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História Intended - Capítulo 17


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Notas do Autor


Oi oi oi!
Olha eu cá novamente!😉✌️

Acho que pela imagem do post já dá pra saber mais ou menos o que vai rolar nesse cap né?
Então, preparem os lencinho e agarra na mãozinha uns dos outros, pois até eu não consegui aguentar um cisco cair no meu olho kk😅.

Espero que gostem 🤗✨.

Let's Go peoples!

Divirtam-se my littles.😘

Capítulo 17 - Quebrados


Fanfic / Fanfiction Intended - Capítulo 17 - Quebrados

Aqueles olhos azuis cheios de anseio, como se estivessem implorando por algo, não saíam de sua mente. Isso o deixava confuso absurdamente.

Porque ele estava tendo essas impressões agora tudo tão de repente? O que o bardo lhe fez para ficar assim? Será aquela culpa que Três Gralhas tinha lhe falado antes? Será que só agora depois que o velho se foi é que seu subconsciente resolveu lhe importunar com aquelas palavras sobre aquela conversa que o ancião tinha lhe falado sobre o bardo?

Ou, era simplesmente porque ele estava afetado pela morte do velho que no início dessa missão tinha praticamente lhe implorado para que ele entrasse, pedindo para que lhe ajudasse nessa aventura, livrando-o dos monstros que poderiam haver no caminho... Mas que infelizmente, ele não pode cumprir o que prometeu. Pois no primeiro obstáculo, falhou em proteger o senhor que ansiava por uma última aventura. Ele não conseguiu realizar este último desejo...

E talvez seja por esta culpa em não ter conseguido realizar um desejo, que sua mente e corpo entrarem em uma espécie de surto e sem mais ou menos, despertou-se uma curiosidade perigosa, confusa e nada inocente em relação ao moreno.

Talvez seja porque Yennefer estava ali, e ele estivesse louco para tê-la em seus braços...

Não. Não era isso. Uma parte do bruxo lhe dizia que não era de Yennefer que ele precisava.

Aquelas palavras de consolo, aquela paciência irritantemente infinita, aqueles olhares que pareciam contar uma história inteira, aquelas canções... Aquela voz que invadia seus tímpanos e pareciam se embrenhar na sua mente ecoando por todos os cantos... Tudo era tão insuportávelmente preciso, como se aquele ser fizesse tudo de próposito par lhe tirar a calma.

E lhe dar ela depois.

Mas, então porque isso não lhe incomodava? Porque quando era qualquer um que lhe fazia isso era tão enraivecedor? Porque ele só conseguia suportar essas ações todas quando elas vinham dele, do bardo?

De repente Geralt ouviu um farfalhar de folhas e pedras lá em cima. Sua audição aguçada sabia de quem eram a dona desses passos compassados e calculados. Seu olfato logo teve a confirmação de quem era ao sentir ao longe aquele aroma de... lilás e groselha.

- Yennefer... - sussurrou seu nome, desistindo de ir caçar as perdizes.

Subindo aquela curta declive, caminhou por poucos passos até encontrar a tenda da feiticeira. A tocha estava acesa, o que queria dizer que ela ainda se encontrava acordada. Com um pouco de receio por causa da discussão que tiveram antes, o bruxo parou na frente do local de entrada, mas não demorou muito, e logo tomou coragem para adentrar.

- Tão simples... - ironizou o bruxo, adentrando naquela pequena barraca e se deparando com um quarto praticamente completo. Havia desde uma enorme cama de casal e cômodas com espelho e tudo que uma dama precisa para seu conforto e descanso.

- Gostou? - disse Yennefer se virando para o bruxo, que se manteve ali parado no lugar, e vendo que ele não iria se mover, tomou a atitude de ir até ele, se aproximando com seu charme que sempre lhe fazia cair aos seus pés, então lhe deu um beijo, que para sua surpresa, não foi correspondido - Não foi por isso que veio?

Geralt ficou em dúvida do que responder. Seus passos até ali foram guiados quase que no automático, sua mente era vazia e ao mesmo tempo cheia de pensamentos desordenados e confusos, era uma bagunça total dentro de si.

Tudo porque... Tudo porque um certo alguém preenchia esse vazio como uma luva que cabe na mão de seu verdadeiro dono. E esse pensamento lhe causava arrepios, ele não podia aceitar, isso era o cúmulo, uma loucura. Não, ele não podia aceitar.

- Eu vim por você. - disse ele após um tempo.

Era uma verdade. O bruxo foi mesmo até ela, precisava dela para que pudesse tirar essa outra coisa que parecia querer lhe corromper. Queria uma distração, um refúgio, uma base, uma reafirmação de suas convicções, queria qualquer coisa que lhe salvasse dessa insanidade ao qual ele estava pretendendo se perder.

