1. Spirit Fanfics >
  2. Intensity >
  3. You?

História Intensity - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Mais umm, ótima leitura 💖

Capítulo 4 - You?



Emily Point Of View

 01:03 a.m. 


— Bom, acho que já terminamos. 

— Isso foi ótimo! Não estou sentindo nada. Até o formigamento não tá mais. - a Lauren diz enquanto se ajeita melhor na cama. 

Quando abro a boca pra falar mais alguma coisa ouço umas aceleradas de carro bem forte como se estivesse na frente da casa. 

— Acho que é meu filho. A Maria deve ter ligado pra ele. - ela diz calma como se tivesse lido meus pensamentos.

— Ah, você tem filhos? - parece uma pergunta mais pessoal pra ser feita. Mas depois de ter contado tudo oque rolou na minha vida não me importo, a conversa fluiu naturalmente. Essa sessão foi melhor do que eu imaginava. 

— Só tenho um. O Ryan, apesar de me dar muita dor de cabeça e sustos, as vezes ele é sempre um doce. - ela diz com um sorriso evidente no rosto. 

— Geralmente meninos são mais levados mesmo. - digo com um sorriso enquanto guardo o resto das coisas na bolsa. — Eu vou pegar o gelo, você vai ter que deixar um pouco sobre a região. - digo apontando para o final das suas costas. Apesar de ter feito a massagem e os exercícios quero deixar ela mais confortável e relaxada o possível. 

— Você não precisa querida, a Maria pode... - e antes que ela termine a porta é aberta rapidamente por um cara de aproximadamente uns 23 anos eu acho. 

— Porque não me avisou mãe? Eu vim o mais rápido, como você está? - ele diz enquanto se aproxima da Lauren e se sentando ao lado dela sem me notar. 

— Eu estou bem filho, pode ficar calmo. A Emily tem mãos de fada! - ela diz apontando coma cabeça em minha direção e só agora ele me olha. 

Ele me analisa com uma expressão um tanto quanto confusa enquanto me olha de cima a baixo, e eu sinto o mesmo. Agora olhando diretamente pra ele acho que o conheço de algum lugar, só não consigo lembrar de onde.

— Oi, sou o Ryan. - ele diz enquanto se aproxima com um sorrisinho de lado e esticando a mão. 

— Emily. Desculpa perguntar, mas a gente já se esbarrou alguma vez? - pergunto direta enquanto aperto sua mão.

— Não sei, eu tenho a mesma sensação. - ele diz com um sorriso e forço ainda mais a mente tentando lembrar, mas sem resultados. 

— Você sai tanto filho, devem ser se encontrado alguma vez. - A Lauren fala pegando nossa atenção. 

— É deve ser. E a Marry? 

— Ela não pode vir. A Emily veio no lugar dela, e também é ótima. - acho que é o meu décimo elogio essa noite, ela é muito simpática.

— Obrigada Lauren, eu vou indo pegar o gelo ok. - digo com um sorriso já indo em direção a porta. 

— A Maria poderia trazer, você não precisa ir. - ela diz com uma expressão singela e calma.

— Não, por mim tudo bem, não me importo. Eu já volto. - digo e recebo um sorriso afetuoso dela. 

Saio do quarto e desço as enormes escadas parando na entrada da sala e ando mais alguns metros passando pela sala de jantar. O tom do branco com azul dá um ar sofisticado e calmo no ambiente, junto com os quadros ela tem verdadeiramente um bom gosto. 

Vou mais adiante passando pelo corredor que creio que dará em direção a cozinha e acerto meu pensamento. É uma cozinha enorme e com todos os móveis e eletrodomésticos brancos com pequenos detalhes em azul claro. 

Passo meus olhos e não encontro mais ninguém por aqui, acho que a Maria já tenha ido embora. Abro o congelador e retiro a compressa de gelo como a Lauren tinha pedido pra Maria colocar antes de ir.

Enquanto fecho o congelador tenho uma sensação de estar sendo observada, me viro rapidamente e não há ninguém. Provavelmente é coisa da minha cabeça. Minhas pálpebras já estão começando a pesar, e hoje, ou melhor ontem, foi um dia bem cansativo. 

