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História Intensidade - Betty e Jughead - Capítulo 58


Escrita por:


Notas do Autor


LEIAM É IMPORTANTE

Meus leitores queridos.

Eu li os últimos comentários de vocês e pensei e pensei. Cheguei a conclusão e fiz o que sugeriram. Levo muito em consideração a opinião de vocês.

Exclui o capítulo 58 e o repostei com algumas mudanças, excluam da mente de vocês esse novo envolvimento da Betty com o Bernardo, ele nunca aconteceu. Ok?

Coloquei outro cara na jogada, tive que mudar um pouco o rumo da história na minha cabeça, mas no final será tudo igual.
Só quero agradar vocês, então fiz essa mudança, apesar de ter em mente que fiz um bom trabalho, por que vocês realmente odiaram o Bernardo, e bom, esse era o intuito.

Espero que gostem do nosso novo cara. 🥰

Obs: O capítulo está praticamente o mesmo, pequenas mudanças apenas, pra introduzir nosso novo cara.

Capítulo 58 - Capítulo 58 Editado.


POV ELIZABETH

Depois de tomar um longo banho quente, decidi que precisava fazer alguma coisa. Mães, as vezes, tendem a ser protetoras demais.

Desço as escadas e vou direto pra cozinha, mamãe está fazendo panquecas e FP está admirando sua bunda, quando ele me vê, fica nervoso e desajeitado, abafo um sorrisinho.

-- Oi -- Digo

-- Bom dia Querida -- Mamãe fala ainda concentrada nas panquecas

-- Oi, vem aqui -- FP fala pra mim, me chamando até onde ele está sentado. Sento ao seu lado e ele começa a falar.

-- Me desculpe por ontem? Eu só quero cuidar de você e da sua mãe -- Mamãe nos olha assustada com medo do que ele vai disser e também com carinho. Ele continua
-- Ele me pediu pra cuidar de você, e é isso que estou fazendo -- Eu sei que Jughead pediu e o amo ainda mais por isso.

-- Eu sei, compreendo você fazer o que ele queria, e te desculpo, mas a minha decisão não mudou, eu ainda vou matalo, queira vocês ou não -- Digo firme, porem solene, mamãe não diz nada, já conversamos tanto sobre isso, quer disser, brigamos, que ela decidiu se calar. FP respira fundo e fala

-- Eu sei, eu sei -- E então fica pensativo, me encarando estranho. Segundos depois de me encarar, ele toca meu braço .

-- O que foi isso? -- Parece intrigado

-- O que? -- Mamãe se inclina pra ver melhor. Olho pro meu braço, tem um roxo.

-- Nada demais, eu e o Archie lutamos ontem -- Digo dando de ombros.

-- O que? -- FP bufa, mamãe respira cansada. -- Cadê aquele filho da puta? Ele sabe que não quero ele te machucando. -- FP fala nervoso e minha mãe parece infartar.

-- Me machucar? Tinha que ver como ele ficou -- Digo sorridente, pegando uma panqueca que mamãe acabou de por na mesa. Mudo de assunto rápido.

-- Preciso falar com vocês --

-- Sim querida -- Mamãe diz

-- Eu ouvi vocês ontem na cozinha, foi sem querer, mas ouvi -- Digo logo de uma vez, mamãe que estava levando uma guarfada a boca de panquecas, paralisa. Ela arregala os olhos e olha pra FP, que parece tenso.

-- O que exatamente você ouvi? -- Mamãe arrisca, nervosa.

-- O suficiente, mas -- Eles ficam tensos, pego a mão de cada um deles e seguro firme -- Mãe, não quero que se prive da felicidade por que eu estou triste e devastada, ver vocês dois juntos, até que trás um pouco de alegria pra mim -- Apenas o que tenho a disser, mamãe aperta minha mão forte e começa a chorar, sei que tem mil sentimentos em seu coração agora, FP se levanta, me da um beijo na testa e vai abraçar minha mãe.

Logo em seguida Archie chega, pelo jeito dormiu na Ve, está com as mesmas roupas, ele entra na cozinha e lança um olhar curioso na minha mãe e FP abraçados, mas não diz nada, ele apenas me olha, com uma intensidade genuína, seu olhar me passa tantas coisas ao mesmo tempo, e sinto meu coração em colapso, eu esperei tanto por esse dia, e Archie não precisa disser uma palavra por que seu olhar já me diz tudo, mas ele começa a falar, e só no tom que ele diz o meu nome " Betty " a certeza me toma. então começo a chorar, sentada na mesa da cozinha, na frente de todos, coisa que não fazia a muito tempo.
Levo as duas mãos ao rosto pra esconder minhas lágrimas, mas os soluços que saem dos meus lábios me entrega.
Sinto mãos nas minhas costas, me consolando? Acho que sim, mas em seguida, alguém me toma nos braços e me abraça.

-- Calma linda, calma -- Archie fala com carinho, me desvencilho do abraço e encaro seus olhos, e com a voz embargada pergunto.

