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História Intenções Heróicas - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Falho


O quarto de Wendy nunca esteve tão lotado quanto hoje, nem mesmo quanto convidava a maioria de suas colegas da escola para alguma festa do pijama.

A garota estava levemente desconfortável com a presença de todos, não era como se estivesse envergonhada em ajuda-los ou algo deste padrão, é mais pelo fato de alguns mexiam em suas coisas jogadas no cômodo quando seu olhar se dirigia ao monitor do computador em cima da escrivaninha.

— Fecha — A morena mandou quando ouviu novamente o som da gaveta sendo aberta.

— Foi mal — Clyde se desculpou fechando a gaveta, em seguida foi abri outra gaveta.

— Caralho! — Wendy resmungou se levantando da cadeira brutalmente para assustar Clyde, que o mesmo fechou a gaveta rapidamente e foi correndo para atrás de Token.

A morena sentou-se novamente, continuando o seu trabalho. A aproximidade de um certo herói fez a Testaburguer explicar o que se passava na tela do computador.

— Rastreei aquele celular que dei para eles e modifiquei os sistemas do Google Maps — Explicou de maneira mais simplificada possível.

— Como assim?

— Modifiquei o sistema de mapa do Google para que mostre onde está o celular rastreado, tem aplicativos que conecta o computador com o celular para mostrar em tempo real a localização do celular, mas como não tenho essas coisas baixadas foi um pouco difícil de fazer isso — Explicou novamente, colocando uns mínimos detalhes entendíveis e aumentando o tom de sua voz para os demais a ouvissem — Está vendo esse ponto azul deixando uma linha vermelha? É onde eles estão — Disse apontando para a tela do computador, atraindo atenção de todos que agora observava atentadamente a tela do computador.

— Q-que irado! — comentou Jimmy — N-não sabia que e-entendia dessas c-c-coisas.

— Planejo me formar em tecnologia, mas ainda não decidi em qual área, então sempre estudei muito sobre desenvolvimentos e tecnologias de informação — Justificou o comentário do colega, deixando alguns surpreendidos com os tais interesses da garota, afinal, não era muito de falar sobre isso, ainda mais com eles.

— Isso é bem legal mesmo Wendy — Elogiou Token, seguido de outros elogios e admirações para a morena dos outros integrantes, apenas Cartman que não atrevia em dizer uma palavra pra garota e só ficava olhando a cena um pouco emburrado.

Alguns minutos se passaram e os garotos estavam conversando junto com a Wendy, com seu lugar sendo ocupado por Mysterion e Cartman, que comentavam sobre a atual localização de Tweek e Craig.

— Estão indo bem longe de South Park — Comentou Mysterion.

— Ainda tenho a teoria que eles irão pro inferno — Ironizou Cartman, recebendo um olhar frustante do seu parceiro de trabalho.

Quando iria reclamar sentiu uma mão cutuca seu ombro pedindo por sua atenção, virou-se o viu que era Butters, com a imagem do loiro a sua frente fez um sorriso surgir instantaneamente em seu rosto.

— Kenny, podemos da uma volta? — Perguntou baixo para os demais que batiam papo atrás de si não o ouvissem.

— Não posso sair daqui Butters.

— Eu quis dizer uma volta pela casa, quero conversar — Se corrigiu, um pouco envergonhado por não explica antes.

— Vai lá — Falou Cartman, sabendo que sua aprovação não seria julgado como algo importante pro colega. Mysterion se levantou e saiu do quarto junto com o outro loirinho e começaram a caminhar nos corredores em direção à cozinha.

— Algo importante? — Perguntou

— É sobre ontem à noite...

— Preocupado com os planos? Ou com as fichas? — Fingiu-se de desentendido. Tinha certeza que não era sobre ter visto o vasta conversa com o anticristo, mas por alguma razão percorria essa preocupação pelo seu corpo.

— Também, mas é quando você me levou pra casa... — Butters deu uma suspirada, sentindo suas bochechas esquentar — Não está com raiva daquilo não né?

— Com o que exatamente?

— O...o.. Aquele-é — Butters tentava descrever a cena, aumentando a diversão do McCormick — Aquele beijinho que eu dei... — Ficaram estéticos no meio do corredor, quase na porta da cozinha, Butters aguardou alguma resposta com sua cara completamente vermelha, enquanto o outro relembrava daquele momento, um momento um quanto dócil pra si, pensando na melhor forma de responde-lo.

