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História Intense eyes - Capítulo 13


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Notas do Autor


Hei, pessoal...


voltei rsrs ai ai a menina Karina só consegue ser 08 ou 80 com a Winter.. ou é ou não é. Espero que tenham uma ótima leitura, e apreciem o desenvolvimento de um caos (vocês vão entender mwahaha).

Capítulo 13 - Mas, essa palhaçada acaba aqui, Jimin!


Fanfic / Fanfiction Intense eyes - Capítulo 13 - Mas, essa palhaçada acaba aqui, Jimin!

 

Jimin

 

De fato, Yubin é uma pessoa doente. Sempre teve seus picos de ciúmes, para ela nunca existiu um meio termo. Eu não irei mentir aqui, quando ainda estava presa em sua teia tudo era muito bom, era bom de verdade, era uma sensação que não se encontrava em lugar nenhum e com nenhuma outra pessoa porque ela me fazia acreditar que eu precisava dela, fazia com que eu não quisesse escapar daquele pecado nunca mais. Mas, no dia em que caí na real e percebi que Yubin me fazia mal de todas as formas possíveis, eu conheci o inferno, e não me orgulho nada disso.

Já mudei o número do meu celular diversas vezes, mas, não importa o quanto eu faça isso, Yubin sempre arruma uma forma de consegui-lo. Ela tinha mandado outras mil fotos nua naquela manhã, eu estava puta, não somente por causa da perversidade dessa mulher, mas também porque antes de ir para a faculdade recebi outra visita inesperada – e indesejada – do meu pai. O dia mal tinha iniciado e eu já estava me fodendo bonito.

Perto do meu pai eu sentia todas as minhas forças se esvaindo, sendo sugadas mesmo. As vezes eu mal podia entender direito o que ele dizia. O encarei bem, assim que o deixei entrar em meu apartamento, sentindo minha garganta seca coçando. Eu estava sozinha em casa e lembro que desejei a morte a ter que ouvi-lo mais uma vez.

 

-— O que o senhor veio fazer aqui? — Eu sabia que iria me arrepender muito de ter perguntado isto. Meu pai sempre passou a impressão de ser um homem bom e bastante protetor com a família, acho que por isso muitos que o adoram como pastor o têm como quase um Deus na terra. Talvez ele realmente acredite que é. Não estou exagerando. — Então..

 

-— Eu quero que você volte pra casa hoje mesmo. — Os olhos do meu pai brilhavam e sua tez branca ganhava um tom avermelhado, mostrando-me que estava ficando irritado e pronto para gritar comigo a plenos pulmões por saber de antemão a minha resposta. — Eu te dei nove meses. Nove! Achei que você pudesse estar estressada e confusa se envolvendo com um monte daquelas meninas, por isso, deixei que saísse de casa e fizesse o que quisesse. Mas, essa palhaçada acaba aqui, Jimin!

 

Há muito tempo que eu não tinha mais estruturas para discutir com o meu pai. Não importa o quanto eu tente conversar ou levantar a voz para ser ouvida, com ele nunca tive vez e sei que nunca vou ter. Eu permaneci em silêncio o escutando falar e falar cada vez mais alto, me esforçando ao máximo para abafar todos aqueles ataques verbais - e que me atingiam como cinquenta facas novas e afiadas - em meu subconsciente, isso até o momento em que ele se deu conta de que estava quase levantando a mão para me bater sem que eu tivesse dito absolutamente nada. Foi embora quase quebrando o chão junto com a minha porta.

Sei que dói absurdamente dentro da mente preconceituosa e religiosa dele ter uma filha que não tem o mínimo de interesse em homens, porque acabei totalmente com o sonho dele de ter uma família perfeita que segue todas as leis de Deus. Mesmo que eu prefira há muito continuar em silêncio diante das loucuras descabidas ditas por meu pai para não me irritar, ainda assim me irrita muito saber que ele teve a audácia de atravessar a cidade inteira antes das oito da manhã para tentar controlar a minha vida novamente, me irrita mil vezes mais saber que ele fez isso porque certamente Yubin envenenou a cabeça dele com milhares de histórias sem sentido e me irrita cem mil vezes mais saber que ele não consegue ainda perceber que o único idiota sendo controlado nesta merda toda é ele.

Fui para a aula quase entrando em combustão espontânea de tanta coisa presa querendo explodir e queimar em meu corpo.

 

Nesse dia o que amenizou meu humor ruim durante a minha única aula da manhã foi mandar mensagens provocando Minjeong, mesmo sabendo que ela não veria tão cedo por estar na escola. No entanto, quando pensei que não, pouco tempo depois Minjeong me respondeu dizendo que não estava tendo aula e que, provavelmente, nem teria. Vi ali uma oportunidade de tentar esquecer o que tinha acontecido. Eu precisava urgente descarregar todos os meus sentimentos acumulados e frustrações em poucas horas com ela, no meu apartamento, sem ninguém para nos incomodar.