-- Você o encontrou né? Achou seu corpo? -- Meu olhar é cheio de esperança e medo ao mesmo tempo, Archie afaga as minhas costas. E com uma urgência de ser cuidadoso, ele fala.

-- Ainda estão fazendo teste de DNA, mas tudo indica que seja ele -- Meu coração dispara, será que finalmente vou conseguir dar a ele o descanso que merece ao lado do filho? Mas ao mesmo tempo, meu coração iludido grita pra que não seja ele, pra que num mundo imaginário, ele vai voltar pra mim, mas me obrigo a afastar esses pensamentos, ele morreu e não vai voltar.

-- Aonde? -- Pergunto, nervosa.

-- Enterrado num deserto -- Meu peito começa a subir freneticamente, me sinto elétrica.

-- Já investigou se há conexões? -- Pergunto e Archie sabe exatamente o que estou dizendo.

-- Estou trabalhando nisso -- começo a andar de um lado pro outro na cozinha, pensando em tudo e nada ao mesmo tempo.

-- Ótimo, quando fica pronto? O Teste -- Pergunto sem olhar pra ele, todos na cozinha estão me olhando assustados, eu andar feito louca em círculos, estou tremendo.

-- Daqui algumas horas -- Archie fala cauteloso.

-- Ta bom, ta bom, ta bom -- Repito sem parar, estou uma pilha de nervos. Não vejo mamãe se aproximar, só a vejo quando sinto suas mãos no meu braço.

-- Calma querida, relaxa, respira fundo -- Tento fazer o que ela pede mas não consigo, estou uma pilha, saio das suas mãos.

-- Preciso de uma bebida -- Digo pra mim mesma e vou até o armário e pego uma garrafa de algo que não me importo de ver o que é

-- Mas ainda é de manhã -- Ouso mamãe reclamar, mas não ligo, já estou virando a garrafa e dando um longo gole. Digamos que faz um tempo que ando bebendo mais, então criei resistência.

-- Deixa ela querida -- FP fala pra minha mãe.
Agarro a garrafa e saio da cozinha, vou pra fora, pra sentir o vento gelado no meu rosto, Thor se aproxima e se deita nos meus pés, ele sempre sabe quando estou ansiosa e nervosa, então ele se deita nos meus pés pra me acalmar, e até que funciona, me sento e faço um carinho na sua cabeça, sorrio.

...

Já está de noite, estou no quarto, escuro, sentada em frente a janela, vendo as estrelas, estou com um conjunto de moletom preto e meias, com um cobertor por cima, esfriou muito essa noite. A bebida ainda está do meu lado, mas parei de beber faz algumas horas, preciso estar sóbria pra quando Archie chegar com o resultado.
Parece que toda a dor que eu senti, e todo desespero de 1 ano atrás voltou.

Alguém bate na porta, digo pra entrar.
É Archie, pela pouca luz que entra da janela, vejo seu rosto, ele carrega uma expressão de "sinto muito", me levanto na hora, me sentindo atordoada, ele tira as mãos do bolso e cruza os braços.

-- Então? -- Pergunto com a voz embargada, não sei se estou preparada pra ouvir o que quer que seja que ele vai me contar. Ele me olha dentro dos olhos, e com a voz calma diz.

-- Deu, hum... Deu negativo Betty, não era ele -- Archie fala e eu sinto minha garganta se fechar, " não era ele, não era ele " minha mente grita.

-- Não? -- Falo mais pra mim do que pra Archie, levo a mão a barriga tentando conter a dor que me atinge.
Eu queria que fosse? Sim eu queria, por que não suporto mais viver assim, sabendo que seu corpo, quer disser, o resto do seu corpo está largado em qualquer lugar. Eu nunca vou conseguir viver em paz. Aquela voszinha na minha cabeça do fio de esperança, sussura que talvez ele esteja vivo. Mas por que não voltou pra mim? Por que? POR QUE ELE MORREU ELIZABETH, ESTÁ JOGADO FEITO UM NINGUÉM EM ALGUM LUGAR.
Minha dor se transforma em fúria, estou com raiva de Hiram mais que nunca, com raiva de mim, com raiva de Jughead, com raiva do mundo.
Qual o sentindo da vida? Sofrer? Acho que sim.
Dou um grito de fúria e uma crise de raiva me toma, começo a quebrar tudo dentro do quarto, a empurrar e jogar coisas feito louca, enquanto grito desesperadamente.
Ouso no fundo dos meus devaneios minha mãe e FP chegando na porta do quarto
" O que houve? " " O que ta acontecendo? "
Eles falam, mas não ligo de responder.
Acho que eles tentam entrar pra me impedir de continuar o surto. Mas Archie fala " Deixa ela ".

Quando me sinto sem forças e me jogo no chão em meio a bagunça, começo a chorar feito um bebê, Archie se aproxima e me abraça, mas eu não quero abraço, não quero nada, eu quero morrer. Grito
-- Sai, sai todo mundo, quero ficar sozinha-- Ninguém se meche.

