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História Intemporal - Capítulo 2


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Notas do Autor


Sem correção.
Pra Wendy que vive dizendo que as amigas são negligentes.

Capítulo 2 - Leva pra saber


Toni Kroos respirou fundo, apoiando as mãos sobre a mesa. Fez diversos exercícios de respiração, de modo algum poderia se dar o luxo de surtar; era um homem no auge dos seus trinta anos de idade, não era mais um adolescente que podia sair por aí quebrando tudo que via pela frente, descontrolado. Não, aquela fase felizmente já havia passado. 

Era um homem, e, como um homem, diante de seus problemas, precisava enfrenta-los de cabeça erguida. Nunca foi de correr de seus monstrinhos. Era um Kroos, um homem. 

Afrouxou a gravata, encarando o homem que estava a sua frente. Mats parecia o analisar como sempre ele fazia, da forma mais sútil possível, mas Kroos sabia que em breve Hummels agiria como um maldito psicólogo e levantaria um relatório – aquilo era crime, e, mesmo sabendo que realmente não o era, Kroos gostava de dizer que o era para o seu amigo.

Não gostava de ter ninguém analisando as suas ações e reações, não gostava de se sentir controlado por ninguém. Ele precisava controlar, não o contrário. 

“Ele só pode estar brincando com a minha cara.” Foi sua palavra. Só podia ser um pesadelo.

Aquilo era ridículo demais e não estava acontecendo. Não podia estar acontecendo.

Absolutamente não.

Hummels negou com a cabeça, apontando novamente para a revista que descansava sobre a mesa.

Na capa, Marco Reus, o novo imperador que assumiria a Reus Inc. em uma semana.

Junto a notícia, o convite público que tornava mais real ainda tudo que Mats havia o dito outrora: Marco estava convidando a família Kroos, especialmente a Toni Kroos, para a sua festa de coroação.

Convites formais eram enviados o tempo todo, obviamente um convite chegaria a sua empresa em breve, assim como todos os convites de festas sociais – era importante para aquele meio, festas que estreitava laços entre grandes empresários e abria diversas oportunidades políticas e favoráveis aos negócios – e seriam ignorados.

Reus não compareciam a festas dadas pelos Kroos, e vice-versa. Era como um acordo mútuo e mudo, onde palavras não precisavam serem ditas para que soubessem que, apesar do convite, a presença não era bem vinda.

Mas Reus estava ali, na maldita capa da revista mais engajada da Alemanha dizendo que desejava a sua presença naquela maldita festa.

“Iremos.” Hummels tomou a dianteira, coçando a barba. Ele sempre fazia isso quando estava decidido sobre algum pensamento.

“Não iremos.” Toni rosnou entredentes. “Eu não irei.”

Hummels arqueou uma sobrancelha.

“Sim, você vai.”

Toni rosnou novamente, completamente irritado. Poucas coisas conseguiam o tirar tanto do sério como a maldita família Reus.

Como o maldito gay filho e herdeiro dos Reus.

“É tudo sobre negócios, às vezes o dinheiro precisa ultrapassar o ódio.” Hummels alcançou a revista, encarando o maldito Reus na capa. “Há anos não há uma coroação na Reus Inc., você sabe como esse evento é importante. Deputados, presidentes, grandes empresários estarão lá para ver o filho do grande Reus assumindo um império quando todo o mundo pensou que Marco estava deserdado. Nesse evento, como em uma peça de Xadrez, Marco será o Rei.”

Toni se sentou, absorvendo aquelas palavras. Lembrou-se de sua própria coroação, de toda atenção que recebeu, das pessoas importantes que estavam no local e de como estreitou contratos e abriu oportunidades de importações.

Passou a mão no cabelo, bagunçando-os e suspirando pesadamente.

No mundo dos negócios, às vezes sacrifícios eram necessários. 

“E você será a rainha. Se pensar, obviamente.”

