu só concordei. – Tá doendo muito? – Outra pergunta idiota, mas fazer o que.

- Sério? – Ela revirou os olhos. E suspirava tentando concentrar a respiração, como se aquele mantra suavizasse a dor.

Dessa vez resolvi ficar quieto, e deixar meu nervosismo bem longe pra não fazer pergunta desnecessária e irritá-la à toa. Também teve mais inúmeros gritos e xingamentos somados dos tapas que levei por perguntas aleatórias que insisti em fazer, que com toda certeza irritaram-na. Não que eu tivesse feito isso por mal, porém, foi no intuito de extravasar a adrenalina absurda que estava sendo descarregada sobre mim. As contrações começaram a ficar mais intensas no período da madrugada, e anunciavam a chegada do nosso filho. Foram exatamente 13 horas de trabalho de parto, eu só soube isso porque a Ino me explicou, porque pra mim só contei as inúmeras horas que pareciam anos com a Temari apertando minha mão, gritando, xingando e fazendo caras e bocas de dor, enquanto eu fiquei ao seu lado e massageava suas costas, fazia carinho nos seus cabelos e dizia que tudo ia dar certo. É isso que eu poderia fazer, né? Sim. Hora ou outra compressa de água quente eram colocadas, no sentindo de aliviar a dor. Temari foi incrível e eu realmente não saberia mensurar que tipo de dor ela estava sentindo, mas naquele momento eu só conseguia me ver mais apaixonado por ela. A dilatação estava pronta, e deu início ao parto. A todo momento eu estive ao seu lado, e as lágrimas involuntárias rolavam dos olhos mais lindos que eu já vi, os dela. Os gritos acompanhados da força absurda que ela fazia, me lembraram que faltavam pouco, muito pouco, para que o pequeno viesse ao mundo. O mundo parou, e prendi minha respiração de maneira involuntária no momento em que ouvi o choro do nosso filho.

- Você conseguiu, Tema. – Eu olhei pra ela com os olhos marejados, enquanto a enfermeira vinha em nossa direção com aquele pequeno ser que chorava. O choro do nosso filho era preguiçoso e como se estivesse sendo conhecido por todo mundo. Agora eu olhava para as duas pessoas mais importantes da minha vida, Temari e o nosso filho que estava em seus braços.

- Shikadai. – Ela disse enquanto revezada o seu olhar sublime entre mim e o bebê em seu colo, que agora tinha cessado o choro de uma maneira surrea. – Ele vai se chamar, Shikadai Nara. – A princesa dos ventos beijou suavemente a testa do nosso filho, e os dedos percorreram sobre o rosto dele, agraciando a obra. Ele logo encontrou o seio da mãe, e sugou de maneira voraz. – Ele é a sua cara, Shika.

Não sei se esse foi um trocadilho pelo fato do pequeno estar agarrado no seio dela, mas eu ri pra ela, e ela sorriu de volta. Agora eu teria com quem dividir, e eu ri mais ainda. Ele mamou e foi a cena mais marcante que eu já pude contemplar com esses meus olhos. Ela riu enquanto me olhava com amor, com o rosto adornado do cansaço, e com Shikadai nos braços. Perfeita. Minha mulher. Forte. Audaciosa. Incrível. Temari Nara.

- Ele tem cara de Shikadai. – Eu disse sorrindo, entorpecido em ver o nosso filho pela primeira vez. Temari estendeu os braços para que eu o pegasse. Minha mente temeu, e outra descarga absurda de adrenalina me envolveu, e eu não saberia dizer como meu coração ainda não tinha saído pela boca. Ele pulsava frenético, e ao segurar Shikadai no colo, vi o nosso amor. Ele era a tradução do que é amor, morrer e viver por alguém. – Temari... – Eu chamei sua atenção. Eu estava com Shikadai no colo e ele me fitou, com a outra mão afaguei seu rosto e seus cabelos. – Veja... – Eu me debrucei um pouco para que nós três estivéssemos juntos, na mesma visão. – Ele tem os olhos mais lindos que eu já vi. Os seus.

Sim, os olhos do pequeno eram idênticos ao da minha loira. Desde o dia em que decidi me declarar para Temari, a primeira coisa que consegui dizer foi sobre os seus olhos, e o quanto eles eram lindos. Ela era a obra perfeita em tudo, seu corpo, seus cabelos, seu jeito problemático, sua inteligência e estratégia, sua ousadia, sua coragem, força. Mas os olhos... Ah, aqueles olhos... Eles diziam tudo o que eu queria ouvir, mas ela não dizia em palavras. Eu queria ouvir que ela também sentia o mesmo que eu, que ela também gostava de mim... a boca poderia não dizer, mas os olhos diziam.