Mas as coisas não aconteceram exatamente do jeito que planejei. Primeiro, porque mais uma vez estava gastando um absurdo transitando de carro por causa de Minjeong, ela sendo riquinha não devia ter nunca subido num ônibus na vida e eu não iria submetê-la a isso ainda. Segundo, porque assim que entrei na escola imensa dela e passei minutos rondando até encontrar a entrada do prédio, dei de cara com Yubin puxando com força os cabelos de Minjeong enquanto a ameaçava.

Somente Deus foi testemunha do quanto eu me controlei naquele instante para não voar no pescoço de Yubin e tirar as mãos imundas dela de cima de Minjeong. Eu me arrependia (me arrependo, na verdade) tanto de um dia ter sido uma das marionetes de Yubin, mas, felizmente, minhas cordas arrebentaram e agora posso ver o quão terrível essa mulher é.

Uma coisa que não posso negar que tenho em comum com o meu pai é que nós temos esses momentos em que podemos nos tornar umas bestas selvagens, que passaríamos por cima de qualquer um para defender nossos interesses, mas optamos por não demonstrar descontrole em locais como uma escola por exemplo.

Furiosa com ela, com o meu pai e com aquela manhã de modo geral, acabei falando coisas que não deveria. Era tarde demais para reverter a situação em que coloquei a mim e a Minjeong. Eu a declarei como minha namorada da forma mais terrível e baixa existente e não poderia voltar atrás nisso sem vê-la se quebrando mais uma vez por minha causa. Eu me odiei por isso.

...

 

Independente de tudo o que aconteceu duas horas atrás, aqui estamos nós no calor do meu quarto com os corpos úmidos de suor e, exatamente como viemos ao mundo, nuas. Há cinco minutos, Minjeong estava deitada com a barriga - já cheia de manchas vermelhas - para cima com os olhos fechados, ofegante, prendendo  o lábio inferior com os dentes, com uma das mãos agarrando o lençol de minha cama e a outra puxando meus cabelos e empurrando minha cabeça contra si enquanto eu separava suas coxas e caía de boca nela.

 

— Caralho..  — Deixo escapar quando Minjeong  senta em meu ventre me deixando apreciar o quanto ela é gostosinha e só minha. Eu realmente não deveria estar fazendo estas coisas com Minjeong, mesmo não encontrando nenhuma resistência de sua parte porque agora estamos oficialmente namorando, indo totalmente contra o que decidimos há uns dias. — Como você é linda.

 

Não sei se sou capaz de explicar, descrever, o sorrisinho diabólico que ela me oferece. Nem tento buscar palavras para fazer isso, não quando Minjeong se rasteja, se debruçando, sobre mim e eu posso escorregar minhas mãos por todo o seu corpo. Eu adoro como esta menina tem uma facilidade do caramba de aprender rápido o que não se deve.. Minjeong já se deu conta de que me deixa louca a cada gemido manso e fraquinho de dor misturado com prazer.

Eu sinto que Minjeong está amolecendo em meus braços um pouco sonolenta. Deixar que ela durma me usando como seu travesseiro, infelizmente, não é uma alternativa no momento. Esse jeito manhoso que só ela tem me faz lembrar da última vez que a abracei, exatamente na posição em que estamos agora, e de como me senti bem ao notar uma paz crescente que há muito não sentia dentro de mim. Lembro também de como Minjeong acordou fofa e minutos depois ficou ranzinza quando tentei abraçá-la por trás na frente da irmã dela.

 

-— Eu tenho que estar em  casa antes do meio-dia. — Ela diz tocando o meu rosto e colando sua boca pequena na minha, em seguida deixando escapar um suspiro assim que aliso as laterais da cintura dela e as pressiono. Eu posso inalar o cheiro bom de xampu cítrico que emana dos cabelos de Minjeong, mas antes mesmo de eu tentar agarrá-los, ela corta o beijo e me encara com esses olhos intensos. Puta que pariu. Eu posso ver perfeitamente fragilidade neles, ao mesmo tempo em que percebo que ela pode matar qualquer um porque esconde muito dentro de si. Sei que não estou pronta para o que ela quer de mim, e acredito que Minjeong também saiba disso. — E você precisa ir trabalhar.

 

Eu fico me perguntando em que dia e hora vou ser morta, se antes de ser demitida no período da tarde na empresa, ou se nem vou precisar ouvir um esporro lá (ou em qualquer canto) assim que Taeyeon souber que estou transando com a filha caçula dela no horário em que Minjeong deveria estar  dentro de uma sala de aula estudando que nem uma louca para o suneung.

E por falar nisso, tenho em mente de que com o decorrer do ano Minjeong e eu mal iremos nos ver ou mesmo manter contato. Foi assim quando "conheci" Joohyun quando ela ainda estava na escola alta e não vai ser diferente com Minjeong. Isto me deixa um tanto pensativa e mais culpada ainda por não acabar com este namoro que não devia nem mesmo ter começado.