“Confirme a minha presença nesse evento, Mats. Pela primeira vez durante anos a família Kroos comparecerá a um evento e Marco Reus irá se arrepender amargamente de ter tentado nos humilhar.”

***

Os sonhos não vinham mais, e Toni agradecia por isso. Deitava-se a noite e sonhava com o breu, a escuridão.

Não havia mortes, não havia choro, não havia guerra, apenas a escuridão reconfortante.

Mas isso não o impedia de, durante o dia, se pegar distraído em algumas lembranças proveniente dos sonhos estranhos que lhe contava uma história. 

E se afundar nelas.

***

“Baila comigo.”

Hannah continuou de braços cruzados e bochechas infladas, sem encarar Matthias. Matthias riu. Adorável, quis dizer, mas não o disse.

“Hannah,” Voltou a chamar. “Não queres bailar comigo?” Não sabia, não antes de Hannah, que a sua voz poderia soar tão doce quanto soou naquele momento.

E aquilo não o aterrorizava, não mais. Já havia perdido noites o suficiente tentando entender as suas ações e os seus próprios sentimentos. 

“Quero.” Mas continuou parada, de braços cruzados. “Mas estou zangada.”

Matthias bateu a mão em sua própria testa, rindo. Hannah empinou o nariz, soltando um humpft mal humorado no processo.

“Hannah...”

“Eu odeio quando você se maltrata.” O general engoliu em seco. “E se camufla dentro desse personagem que o tempo todo as pessoas constroem sobre você. Eu odeio. Porque elas não te conhecem e você é um covarde, general.”

“Não diga o que não sabe, Hannah.” O general gradativamente perdeu o sorriso que tinha nos lábios e a sua expressão de tornou vazia. “Não é assim. A vida não é um conto de fadas e nem todo mundo vai ver nas pessoas o que você vê; o que é seu, é seu, a sua visão é sua.”

Hannah não parecia satisfeita com aquela resposta. Ela nunca estava.

“Não estou falando sobre a minha visão, se é isso que estas presumindo, general.” A voz da judia era carregada de deboche. O general se impressionou, era a primeira vez que Hannah falava daquela forma tão... “Você não vê?” Rosnou.

“O que eu não vejo, Hannah?”

Hannah calou.

Ambos estavam com a respiração pesada, respirando com dificuldade.

“Um dia...” Hannah virou-se para o general, o encarando. “Você irá entender.”

Matthias já entendia.

Ele era aquilo, um assassino, um general, produto do nazismo.

Era Hannah quem não queria entender.

E, sendo egoísta, era melhor assim.

Não suportaria ser, para aquela doce menina, o vilão assassino. 

***

Toni se curvou, beijando a testa da avó que estava sentada na varanda de casa no momento em que estacionou o carro e passou a caminhar para dentro do casarão.

“Já está esfriando, não fique aqui até tarde.”

A senhora Kroos balançou a mão, desdenhando.

Toni riu. Ela era uma mulher única. 

“Você já o viu?” De imediato Toni não entendeu. Em alguns momentos a matriarca falava palavras desconexas, como um bebê. Era normal para a sua idade, todavia Toni – ou qualquer outra pessoa daquela família – não podia deixar de se aproximar para a escutar e prestar atenção.

Ela era uma anciã, o criou e merecia respeito. E ele a respeitava. 

“Quem?”

A matriarca olhou para onde outrora olhava. Toni seguiu o olhar da mulher. De longe conseguia identificar a casa de sua única vizinhança, separados por uma cerca. Os Reus.

Sentiu um arrepio na espinha, um mau presságio.

“Ele demorou...” A idosa murmurou.

“Quem?” Voltou a repetir a pergunta.

Se esforçou, mas não conseguia identificar o que a anciã dizia. Eram palavras sem sentido, Toni não via sentido.

“Você irá o perder dessa vez?”

Toni segurou o rosto da avó. Não sabia quem, o que, mas balançou a cabeça negando tentando acalmá-la e passar segurança.