Não, ele não podia ceder. Aquilo era errado. Assombrosamente errado.

Yennefer, que também estava tocada pelo que havia acontecido mais cedo, não pelo ancião, mas sim pelo bruxo quase ter caído, deixou-se levar por essa emoção e não percebeu ou não quis perceber as verdadeiras intensões do bruxo para estar ali.

- Eu temia que a montanha tirasse você de mim. - disse ela olhando em seus olhos, e só ali, naquele instante, que ela percebeu algo - Mas agora temo que tenha tirado seu juízo.

- Só minha falta de juízo? - rebateu, tentando disfarçar.

- Adoro sua falta de juízo. - disse, decidindo entrar no seu jogo.

Já que o bruxo estava ali para ela, porque jogar fora essa oportunidade? Afinal, ele não foi atrás de outra pessoa... Não foi atrás daquele ingênuo sofredor.

Yennefer em parte tinha pena do jovem bardo, tantos anos, tanta espera... Para quê? Para ter migalhas? Que lógica tem nisso? Se você pode ter tudo, porque não arriscar? Alimentar uma coisa que não tem recompensa é uma idiotisse. Era como ela pensava.

É, para a feiticeira, o bardo não passava de um tolo que passaria sua vida inteira atrás de uma ilusão, e morreria com isso, e com certeza se arrependeria em seu final de ter vivido uma vida medíocre e sem frutos. Um pobre coitado...

- Esse cheiro... O momento que mais temo, é toda vez que você vai embora. E quando desaparece. - disse o bruxo aspirando seu aroma, se agarrando à aquilo que lhe devolvia ao seu mundo como tinha que ser.

- Você começou isso, foi você quem começou primeiro. Em Rinde. Acordei naquela casa destruída, sem você. - disse, usando isso como justificativa para todas as vezes em que ela o deixou para trás.

- Perdão. - disse ele, parecendo desesperado. Yennefer franziu o cenho.

- É tão preocupante assim? Sentir? Se entregar ao que realmente quer? - questionou ela, claramente se referindo ao bardo.

O bruxo tentou advinhar, mas sem sucesso. Pois poderia ser que ele estivesse com medo de amar Yennefer? Não, não era isso.

- O que quer dizer? - questionou o bruxo, ela sorriu.

- Nada, Geralt - e então o beijou novamente, capturando-o outra vez para si.

Ao redor da fogueira, sentado em cima de um pequeno tronco apodrecido, com o estômago avisando de minuto em minuto que a fome aumentava, estava um bardo cutucando as brasas com um galho, entendiado pela espera, olhando para a floresta de hora em hora implorando mentalmente que o bruxo aparecesse ali com duas perdizes já dissecada e prontas para assar.

- Desse jeito eu vou morrer faminto aqui. - resmungou ele apoiado com uma mão no queixo enquanto a outra movia-se quase sozinha com o galho no fogo.

- Tenho um pouco de pão aqui. Podemos dividir se você quiser. - disse um dos anões, vendo o bardo ali sozinho do outro lado fogueira.

- Ah, obrigado, não precisa. Estou esperando Geralt trazer as perdizes, daqui a pouco estará aí. Mas, agradeço a gentileza. - e olhou novamente lá pra floresta - Acho que desta vez essas avezinhas devem estar dando um trabalho considerável para o bruxo. - riu breve com o pensamento de ver o bruxo correndo atrás de perdizes como alguém tentando pegar uma galinha.

- Caçar perdizes? - riu o outro anão, o líder deles, chegando ali rindo com seu amigos - Acho que ele foi é caçar outro tipo de ave. A pior da espécie.

- Perdão?

- Acho melhor você aceitar o que o meu amigo lhe ofereceu, do contrário, vai mesmo morrer de fome. - disse o lider, ainda em tom risonho.

- Bem, ou ele deve estar tendo mesmo alguma dificuldade... Vou lá ajudá-lo. - Jaskier se levantou avulso, indo em direção à floresta.

Talvez aquela piada fosse somente para provocá-lo, já que os anões eram uma espécie digamos... Sarcástica e maldosa.

"Mas... Talvez... Eles estejam dizendo a verdade. Ou não. É claro que não. Geralt não ia esquecer o dever, ele nunca esquece, e melhor, nunca se deixa distrair quando a questão é suprir sua nescecidades. E fome é uma delas. Então é claro que ele não ia fazer isso... Ou, ia?". Pensou sentindo um calafrio. Os passos do bardo estagnaram-se na hora quando a dúvida cruel lhe veio.

A dúvida chamada "Yennefer".

Será que ele continuaria confiando na concentração do Geralt em seus deveres ou... Acreditaria nos boatos daqueles anões?

Sua intuição entrou em colapso.