Ignoro a sensação e subo as escadas novamente, até um elevador tem aqui. Meta de vida isso sim. Entro no quarto e o filho dela não está mais aqui. 

— Você vai ter que deixar pelo menos por 20 minutos, se incomodar você pode tirar. Amanhã você já pode substituir por uma compressa quente se preferir. - explico e dou um breve sorriso pra ela. - e pode seguir a medicação normal que a Marry passou, e lembre-se de sempre tomar os comprimidos após comer. E não tente fazer nenhum movimento brusco. Bem... Acho que é isso. - digo finalmente relaxa. O que mais preciso é de um bom banho quente agora.

— Você é um anjo querida, muito obrigada. Estou me sentindo dez vezes melhor. E em relação ao pagamento eu já pedi seus dados a Marry e já depositei o valor... 

— Não! Não precisa sério, esse atendimento é como um aprendizado pra mim não preciso que a senhora pague nada. - não quero me aproveitar desse momento, isso é como se fosse um estágio, só que mais legal. 

— Já está feito, e eu não aceito devolução, não vai nem me fazer falta. Só aceite, ok? Você se mostrou além do que eu imaginava e foi demais! Espero ver você em breve, pra pelo menos um almoço ou jantar você decide. - essa mulher é um amor. 

— Eu agradeço muito senhora Butler, mas não.. 

— Sem mais. E sem senhora, me sinto velha. - ela diz com uma voz como se estivesse sendo rigorosa e não posso evitar não rir. — Descance agora Emily, se quiser pode dormir aqui, já está tarde. 

— Agradeço muito, mas eu pego um táxi é bem rápido. - me aproximo e dou um breve abraço nela, não imaginava que ia ter uma relação assim com a "paciente", mas ela é um doce. 

— Tem certeza? Você tem meu número não hesite em me ligar se precisar ou se apenas quiser, certo? - por alguns segundos penso na sua oferta, pois estou com uma sensação ainda estranha, mas novamente ignoro. Só preciso dormir.

— Sim. Obrigada mais uma vez, boa noite Lauren. 

— Boa noite querida. - ela diz e fecho a porta já descendo as escadas e indo em direção a porta. Pego meu celular na bolsa pra ligar pro táxi e vejo algumas mensagens da Molly e o do Davi perguntando como foi. Saio da casa e sinto o vento frio sobre minha pele. E até uma pontada de fome, com uma certa tontura. Me alimentei a última vez de manhã e foi apenas uma fruta, só agora percebo que ao decorrer do dia não tive nem tempo nem pra me alimentar, céus. 

Após ser atendida resolvo caminhar até a saída do condomínio pra aguardar o táxi enquanto vou lendo as mensagens dos meus amigos.  

Quando estou prestes a responder um carro freia bruscamente na minha frente, fazendo eu saltar e dar uns paços pra trás. Quando abro a boca pra xingar esse maluco, sinto todos os pelos do meu corpo arrepiar. 

Não. Não, ele não... 

— Que tal uma carona, gata? - O tal do Justin fala com um tom sarcástico, fazendo eu sentir um nó na garganta e a tontura cada vez mais forte. 

— E-eu não posso. - É a única coisa que eu consigo falar no momento minha cabeça está girando e eu não tô conseguindo se quer raciocinar que porra tá acontecendo aqui. 

— Achou que ia jogar bebida na minha cara e ia ficar por isso mesmo? Acho que você não me conhece não é mesmo? - ele diz enquanto se aproxima e não tenho nenhuma reação se quer. 

— Me desculpa cara. Eu tinha bebido... - dou uma pausa pois tô sentindo tudo girar ao redor. Que dia ótimo pra não se alimentar Emily, que ótimo. 

— E não inventa de fingir que tá passando... - antes que ele termine de falar tudo fica turvo e não consigo ver mais nada. 


Justin Bieber Point Of View


— E não inventa de fingir que tá passando mal. - antes que eu feche a boca o seu rosto fica mais pálido e o seu corpo cai, fazendo eu me aproximar rápido e pegar ela nos braços. 