 Os olhos da loira nunca mentiram pra mim, aqueles olhos que me fitavam com intensidade como se pudessem enxergar a minha alma e ler os meus pensamentos. Inúmeras vezes nossos olhares cruzados e o silêncio entre nós dois era a conversa mais pura e sincera que poderíamos ter. Os olhos que nunca me deixaram sem resposta, e os olhos que sempre me mostraram o caminho. E o meu caminho e a minha vida é a o lado dela. Shikadai tem os seus olhos, Temari. Os olhos verdes da verdade e da intensidade. Os cabelos negros como o meu, e realmente ele é a minha cara. Como cópia. Mas os olhos... são seus. Olhos que sempre vão ser sinceros, olhos que falarão por ele mesmo quando ele preferir manter silêncio, olhos que vão fazer com que as pessoas entendam que ele é, o filho da kunoichi mais cruel e da mente brilhante de Konoha.

Shikadai Nara, nosso filho.

Temari selou nossos lábios e eu entreguei o pequeno para a enfermeira, que o levou para fazer o que era necessário com um recém-nascido. Enquanto levaram Shikadai, segurei a mão de Temari e olhei no fundo dos seus olhos, que agora seria duplamente os olhos mais lindos que eu já vi.

- Esse foi o momento mais incrível que já vivi em toda minha vida Temari... – Eu disse beijando sua testa. – Você é a mulher e a mãe mais incrível de Konoha. Linda demais...

- Linda demais? – Ela riu. - Para de falar isso, eu sei que estou um trapo, parecendo que acabei de sair de uma batalha intensa da quarta guerra ninja. – Ela riu, debochada como sempre.

- Linda. Linda demais. – Eu reafirmei.

 

[...]

 

A rotina com um bebê em casa e uma Temari Nara não é a mais fácil, devo confessar, mas a loira é uma mãe extraordinária. O primeiro mês tivemos a ajuda da minha mãe, que auxiliou em tudo o que era necessário até ajustarmos nosso próprio ritmo. Meu trabalho como conselheiro do Hokage me impedia de ficar o dia todo em casa, mas Kakashi vez ou outra me liberava mais cedo quando podia.  Nossas noites poderiam ser resumidas em momentos onde o choro preguiçoso do Shikadai invadia meu sono de uma maneira bizarra, e logo estava de pé, pronto pra colocá-lo para mamar, mesmo enquanto Temari dormia.

 É exatamente assim... ela passa o dia inteiro se dedicando ao pequeno. Minha mãe vez ou outra está aqui pra auxiliá-la, mas a Temari é difícil. A conversa que ela teve comigo e com a minha mãe após o primeiro mês foi que ela queria cuidar do pequeno de maneira independente, porque ela precisava aprender a ser mãe, e que com ajuda vinte e quatro horas ela não conseguiria. Rimos, minha mãe não se sentiu ofendida e estamos assim. Já são dois meses de uma vida completa, nós três. Eu a admirava ainda mais por toda essa garra e essa vontade de ser uma boa mãe... eu via em seus olhos a saudade que ela sentia da própria mãe, e fazia de tudo para que Shikadai se sentisse aninhado e amado a todo instante.

- Tadaima! – Eu disse ao chegar em casa, com saudade dos dois.

- Oi Shika. - Temari dizia com a sua voz em um murmúrio vindo da cozinha. – Só não grita, que Shikadai está dormindo.

Cheguei por trás dela, abraçando e sentindo seu cheiro. Eu sou vidrado nessa mulher, e tenho uma saudade absurda. E ela também. Eu tive que me controlar inúmeras vezes, e me afastar, literalmente, pra que nós pudéssemos cumprir a quarentena de maneira adequada. Os beijos quentes, e as mãos dela que me torturavam madrugada a fora. Céus.

- Sentiu saudades? – Eu perguntei despretensioso.

- Saudade é o que mais sinto, Shika. – Ela disse se virando pra mim. – Obrigada pela paciência... – Ela riu, porque a próxima fala era realmente muito Temari. – Porque eu não tenho mais nenhuma! Que droga! – A fala irritada veio acompanhada de um beijo bravo, com uma língua que pedia passagem de maneira fervorosa. As mãos da loira tateavam meu corpo por debaixo da roupa. Com carinho, saudade e tesão.  Ela tirou minha camiseta, e deu aquela olhada pra mim, que eu enlouqueço. Era a primeira vez que ela tira a minha camiseta, desde que Shikadai veio ao mundo. Saudade da porra.

- Puta garoto gostoso, Nara. – Ela riu. E de ouvir isso? Saudade dobrada. – Essa frase me economiza de ter que dizer o que quero, porque eu fico molhada só de te ver, com esse corpo só pra mim... sempre é assim. – Ela segurou meu cabelo entre os dedos.

- E o que você quer? – Eu disse ao pé do seu ouvindo, enfiando as minhas mãos por debaixo daquela blusa fininha, encontrando um corpo quente e apertando sua cintura a fim de colar aquele corpo no meu. - Gosta de me torturar de madrugada né? Mas pelas minhas contas aqui... – Eu disse beijando seu pescoço. – Acho que podemos relembrar certas coisas. – Minhas mãos subiram pela nuca e eu senti seu arrepio e Temari colou seu corpo no meu com força.

O choro preguiçoso do Shikadai ecoou ao fundo. Rimos, de maneira um pouco pesarosa.

- Tá vendo? Ele está com fome... – Temari disse me olhando depositando um beijo na minha boca, e saindo em direção ao quarto dele. – Sei que você também está. – Ela riu maliciosa e ainda me deu uma piscadinha. Ela gosta é de me atiçar.  