Se ele acreditasse na fofoca, estaria traindo sua lealdade e confiança para com o bruxo, mas também poderia estar fazendo papel de idiota ter que voltar lá para a roda da fogueira sendo que haveria uma verdade por trás ao qual ele se recusou a aceitar.

Mas ali no caso tinha a feiticeira na jogada, então, tudo era possível.

- Por favor Geralt, não me decepcione... - respirou fundo e deu meia volta, mas não em direção da fogueira, e sim, para a barraca onde repousava Yennefer.

Seus passos eram apressados, mas também cheios de incerteza. Seu coração se apertava a cada metro que se aproximava do tal endereço que parecia mais à uma armadilha do que...

- Porra... - seus olhos paralisaram naquela visão à sua frente.

A luz da lamparina que se encontrava dentro da barraca de Yennefer, e que de alguma maneira sobrehumana parecia não ser perigoso para um local tão pequeno, denunciava uma imagem da qual o bardo temeu por todo caminho em acreditar.

Ali, dançando junto com as chamas, estavam as sombras das silhuetas da feiticeira e de Geralt. Ele não tinha dúvidas, era ele. Não tinha como errar, ele passara nove anos vendo essa sombra e essa forma, vestido ou nu, ele sabia de cor cada detalhe.

Geralt, como mostrava nas sombras, estava aos beijos com ela, a destruição e ruínas encarnada. A queda, o declínio, a devastação do ser a quem ele amava em segredo.

- Merda... Uma grande merda...! Porra Geralt... Porra! - xingou baixinho, sentindo um nó terrivel na garganta.

"Era claro, era óbvio que isso uma hora ia acontecer. Sempre acontece. Toda vez é assim. Ela está aqui, então iria acontecer. E... aconteceu". Pensou ele, entrando em um desânimo sem fim.

Então era isso, o bruxo lhe abandonou, deixando um idiota para trás com seu estômago vazio, e um coração despedaçado. Estava custando a acreditar que Geralt tinha feito essa merda. O bruxo então se esqueceu dele, esqueceu que havia um pobre sofredor esperando sua chegada, esperando ceiar juntos debaixo daquele céu estrelado, e perdeu a sua chance de lutar... De dar um passo naquele índicio de uma grande chama que ele havia visto mais cedo nos olhos do bruxo.

- Seu... idiota... - se xingou soluçando e respirando fundo, se recusava a derramar alguma lágrima - Não... Eu não vou fazer isso...! É culpa dela! É claro! Se ela não estivesse aqui ele não faria isso. Eu sei que não. Tudo culpa dela, ele é homem, é claro que ia cair outra vez... No fim de tudo ele é igual à todos, pensa com o pau. É claro que ele ia sucumbir uma hora... - disse, tentando justificar tudo para seu subconsciente que lhe dizia "Você é um trouxa, e sendo trouxa, vai sofrer sozinho seu trouxa imbecil".

Sem mais o que pensar ou dizer, ele esfregou seu rosto, deu um tapinha em cada bochecha e respirou fundo, engolindo aquele choro que lhe apertava e sufocava a garganta para querer sair. E assim, virou-se para retornar ao local da fogueira.

- Encontrou-o? - perguntou o anão quando o bardo chegou ali.

- Não. Não o encontrei. Mas não importa. Seja o que for, ele sabe se virar. - respondeu Jaskier, dando um pequeno sorriso cheio de dor - Então senhores, alguém tem algo para bebermos?

- Temos, mas não para você. - riu o anão, pegando um galho e cututando o fogo.

Jaskier bufou em cansaço.

- Bem, o que me resta então é cantar. Alguém quer ouvir alguma canção? - sua voz saiu embargada, se esforçava ao máximo para engolir aquela raiva, aquela mágoa e armagura que teimavam em sair.

- Cara, você tá péssimo. Pegue isso. - o líder dos anões e jogou a cuia para o bardo, mudando de idéia ao ver seu estado - Também... Está caído pela serpente?

- O que? Não! Claro que não... - riu breve e amargo - Eu, caído por aquela lá? Não mesmo.

"Eu estou é caído de ódio por aquela biscate demoníaca. O Caos de Saia. Aquela vadia... Ela sabe muito bem que eu amo Geralt, e mesmo assim ela o arranca de mim, por pura maldade, para jogar na minha cara que ela pode fazer tudo o que quiser com ele... porque ela pode. E eu não". Desabafou em pensamentos, se revirando internamente para não chorar.

- Conte-me algo do bruxo. Dizem que você virou seu pregoeiro. Então isso significa que anda bastante ao seu lado. Diga-nos, é verdade que ele é tão cruel com as bestas como dizem? Que não deixa prisioneiros para traz, é o verdadeiro Carniceiro como dizem? - perguntou um anão, o menor de todos.

- Para que você quer saber disso? Cale-se e foque-se na sua cerveja seu idiota. - disse o líder deles - O bardo quer beber conosco...