-- Por favor, por favor -- Falo em meio ao choro, e então com reluta eles saem, me levanto e bato a porta, pego a garrafa de bebida e tomo tudo de uma vez, e a jogo no canto do quarto, ouso o vidro estilhaçar.
Eu não quero mais sofrer e sentir a falta deles, não quero mais pensar que Jughead estar jogado em qualquer buraco com bichos comendo seu corpo, não quero mais pensar no meu bebe morto nos meus braços.
O doce amargo da vingança não vai diminuir a minha dor, eu não quero mais não sentir nada, eu quero aquilo que foi tirado de mim, quero meu filho e Jughead comigo, mas eles não vão voltar, não vão.
Então eu preciso ir.

Me levanto em meio as lágrimas, Me sinto perdida e quebrada mais que nunca.
Vou até o banheiro e coloco a banheira pra encher, minutos depois, quando ela está cheia, tiro minhas roupas, fico só de lingerie, as roupas vão me fazer boiar e não é isso que quero.
Me sentindo no fundo do poço, com a mente tomada de escuridão, entro na banheira, me sento, lágrimas silenciosas tomadas de dor e amargura me tomam. Deixo me afundar na água.

Poucos minutos depois começo a perder o fôlego, começo a me debater em baixo d'água, buscando por ar, meus olhos abrem e tento me manter debaixo da água, mas o reflexo não me deixa continuar, emerjo buscando por ar, meu peito começa a subir e descer freneticamente, me levanto, tussindo desesperadamente. E me sinto tão patética, ainda rolando lágrimas silenciosas por meu rosto, abro a gaveta do banheiro e pego minha cartela de comprimidos, que me ajudam a dormir.
Me sentindo cansada e tremula, tomo toda a cartela de uma vez, encaro meu reflexo no espelho, e não vejo nada, apenas escuridão.
A dor rasga meu corpo, não quero mais sentir dor, quero que tudo acabe agora, nesse momento. Não aguento esperar os remédios fazerem efeito, então abro outra gaveta e pego uma lâmina, volto pra Banheira, e mais lágrimas rolam por meu rosto, penso que assim, finalmente, terei minha família de volta, entre soluços rasgo meus pulsos, e sangue jorra, sujando tudo de vermelho a minha volta, o som do sangue pingando na água e a tristeza amarga do meu coração, me fazem apagar.


POV NARRADOR

Alice vai até o quarto de Betty, pra ver como a filha estava, depois do surto.
Bate na porta com cautela, chamando por ela, mas não há resposta, ela tenta ouvir algo, mas o silêncio se faz presente. Ela abre a porta do quarto e se depara com a bagunça, Betty não está na cama, mas ela vê a luz do banheiro acessa e a porta entre aberta, caminha até lá.
Com suavidade ela fala, enquanto chega a porta e a empurra devagar.

-- Filha, vamos conversar, quero saber... -- Então sua voz morre e ela arregala os olhos, Betty está dentro da banheira, a água vermelha pelo sangue, braços pra fora cortados e ensangüentados, e seu rosto dorme sereno como um anjo, manchado de lágrimas.
Alice da um grito alto e agudo de pavor em meio ao choro, ela fica paralisada, em choque, vendo a filha " morta "

Segundos Depois Archie e FP entram no quarto de Betty, eles ouviram os gritos de Alice a plenos pulmões. Eles chegam assustados, e quando entram no banheiro, onde veem Alice em choque, se deparam com Betty, jogada na banheira desacordada.

Lágrimas e um desespero toma o rosto de Archie, ele se aproxima rápido do corpo de Betty e sente sua pulsação no pescoço, uma onda de alívio toma seu ser, ele grita.

-- Pulsação fraca, mas ainda ta respirando -- Archie fala em dessespero e percebe uma cartela de comprimidos vazia, jogada no chão

-- Vou chamar uma Ambulância -- FP fala, enquanto pega o telefone e abraça Alice em choque.

-- Não da tempo, eu levo -- Archie fala e se levanta do chão, se inclina e tira Betty da água, ensanguentada, e na mesma hora desce as escadas correndo e a coloca dentro do carro, dando partida a toda velocidade.
FP e Alice entram em outro carro logo atrás e os segue até o hospital.

Minutos Depois, Archie chega ao hospital, para o carro numa freada brusca e toma Betty desacordada, só de Lingerie e toda suja de sangue nos braços e corre pra dentro do hospital. Uma equipe de enfermeiros vê a cena e logo correm pra socorrer ela, uma correria se forma, colocam ela na maca, e a empurram pra uma sala de emergência.
Archie começa a andar de um lado pro outro impaciente.
Um médico chega em seguida pra saber mais, Archie conta que ela tomou uma cartela cheia de comprimidos e que cortou os pulsos.
Em seguida chega FP e Alice desesperados.

...

