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História Intelligent Minds for a Future Planet - Capítulo 19


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Notas do Autor


SIM, mais um capítulo! E acho que vamos ter uma salvação?
Boa leitura!

Capítulo 19 - Capítulo Treze - Entr'Acte - Depois da Tempestade


Fanfic / Fanfiction Intelligent Minds for a Future Planet - Capítulo 19 - Capítulo Treze - Entr'Acte - Depois da Tempestade

ENTR’ACTE DE INÍCIO - CORREDORES BRANCOS

 

Era a segunda vez que onde estamos o som de saltos finos traça o início de uma história, sendo mulheres diferentes as que iniciaram cada barulho. Aquela ali andava por um piso branco ladeado por paredes imaculadas e de mesma cor, ladeada por um rapaz de cabelos castanhos que, se ela estivesse em sua altura comum, seria uns dez centímetros mais alto que ela. Andaram pelo que pareceu uma eternidade, até que chegaram no final do corredor.

Lá estava uma porta de cor creme, que a mulher morena abriu com confiança, abrindo espaço para que o homem entrasse primeiro. Assim que ela passou, fechou a porta. 

Havia ali um sofá branco num dos cantos onde se sentaram. E não estavam sozinhos naquela sala. 

- Certo, garoto. - ela disse, os lábios vermelhos tentando lhe oferecer um pequeno sorriso. - Nos conte o que você sabe. 

 

SEGUNDO ATO - O DEPOIS 

 

;capítulo décimo terceiro - Depois da Tempestade

;um novo dia surge no horizonte.

14.12.21

 

Supostamente, após o desaparecimento do grupo de adolescentes que haviam sido escolhidos para o super programa Intelligent Minds for a Future Planet, as buscas não cessaram até os agentes enviados para procurá-los serem obrigados a arquivar o caso. Por um tempo, o sumiço do grupo dos dez adolescentes mais inteligentes do planeta marcaria manchetes de revistas cheias de teorias absurdas.

Enquanto isso, muita coisa havia acontecido de fato na vida deles. Foram enviados para Moscou em treinamento reforçado com explosivos e todo aquele tipo de coisa que parece que só vemos na TV. Estavam sendo monitorados a cada segundo que se passava. Era o aniversário de morte de Tyler, e por mais que Cassius parecesse estar à beira de lágrimas a cada momento que passava, não houve um único momento em que alguém pode no mínimo dar um abraço no garoto ou uns tapinhas nas costas.

Mesmo assim, posso dizer que alguns estavam muito pensativos sobre tudo o que estava acontecendo. Enquanto Ethan tentava montar um plano de fuga, Floki não tirava a morte de Ty da cabeça.

Certo, Cass viu sangue. E viu o corpo afundar. Isso necessariamente significa que ele estava morto? Laura atirou, mas no dia anterior ela estivera extremamente preocupada com a chance deles escaparem. Era encenação desde o início? Ela era muito previsível, e Floki duvidava que Laura teria montado todo aquele plano para pegá-los. Teria sido muito mais rápido apontar a arma para um deles e forçá-los a voltar com ela para Swansea. 

Só que somente duas pessoas viram o tiro; Tyler e a própria Laura. Primeiramente, o paradeiro de Ty era desconhecido, enquanto Laura estava num papel muito difícil para que pudessem fazer perguntas. Ela quase nunca estava no prédio em que os nove estavam, e como não havia a mínima chance de Floki contar seus devaneios para o grupo. 

Mas Floki não havia sido a única a se perguntar se Tyler realmente estava morto. Ana também estava na mesma situação que ela, e ia até mais longe; talvez Tyler e Laura tivessem bolado alguma coisa e ele tivesse escapado. Era improvável, mas quem disse que era impossível? 

Bom, foram dois meses muito complicados para todos eles.

Como eu disse antes, Ethan tentava pensar em um plano de fuga sozinho, só que é muito difícil fazer isso sendo vigiado e tendo certeza de que o KGB estava não apenas um passo, mas um quilômetro todo a sua frente. Era frustrante.

Eles dormiam em quartos separados com um andar de diferença. No primeiro dia, Zakrov, com um sorrisinho sarcástico, os fez dormir no chão do que teria sido o quarto de Tyler. Mesmo que ele nunca tivesse pisado naquele lugar, ainda assim era como se a luz do dia nunca realmente entrasse pelas janelas, em forma de respeito e luto. 

Claude Benoit era o responsável pelo ensino deles, e o homem era até bem gentil - e suspeito. O tempo todo tentava passar atividades em grupo e deixá-los sozinhos em algum lugar, coisa que os agentes realmente russos impediam toda vez que acontecia. Tudo o que o francês fazia era dar um sorriso de canto, enfiar as mãos nos bolsos e dizer que realmente sentia muito e não sabia que eles tinham que passar por experiências separadas. Certo dia, ele pareceu ter algo a dizer para os nove quando estiveram finalmente sozinhos, mas assim que o agente Dubrov entrou na sala ele se calou.