- Ãh... Mudei de idéia. Acho que vou me retirar para o meu descanso. Amanhã tem mais chão pela frente... Minhas botas vão virar farelos daqui à pouco. - disse, se despedindo de todos.

- Não vai comer com a gente? - disse o menor dos anões.

- Qual é a sua? Quer fazer caridade, então dê para mim, já que está esbajando comida. - disse o líder.

- Oh, não precisam brigar. Está tudo bem. Estou sem fome mesmo... - disse o bardo, dando um aceno simpático para todos, e se virou antes que vissem o brilho de seus olhos prestes a se desaguar.

Jaskier foi para sua barraca improvisada, uma que ele mesmo fez depois de quase uma hora. Bom, não era da mesma qualidade que Geralt fazia para ele, para falar a verdade, era bem péssimo... Então, somente pôs uma pele bovina por cima das gramas secas e deitou-se.

Tentou fechar os olhos e dormir logo, mas a imagem das sombras de Geralt e Yennefer no tecido daquela barraca perambulavam pela sua mente. O nó em sua garganta se formou novamente, seus olhos arderam, e o ar em seus pulmões ficara difícil de soltar ou entrar.

Mas mesmo assim, ele se recusou a soltar qualquer lágrima sequer.

- Não posso me desesperar... Tudo é passageiro... Logo ele estará de volta como um cachorrinho sem dono e xingando deuses e o mundo pelo mais um pontapé no traseiro que irá levar dela... Não sofra Jaskier, ele vai voltar pra você. Mesmo que todo quebrado internamente para você remendá-lo depois... - e respirou fundo, fechando os olhos mais uma vez.

E novamente, sem sucesso.

Sua mente vagueou, imaginando os dois juntos. Os pensamentos ruins de que dessa vez seria diferente, de que ele e Yennefer iriam se acertar e finalmente viverem juntos lhe assombrava. Lhe corroía.

- Não... Isso não vai acontecer... Não vai... Eu, acho...

E assim foi a madrugada inteira. Fez de tudo para dormir, até contar estrelas até cansar ele fez, mas só conseguiu pegar no sono por exaustão quando os primeiros sinais de luz estavam aparecendo.

Seu sono foi profundo, tão profundo que só acordou quando sentiu que sua alva pele estava sendo tostada debaixo daquele sol eslcandante de meio dia daquelas altas montanhas.

Acordou meio assustado, olhando para todos os lados. Viu somente a fogueira ali perto soltando fumaça, o que significava que ainda estavam por perto.

Literalmente sozinho.

Isso o fez pôr-se de pé logo, o que lhe deu uma pequena tontura por não ter comido nada ontem antes de dormir. Ainda se sentia cansado, afinal, para ele um bom descanso seria mais do que somente as seis horas de sono que tinha dormido.

- Geralt? - chamou, olhando outra vez ao redor. Estava mesmo sozinho - Anões?

Um pequeno pensamento sombrio lhe ocorreu, fazendo seu estômago revirar, o que era pior por estar vazio.

"Será que... Todos partiram e me abandonaram aqui? Será que Geralt fez isso também? Será que... Não. Não quero nem pensar... Algo muito grave aconteceu. Isso é o certo.". Pensou.

E pondo em foco um pensamento otimista, ele rápidamente foi até seu local de dormir e pegou seu alaúde e a bolsa de provisões que não tinha nada mais de provisões. A não ser um espelho, um pedaço de sabão e uma colônia de banho e óleo.

Afinal, ele tinha que estar preparado para qualquer ocasião...

Um artista tem que estar sempre apresentável...

Depois de recolher suas coisas todas, partiu dali correndo seguindo os rastros de pés que ainda se encontravam pela trilha, pareciam pés apressados. Não era nenhum especialista nessa área ou um rastreador, mas só de ver dava para supor que estavam em alguma fuga. E isso lhe acendeu um faísca de esperança.

- Oh, caramba... - sentiu-se aliviado quando desceu a encosta e viu uma fila de anões ali parados no caminho - O que aconteceu? O que eu perdi? - perguntou, mas nenhum deles respondeu - Pessoal? É fila para alguma coisa? O que está havendo com vocês...? - quando foi passando por eles e se aproximando do local que parecia ficar mais largo, sentiu suas veias congelarem - Não... Não, não, não! - assustou-se ao ver uma trilha de sangue e corpos por toda parte.

- Oh merda... O que aconteceu?! - perguntou-se já imaginando o pior, temendo que Geralt e todo o pessoal foram atacados e mortos pelo dragão - Aahh! O que demônios estão fazendo aqui???!!! - assustou-se em demasiado ao ver a sua frente aquelas duas zerrikânias que ele tinha visto morrer lá naquele abismo juntamente do ancião.