— Quer dizer esse beijinho? — Perguntou aproximando seu rosto com do Stotch, pressionando seus lábios para um outro selinho rápido, quando se separou, ficou reluzente junto com os olhos do pequeno loiro.

— Que alívio! Fiquei preocupado que estivesse ficado com raiva de mim depois daquilo! — Exclamou arrastado de um suspiro aliviado. Mysterion aproximou seu rosto novamente, dessa vez colando suas testas e olhando profundamente em seus olhos.

— Não consigo ter raiva de você Butters, sempre desejei aquele beijo.

— Sério?! — Perguntou surpreso, respondido por um outro beijo que o McCormick havia começado ao passar sua mão pela cintura o puxando para mais perto.

O beijo poderia ter tomado um rumo para algo mais profundo, se não tivessem ouvido um copo cair ao seu lado, o que fez ambos se assustarem com o barulho do objeto de vidro caindo no chão e se espatifando, era apenas Scott que havia entrado em choque pela cena, o mesmo voltava da cozinha com um suco para sua glicose alta.

— Prometo não contar pra ninguém! — Falou quase gritando, saindo rápido do local e voltando pro quarto.

O ocorrido cortou o clima dos dois que estavam rindo de nervoso e constrangidos em continuar. Mysterion se afastou e agachou pegando os restos do copo.

— Te afetaria se ele contasse à alguém? — Perguntou Butters.

— Eu não sei — Jogou os vidros no lixo e começou a secar o chão com um pano que estava jogado na mesa — E com você?

— Os meus pais... Eu ficaria de castigo por um bom tempo — Mysterion termina de limpar o chão, deixa o pano dentro da pia e vem direto em Butters — Eles não tem nada contra você eu acho, eles até gostam de conversar com seus pais.

— Talvez minha companhia te prejudique.

— Que? Não Kenny! Isso não é um problema tão grande e- — Continuaria seu protesto, quando avistou Cartman chegando, tinha acabado de sair do quarto, seu rosto estampava uma cara não muito boa. Butters abaixou a cabeça na esperança que não tivesse visto ou ouvido nada da conversa.

— Acredita que eles entraram na casa? — Cartman perguntou incrédulo, vendo dois loiros arregalar os olhos.

— Como?!

— Vêem olhar — Falou pedindo para que retornassem pro quarto.

Os três voltaram pro quarto, indo em direção da frente do computador, Cartman expulsou Clyde que estava ocupando sua cadeira, os outros ficaram ao seu redor observando.

— No meio dessa estrada gigante de saída e entrada de South Park aparatemento tem uma casa no meio dela, tipo do lado, no meio da pouca vegetação — Explicou analisando o mapa, mostrava eles seguindo o caminho corretamente até chegar no ponto que fazem uma curva, saindo da estrada e entrando no meio do mato.

— Isso não é normal? Não haviam planejado isso? — Wendy perguntou calma e serena, irritando Cartman.

— É, pedi muito para eles entrarem na casa do capeta — Falou olhando pro teto e respirando profundamente — Tá, perdemos dois colegas. Vamos lembra que eles se sacrificaram pro nós.

— Eles não morreram Cartman, para de exagero — Disse Kyle se aproximando mais da tela — A casa aparenta ser bem pequena, muito ocultada no mato.

— E o que isso tem haver porra? — Perguntou Cartman se frustando cada vez mais com as palavras do judeu.

— Olha só balofo, mal aparece no mapa de via satélite, imagina então em mapas de polícias, que são apenas desenhados, essa casa não deve aparecer, provável que não saibam da existência dessa casa — O judeu explicou.

— É um bom raciocínio, mas não quero que me fale nada, ainda estou de luto.

— Eles vão voltar cara! Pare de falar assim! — Reclamou Token de fundo.

— E se e-estiverem entrado na c-casa vazia? — Jimmy Sugeriu

— Ou na verdade essa não ser a casa certa? - Perguntou Scott por cima

— Meu celular...

— Por que não esperamos um tempo? Tentem mandar alguma mensagem! — Sugeriu Stan, logo seu celular foi tomado do bolso pelo Kyle que estava ao seu lado. Desbloqueiou o celular e mandou uma mensagem no número da Wendy.

