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  3. 28 de dezembro de 2018

História Intense - Capítulo 1


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Notas do Autor


é isto, espero q gostem

Capítulo 1 - 28 de dezembro de 2018


Para todas as pessoas, sempre haveria aquele dia do mês onde era considerado o pior momento do mês, aquele que seu cérebro insistia em repassar em looping suas inseguranças e o desejo que tinha de ficar o dia inteiro deitado, sem forças para sair para qualquer lugar que fosse por tinha a plena certeza de que se saísse não conseguiria segurar a enxurrada de lagrimas que se seguiriam em algum momento e que todos sabemos que as vezes não era possível segurar.

Para Jungkook, 28 de dezembro era esse dia.

Era sempre confuso para o rapaz entender o porquê esse dia sempre trazia essa exorbitância de sentimentos que fechavam a garganta e tiravam sua total vontade de sequer abrir o olho. Aquele dia que se sente um fardo para si próprio e só que descontar as magoas em seu fiel companheiro, seu travesseiro e sua pelúcia rosa de coelho. Aquele dia que as crises atacavam sem motivo e nem avisar, deixando sua própria companhia um porre e, convenhamos, se nós mesmos não nos aturamos quem mais conseguiria.

Era fato dia 28 ele faltar a escola, querer ter seu momento de paz para que no dia seguinte pudesse voltar a escola no dia seguinte com um sorriso estampado no rosto e um humor mais estável, mas o bendito professor de cálculo tivera a brilhante ideia de marcar a prova final do semestre nesse mesmo dia, e isso impedia Jungkook de ficar se lamentando por sua casa vazia.

E foi por esse motivo que a prova foi feira na maior força do ódio propriamente dita, sendo um dos primeiros a acabar e sair o mais rápido dali.

Jeon era um bom aluno, as notas sempre sendo uma das melhores e um exemplo para muitos, mas nesse dia ele não estava ligando caso precisasse fazer a recuperação. Talvez, nesse próximo dia, sua cabeça estivesse melhor para pensar em resolver as contas do que ocupar com o quão imprestável e dramático estava sendo se importando com coisas fúteis, como TaeHyung nem ter vindo falar consigo hoje quando chegou. O que era de fato estanho já que o ruivo geralmente dava pelo menos um beijinho de bom dia, mas hoje passou reto sem nem olhar na cara de ninguém.

Jungkook se remoía em uma ansiedade ruim pensando se tivera feito algo. Quer dizer, TaeHyung não conversou com ninguém hoje, então deveria estar com algum problema em casa e não apenas com o namorado especificadamente, mas hoje a consciência de Jungkook insistia em dizer que sim, ele fez algo.

Respirou fundo, finalmente tomando a coragem que estava adquirindo aos poucos para mandar mensagem ao namorado, mesmo que fosse algo que não devia se preocupar.

Me:
|Está ocupado? (10:05)

Foi o momento de se sentar no banco e ficar olhando para a conversa, esperando pelo menos que ele respondesse a mensagem em algum tempo. Talvez estivesse fazendo prova, ou vendo algo importante do comitê estudantil ao qual participava, mas a confirmação mesmo veio depois de uns dez minutos imóvel, apenas olhando para a tela enquanto tentava acalmar seu coração ansioso.

Tete minha amora ��

|Não mais, meu amor

|Por que?

A resposta veio com um suspiro de alivio. Pelo menos, pelo jeito ao qual TaeHyung lhe chamou, podia confirmar com a total certeza de que não estava com raiva de si. Na verdade, ele parecia bem mais calmo que de manhã.

Menos mal, isso me acalma mais um pouco.

Me:

|Nada, só fiquei curioso

|Quer se encontrar em algum lugar?

Tete minha amora ��

|Quero

|Atrás da arquibancada, pode ser?

Se antes Jungkook estava achando o dia um lixo, agora ele estava mais leve ao saber que encontraria a pessoa ao qual acalmava seu coração desgraçado somente por sorrir para si.