As duas não responderam, pois logo se puseram em posição de luta ao ver os anões chegando ali.

- Mas que porra...?! - mumurou o bardo chocado ao ver Três Gralhas chegando ali todo cordial, vivo e inteiro parando entre as duas guerreiras - Você... Está vivo! - o mesmo lhe deu um aceno simpático ao bardo, que tinha os olhos arregalados pela cena - O-onde está Geralt?

Nem nesses momentos ele se esquecia do bruxo...

- Que merda! Perdemos um monte de diversão! - reclamou exasperado o líder do grupo dos anões.

- Não façam perguntas. Em troca, ofereço isso para que levem ao rei. - disse Três Gralhas, erguendo as duas mãos, e em suas palmas, dois objetos grandes.

- Dentes de dragão? - questionou o anão, ainda irritado - Nunca fui de olhar dente de cavalo dado! Não será prova suficiente para receber a recompensa do rei!

- Se ele não ficar satisfeito, diga ao rei que espere o cadáver de um dragão no casamento real. - disse o ancião, e dessa vez o anão ficara contente com que ouviu, pegando logo em seguida aqueles dois dentes.

- Então o dragão foi morto...? - pronunciou-se o bardo - Mas e onde está Geralt? Foi ele quem matou? Ele se feriu? Ou melhor, ele está vivo? - a preocupação do bardo era bem evidente, e Três Gralhas sentiu muito além do que ele tentava esconder.

- O bruxo está bem, senhor bardo. Tranquiliza-se. - disse, dando um pequeno e curto sorriso ao trovador, que ficou muito aliviado em ouvir a resposta, mas ainda sim queria ver o bruxo.

E mal ele pensou e logo o amor de pensamentos e seu coração apareceu ali.

- Geralt! Por deuses! Você está bem! - correu até ele, e logo fez menção de um impulso em abraçá-lo, mas isso foi logo cortado quando um alguém mais apareceu ao lado do bruxo - Yennefer. - disse, mergulhando em água fria toda aquela animação.

- Jaskier. - cumprimentou a feiticeira, em um tom que parecia de alegria interna. Os olhos do bruxo logo foram para ela, que lhe devolvou com um sorriso discreto sem mostrar os dentes.

E claro, Jaskier entendeu tudo.

- Venham cavaleiros, vamos deixar essa caverna em paz... - disse Três Gralhas, cortando aquele índicio de silêncio nada animador.

❃❃❃❃

- Esta é a minha última primeira vez. - começou o ancião - Um filho. Este tesouro, este legado, deve perdurar. Não há outro motivo para seguir em frente. Obrigado por protegê-lo, Geralt. E obrigado também, Yennefer de Vengerberg. Agora entendo porque ele não queria perder você. - sua visão foi para ela, para o bruxo, e depois rápidamente para o bardo, que havia se sentado um pouco longe ali em uma pedra, já que a feiticeira tinha se sentado ao lado de Geralt, marcando ele como seu território.

Só o olhar de orgulho dela sobre essa "vitória" sobre o coração do bruxo era mais que suficiente para Jaskier entender que algo dessa vez tinha "dado certo".

Para a infelicidade do bardo...

Mas isso, até quando ouviu o discurso de ainda pouco do Três Gralhas...

- Como assim? - perguntou ela confusa e insegura. E novamente o ancião olhou para Geralt, que ficara tenso diante da observação sábia dele.

Agora que eles sabiam que o ancião na verdade era um dragão, o mais raro deles, o dourado, Geralt e Yennefer sabiam que ele tinha habilidades especiais, e uma delas era a de ver a verdade nas pessoas.

- Em Rinde. O djinn. - começou o bruxo, e rápidamente olhou para o bardo, que parecia um pouco perdido com aquela conversa, já que estava um pouco distante para ouvir todos os pequenos detalhes, então ele juntava as peças de tudo que ouvia sendo ecoado para ele.

- Por isso sempre nos encontramos... - constatou a feiticeira - Porque sinto o que sinto. Não pode ser real. Nem de verdade. Então... Tudo foi por causa daquele seu último desejo...

- Não Yennefer...

- É mágica! - disse aborrecida.

- É real Yennefer. - insistiu o bruxo, sentindo um pressentimento ruim disso.

Não mais que o bardo, que sentiu a atmosfera dali pesar.

"Oh, é agora que ela vai lhe dar o fora, estou vendo esse bruxo parar na primeira taverna...". Pensou ele, esperançoso e triste ao mesmo tempo.

Não que ele torcia para que brigassem, bem, ele torcia era para que nunca ficassem juntos, mas o mais forte de tudo era que ele torcia para que Geralt não fosse infeliz. E em algumas das vezes que ele via o bruxo encontrar Yennefer até torcia para que esse sofrimento acabasse e que ele fosse finalmente feliz... Sim, ele já tinha chegado ao ponto de querer fazer esse sacrifício em nome da felicidades do bruxo, se assim fosse.