— Falei para virem pra cá — Disse o ruivo relendo a mensagem.

— Agora é só esperar — Wendy disse afirmando, conseguindo irritar Eric acidentalmente.

— Você não manda aqui, a gente vai esperar se EU mandar esperar — A corrigiu recebendo um olhar torto, não apenas da Testaburguer, dos outros também — Eles nem sabem onde é aqui.

— Mandei endereço por precaução — Repreendeu.

— Puta que pariu! Eu não mandei vocês fazerem isso! — Falou Cartman explodindo de raiva — Quando EU digo para seguimos em frente, vocês obedecem!

Foram minutos insuportáveis do balofo falando sobre a liderança de uma equipe e a susposta "falta de respeito" com o Líder. Uma discussão que só envolvia Wendy, Kyle e Stan, os outros ficavam no cantinho como se fosse uka forma de se camuflarem, tentaram puxar Mysterion no meio, o mesmo dava respostas curtas para não se envolver na confusão desnecessário causada pelo temperamento nada natural do gordo. Uma discussão longa, bem longa, terminando com alguém tocando a campainha da casa.

— Calem a boca! Deve ser minha mãe! — Respondeu Wendy berrando e se retirando do quarto. Voltando acompanhada com os dois "sobreviventes de guerra".

Antes, o clima do ambiente já não estava nem um pouco agradável pelos berros e gritos altos que acabara de acontecer, mas provavelmente estava melhor do que a avalanche de perguntas e xingamentos não sendo respondidos.

— OH OH OHH! — Mysterion gritou batendo as palmas, tentando silenciar o local em chamar por atenção, demorou mas deu certo — Vamos com calma.

Entendeu a mão sobre a cama do quarto, mandando eles se sentarem, e obedeceram. Ambos pareciam bem sérios, não estavam envergonhados pelo que fizeram, não estavam com raiva pelos xingamentos e por serem mal recebidos, não estavam triste por terem se arrependido pelo que fizeram, não estavam nervosos ou com medo por uma provável bronca, estavam realmente bem sérios, quase sem emoção. Mas pelo quê?

— Por que. Vocês. Entraram na casa? — Perguntou Mysterion pausadamente, passando um semblante mais calmo possível.

— Estava vazia — Tweek pensou rápido e respondeu na mesma velocidade.

— Por. Que. Entraram. Na casa? — Cartman perguntou repetindo a pergunta já feita, mais pausadamente — O que aconteceu para vocês entrarem na casa?

— A casa. Estava. Vazia, não entendeu? — Respondeu Tweek do mesmo jeito que as perguntas estavam sendo feitas.

— ENTENDI QUE ESTAVA VAZIA! — Cartman gritou perdendo a paciência, Tweek se assustou e por ato involuntário abraçou Craig — Mas o que vocês queriam ao entrar naquela porra de casa?!

— Queríamos ver se achávamos algo que possa nos ajudar, foi isso — Respondeu Craig passando os braços em volta do Tweek em forma de acalma-lo por conta da tremedeira de nervosismo.

— Sabe que isso não faz sentido né? Estavamos preocupados que estivessem morrido! E se realmente estivessem mortos nesse exato momento? — Perguntou Clyde indgnado, não foi respondido por ser interrompido por outra pergunta.

— Cadê meu celular? — Perguntou Wendy sentindo falta do aparelhos em mãos.

— Esquecemos lá, foi mal — Craig respondeu direto e se desculpou desleixadamente.

— Foi mal?!? Vai se fudê! Vocês deixaram meu celular pra trás!

— Isso foi até bom — Pronunciou Cartman, sabendo que começando a frase dessa maneira iria irritar ainda mais a garota — Eu tive uma ideia de uma maneira de pegar esse desgraçado.

°•°•°•°•°•°

Cartmam contou sobre o que tinha pensado na noite passada na escola, passou apenas a base, quando as aulas terminaram foram para a casa de algum outro colega para discutirem mais, assim montaram um plano - um plano nem um pouco bom e muito menos desenvolvido - e passaram os dois dias restantes para se prepararem. Mysterion e Cartman ensinaram algumas habilidades de luta pros companheiros, Clyde agora consegue voar - não mais de um metro, mas sempre continuava a treinar os vôos -, Butters controlava melhor seus poderes elétricos, mesmo não sendo útil no momento, é para caso algum incidente possa acontecer.