Veronica entra no hospital e corre até a sala de visitantes, onde encontra um rosto dessolado, na mesma hora ela agarra Archie e ele chora copiosamente em seus braços, com a roupa toda suja de sangue.

Minutos depois Alice e FP voltam da cafeteria e se juntam a Veronica e Archie.
O medico chega pra dar notícias.
E quando ele explica que ela está viva, todo mundo começa a chorar de emoção, o médico fala que o corte nos pulsos não foi tão profundo e ela teve a sorte de ser encontrada logo, e que tiveram que fazer uma lavagem nela, pra tirar qualquer resquício do remédio, mas que ela vai ficar bem.


POV ELIZABETH

Estou deitada numa cama de hospital, meus pulsos enfachados, estou com vergonha de encarar qualquer pessoa, depois do meu fracasso de tentar me matar. Alguém entra no quarto, mantenho meu rosto virado pra parede, lutando contra a vontade de chorar, me sinto tão perdida.

-- Betty, oi -- É a voz de Archie, e sua voz ta carregada de angustia e dor, permaneço calada, olhando pra parede.

-- Olha pra mim -- Ele pede e chega ainda mais perto, lágrimas começam a rolar por meu rosto e balanço a cabeça dizendo que não, não consigo olhar pra ele, pra ninguém.

-- Olha pra mim linda, por favor -- Ele pede, seu tom de voz implora, ele toca meu braço, meu peito se aperta de dor, lentamente me viro pra ele, e a culpa me toma, sua roupa está toda suja de sangue, meu sangue, e penso nele me tirando desacordada da banheira, ensanguentada, culpa me toma, mais uma. Então não consigo mais segurar o choro e dessabo, ele me abraça apertado enquanto eu falo em sussuros, em meio ao choro

-- Me perdoa, por favor, me perdoa -- Estou em prantos.

-- Claro que sim, claro que sim -- Ele fala com carinho. -- Só nunca mais faça isso, eu pensei que tinha te perdido, ver você jogada dentro daquela banheira, partiu meu coração.

Em seguida entra Ve e FP no quarto, eles me abraçam e peso perdão a eles também, eu não estava pensando com muita clareza quando fiz o que fiz, e sabe o pior? Só me arrependendo de não ter feito direito, agora, como uma convarde, preciso encarar rostos tristes e decepcionados por minha causa.
Depois de chorar muito e ser amparada e receber o perdão de FP e Veronica, sinto falta de uma pessoa.

-- Cade minha mãe? -- Pergunto engolindo em seco. Todos ficam em silêncio, meu coração se parte, ela me odeia. Entendo que ela não quer me ver.

-- Ela me odeia né? Não quer me ver -- Falo fungando, pelas lágrimas que havia derramado, mas eu mereço, sei que sim.

-- Ela não te odeia, ela só ficou assustada, ta cheteada, mas não se preocupe com isso -- FP fala, apenas assinto, tentando não chorar mais. Em seguida a porta se abre, minha mãe entra, olhos vermelhos e rosto fechado. Ela tem uns panfletos na mão.

-- Mãe -- Eu a chamo, com carinho, ela não me olha, e com a voz rígida fala.

-- Aqui tem 3 contatos de psicólogos, da uma olhada e ve qual você prefere, quando tiver alta, você já vai na sua primeira consulta, e a partir de hoje, você não fica mais sozinha -- Meu coração doi de ver tanta dor nos olhos dela, tento soar tranquila.

-- Não preciso de um psicólogo mãe, eu to bem, foi só um erro estúpido, me perdoa -- Ela respira fundo, tentando se controlar e controlar o choro, enfim olha pra mim, mas quando seus olhos me veem, enxergam meus pulsos enfachados, ela explode.

-- Não, eu não te perdoo, você chama isso de erro estúpido Elizabeth? ... -- Começo a chorar, merda, me sinto tão sensível.
FP tenta acalmar a situação, ele repreende minha mãe " Alice " ele fala com carinho, mas minha mãe ta furiosa demais pra obedecer.

-- Não FP, agora não, ela precisa ouvir -- Mamãe fala ainda me olhando, eu desvio os olhos, viro meu rosto pra parede, mas ela não deixa -- Olha pra mim Elizabeth, eu to mandando -- Olho pra ela.

-- Você vai sim fazer um tratamento com o psicólogo, o medico precisa curar esse egoísmo dentro de você, por que isso que você fez, não foi um erro estúpido, você é egoísta e mal agradecida, todo mundo aqui faz de tudo por você, todo mundo aqui mudou suas vidas pra estar com você, e você faz isso? Tenta se matar?
Então não, eu não te perdoo, você não faz idéia de como foi ver a minha filha jogada naquela banheira de pulsos cortados, toda ensanguentada, EU PENSEI QUE VOCÊ TAVA MORTA -- Minha mãe grita e eu começo chorar entre soluços, suas palavras entram em mim e me rasgam por dentro, mas como todos sabem, a verdade doi, e sem duvida a minha mãe tem razão, eu fui egoísta e mal agradecida. E ouvir tudo isso faz meu corpo todo doer.
Ela não se abala com meu choro, ela se aproxima mais e fala no tom mais cruel.