- Como podemos saber Geralt? - se levantou do seu lado ficando indignada - Desrespeitar a liberdade virou sua marca registrada, não é?

- Foi para salvar sua vida.

- Somente para salvar minha vida? Porque acho que é mais que isso? - disse a feiticeira, olhando rápidamente para Jaskier.

- O que está insinuando? - perguntou o bruxo, franzindo a testa.

- O ponto é que eu não precisava de ajuda!

- Bobagem! - retrucou no mesmo tom de raiva que o dela - Você, você voa como um tornado, e causa tanto estrago... Para quê? Para ter um filho? Uma criança não resolverá esse ego frágil, Yen!

Jaskier que agora ouvia tudo, pôde saber direito o conteúdo daquela conversa.

"Um filho? Então... Eles pretendiam mesmo ficarem juntos e... E... Formar uma família? Então isso significa que... Eu... Eu... Nada era real... Foi tudo coisa da minha cabeça ontem... Uma fagulha falsa, somente um intenso e imenso anseio meu de tornar realidade". Disse para si em pensamento, ficando meio tonto com aquela informação tão... Destrutiva.

- Aceitarei seus conselhos no dia em que assumir suas responsabilidades pela criança destinada à você! - esbravejou ela em fúria.

- Já chega! - disse o ancião, vendo que aquilo poderia ir para outro patamar - Com um pouco de dor, pouparei ambos de muito sofrimento... A feiticeira nunca recuperará o ventre. E você, apesar de não querer Geralt, você vai perdê-la.

- Ele já perdeu. - disse a feiticeira, saindo dali a passos duros. E quando passou pela pedra onde o bardo estava sentado, lhe lançou um olhar feroz, que o fez levantar-se para se manter distante, pois temeu que ela fizesse alguma retaliação para cima dele - Não sou uma vidente, mas você também perdeu, bardo. - disse ela baixo só para ele ouvir e foi embora.

Jaskier sentiu um arrepio muito ruim, aquilo lhe pareceu uma praga. E uma coisa da qual ele tinha mais medo depois de ter seus sentimentos descobertos pelo bruxo era alguma praga de mago ou feiticeira em suas costas.

- Queria me mostrar o que eu estava perdendo? - perguntou Geralt ao ancião, seu tom era de derrota, outra vez.

- O que está perdendo ainda está por aí. E também mais perto de você do que pode imaginar. É o seu legado. Seu destino. Eu sei. - disse Três Gralhas, se pondo frente a frente ao bruxo - E você sabe. Seu medo lhe trará prejuízos que poderão ser permanentes. Tenha cuidado, pois quando dar-se conta e se arrepender, pode ser tarde demais. - e assim o senhor se foi, deixando um bruxo pensativo e frustrado com aquelas palavras.

Jaskier se aproximou um pouco mais, seu peito parecia um tambor de tão forte que batia naquele momento. Era um sentimento estranho, talvez porque estava vendo toda aquela tensão e porque estava vendo Geralt mais nervoso do que de costume. E aquilo não era bom.

- Seja forte, senhor bardo. Você é uma boa alma. Não deixe esse brilho cessar. Há um grande futuro lhe esperando. Espere, e verá. - disse Três Gralhas, passando por ele e lhe dando um aceno que parecia que estava cumprimentando um defunto. E juntamente das zerrikânias, o ancião adentrou para aqueles caminhos entre as montanhas.

Jaskier voltou seu mirar para o bruxo, que se mantinha de costas olhando para a paisagem à sua frente, seu corpo numa postura muito tensa e ofensiva, dava para ver claramente que o mesmo estava com o coração ferido.

- Que dia... Uuu. Imagino que esteja... - disse chegando o mais manso possível, mas foi a primeira e a última tentativa, fracassada.

- Droga, Jaskier! - gritou o bruxo para ele - Porque sempre que me encontro numa enrrascada, a culpa é sua?!

- Geralt, sei que está nervoso... Isso não é justo...

- A Criança Surpresa, o djinn, tudo!! - rosnou em fúria desmedida - Se a vida pudesse me dar uma benção seria tirar você do meu caminho! - gritou em total raiva.

Geralt já tinha falado coisas grosseiras para ele, mas essa era a primeira vez que Jaskier ouvia-o falar assim, de um jeito tão agressivo e em completa ira.

Sua mente congelou naquele momento, assim como seus pés e mãos. Foi um baque, um choque doloroso e cruel. Um frio lhe percorreu o corpo como se tivessem lhe levado a alma e deixando somente a casca ali.

E foi então.... Que o bardo viu tudo desmoronar dentro de si.

É.

Chegou o fim.

Acabou.