Nesse meio tempo, Cartman e Mysterion - mas por parte de Cartman - não deixavam Tweek e Craig irem pra suas casa quando chegava no fim do dia, tentavam tira as informações à força. Obviamente Mysterion achava a atitude do gordo um babaca, o gordo dizia que os garotos estavam mentindo quando foram vasculha a casa. A demora que levaram, não terem conseguido nenhuma informação pessoal - além de viver junto com um outro garoto da escola, consciente sobre seu 'amigo', informação útil para o plano mas poderiam ter retirado outras coisas -, e o detalhes de decoração da casa, não tinham nada de satânicos ou coisas do gêneros, essas eram praticamente as únicas coisas que eles falam. Cartman suspeitava, principalmente o fato de terem achado a casa vazia, achava que eles estavam mentindo, não sobre tudo mas pelo menos uma parte relatada.

Na verdade, Eric não achava que estava mentindo, ele simplesmente sabia que era mentira. Afinal, " Um mentiroso sabe quando mentem para ele". Uma pena, Kenny não tinha esse radar de mentiras e já tinha a confiança não só deles, mas de todos - um erro? Provavelmente -, Então só foi acreditando que Cartman não estava satisfeito com a verdade.

°•°•°•°•°•°•°

Os únicos que não se escondiam nos matos, em uma distância razoável da casa, era a Wendy, Tweek, Butters e Craig, que se encontravam caminhando em direção da casa como meros convidados.

— Tem certeza que estão com as coisas certas? — Perguntou Wendy, fazendo os três conferirem dentro dos sacos que carregavam.

— Tenho sim — Respondeu Butters.

— Você não parece nervoso! — Comentou Tweek ao reparar no semblante do colega — Tem noção que se a gente falhar você pode ser morto?

— Nunca tive tanta fé sobre algo terminará bem como hoje! — Falou Butters sorrindo, Tweek em seguida lançou um olhar que aparentava transmitir arrependendo, e Craig respondeu da mesma forma. Wendy iria comentar sobre a troca de olhares mas voltou pra realidade quando ouviu as batidas da porta, estavam na frente da casa e Butters que estava batendo — Ó de casa!

Não demorou muito para serem atendidos.

— Butters! — Pip pronúnciou seu nome — E vocês de novo! — Disse se referindo ao Tweek e Craig — me lembro de vocês no outro dia! E quem é essa?

"Eu me lembro de vocês no outro dia...?"

— Essa é a Wendy! A nossa Líder de sala na escola, não lembra dela? — Falou Butters explicando a convidada 'desconhecida', escondendo o quão surpreso estava ao conhecer o Tweak e o Tucker — Bem, poderiamos entrar e falar com o Damien?

— O Damien não está, mas podem esperar por ele — Pip sorriu e abriu espaço para os convidados, que os mesmos entraram e se sentaram no sofá da sala — Desejam algo?

— Não, só quero conversar com o Damien.

— Você vai tentar convencê-lo? Sabe que não vai conseguir né? — Perguntou Pip tentando ser direto.

— Posso ir no banheiro? — Tweek perguntou, sendo respondido com um gesto positivo e a localização do banheiro, se levantou e levou junto consigo o saco que carregava.

— Eu sei que você não compriu o pacto dele, e é hoje o dia do pagamento.

— Perdi meu celular aqui outro dia, posso sair pela casa para procurá-lo? — Craig perguntou, dessa vez recebendo um olhar desconfiado de Pip, mas foi permitido fazer a tal busca, com o pedido do britânico de evitar checar suas coisas pessoais.

— Butters, simplesmente não dá! Tentamos fazer da melhor maneira possível, mas você também não colabora! Eu sinto muito amigo.

— Posso ajudar o Craig à procura o celular? — Perguntou Wendy, Pip só fez um gestão para ela sair logo, também levou o saco junto consigo.

— Desculpa Pip, aquele pacto foi simplesmente um erro meu.