Talvez ela seja uma boa atriz ou está mesmo desmaiada. O seu rosto pálido não nega minha dúvida. Coloco ela no banco do carona e coloco o cinto com as mãos ainda a segurando pra que o seu corpo não caia enquanto fecho a porta rapidamente. Justin Bieber de babá, essa merda é nova agora. 

Dou a volta e me certifico que ninguém tenha visto a cena aqui. Entro no carro e arranco a observando enquanto seu peito sobe e desce devagar.

— Eu já estou com ela. Tô indo pra casa. - falo ao atender a ligação do Ryan. 

— E por que ela não tá gritando? 

— Ela desmaiou. Liga pro doutor Oliver. - O Oliver era um velho conhecido nosso que sempre cuida da gente quando alguma merda rola e não dá pra ir pro hospital, levantaria suspeitas demais. 

— Você bateu nela, seu filho da.. 

— Se terminar essa frase eu quebro sua cara, eu tava falando com ela e ela desmaiou e tá muito branca. Deve ser só uma queda de pressão. - digo e atrevesso um sinal fechado com tudo. 

— Beleza, vou ligar pra ele. - ele diz e finaliza a ligação. 

Um barulho de toque de telefone começa e estico o braço pegando de dentro da bolsa dela o seu celular. Mostra o nome "táxi 3"  provavelmente era o táxi que ela tava esperando lá. Ignoro a ligação e jogo o celular dentro da bolsa. 

Chego finalmente em casa e paro o carro na entrada. Dou a volta e abro a porta a segurando enquanto tiro o cinto e pegando seu corpo a carregando pra dentro de casa. 

— Senhor. - um dos meus empregados me comprimenta enquanto passo por ele. 

Não vejo o Ryan por aqui e apenas subo com ela. Coloco o seu corpo na cama do quarto de hóspedes e ela nem se quer se mexe. Estico minha camisa que ficou toda amarrotada e e em seguida ouço a porta sendo aberta pelo Ryan que vem com o Oliver. 

— Qual problema temos aqui? - ele diz enquanto coloca sua maletinha em cima da cama. 

— Sem tiros hoje, eu tava conversando com ela e ela desmaiou. - digo simples mexendo no celular. 

— Simples assim? Por que você acha que ela desmaiou? - ele já diz tirando um monte de coisas e pegando um aparelho de pressão. 

— Deve ter sido o susto ou alguma porra. Faça o seu trabalho e quando terminar me chame. - digo e saio do quarto ouvindo os passos do Ryan atrás de mim. 

— Vão procurar por ela, você sabe. - ele diz como se desse um aviso

— Quando ela acordar eu decido o que vou fazer. Só preciso fumar um agora. 

— Não faz nenhuma merda. Minha mãe amou ela. - ele diz enquanto se joga no sofá. — E ela viu a cena da janela, então eu tive que explicar por que o queridinho praticamente sequestrou ela. 

— E você disse? - pergunto me sentado e pegando o isqueiro no meu bolso. 

— Sim. E ela disse que vai te matar se fizer alguma coisa. Só passaram horas juntas e ficaram amigas inseparáveis. Mulheres. - ele diz com um sorriso enquanto da uma tragada no seu cigarro 

— É por isso que tem 22 chamadas perdidas dela então? - levanto o celular e rimos juntos 

Depois de atender a Lauren e ela fazer eu prometer no mínimo 4 vezes que eu não ia fazer nada com a Emily o Oliver desceu e eu tive que desligar. 

— Já a examinei. Provavelmente foi uma queda de pressão e ela estava desidratada, já a coloquei em um pouco no soro e depois di um sedativo, possivelmente ela só vai acordar de manhã. Ela tem que tomar essas vitaminas durante três dias. - ele me diz enquanto me entrega o papel.

— Valeu seu puto. Qualquer coisa eu chamo. 

— Sempre é um prazer, Bieber - ele ironiza e sai. 

Decido tomar um banho e tentar pensar em alguma coisa pra a Emily. Isso não vai ficar de graça. 

Não mesmo.




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...