A rotina aqui não é fácil, mas ao entrar no quarto do pequeno e vê-lo no colo da loira, sugando com afinco e anseio me deixava extasiado... A saudade de fazer amor com ela poderia ser grande, mas a alegria de ter os dois é surreal. Temari estava sentada em uma poltrona enquanto balançava o pequeno que mamava de maneira calma.

- Ele é preguiçoso igual você, gosta de dormir e só chora quando está com fome. – Ela sorriu pra mim. – Não poderia ser menos sua cópia não?

- Se eu chorar por que quero comer, resolve? – Eu disse em um trocadilho péssimo, mas que nesse momento fez a loira rir.

- Vou providenciar de continuar o que começamos, prometo. – Ela disse olhando pra mim com uma cara de compaixão, porque bem percebeu o volume entre as minhas pernas.

- Não liga pra isso. – Eu disse me sentando ao lado dela, em uma cadeira. Shikadai era calmo, calmo demais. Não dava nenhum tipo de trabalho pra nós dois. No começo a madrugada era movimentada com o choro do Shikadai, mas agora não. Ele dorme a noite toda, e realmente chora somente quando está com fome, cólica ou saudade dos braços quentes da mamãe. As horas passaram, e ficamos ali, nós três. Assim que Temari terminou de amamentá-lo eu o peguei no colo, pra que ela pudesse ficar tranquila. Fui até a cozinha para fazer companhia a ela, que estava terminando o jantar quando começamos nosso amasso. Jantamos em família.

Estávamos no quarto, jogados sobre a cama. Passei meus braços em volta da minha loira, aconchegando meu mundo nos braços. Ela, e ele. Estávamos sentados, agarrados. Shikadai no colo da Tema, e ela no meu colo.

- Amo vocês. – Eu senti necessidade de dizer. – Você tem sido maravilhosa, Tema. – E realmente, me surpreendi com tudo o que estávamos vivendo. Não existe manual de como ser um bom pai, ou uma boa mãe. Mas a loira parecia ter encontrado exatamente a melhor maneira de aprender isso... muito rápido. Os olhos cansados, e o corpo que pedia um afago traduziam o quanto ela era dedicada em tudo o que fazia.

- Eu que amo vocês. – Ela me olhou, e selou nossos lábios. Shikadai dormia tranquilo.

- Me dê ele, vou levar pro berço. – Ela estendeu os braços de maneira cuidadosa, pra que ele não acordasse, o que eu duvido que aconteceria e eu o peguei.

Ao voltar, encontrei uma Temari que dormia toda desajeitada. Lindamente, mas desajeitada e eu sorri, o corpo dela meio jogado e sem jeito. Deitei ao seu lado, trazendo-a pra dentro do meu peito e acariciei seus cabelos. A respiração dela era calma e profunda. O sono era tranquilo igual do pequeno, e profundo como quem estivesse no melhor lugar do mundo para descansar. Nossa cama, nossa vida, nossa família e nosso amor. Fitei o teto com a loira dormindo nos meus braços. Afinal vida, num segundo a vida vai mudar. Você é minha vida. Coração acelerado só de imaginar o melhor da vida ao lado deles, e no final de tudo a gente fica bem.

A gente se dá bem.

Temari é sublime. O melhor de tudo é acordar e saber que ainda é madrugada, mas estar sendo agraciado com lábios quentes da loira sobre meu corpo que clama por ela, e que já está acionado querendo cada milímetro do corpo dela, é demais.

- Boa madrugada, amor. – Ela dizia escorregando os dedos sobre o meu corpo.  

- Boa? – Eu disse despertando, e trazendo ela pra cima de mim. – Eu diria... ótima.

- Minha rotina de sono anda meio desregulada... você se importa? – Ela disse mordendo os lábios. Porra, não me importo nenhum pouco. Essa voz embargada de tesão, e a minha está no mesmo nível. 

- Jamais... – Eu disse com a voz cheia de saudade.

 – Nem de ser acordado? – A loira deu aquela respirada profunda e quente no meu pescoço que me arrepiou por completo, e finalizou me dando uma mordida que me fez agarrar seu corpo. Quente. Agora Temari era a fusão perfeita de furacão do país do vento, e quente do país do fogo. Gostosa demais.

- Como é mesmo que você sempre diz? – Eu disse sussurrando no ouvido dela. – Eu não tenho preguiça pra isso. – Com a mão na nuca da loira, grudei seus lábios nos meus, e ela afastou só pra dizer tudo o que eu queria ouvir.

- Então eu quero ver. – Ela disse retomando nosso beijo sedento e ardente. Cheio de saudade. 


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Ninguém ta morto aqui não!
hahahahahahah
Ai que saudade de vocês, eu estou com uma correria danada... e peço desculpa pela demora! Eu morro de ansiedade pra conseguir postar pra vocês, mas a rotina tá cruel KKKKK me diz aí o que estão achandoooooooooooo!

BEIJOS DAS FADINHAS FANFIQUEIRAS


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