— Realmente, eu não teria feito você passar por isso se você me disse que o Kenny era imortal! — Pip se sentou ao lado de Butters e apoiou sua mão em seu ombro — Eu não sabia disso, Damien me contou depois que falei que era o Kenny.

— Damien sabia e não me avisou?!

— Ele disse que Kenny já contou isso para todo mundo, só que ninguém acreditou. Por isso ele tá nessa de Mysterion ou algo do tipo.

— Mas como?! — Butters se levantou rapidamente do sofá — Como você sabe?! Só eu e Cartman sabemos disso!

— Damien sabe — Corrigiu — Ele também me contar das coisas que ele sabe para eu ficar mais esperto, entende?

— V-você não deveria saber disso! — Antes de Pip questionar está afirmação, escutaram um barulho de algo caindo, viram que o Tweek estava na sala, tirando as coisas do saco e colocando em cima de alguns móveis da sala e na cozinha - que era aberta pra sala -

— Voltou do banheiro? E o que você está fazendo? — Perguntou Pip se levantando do sofá e indo até a cozinha.

— São alguns objetos pessoais e presentinhos pro Damien — Disse tirando alguns bonecos de voodu, velas pretas e outras coisas que seja amigos julgaram como satânicos na hora de comprar os artefatos.

— O Damien não gosta dessas coisas, não é por que ele é o anticristo que gosta dessas coisas feias! — Pip disse sendo sincero sobre o gosto pessoal da pessoa falada, logo depois fez a pergunta que viraria essa noite se cabeça pra baixo — O por que você está colocando essas coisas na minha casa?!

— Se eu falar promete não ficar bravo? Ou chateado? — Tweek perguntou posicionando as velas para ficarem em pé.

— Vou tentar — Falou Pip — Para essa pergunta, não deve ser algo muito agradável.

— E não é mesmo — Disse terminando de arrumar as coisas, fechando a boca do saco — A Polícia está vindo para prender Damien com a acusação dele praticar satanismo e por furtos de objetos pessoais.

Antes de Pip demonstrar alguma reação a porta da casa fôra aberta, Tweek pediu desculpas pelo ocorrido e continuou seu trabalho.

— O que está acontecendo?! — Pronunciou o britânico indignado. Token adentrou no local e o seguro por trás para imperdir de atrapalhá-os, pareceu que era mais um recado para Pip começa a se debater, tentava se livra de seus braços de maneira menos bruta com medo de machucá-lo — Me larga! Me solte!

— Cadê o anticristo? — Perguntou Clyde admirando a nova decoração da casa.

— Damien não está! Ele saiu! E não vai voltar! — Repetiu a informação, Stan ficou frente à frente com o garoto loiro e olhou na janela da sala, esperando o Cartman e Mysterion que estavam pendurados na janela estivessem escutando — Eu pedi para saí da cidade! — A última frase fez que os dois espioneiros do lado de fora entrarem na casa loucamente.

— Como assim " pedi para saí da cidade "? — Perguntou Cartman, confuso e furioso.

— Eu imaginava que iriam fazer algo com ele, então dei uma desculpa para saí da cidade! — Admitiu parando de se debater, era fraco demais e não queria testar suas habilidades físicas, falharia de qualquer forma.

— Porque ele não te levou? — Mysterion perguntou estranhando, pois pela a relação que parecia ter, o anticristo nunca iria abandonar o britânico na cidade.

— Eu pedi para ele visitar o pai dele que no momento está no inferno, e eu... Não consigo entra no inferno, então ele não pode me levar.

— Como "previu" que isso aconteceria? — Disse Cartman se referindo ao acontecimento atual — Não me diga que foi um pensamento aleatório.

— Eu não posso dizer isso! Eu agradeço muito à eles!

— "eles"..? — Mysterion repetiu pra si

— Ah! Então alguém te contou? — Cartman perguntou, parecendo mais uma afirmação, materializando em sua cabeça os possíveis traidores.

— Isso não importa! De qualquer forma vocês não terão o Damien! — Falou Pip se sentindo vitorioso, havia salvado seu amado' sem ter que machucar ninguém, um caminho desejava para Damien seguir.

— Merda! — Exclamou Cartman, todos entraram em desespero. Cartman não queria ser derrotado, Butters não queria pagar o pacto, Mysterion não estava nem um louco afim de perde Butters, e os outros simplesmente se ferraram por está no meio dessa incrível bagunça — Mysterion! Vai lá fora atrasar a polícia!

