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História Intelligent Minds for a Future Planet - Capítulo 20


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Notas do Autor


Okay... sem comentários. Boa leitura!

Capítulo 20 - Capítulo Quatorze - Um Rosto Familiar


;capítulo décimo quarto - Um Rosto Familiar

;nada que você disser vai me impedir de ir para casa.

24.12.21

 

Era véspera de Natal, a data em que, de acordo com Ethan, o governo dos Estados Unidos havia planejado o resgate, que começaria na madrugada do dia vinte e quatro. Iriam então de Moscou até Nova York, num voo de dez horas num jato americano desconhecido pelo aeroporto.

O frio russo era de matar. De verdade, tinham que usar inúmeros casacos para que não morressem congelados nos corredores, além disso ligando aquecedores nos quartos e evitando sair do prédio - coisa que já mal acontecia. Deixar aquele lugar parecia uma bênção. O problema era apenas um; o único que sabia alguma coisa sobre o plano era Ethan, que havia sido terminantemente proibido de falar qualquer coisa.

- É muito arriscado. - havia dito, extremamente desconcertado. - Vocês vão ter que confiar em mim. 

E confiaram, confiaram tanto que estavam exatamente onde ele pediu para que estivessem; dentro dos quartos, esperando, com mochilas com o essencial organizado. E que apenas esperassem; quando chegasse a madrugada, tudo iria acontecer conforme o planejado. 

E enquanto esperavam em seus quartos, logo a meia-noite chegou e se foi. E então as coisas começaram a acontecer; mas acredito que bem diferentes do que eles esperavam.

Foi uma invasão, no início silenciosa. Um grupo de vinte agentes mascarados chegou, vindo em vãs pretas que foram estacionadas atrás do prédio. Conhecendo a planta do lugar, desacordaram os seguranças que guardavam as entradas e os corredores e seguiram pelos pontos cegos das câmeras até a sala de vigilância. Os seguranças responsáveis foram mortos, e as câmeras, desligadas. Então se dividiram em duplas e se espalharam pelos andares, buscando cada um dos nove, enquanto os dois que sobraram iam atrás de Regina, Laura e Claude, já que ambos estavam no prédio naquela madrugada. 

Claro, foi uma surpresa para todos ver aquelas pessoas armadas, com máscaras nos rostos e pequenos brasões de armas dos Estados Unidos costurados nos uniformes, mas não hesitaram em pegar suas mochilas e segui-los. Quando todos se encontraram, finalmente, era hora de algo dar errado.

Não dá para sair de um complexo super seguro de uma das maiores nações do planeta sem que eles percebam. Assim que os agentes perceberam que metade da segurança não respondia as chamadas, Zakrov foi avisado. Conseguiram ligar as câmeras, e depois disso tudo foi bem rápido; os agentes foram enviados para o corredor onde eles estavam, juntamente com o próprio Vladimir Zakrov. E de repente, parecia que os únicos que não portavam armas eram aqueles nove.

- Claro. - o chefe russo disse quando ele e Regina se confrontaram. - Uma vez americana, sempre uma americana, não?

- Tenho certeza que é meio impossível voltar no tempo e fazer minha mãe dar à luz em outro lugar, Vladimir. - a voz dela apresentava todo o sarcasmo possível. 

E ele não pareceu muito feliz com a resposta. 

- Como eu não percebi?

- Tenha certeza, eu me pergunto a mesma coisa. Andem, garotos, corram!

Ela não precisou repetir; todos começaram a correr até as escadas enquanto aqueles que estavam armados que os acompanhavam tentavam atirar nos agentes de Zakrov. Claude foi o primeiro a chegar, e abriu a porta para que os mais novos passassem. Depois dos nove, Regina passou, com alguns agentes atrás dela. Claude e Laura os seguiram. Nem todos os americanos conseguiram passar, mas deram uma boa segurada nos russos.

Desceram quatro lances de escadas numa velocidade quase inumana de tão desesperados que estavam. Em algum momento, Regina e mais três agentes os ultrapassaram, o que foi ótimo; quando avistaram alguns russos subindo as escadas para pegá-los na direção contrária, bastaram alguns tiros e o caminho estava limpo. Para chegar na saída houve um pouco mais de dificuldade, mas conseguiram passar e chegar até as vãs. O número de agentes dos dois lados se reduziu muito; dos vinte americanos, apenas onze estavam vivos, contando com dois severamente feridos. Entre Regina, Claude, Laura e os nove, fora os raspões de bala, arranhões e cabelos bagunçados, estavam intactos. 

Acabaram deixando uma das vãs para trás; enfiaram os nove em uma, com Claude dirigindo e Regina e Laura no banco do passageiro, e os outros foram na outra vã. Logo perceberam que estavam sendo perseguidos quando os carros da KGB apareceram atrás deles, os passageiros praticamente saindo pelas janelas e atirando nas vãs com as armas, mas não era como se estivessem despreparados; Regina puxou um celular, e depois de digitar várias coisas, umas seis vãs idênticas se juntaram à eles quando chegaram na rodovia.