Olhando atordoado para o bruxo, Jaskier engoliu em seco um choro que a muito estava segurando.

- ... Ah... Certo... Então... - seus olhos arderam de novo, aquele nó na garganta voltou com tudo, seu peito ficou tão apertado que parecia que iria morrer ali agora, e mesmo assim, engoliu para poder continuar em pé - Eu... perguntarei o resto da história aos outros...

Estava sem chão e sem reação, não sabia mais o que fazer ali agora. Aquelas palavras do bruxo foram como facas em seu peito. Lhe perfurando sem piedade.

- Nos vemos por aí, Geralt. - disse seu nome como se fosse a última vez que ele diria em sua vida.

E talvez fosse ser mesmo a última.

Sua dor e pesar era grande, e aquelas palavras... Jogaram fora todos esses anos de amizade.

Ou melhor, ele é quem era amigo do Geralt, e não o contrário, ele pôde ver isso claramente naquele instante.

Sempre foi unilateral, e sempre será. E isso nunca vai mudar.

Ele pôde ver isso.

E dando uma última mirada no bruxo que nem sequer teve a sensibilidade de olhá-lo na cara depois do que soltou para cima de si, Jaskier procurou ar para seus pulmões e tirou forças de não sei onde para mover seus pés dali.

Tudo estava acabado.

Completamente, acabado.

- Ei, essas coisas são nossas. - disse o anão quando Jaskier voltou para o acampamento pegar aquela manta onde ele tinha feito seu local de dormir.

- Ah, me perdoe... - sua voz saiu embargada - Isso é seu não? Que bom, que bom... - deu um leve sorriso, mas seus olhos não - Está tudo bem. Está... Tudo vai ficar bem não é? É claro que vai... - seus olhos se encheram de lágrimas - Não... Não vai. - disse, sua voz falhando e ficando rouca, seu olhar perdido em meio aos seus pensamentos angustiantes.

- Quer um pouco? - ofereceu uma garrafa de vodka o menor o grupo. E dessa vez, o líder dele não o recriminou por isso, afinal, era claro para todos ali que o bardo não estava bem nenhum pouco.

- Vamos homem, você está pálido. Tome isso, vai te acalmar os nervos pelo menos. - disse o líder.

- Sim, claro. Acalmar os nervos é sempre bom... Manter a calma é sempre bom... - e com um olhar vazio, o bardo aceitou aquela garrafa e bebeu dois goles generosos que entraram queimando em sua garganta. Nem perguntou o que era, poderia ser veneno e ele beberia sem saber por estar desnorteado com tudo. E só ali ele pôde também perceber que suas mãos estavam trêmulas.

- Aqui, obrigado pela gentileza. Até um dia, quem sabe. - disse, dando um aceno cordial aos anões que devolveram o cumprimento lhe encarando com pena.

Jaskier então se virou, levando consigo somente seu alaúde, a única coisa boa que ele ganhou em toda essa história. A única.

A cada passo, sua respiração ficava cada vez mais difícil, seu peito doía ao ponto de pensar que estivesse passando algum mal e que estivesse morrendo aos poucos. E talvez fosse isso mesmo. O bruxo lhe deu o golpe final, frio e certeiro, como se mata todo monstro. E ele era um na visão dele, ou pior que isso, poderia ser um nada, um inútil, o que só atrapalha, o que só o fez infeliz todo esse tempo, por todos esse anos.

De repente sentiu em seu rosto algo quente escorrer pela pele da bochecha que ficava frio no momento em que entrava em contato com aquela brisa gelada da montanha. E foi então que ele parou, e levou uma mão ao rosto, enxugando onde sentia aquela trilha úmida.

- E isso. Ganhei mais isso disso tudo. - disse para si mesmo olhando aquelas lágrimas molhando a ponta de seus dedos.

Seus passos eram dados um de cada vez, mas eram passos sem rumo, sem uma direção, passos perdidos e cheios de dor. Jaskier ficou sem um norte, sua mente uma bagunça inteira, seu peito o sufocando, tudo parecia ter caído em seus ombros como uma tonelada de pedras, era difícil de suportar.

Quando percebeu, viu-se parado dentro da floresta quase ao pé da montanha. Olhou em volta sem o menor ânimo. Estava perdido.

- Foda-se tudo... - disse para si mesmo ao lembrar que poderia haver monstros por ali, já que as florestas das montanhas eram também o lar de vários deles que se refugiavam para fugir dos "caçadores" e alguns feiticeiros mais corajosos.

Continuou andando, até que sentiu seus pés doerem.

Muito exausto, sentou-se numa pedra ali no meio meio do nada.

E só então, deixou de vez vazar tudo o que estava aguentando todo esse tempo.