 

-— Ainda temos quase uma hora e meia. — A puxo para mais um beijo preguiçoso, calmo, mas igualmente quente, melado, cheio de intimidade. É coisa de gente que beija tem muito tempo. A abraço mais forte e Minjeong enterra o seu rosto na curva de meu pescoço. Meu coração chega a encolher um pouquinho ao sentir o ar quente de sua respiração se chocando contra a minha pele. Eu realmente não quero ter que ir trabalhar, não quero que ela vá embora. —  Vamos tomar banho.

 

A escuto rir bem baixinho. Senti-la respirando e em segurança perto de mim e a quilômetros de distância das mãos perversas de Yubin, por algum motivo, é delicioso. E me deixa um tanto nervosa.

 

-— Quem é essa tal de Yubin e por que ela me disse pra sair do caminho dela e me afastar de você? — Não me espanto com os questionamentos, aliás, estive me perguntando onde eles estavam desde o momento em que deixamos a escola. — Ela vai ser minha professora de história.

 

— Ela vai o quê?  — Quase dou um salto da cama com esta notícia. Quando saímos hoje cedo da escola de Minjeong, após toda aquela cena que Yubin fez a agredindo fisicamente, mesmo sabendo que ela é menor de idade e estava dentro de um local que a protegeria de todas as formas possíveis, não conversamos sobre Yubin e sim sobre o nosso então relacionamento sério. Isto não poderia estar acontecendo de jeito nenhum. — Ela quem disse isso pra você?

 

Ergo meu corpo arrastando Minjeong junto até me sentar e escorar minhas costas na cabeceira da cama. Ela se mantém sentada sobre minhas coxas, as prendendo com suas pernas arranhadas. Somente de imaginar Yubin bem pertinho dela todos os dias, podendo atacá-la sempre que houver uma brecha, me dá vontade de vomitar. Me dá calafrios. Minha madrasta é a encarnação viva do passado que eu não quero lembrar, e eu sei muito bem das coisas que ela é capaz de fazer para que eu volte a ser aquela idiota de nove meses atrás. Mas, ainda é inacreditável como Yubin continua agindo como se pudéssemos ser felizes juntas, como se ela nunca tivesse destruído a minha vida, ela destruiu o que eu era e agora quer destruir a única coisa boa que aconteceu comigo nas últimas semanas.

 

— A senhora Park disse, a diretora. — Minjeong já não sorri mais e percebo o quanto ela está ficando curiosa e preocupada sobre aquela bruxa. Sei que ela sente o quão sinistra esta conversa pode se tornar assim que eu decidir abrir a boca e derramar sobre ela tudo o que tentei evitar ao ignorar todas as suas mensagens naqueles dias. — O que ela é sua?

 

— Escuta, neném. — Falo e a vejo torcendo os lábios e contraindo o nariz. Minjeong não curte muito que eu a chame assim, mas não me importo com isso. — É uma história muito longa e nós não temos tempo pra isso agora. Eu só posso adiantar que Yubin é a minha madrasta, e quero te pedir pra não ficar sozinha com ela dentro daquela escola e nem em canto nenhum. Me prometa que vai manter distância dela o máximo que puder.

 

— Ela vai ser minha professora, Karina. Ela me odeia e eu nem sei direito quem diabos essa mulher é além de ser sua madrasta. — Existe certa indignação e obviedade nas falas de Minjeong que a torna tão mais atraente.. — Se ela quiser conversar comigo a sós naquela escola, eu não vou poder fazer nada. Eu não posso te prometer nada sendo só uma aluna.

 

Minjeong levanta o queixo e cria um bico enorme, apertando os olhos e enrugando a testa. Eu acredito que ela não tenha a menor ideia de que essa expressão a deixa mais bonitinha do que assustadora. No entanto, os olhos dela me dão porradas dolorosas e desumanas sem dó ou piedade. Ela inteira me deixa com uma ardência no peito, e sem saber até que ponto ela pode ser acuada como um bicho do mato.

 

— Tudo bem. Mas quando puder ficar longe dela, faça isso. Não saia de perto das suas novas amigas.

 

Eu sei que estou apenas colocando mais lenha nessa fogueira que é a mente curiosa e sem um pingo de noção de perigo de Minjeong. É certeza que ela não vai ficar distante de Yubin e que em determinado momento vai se aborrecer com tantos ataques e vai confrontá-la sem que eu possa estar lá para defendê-la de sabe-se lá o que possa vir a acontecer. Era isto o que mais queria evitar e fracassei miseravelmente.

...

 

A minha manhã tinha melhorado muito com a companhia de Minjeong, não posso mentir sobre isto também. O que não posso dizer o mesmo sobre depois que ela foi embora e assim que piso os pés na empresa. Na realidade, nem chego a entrar no prédio porque na porta mesmo dou de cara com a minha chefe e agora sogra.

 

— Eu quero você na minha sala em cinco minutos.

 

Eu pressinto que deu ruim. Minjeong deve ter contado que estamos namorando. Eu pressinto a minha morte tão próxima de forma cruel e lenta. Eu estou muito fodida. Puta merda.

 

 



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