Jeon sempre agradecia a Deus por ter colocado TaeHyung em sua vida, porque ele simplesmente era uma pessoa perfeita e maravilhosa para Jungkook, sempre cuidando e acalentando o namorado em suas crises, nunca abandonando-o ou dando motivos para duvidar de seus sentimentos.

Tudo bem que esse era o mínimo para um namoro, mas para a mentezinha turbulenta do mais novo era algo que sempre agradecia pois, para si próprio, ele morreria sozinho por causa do próprio jeito. Era algo totalmente absurdo, mas nunca duvide do que a porcaria da sua mente pode fazer por você, porque nossa maior aliada também sempre se mostra nossa maior inimiga.

Acho que a única vez que acertei na vida foi ter me apaixonado por ele

.

.

.

{..}

Os dedinhos ansiosos do moreno apertavam a camisa de algodão do mais velho, sentindo a boca macia de TaeHyung se envolver com a sua e transmitir tanto seu calor quanto seus sentimentos em um beijo tão delicado e calmo, diferente de como estava o interior de Jungkook.

Aquele friozinho na barriga de Jungkook era anestesiado pelo calor dos toques de TaeHyung em sua pele, não só deslizando pela tez amorenada como também tocando-lhe diretamente a alma com os sussurros que deixava em meio aos beijos, sempre demonstrando todo o carinho e amor que sentia.

Jungkook não sabia o que pensar, só sentia-se mergulhando cada vez mais naquele mar profundo e calmo que era TaeHyung, com sua língua misturando-se a dele, junto aos gostos e sentimentos. Aquele mar turbulento que estava mais cedo como se estivesse em uma tempestade logo foi se acalmando à medida que seu sol adentrava em seu interior e esquentando seu peito.

TaeHyung sabia que ele não estava bem, por isso estava a todo momento deixando claro ao seu namorado o quanto enchia-lhe o peito de amor e sempre fazia-o transbordar quando menos esperava. Os dedos tocando a pele quente por baixo da blusa, subindo para a barriga e deixando um rastro de fogo acalentador por onde passava, esse calor que atiçava as borboletas no estomago de Jeon.

O fogo aquecia-lhe por dentro à medida que os lábios travessos desciam para sei maxilar, aproveitando para recuperar o fôlego e torcendo para que o ar frio que ele inspirava apagasse o fogo que lhe queimava por dentro.

Mas era como sempre diziam, uma brisa fraca apenas aumentava a brasa.

— Ah, meu amor, você não sabe o quão louco me deixa — a voz grossa do ruivo contra a sua pele fazia-o arrepiar por completo, o hálito quente dançando e adentrando por seus poros causando pequenas tremedeiras de um prazer não sexual, mas sim um de estar aproveitando um momento tão íntimo com TaeHyung. Não era um intimo carnal, mas sim aonde compartilhavam seus sentimentos de forma verdadeira, segredando as coisas mais profundas e trazendo à tona para ficarem totalmente nus um para o outro, deixando que vissem suas almas e o que verdadeiramente sentiam um pelo outro.

E, porra não, Jeon não sabia o quão louco deixava TaeHyung pois estava mais concentrado pensando o quão louco ele lhe deixava. Parecia que sabia exatamente aonde lhe tocar, lhe beijar ou o que lhe falar para deixar Jungkook totalmente a sua mercê e completamente mole em seus braços.

Depois de tanto tempo juntos, tantas juras de amor trocadas e já estarem nus de todas as formas possíveis, seja carnal ou sentimental, já não existia mais timidez que os impedissem de nada. Apenas existia um carinho mutuo, e um friozinho na barriga de ambos ao perceberem o quão perfeito era o encaixe de seu abraço e o calor dos seus corpos misturados se tornado um só.

Porque, não importava mais quantos dias deixavam Jungkook triste, pois TaeHyung sempre chegaria para ser seu antidepressivo que impedia que se afundasse em um mar que não era dos seus sentimentos.



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