Depois desse acontecimento, Claude começou a dirigir como um bêbado; ia de uma lado para o outro e se cruzava com as outras vãs para que pudessem se disfarçar. O efeito foi até rápido, já que depois de um tempo, quando a dispersão se iniciou, apenas um carro estava os seguindo, e foi fácil despistá-lo. 

Foi como se finalmente pudessem respirar. Os nove se entreolharam, e foi instantâneo; começaram a rir muito, contagiando até mesmo os três adultos nos bancos. 

- A cara do Zakrov com as patadas da Regina, vocês viram aquilo? - Zara perguntou enquanto procurava fôlego, o que gerou mais uma crise de risos no grupo.

- Aquilo foi impagável, não sabem como eu estava com vontade de fazer aquilo à muito tempo. - a própria Regina respondeu. 

A maior parte das pessoas estaria traumatizada com tudo o que eles haviam passado, mas se eles fossem se traumatizar com mais alguma coisa, iriam enlouquecer. Então riram, riram o caminho todo, até chegarem no aeroporto de Moscou.

Claro, não entraram pelo estacionamento. Pegaram um caminho diferente até as pistas de decolagem. Havia ali o tal jato bem grande desconhecido pelos russos, já preparado para decolar. A situação foi rápida a partir daí; embarcaram, descobrindo que era um daqueles jatos chiques que aparecem na TV, e então estavam no ar. Haviam ali poltronas ao redor de uma mesa circular, onde todos se sentaram. Indicaram o banheiro - que também era extremamente bonito -, e logo o comissário de bordo lhes deu a melhor notícia do dia; a comida era a vontade. Só então perceberam que estavam mortos de fome. Digamos que as refeições que fizeram durante aquele ano na Rússia não foram lá as mais variadas e saborosas, e assim que viram o enorme menu, os olhos deles brilhavam. No íntimo, se perguntavam se aquilo era um avião ou um restaurante.

Quando Regina, Laura e Claude terminaram de checar os agentes, finalmente se sentaram com eles.

- Certo, agora estamos em uma região segura. Peço perdão por não responder e não deixar o Ethan responder nenhuma das perguntas que faziam, mas era tudo uma questão de segurança. Já corríamos um grande risco apenas em contar o que vocês já sabiam. Então agora podemos finalmente responder a maior parte do que querem saber. - Regina introduziu, e a pergunta que ela já esperava não tardou em ser feita exatamente por quem ela esperava que a fizesse.

- Tudo bem, eu entendo tudo isso. Eu só quero saber onde está o Tyler e o que aconteceu com ele durante esse ano todo. - Cassius adiantou, fazendo todos os outros se apoiarem na mesa, prontos para ouvir. 

- Acho que eu não sou a melhor pessoa para contar essa história. Laura, você poderia… 

- Claro, Regina. - Laura os olhou. Parecia nervosa, então suspirou, como se procurasse forças, e começou a falar. - Sei que tiveram um ano difícil. Nós também tivemos, principalmente eu e Claude, que tivemos que agir como agentes duplos enquanto já fingíamos fazer o mesmo, só que para o país contrário. Precisávamos passar informações erradas para o KGB sem que eles desconfiassem de nós e continuar deixando claro para todo mundo que duvidava que nós realmente estávamos agindo pelos Estados Unidos. E isso desde o Intelligent Minds. Desde lá, o governo americano já sabia de tudo o que acontecia. Não poderíamos intervir, considerando o risco de guerra. Os Estados Unidos e a Rússia tem essa rixa desde a União Soviética, vocês sabem, mas nada nunca começava de fato pois as duas nações tinham muito a perder. Os russos pensavam que o KGB era a carta na manga deles, então se soubessem que nós estávamos infiltrados lá, talvez decidiriam que não tinham nada a perder. Então esperamos. Mas quando eles decidiram intervir no programa ficamos apreensivos. Quando fugiram e eles decidiram encontrá-los e levá-los para a terra natal, eles cruzaram a linha, então nós precisamos cruzar também. Assim viemos resgatar vocês. 

“Agora sobre o Tyler… bem, o amigo de vocês é bem esperto. Percebeu logo que eu visitei vocês na ilha que eu não era uma simples mulher forçada a trabalhar pela Rússia. Por isso confiou em mim. Mas aconteceram imprevistos, e meu noivo, que vocês conhecem como o agente Dubrov, descobriu que eu havia visto vocês por meio dos jogos mentais que os agentes de lá aprendem desde o início do treinamento. Tenho certeza que vocês também aprenderam um pouco disso durante esse último ano. Bem, eu tive então que inventar uma forma de não me entregar; disse que havia enganado vocês e contei o plano. Assim que vocês chegaram na baía, Tyler percebeu o que estava acontecendo e tentou armar um plano para dar uma chance à vocês. Irritar Zakrov, o que faria com que ele quisesse matá-lo, foi uma ótima ideia, na verdade. Quando vocês se entregaram, ele fingiu um ato por impulso para que eu pudesse jogá-lo na água. Atirei no braço dele para que houvesse sangue, e ele afundou para que todos pensassem que havia morrido. 