-- Você mais que ninguém sabe a dor de perder um filho, queria isso pra mim? QUERIA QUE EU SOFRESSE ASSIM TAMBÉM? QUERIA? -- Mamãe grita e eu não aguento mais ouvir a verdade.

-- Para, para, para, por favor, para -- Coloco as mãos no ouvido tentando não ouvir mais nada, mas suas palavras ecoam na minha mente, me deixando atordoada. Enfim minha mãe chora, cai em prantos.

-- Alice chega, vem -- FP tira minha mãe do quarto, ela não protesta.
Encontro uma Veronica de olhos arregalados vindo me consolar e um Archie sentado de cabeça baixa no sofá, com punhos cerrados.

...

4 meses depois.

Finalmente minha mãe consegue olhar pra mim de novo, acho que enfim me perdoou pelo o que aconteceu, e eu continuo indo a psicóloga, que devo admitir, é bom pra mim... É bom se abrir, contar seus medos e dores pra alguém que não vai te julgar.
Depois que sai do hospital, eu pensei muito e conversei com Archie, pedi a ele pra desistir, que eu não ia mais esperar pelo corpo dele, e nem pela minha vingança.
Confesso que não era isso que eu queria, mas precisei fazer isso, eu estava sendo egoísta, todos merecem viver suas vidas. Minha mãe e FP não merecem ficar se preocupando quando eu for colocar uma bala na cabeça do Hiram. Archie e Veronica merecem viver suas vidas juntos, não separados, por que Archie ta sempre correndo atrás da vingança que tanto anseio.
E mesmo me sentindo ainda mais vazia, por que desisti daquilo que ainda me mantinha de pé, finjo estar bem, visto uma máscaras todos os dias quando acordo, ninguém mais vai precisar lidar com meus problemas.
Sou tirada dos meus devaneios por uma voz, merda, tinha me esquecido.

-- Bom dia Elizabeth -- Uma voz sonolenta e grave fala ao meu lado, na cama.

-- Oi Dean -- Só o que consigo disser. Minha cabeça lateja. Ele se levanta e vem pra me beijar, viro o rosto e sento, estou nua, que merda, me enrolo no lençol branco e me levanto, cato as roupas dele e jogo na cama.


-- Você precisa ir, antes que vejam você aqui -- Ele fecha a cara e começa a vestir a roupa, quando termina, se aproxima.

-- Ta se sentindo culpada? -- Sua voz é carinhosa.

-- To -- Sou sincera.

-- Não precisa, você é adulta e solteira, a não ser que esteja arrependida --

-- Não to, mas foi um erro Dean, isso não vai se repetir -- Realmente não estou arrependida, passei dessa fase, a questão é, isso não é justo com ele. Transamos na última noite, foi bom, confesso, mas eu pensei em Jughead em cada segundo.

-- Por que não? -- Sua voz é gentil.

-- Não importa --

-- Claro que importa, preciso saber --

-- Por que eu pensei nele, ta legal? Eu só pensei nele -- Sou sincera, não tenho que mentir só pra não magoar os sentimentos dele, ele me olha magoado, mas fingi que isso não o atingiu.

-- Tudo bem, eu não me importo -- Será mesmo?

-- O que? -- Fico pasma.

-- Eu sei que ele foi o único homem que você teve, vocês se amavam, tudo bem você ter pensado nele, você sente saudade, eu entendo. Mas fico feliz que tenha me escolhido pra seguir em frente -- Fico chocada, Eu sabia que Dean era um cara decente. Quando o conheci logo assim que adotei o Thor. Levei o Thor na melhor clínica veterinária da cidade, que o dono é o Dean, nos conhecemos ai e então ele virou o medico do Thor, viramos amigos, eu acho, e sempre notei os olhares dele de interesse em cima de mim, mas eu ignorava, uma vez até tentou me chamar pra sair, mas eu o neguei. E ele gentil, nunca mais tocou no assunto. Depois ficamos mais próximos, ele me indicou o tatuador dele, e foi com o cara que ele me indicou que fiz e ainda faço minhas tatuagens. Mas tudo mudou a 4 messes atrás, depois que sai do hospital e tentei colocar minha vida nos trilhos. Estava no bar, bebendo, tentando sofrer minha cota do dia, sozinha, sem os olhares das pessoas lá de casa, então Dean chegou e me forçou sua companhia, e então passamos a noite toda conversando, e no fim da noite, percebi que contei a ele praticamente tudo da minha vida, do homem que eu amava e morreu, do filho que perdi, do significado das tatuagens, que eu não sou mais a mesma pessoa. Dean ouviu tudo atentamente, e desde então, passamos a nos encontrar com mais frequência e a compartilhar com o outro nossos sentimentos e frustrações da vida. 