Não sabia sobre quem ela estava falando, mas Toni não gostava de perder. E não gostava de ver a sua avó naquele estado.

“Vamos entrar, está na hora de tomar os seus remédios.”

A idosa balançou a cabeça, negando.

“Você quer ficar mais?” Toni perguntou com doçura. “Cadê os outros? Por que te deixaram sozinha?”

“Porque eu estava esperando por você, assim como a sua alma estava esperando pelo retorno dele.”

Toni voltou a se arrepiar. O sentimento, dessa vez, foi quente, apesar de continuar tão angustiante. Suas pernas tremeram e o mau presságio voltou a o abraçar.

“Vó...”

“Tudo bem, general.” Toni congelou, o coração falhando diversas batidas. “Vamos, vamos entrar.”

Sorrindo, a idosa esperou que o neto empurrasse a sua cadeira de rodas.

O assunto tinha acabado.

***

Foi no quinto dia útil da semana, sentado na varanda, que Toni o viu de longe.

Riu em escárnio. Deserdado?! Que porra de deserdado Marco Reus o era, sendo que continuava rindo e abraçando-se com toda a sua família.

Marco era gay. E aquilo batia de encontro com a religião cristã, que tanto a sua família, quanto a família de Marco, seguiam. Marco era uma aberração. Marco era a porra de um viadinho afetado e, por muita das vezes, afeminado. Era grotesco a forma como agia e como não fazia questão de esconder da sociedade o que ele o era.

Marco era gay.

Os Reus eram cristãos.

Fazia sentido que Marco tivesse sido deserdado e, por conta disso, tivesse sumido dos tabloides. Em quase dez anos, Marco não retornou para casa, mas ali estava ele, agindo como se não fosse gay e como se nunca tivesse ido embora.

Toni franziu o cenho, incomodado. Indignado.

No dia seguinte seria a festa de coroação de Marco Reus e isso foi assunto em todos os lugares possíveis – até mesmo no prédio de sua empresa, onde Toni julgava ser uma amostra grátis do inferno que viveria no baile de coroação de Marco Reus.

Coroação de alguém que havia sido deserdado.

Seu sangue ferveu quando, em determinado momento, Marco distraiu-se de sua família e começou a buscar por alguém.

Os olhos se cruzaram.

Azul e verde.

Marco sorriu.

Toni virou as costas e adentrou a sua própria residência, enojado.

Marco era gay. O filho dos Reus era defeituoso, tudo era sobre vencer e a sua família havia vencido.

***

“Você está machucado.” Hannah parecia triste, passando a mão sobre as ataduras no braço do general.

Havia acabado de retornar de Iugoslávia, meados de abril de 1941. Aos poucos toda a Europa estaria sob o comando do Terceiro Reich alemão, a Europa não poderia resistir por muito tempo, não depois de sete país já estarem tomados pelo nazismo. Eles lutavam, mas morriam, desistiam. A eugenia imperava. Hitler imperava.

Sete países, menos de quatro anos. Sete países.

“Não dói.” Matthias, para confirmar o que estava dizendo, balançou o braço, mas gemeu de dor no processo. Doía como um inferno.

Havia sido atingindo por um tiro, enquanto levava um grupo para auschwitz. A dor não estava na bala, a dor estava porque foi atingindo justamente por sua falta de vontade em fazer o que tinha que ser feito.

Pensou em Hannah o tempo todo. E, pelo inferno, Matthias não se conhecia mais.

Hannah o deitou na cama, logo acomodando-se do lado do general, fazendo carinho em seu cabelo.

Matthias se perdeu em pensamentos enquanto a mulher cantava.

Estava quase dormindo quando escutou a voz da mulher.

“Você está descobrindo, não é?” O quê? Não precisou perguntar, Hannah prosseguiu com o enigma. “Claro que você está, Matthias. Você é bom.”

Não, não o era. E não mentia para si mesmo. 

“Eu não sou.” Murmurou, logo gemendo de dor ao tentar se mexer. “Eu mato pessoas, Hannah. O sangue de inocentes está em minhas mãos.”