Uma outra rara vez que Mysterion realiza um mandamento de Cartman/Coon sem ao menos questionar. Saiu da casa e correu, distânciando-se ainda mais da residência, ainda sentindo-se tenso pelo que ocorria segundos antes, por conta disso, retirou o capuz e a máscara, achando que se sentiria um pouco aliviado.

Após um tempo, ouvia-se as sirenes da polícia e as clássicas luzes vermelhas e azuis foram ficando mais forte. Como faria para atrasar a polícia? Não tinha tempo para pensar, era momento de agir. Mysterion se jogou na frente da polícia, na expectativa de parar a viatura, mas acabou sendo atropelado, desejava que pelo menos a viatura tivesse parado os carros e terem analisado ou feito qualquer coisa com seu corpo ao invés de continua a rota. A vítima ao menos nem soube se sua morte conseguiu alcançar o objetivo desejado, a roda passou direto em sua cabeça, causando morte instantânea.

°•°•°•°•°•°•°•°

Kenny acordou desesperado da cama, acordando Karen ao seu lado, essa noite eles dormiram juntos, a pequena começará a precisar de carência do seu irmão.

— Teve um pesadelo? — Perguntou sonolenta, Kenny respirava fundo para se acalmar.

— Sim, foi tão real — Respondeu soltando um falso sorriso que não se preocupava em demonstra ser verdadeiro, Karen arrastou-se para mais perto do irmão, lhe dando um abraço reconfortante e carinhoso.

— Calma Ken! Está tudo bem agora, você acordou! — Dissia Karen na tentativa falhá de reconfortar o irmão, em precisão, a sua última fala.

— Eu ainda durmo, sinto que estou em um coma — Confessou-se sentindo algumas das lágrimas percorrerem pela suas bochechas. Karen se levantou para enxugá-las e voltou a abraça-lo.

— Eu espero você acordar — Apertou mais seu abraço e se deitaram na cama novamente, o conforto e a segurança que sua irmã transmitia fez a cabeça de Kenny se destrair por mwroa segundos, até seu celular fazer um barulho irritante, havia chegado alguma mensagem.

Kenny se levantou e pegou o pequeno aparelho, a nova mensagem era de Butters, também recebeu algumas do Cartman mas era irrelevante no momento.

« Eu sei que vc morreu ontem, e eu não me lembro disso, Cartman q me disse »

« Mesmo q já tenha morrido milhares de vezes, acho difícil se acostumar com elas »

« Então... Eu desejo melhoras, não sei como dizer para isso, só quero q fique bem »

« Me importo com vc ♥ »

A sensação de paz que lhe veio foi incrívelmemte bom, ainda mais sobre o caos que acontecia, sentia-se amado, alegre e feliz, uma manhã tão reconfortante e gostosa de se passar. Kenny cutucou sua irmãzinha à busca por atenção.

— Karen, sabe que me importo com você né? — Perguntou e um grande sorriso abriu.

— Sim! Eu também me importo com você! — Pegou seu ursinho rosa e colocou em frente da cara do irmão — Eu te amo! — Disse com uma voz engraçada para imitar a fala do urso, fazendo o irmão lançar uma risada anasalada e bagunçando seus cabelos.

Karen se ajeitou-se ao lado do irmão, apoiando sua cabeça em seu ombro, e Kenny a abraçou fazendo carinho em sua cabeça.

Manhã tão simples, mas tão bom.

Pena que estragou tudo, voltando para sua vida caótica, quando aproveitou o uso do celular em mãos e lê as mensagens que Cartman lhe enviou.

« Pqp mano, foi tudo um fracasso »

« Crl, não consegue cuidar de policia sem morrer? Tu nem negro é porra! »

« Mas enfim, o plano ja era ruim e msm assim conseguimos estragar tudo »

« Não exatamente tudo, um pedaço deu até certo, só tem uma coisinha que... »

«....»

« Iria te falar isso pessoalmente, mas vc ficaria muito puto na hora, aí quando nos se ver eu espero q esteja menos irritado »

« Bem »

« Lá vai... »

Cartman está digitando...

« Pipi está morto »


Notas Finais


:D


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