De resto, tudo estava cada vez mais melancólico. Cassius passava metade do tempo trabalhando e ouvindo as músicas tristes da playlist do IPod de Ty, principalmente The Ghost Of You, da sua banda favorita (claro, My Chemical Romance). Tudo para aumentar ainda mais sua infelicidade quando prestava atenção na letra.

Mas Tyler ainda não havia feito tudo o que poderia fazer por eles.

 

***

;você nunca(?) vai voltar para casa.

15.12.21

 

Foi o dia mais feliz que eles haviam tido desde aqueles treze na ilha. Estavam sem energia, o que significava que nenhum aparelho eletrônico - inclusive as câmeras - estava funcionando. Mas de acordo com o chefe da KGB, ele havia um pronunciamento importante.

- O chefe da subseção de treinamento foi enviado para uma missão, então tivemos que escalar uma nova agente no lugar dele. - disse Zakrov logo no primeiro momento de café. - Apresento a vocês a agente Regina Victória. 

A mulher morena se levantou com classe para que todos a vissem, recebendo uma salva de palmas. Com certeza americana, dava para enxergar isso exposto de forma descarada em seu rosto. Ela olhou para o grupo com olhos castanhos frios e deu um sorriso de canto quase imperceptível. Naquele dia, Laura estava no prédio, sentada ao lado de Claude. Ao observá-los, Floki percebeu o que pareceu ser… alívio?

Quando seguiram para uma das salas juntamente à Claude, a tal Regina seguia junto. Ela dispensou os seguranças e os agentes que geralmente os acompanhavam, o que gerou extrema confusão no grupo, e então, finalmente, entraram naquela sala específica. 

A mulher ficou parada num canto enquanto todos eles se sentavam. Então passou as mão pelas roupas, deixando cair no chão um pequeno tubinho preto que provavelmente esteve escondido em suas roupas. Ela riu com ironia, pisando em cima do tubo com a ponta do salto.

- Gravadores. Sugiro que façam o mesmo. - ela olhou para o resto das pessoas, e imediatamente tanto o grupo quanto Claude começaram a sacudir as roupas, encontrando os tubinhos e os destruindo. - Zakrov perdeu a criatividade ao colocar gravadores tão grandes. Nos Estados Unidos nós fazemos melhor.

- Perdão, mas… quem é você? - Zara perguntou com a voz baixa, olhando para a mulher com confusão.

- Sou a agente enviada pelo governo para descobrir onde vocês estavam. Claro, assim que descobrimos o envolvimento de Laura Pesci com um homem que sabíamos ser agente de alguma organização russa desconhecida, nossas opções se resumiram à esta. - Regina dizia com a voz baixa. - Não posso dar tantos detalhes aqui, coloquei gente nossa para vigiar os corredores e estamos no controle da energia, mas logo ela volta, e as câmeras com ela. O KGB, por mais que a Rússia pense o contrário, não é desconhecido para nós. Temos vários agentes aqui dentro. Laura inclusive.

- Como ela pode ser sua agente se claramente está do lado deles? Ela matou meu… ela matou o Tyler. - Cassius disse, exasperado, e Regina o olhou com um sorriso sereno.

- Não, Cassius, não matou. Agora fiquem calmos, daqui alguns dias nós vamos tirar vocês desse lugar, e então vocês não vão mais ter que fugir. - ela terminou, finalmente, e saiu da sala no momento em que, como num passe de mágica, a energia voltou. Como se nada tivesse acontecido, Claude começou a falar sobre energia atômica como se já estivesse na metade da frase.

Desse momento em diante, toda vez que Zakrov aparecia no prédio havia algum problema que o deixava bem longe dos adolescentes. Regina passava informações e fazia perguntas por meio de códigos, nunca respondendo nada relacionado à Tyler, nem mesmo confirmando se estava vivo. Cassius parecia prestes a morrer de ansiedade. Pelo menos, havia agora uma esperança.

Claude formava grupos e havia selecionado Ethan como seu assistente em sala, passando informações para ele que mais tarde o mesmo repassaria para o resto. Eth havia assumido o que teria sido o posto do próprio Tyler; recebia informações de Regina e a ajudava com o plano de fuga, marcado para o final do mês. Com a ajuda de um governo, tudo parecia muito mais simples.

E então, finalmente, parecia que os dias felizes voltavam a ser uma opção.




 


Notas Finais


Okay, vocês viram o banner lindo que a @Strangewberry fez? Eu chorei. A Regina foi criada pela minha prima para a fanfic, e seria interpretada pela Lana Parrilla.
As coisas parecem estar se ajeitando, mas hum, será que vai ser tão fácil assim colocar um ponto final?
Bom, quero teorias por favor.
E sério, eu estou colocando muito My Chemical Romance (uma das minhas bandas favoritas) por ser muito do estilo do Ty. Deem uma olhada na letra, é muito legal.
Espero que tenham gostado! Até o próximo, e perdão por ser mais curto do que o de sempre. Em breve vou responder os comentários (já li todos), só preciso de animação kkk.
Bye~


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