“Quando eu voltei lá para procurá-lo algumas horas depois, o encontrei com aquele garoto ruivo, Matt, e nós fizemos um curativo improvisado para o Tyler. Então eu liguei para Regina, que estava chefiando as operações relacionadas à vocês desde o programa. Mandei Matt levar o garoto para um lugar onde foi recolhido e seu ombro foi tratado. Como Matt sabia muita coisa, pedimos para que ele fosse com Tyler para os Estados Unidos, e ele concordou. E foi, basicamente, isso o que aconteceu.”

Assim que ela finalizou, todos do grupo demoraram um pouco para receber a informação.

- Então Ty está bem? - Ethan perguntou, com a voz baixa.

- Mais do que bem. Tyler está me ajudando a organizar todas as operações, inclusive essa aqui. - Regina deu um sorriso que parecia até orgulhoso. 

- Então ele se tornou um agente? - a voz de Sabrina até se elevou ao perguntar isso.

- Não, ele só está nos ajudando com os planos. Até que alguns líderes por lá tentaram forçá-lo a se tornar agente, mas apenas uma brincadeirinha fingindo que ia contar para a mídia tudo o que aconteceu com ele fez com que esses homens colocassem o rabo entre as pernas e desistissem. Claro, conhecendo um pouco o Tyler, tenho certeza que ele não faria isso, mas a ameaça deu certo. Ele não trabalha para nós. Trabalha para ele e por vocês. Íamos buscar vocês alguns meses atrás, mas a pedido dele, esperamos até hoje. - Regina completou.

- Bom, então… qual o motivo de terem esperado? - foi a vez de Hannah de falar.

- Conforme o que ele e Regina conversaram, acredito, seria melhor esperar os russos saírem do estado de alerta. A segurança deles perdeu a qualidade. Além disso, um ano seria um bom tempo de treinamento, tanto para vocês, quanto para ele. - Claude disse, e algumas sobrancelhas se arquearam.

- Tyler foi treinado, então? - Floki disse, curiosa.

- Acho melhor ele responder essas perguntas, não? Vão vê-lo em breve. - Regina disse apenas e riu. - Por enquanto, acho que podem descansar. Vamos chegar cedo, umas onze horas estaremos no complexo, e então depois de alguns avisos, vamos deixar vocês aproveitarem o Natal em Nova York. Tyler me pediu esse tempo para vocês.

Ela não precisou falar duas vezes. Logo, todos haviam deitado as poltronas e estavam descansando bem. Quando acordaram, comeram e dormiram ainda mais, para que chegassem bem despertos em Nova York. 

E admito que, para todos eles, a ansiedade de estarem livres por pelo menos um tempo, e ainda por cima na presença daquele que parecia ter os deixado após um ano de toda aquela bagunça, era o melhor presente de Natal que poderiam ter.

 

***

;oi gente. feliz natal.

25.12.21

 

Quando o jato pousou, todos estavam bem acordados. Para muitos era a primeira vez nos Estados Unidos, então havia uma animação, de qualquer forma. E estavam aliviados, também, por estarem livres da presença de Zakrov.

Foi um pouco demorado o caminho até o que eles chamaram de complexo, e o tempo foi dobrado com a ansiedade que estavam para chegar finalmente. O lugar era um prédio que, de acordo com Regina, ficava bem próximo à Times Square. Depois do Ano Novo eles deixariam Nova York para cruzar o mapa, indo para a capital, Washington D.C, onde poderiam ser melhor protegidos. 

Quando entraram e subiram até o sétimo andar, tudo o que puderam ver eram homens e mulheres correndo de um lado para o outro de mesas espalhadas no espaçoso lugar onde trabalhavam, que inclusive parecia ter mais enfeites de Natal do que pessoas em si. 

- Coisa do Tyler. - Regina murmurou com um sorrisinho, revirando os olhos. Somente a citação do rapaz pareceu fazer o coração de Cassius dar um pulo. - Querem que eu os leve para vê-lo agora ou querem conhecer o complexo antes?

- Ele. - Ana disse sem pestanejar, e todos concordaram. A saudade era tanta que era como se ela tivesse formado um manto pesado que os cobria. 

- Vocês que mandam. 

E ela seguiu pelo espaço enquanto eles arrancavam olhares de praticamente todos os funcionários. A maior parte os encarava com o que parecia ser compaixão e alívio, como se estivessem muito felizes por aquelas pessoas terem finalmente saído de sua prisão. Ela então, parou em frente à uma porta com uma placa que dizia Sala da Chefe de Operações - Regina Victória. Ela abriu a porta, que já tinha as luzes acesas. Então, cada vez que um deles entrava, era como se prendessem a respiração.

- Oi, gente. Feliz Natal.


Notas Finais


Ainda me odeiam? Tudo está bem por enquanto, mas tenham certeza de que em breve as complicações voltam. Espero que tenham gostado ^^
Até o próximo!


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