Suas lágrimas molhavam todo seu rosto, sua vista borrava por estar úmida em demasiado. Seus soluços chorosos eram doloridos, parecia que a cada vez que respirava uma faca lhe cortava a garganta. Era tudo tão pesado e ruim, era como se só naquele instante ele tivesse acordado para o mundo como ele realmente é: um mundo deprimente, cinza, cruel e impiedoso.

- Eu quero morrer... - disse entre suas lágrimas que não paravam de descer. Ele desejou desesperadamente um apoio, mas a única coisa que encontrou foi seu alaúde, o qual ele abraçou fortemente como se tivesse tentando sobreviver por estar se afogando no meio daquela desolação dolorosa.

Gotas de dor, várias e várias, muitas e intermináveis lágrimas caíam em seu alaúde...

Se alguém aparecesse para ele ali lhe oferecendo a oportunidade de tirar seu coração, ele faria. Aquela dor estava sendo insuportável, nunca ele tinha se sentido assim, nem quando aquele seu primeiro amor tinha lhe ferido emocionalmente quando mais jovem. Esse agora estava sendo diferente. Era uma dor mais intensa, mais forte, mais avassaladora. Estava o destruindo aos poucos, fazendo-o perder aquela alegria e otimismo que tanto se orgulhava em ter porque se sentia especial por pensar que poderia ser diferente de todos.

Mas ele não era. Era somente mais um infeliz nesse mundo podre...

- Que merda de inspiração... Uma merda! - xingou, ao aparecer em sua mente a letra toda de uma canção. Era tudo o que ele pensava e sentia, e sua mente de compositor não lhe deu descanso, nem para sua dor.

Sexo frágil/É o que dizem

Mas o amor dela não tem nada de fragilidade/

Rouba toda minha razão/

Comete de lógica toda contravenção/

Com nada além de um olhar/

Uma tempestade surge no horizonte/

De desejo, pesar e lúxuria/

Seus dedos dedilhavam trêmulos nas cordas do alaúde, que soava baixo pela sua fraqueza, uma parte era a falta de alimento, já que não comia desde a noite anterior, e a outra parte era pela sua alma quebrada, que lhe fazia ter vontade de nada.

Ela é notícia/

É sempre perder ou perder/

Então me diga amor, me diga amor/

Como isso é justo?/

Mas está é a história/

Ela destrói com seu doce beijo/

Com seu doce beijo/

Mas essa é a história/

Ela destrói com seu doce beijo/

Sua garganta doía por causa dos nós, o choro machucava suas cordas vocais, sua voz saía cada vez rouca, falhando e desafinando as vezes por conta de não conseguir parar de derramar suas lágrimas.

A eletricidade, puxa você para perto/

Uma carga na noite quente e úmida/

céu vermelho ao amanhecer o recado:/

"Seu tolo, é melhor se esconder."/

Sou fraco amor, e estou carente/

Se este caminho penoso devo trilhar/

Aceitarei minha sentença/

Entregarei à você minha penitência/

Guerreiro, júri e juíz/"

Sentia-se morrer a cada verso, seu coração virando pó, sua mente se esvaziando a cada acorde, suas mãos perdendo a força... Suas vistas às vezes davam apagões...

Estava mesmo morrendo? A dor era tão forte assim ao ponto de...

Mas está é a história/

Ela destrói com seu doce beijo/

Com seu doce beijo/

Mas essa é a história/

Ela destrói com seu doce beijo/

Assim que terminou, respirou fundo meio tonto, fechando os olhos e balançando a cabeça em negativa, contráriando com sua conformidade terrível, com seu destino final.

- Talvez morrer de amor seja uma morte digna para um bardo... É o pagamento justo, já que alma de nosso negócio é o sentimento... - disse, abraçando novamente seu alaúde desesperadamente. Soltando toda sua dor em mais um aguaceiro de tormento e angustia sem fim.

Equando menos esperou, suspirou um ar dolorido, sua visão ficou turva, fazendo-o cair na grama junto de seu instrumento, e desmaiou.


Notas Finais


Ah meu neném...
Calma que tudo vai sarar, vc vai ver.😭😔😣

Espero que tenha se entretido um pouquinho mais hoje, e espero também que eu tenha feito um bom trabalho neste cap, pois tentei mostrar o máximo possível tudo que se passou dentro de Jaskier, como ele lidou com tudo isso.😔😣

Bem, agora só domingo que vem (mas posso também aparecer no meio da semana lhes trazendo um cap, já que estou em casa direto.🙃😊)

Mas até lá, lhes desejo uma semana melhor, que todos sigam fortes e firmes, e mesmo que tudo esteja indo de maneira ruim, não desista, siga em frente que tudo vai melhorar.😇🙏👍

Um grande abraço apertado e beijitos à todos!😘😘😘
Inté my littles!👋🙃🥰 #peaceandlovealways ❤️✌️❤️✌️❤️✌️❤️✌️❤️✌️❤️


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