Hannah sorriu, triste.

Ele disse: eu mato pessoas.

Pessoas.

E disse mais: O sangue de inocentes está em minhas mãos.

Ele tinha razão.

“Um dia você irá...” Matthias não deixou que Hannah completasse.

“Eu sei!” Matthias grunhiu. “E eu espero que nesse dia eu pague por tudo que eu fiz.”

Hannah colocou o dedo sobre os lábios do general.

“Durma, Matthias.”

E ele obedeceu, realmente cansado.

De tudo.

***

Kroos sentia-se sufocado dentro daquele terno caríssimo e feito sob medidas para o seu corpo. Tomava um drink, conversava com alguns aliados à Kroos Inc., da mesma forma que conversava com quem também – ainda – não o era. Falava sobre economia, politica, negócios. E isso era o que fazia de melhor, tal qual súcubos estavam ligados a sedução e sexo, Kroos estava ligado aos negócios; aquela era a sua forma sutil de seduzir.

Mats tinha razão. Ele seria a rainha. Porque era anormal um Kroos estar em um evento Reus e, por conta disso, olhares curiosos eram dados em sua direção.

Ainda não havia visto Marco e agradecia por isso, por mais que já tivesse sido obrigado a cumprimentar outras pessoas da família Reus.

Foi até o jardim, disfarçadamente, buscando por ar. Abandonou Mats e a sua acompanhante, que também era uma Kroos e assumia uma posição importante no império Kroos na Kroos Inc., sozinhos no salão de festas.

Ainda tinha uma taça de chandon nas mãos e fez questão de virar o liquido em sua garganta de uma só vez quando passou a respirar o ar puro, sem o peso que aquele evento estava o causando.

“Vem sempre aqui, Kroos?”

Não se assustou quando uma voz surgiu, sorrateiramente, em suas costas. Apenas virou-se lentamente, encarando Yvonne. Irmã de Marco. Hétero, casada, uma Reus – e Reus não chamavam a sua atenção.

Preferia a morte.

“Estamos longe das câmeras, Yvonne. Não é necessário que force simpatia e finja que eu sou bem vindo.”

A mulher riu da audácia, mas balançou a cabeça, confirmando.

“Tens razão, você não é bem-vindo.”

“E mesmo assim o seu irmão foi a público e me convidou.”

Yvonne calou, o riso morreu em seus lábios. Toni tinha um ponto, e julgando pelas ações da mulher, o seu ponto não era fraco.

Havia algo.

Mas Toni ainda não havia decidido se aquele jogo patético o interessava ou não.

“Seja lá o que vocês tiverem aprontando, vocês sabem que não é uma boa ideia mexer com um Kroos.”

“Vocês são uns malditos.” Yvonne rosnou, mas logo depois o sorriso voltou para os lábios da mulher. “Confiamos em Marco.”

Toni arqueou uma sobrancelha, debochando.

“Em que ele se formou? Pedagogo?” Era o que ele fazia na mesma faculdade a qual Toni frequentava e, só por isso, Toni sabia o curso do rapaz.

Yvonne balançou a cabeça. “Curioso sobre Marco, Toni?”

Toni negou. Mas estava.

Como um pedagogo iria estar a frente de negócios, de um mundo a qual estava a dez anos afastado, e ainda assim bateria de frente com os Kroos? Era patético! Marco afundaria a Reus Inc. em poucos anos.

“Engana-se, Toni.” Yvonne ainda estava sorrindo. “Mas deixarei que um dia Marco tenha o prazer de contar-lhe tudo. Esteja preparado.”

E então ela partiu, deixando um Kroos atônico para trás.

***

Hummels havia sussurrado em seu ouvido que ele havia aparecido, Marco estava no salão cumprimentando as pessoas. E Toni desejou que Marco passasse direto, que não fosse até ele, que não o cumprimentasse.

Gemeu em frustração quando Hummels o beliscou, sinal utilizado pelos dois para falar que Marco estava chegando.