Minha psicologa me deu o mesmo Conselho que Archie, saia, flerte, faça sexo casual.
E Não querendo muito pensar nas consequências, beijei Dean, eu o beijei, não o contrario, ele correspondeu, claro, mas o beijei por que queria testar a idéia de seguir em frente.  E o surpreendente é que foi bom, apesar de ter pensado em Jughead no momento. Por que o Dean, o veterinário do meu cachorro e até então amigo de bar? Não sei, talvez por que ele seja um cara normal, e tudo que preciso é de algo normal na minha vida, não que ele vá fazer parte dela, não vai. Talvez por que ele entenderia se eu surtase? Também não quis pensar muito nisso.
E depois de meses nos beijando, as vezes, chegamos aqui. E o pior, por que eu tomei a iniciativa, e ele, claro, correspondeu.
Estava me sentindo sozinha, e com saudade de Jughead, então transamos.
E agora não sei como agir sobre isso, me sinto confusa.

-- Eu preciso de um tempo Dean, isso tudo é muito confuso pra mim -- Digo com gentileza.

-- Claro, tudo bem-- Ele beija minha bochecha e sai do quarto. Dessabo na cama, e tento pensar em alguma coisa, mas minha mente está uma escuridão.

Ouso uma discussão, depois gritaria, coloco uma roupa rápido e saio do quarto, enquanto me lanço pelo corredor, Ouso.

-- Por que você passou a noite aqui? -- Archie pergunta furioso.

-- Eu, é, não é da sua conta -- Dean responde,  Não com agressividade, mas com nervosismo. agradeço mentalmente, ele fez o que pedi, não comentou nada.

-- Não me testa moleque -- Meu Deus, reviro os olhos, antes que Dean responda, chego as escadas.

-- O que ta acontecendo aqui? -- Pergunto firme, Dean vira e me olha e Archie me encara, mamãe e FP chegam da cozinha e Veronica ta atrás de Archie, revirando os olhos como eu.

-- Eu que pergunto, por que esse Moleque ta aqui? Perai, vocês dois? Agr -- Archie geme frustrado.

-- Não me chama de Moleque cara -- Dean se altera. Ele é grande, muscoloso e tatuado como eu, passa uma pose de mal, mas na verdade ele é um dos caras mais gentis que já conheci. Desço as escadas.

-- Qual o seu problema? -- Pergunto furiosa a Archie.

-- Qual o meu problema? -- Ele ri irônico -- Você dormiu com esse cara -- Ele revira os olhos.

-- Sim, a gente dormiu junto, e se eu me lembro, você me aconselhou a fazer isso -- Digo chateada.

-- NÃO COM ESSE CARA, ou cara nenhum, acabo de retirar o que eu disse -- Archie grita. E Dean fala na mesma hora " Não fala assim com ela cara " ignoro, não preciso que ninguém me defenda.

-- Não. Ouse. Falar. Assim. Comigo -- Minha voz é mortal. Archie suaviza a expressão arrependido.

-- Desculpa -- ele pede. Não respondo.

-- Vamos todos nos acalmar -- Mamãe pede, ela também parece surpresa de velo aqui, apesar de já ter nos visto juntos no bar, como amigos, claro. Mas mamãe e FP o cohecem, ele é o veterinário da cidade e sempre esteve aqui em casa vendo o Thor no passado.

-- Eu e você vamos ter uma conversinha -- Archie fala pra Dean. Está cuspindo fogo.


-- Veronica acalma ele -- Diz FP

-- Eu? Sem chance, quando se trata da Betty, ele vira uma mãe canguro, super protetora -- Minha amiga fala séria e eu sou obrigada a dar uma risadinha, Archie fecha a cara mais ainda.

-- O que você disse Veronica? -- Ele olha pra ela pasmo e pergunta.

-- Disse que te amo amor -- Ela diz fingida e pisca pra mim.

-- Eu to indo, bom dia a todos -- Dean fala com suavidade e educação, sei que ele ta se segurando pra não falar poucas e boas pra Archie, por mim. Mesmo ele sendo um das pessoas mais gentis que conheci, ele não gosta de levar dessaforo pra casa

-- Não vai não, vamos conversar --

-- Não Archie!! Pode ir Dean -- Archie me fuzila e Dean fica confuso se me beija, se fala algo, ele decide não fazer nada e sai. Quando a porta bate, Archie fala.

-- É serio Betty? Logo ele? --

-- Qual o seu problema com ele? Nem se conhecem direito Archie -- Bufo.

-- Jughead odiaria esse cara, qualquer cara na verdade, então eu também odeio -- Ele diz sério e minha garganta se fecha, minha irritação vira dor e raiva, meu semblante muda, meus olhos se enchem de lágrimas, eu explodo.

-- ELE NÃO TA AQUI PORRA, TALVEZ EU ESTEJA COM TANTA RAIVA DELE POR ISSO, QUE EU TENHA DORMIDO COM O DEAN OU TALVEZ, EU SÓ TENHA CANSADO DE FICAR SOZINHA, QUE IMPORTÂNCIA ISSO FAZ? -- Todos me olham de olhos
arregalados, acho que nunca me viram gritar um palavrão, Archie fica culpado, mas não ligo. Viro e subo as escadas correndo, bato a porta com força. Então foi por isso que dormi com Dean? Por que estou com raiva demais de Jughead por morrer e me deixar aqui sem ele? Ou por que realmente não quero ficar sozinha? E sabe o pior disso tudo? Eu não me sinto culpada, eu não sinto nada.

QUASE 2 ANOS DEPOIS DA MORTE DE JUGHEAD.

Eu e Dean estamos "juntos" a alguns meses. Não somos um casal, mas as vezes dormimos juntos, no começo, foi apenas um sexo casual, mas agora rola até umas conversas mais profundas e algumas risadas. Gosto do fato dele não espera de mim, ter um encontro, andar de mãos dadas, ir ao cinema, sair pra jantar ou até mesmo dormir abraçados, não fazemos nada disso, por que eu não quero e não ligo, e ele respeita isso. Nossa relação é baseada em sexo e conversas antes e depois, somente. As vezes ele fica pro café ou jantar, por que minha mãe o convida pra ficar. Da minha parte, é só sexo, com alguém que aprendi a nutrir carinho, não existe amor, nem mesmo paixão, e ele sabe disso. Nossa relação é fácil e sem importância, bem, até agora. 


-- Betty, não estou pedindo que seja uma dona de casa e nem que me der filhos, só quero compartilhar a mesma cama com você todos os dias, e andar de mãos dadas, essas coisas inúteis... -- Meu Deus, engulo em seco, Dean acabou de me pedir pra ir morar com ele. Dean já sabia que Jughead morreu e no meio disso o nosso filho também, mas ontem, acabei contando uma parte da história que faltava, falei de Hiram e do meu desejo de matalo, e que venho a 2 anos buscando e me preparando pra isso. Pensei que assim ele me " largaria " estávamos ficando mais próximos e isso me deixou em alerta. Mas ao contrário do que pensei, ele não me largou e foi embora, ele está aqui, na manhã seguinte, me pedindo pra ir morar com ele, sermos oficialmente um casal.


-- Dean, não posso me casar com você -- Não me desculpo, não tenho por que fazer isso. Ele fica sentido.

-- Por que não? -- É serio que ele ta me perguntando isso? Ele sabe a resposta.

-- Por que eu não te amo -- Ele não parece surpreso com minhas palavras, mas sim magoado.

-- Eu sei -- Ele engole em seco, continua
-- Eu não ligo, por que mesmo não me amando, a gente se da bem, é divertido e leve estar com você, a gente se entende.

-- Mesmo assim eu não posso -- Digo e me levanto da cama, graças a Deus estou de pijama dessa vez.

-- Por que? -- Ele não vai parar de disser isso mais? Ele se levanta, e vem até mim.

-- Por que eu ainda o amo, e sei que vou amar pra sempre -- Digo firme.

-- Ele morreu Betty -- Dean diz, como se tentasse me fazer acordar de algum sonho. Engulo em seco, sempre que alguém diz isso, meu peito se aperta.

-- Mas isso não muda o meu amor por ele, e... -- Me calo, antes que eu compartilhe coisas que só cabem a mim.

-- E? -- Dean me encoraja.

-- Nada -- Digo fria.

-- Você se sente culpada em seguir em frente, em encontrar felicidade, em viver sua vida da melhor maneira que consegue, Betty ele ia querer que fosse feliz -- É exatamente assim que eu me sinto, engulo em seco, não posso fazer isso com Jughead, não posso. Não falo nada, permaneço em silêncio, com a garganta apertada. Dean se aproxima e toca meus braços que estão cruzados, com gentileza.

-- Olha, não vou disser que quero cuidar de você, por que sei que você não precisa, e também não quero tomar o lugar dele na sua vida, Eu respeito tanto a história de vocês, e eu entendo você o amar pra sempre. Eu só quero estar com você, me deixa te fazer companhia, ser seu parceiro, compartilhar momentos bons e ruins, você sabe que não seria tão ruim assim -- Ele é paciente e carinhoso, e me surpreendo com sua colocação sobre meus sentimentos quanto a Jughead. Ele é realmente um cara extremamente gentil e maravilhoso. 

-- Eu sei -- Mordo o lábio, no fundo, estar com Dean é bom. Ele me passa segurança e tranquilidade, coisa que eu e Jughead nunca tivemos.

-- E o fato de não me amar, não deixe ser um empecilho, tenho amor por nós dois, o seu carinho é o suficiente pra mim, e não adianta negar, sei que sente carinho por mim -- Por que me sinto tão fraca? Ou é Dean que está falando exatamente as coisas certas? Perai, ele acabou de falar que me ama? Meu Deus, me obrigo a fingir que não ouvi isso, não saberia lidar com isso, deixo esse fato de lado, até por que, acho que ele nem se tocou que disse isso.
Mesmo não o amando, não sei se consigo me abrir a esse ponto pra ele, de literalmente dividir uma vida. Não sei se serei capaz um dia, seja com ele ou qualquer outra pessoa.