Não sabia o porquê, mas não queria. Não queria encarar a Marco, não queria conversar e escutar a voz de Marco, nem que fossem em farpas ou deboches. Não queria.

Mas lá estava ele, com peças de roupa sob medida, com o cabelo milimetricamente arrumado, com um sorriso no rosto os cumprimentando.

Nina, a sua prima, parecia encantada por Marco e Toni sentiu desejo de ressaltar para a mulher que ele era gay. Não apenas só um Reus, mas gay!

“Espero que estejam aproveitando a festa.” A pergunta era para o grupo, mas Reus tinha os olhos fixos em Toni. Era um incomodo, como uma pedra no sapato – não que Toni não tivesse acostumado a ter pessoas o olhando fixamente, mas Marco... Marco...

Foda.

“Devo dar-lhe os parabéns pela presidência, Reus?” Toni se forçou a sorrir, Marco balançou a mão, murmurando um nah animado. Ele, ao contrario de Toni, não parecia falso.

Toni se perguntou onde se perdeu e onde Marco parou de ser Marco. Franziu o cenho e congelou quando a mão de Marco viajou até a sua testa, massageando e desfazendo a sua expressão.

Era a primeira vez que Marco o tocava. E ele estava quente, muito quente, talvez tão quente quando as bochechas de Toni estiveram naquele dado momento.

“O quê?”

“Você pergunta muito o quê, Kroos.” Marco riu, afastando a mão da testa do outro homem quando lhe pareceu que a expressão havia se rompido. “Não fique aí parado, Toni. Vá conversar com alguns investidores, com pessoas influentes na política, não importa – você é um Kroos e é isso que veio fazer aqui. Não se perca em seus pensamentos, não agora.”

E então, como Yvonne havia feito outrora, Marco Reus virou as costas deixando um Toni completamente confuso para trás.

Que merda estava acontecendo?

Mats segurou o braço de Toni, apertando-o.

“Kroos!” Mats pediu. “Que merda...?”

Mats se achava no direito de ter uma explicação, mas ele não estava nesse direito porque tudo o que aconteceu Toni também não tinha domínio e não sabia o que fazer, o que pensar, como agir.

“Viadinho de merda.” Rosnou para o nada, Marco já estava longe demais.

***

Hannah estava há dois anos do seu lado, um dia ela precisaria partir. Para a sua própria segurança, para a segurança de Hannah, para a segurança do povo que estava recolhendo e mantendo escondido naquele casarão.

Ainda não levantava suspeitas – porque o nazismo era implacável. Se Matthias levantasse suspeitas, Matthias seria morto sem nem ao menos abrir a boca para se explicar; se Matthias levantasse suspeitas, os soldados nazistas invadiriam a sua casa e tirariam as dúvidas.

Então ele não era um suspeito, não ainda.

“O que mudou?” Hannah o perguntou, sem prestar atenção realmente em si. Ela estava sentada, bordando, porque ela gostava de bordar – mesmo que muitas vezes furasse os seus dedinhos delicados no processo.

“O quê?” Matthias não entendeu. Talvez porque estivesse pensando demais, ou talvez porque estivesse perdido enquanto admirava a beleza estonteante de Hannah.

Hannah riu, mordendo os lábios, como se pudesse ler os pensamentos do general.

Você pergunta muito o quê, Abraham.” O sorriso de Hannah se alargou. “Vá. Eles precisam de você, um dia...”

Matthias franziu o cenho. Estava indo de encontro a nazistas. De encontro a semelhantes.

“Hannah...”

“Você pensa demais, também. Não os nazistas, eles definitivamente não precisam de todo o seu desserviço – mas o seu real povo, eles precisam de você.”

Hannah sempre parecia saber e entender sobre tudo.

Ela o deixava confuso, mas ainda assim era completamente encantadora.

E ele... Ele a amava.

Mas não teve a chance de dizê-la isso.


Notas Finais


vejo vocês.


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