-- Preciso pensar -- Não Betty, merda, não diga isso, não de esperanças a ele. Mas quando vejo, já disse. Seus olhos se iluminam com minha resposta, qual o problema dele? Ele me olha como se eu tivesse dito Sim. Bom, talvez ele tivesse certeza que eu diria um NÃO bem grande.

-- Claro, claro que sim, lembre que o Thor me adora -- Ele sorri, e em seguida beija meus lábios. E sou obrigada a rir também. 

-- Preciso tomar um banho, te vejo depois, ok? -- Não espero sua resposta, me solto dele e vou direto pro banheiro. Fecho a porta, me sento no chão e apoio o rosto na parede. Não sei o que pensar, o que disser, como agir.

...

Acho que foi o banho mais longo da história. Fiquei por 1 hora inteira dentro da banheira.
Seco o cabelo, visto meu uniforme de todos os dias, calça e moletom preto. Quando saio do quarto, vejo Thor deitado na minha porta, quando ele me Vê, abana o rabo, me agacho, faço um carinho nele.

-- É uma pena humanos não poderem se casar com cães, você seria o companheiro dos meus sonhos -- Ele da um gemido e lambe minha mão, sorrio. Me levanto.

-- Venha, vamos passear um pouco -- Chamo Thor e ele me segue.

Ouso vozes em sussuros na cozinha, parecem estar discutindo. Quem discute em voz baixa? Me aprixomo por instinto, então paraliso quando ouso meu nome, e logo penso, estão falando baixo, por que não querem que eu ousa.

-- Vocês não estão pensando em esconder isso dela né? Mesmo sabendo o que aconteceu da última vez que você deu esperança, temos que confiar que ela não vai fazer aquilo denovo -- É a voz de Dean. Ele fala de novo -- Alice, você concorda comigo né? Veronica? --

-- Eu não sei, to confusa -- Mamãe fala.

-- Eu to com você e Archie -- Ve fala em seguida. Dean suspira aliviado 

-- Archie você tem certeza disso? -- FP fala firme.

-- Eu sei que é ele, eu sinto, ela precisa saber, FP você não vai me impedir de falar -- Archie fala autoritário, meu peito bate mais forte, será que ele encontrou seu corpo? Mas ele continuou procurando? Entro na cozinha, e quando todos me veem, se calam. Ando firme até Archie, de todos ali, sei que ele será o único a falar sem rodeios.


-- Me conta -- Digo olhando dentro dos seus olhos, fico ansiosa, meu peito sobe e desce, ele me olha com um brilho diferente. Parece estar escolhendo as melhores palavras.

-- Fala Archie -- Peso em desespero, já sentindo meus olhos se encherem, ele finalmente achou o corpo de Jughead, ele tinha dito " Eu sei que é ele, eu sinto " ele nunca disse isso antes.

-- Eu o encontrei Betty -- E então ele fala as palavras tão sonhadas pra mim, as lágrimas veem como ondas, e trasbordam dos meus olhos, meu peito sobe e desce rápido. Finalmente vou poder enterrar o amor da minha vida ao lado do meu filho. Em meio as lágrimas, falo.

-- Você achou o corpo!! -- Afirmo, emocionada. Por que achar o corpo dele é tão importante pra mim? Por que foi tudo que me restou, a última coisa que eu poderia fazer por ele.

-- Não -- Archie fala com ainda mais brilho no olhar, não entendo, fico confusa.

-- Como assim? -- Pergunto já me sentindo frustrada, estou nervosa, muito nervosa, não faz sentindo. Archie se aproxima, coloca uma mão no meu rosto e com emoção fala.

-- Eu o encontrei Betty, ele ta vivo -- O choque me toma, meus olhos se arregalam, meu peito sobe e desce ainda mais rápido, meu coração falha uma batida e um sorriso se faz nos meus lábios, enquanto choro lágrimas silenciosas, tomada de surpresa e emoção.

-- Ele ta vivo? Jughead ta vivo? -- Archie faz que sim e me jogo com tudo em seus braços, e choro de soluçar. Nada mais importa pra mim agora, sinto os caquinhos do meu coração começarem a se remendar. Uma euforia me toma, sinto meu corpo tomado de adrenalina, e pela primeira vez, em muito tempo, sorrio de alegria, e me sinto viva outra vez. Penso por um segundo ser um sonho, mas não é, é real, eu consigo sentir tudo outra vez. 

 


Notas Finais


Não fiz Hot da Betty e do Dean, por que tenho medo de vocês odiarem e me baterem 😅 vocês são fieis demais ao nosso casal Forever.

Me digam se querem um hot, ok? E se gostaram da mudança.


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