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História INTERATIVA. O labirinto - Assassinato na mansão Chevalier - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


O vestido abaixo foi a escolha para o que Blair vai vestir durante a comemoração.

O capítulo é "promocional", os capítulos em si quando receber todas as fichas eu espero que sejam bem maiores, espero que curta :)

E se você caiu aqui por curiosidade, ainda há tempo de entregar uma ficha. Reserve sua aparência e leia as regras, estarei esperando ;)

Capítulo 2 - Amor


Fanfic / Fanfiction INTERATIVA. O labirinto - Assassinato na mansão Chevalier - Capítulo 2 - Amor

Blair acorda novamente nos braços de Aspen, sua mente despenca para uma enxaqueca latente, mas suportável, já era esperado pela loira. A garota risca uma unha levemente sobre o rosto do rapaz adormecido, observar a linha da mandíbula e termina seu traço na pele bronzeada por ali, respira desconfortável com algo. Seu corpo desliza pela cama até o carpete com cuidado para não despertar Aspen, o quarto do rapaz está diferente desde a última vez em que esteve ali, livros estão espalhados pelas mesas, fotos da viagem de Londres coladas na parede, junto a tantas outras que nunca estiveram ali e dois ou três copos de chá ao lado do notebook. Desorganização não era do tipo de Aspen, ela pensa. Nota-se que não está cedo nem muito tarde, os dois haviam aproveitado a casa vazia para completarem o que não havia sido feito noite passada, mesmo que tenha sido por um horário um tanto curtos. Apenas com a parte de baixo da lingerie, Blair vasculha o closet que continham em grande quantidade roupas no tom de bege e marrom, se veste com um dos casacos marrons e caminha silenciosamente para a fora do cômodo.

A cabeça da garota agora está uma confusão de dores, parece que algo a acertou tão forte pelo lado de dentro que ela podia jurar que seus miolos iriam pular pelos ouvidos a qualquer momento. Sua visão fica turva por um momento e ela se vê obrigada a jogar um pouco d’água no rosto na pia da cozinha, ela range seus dentes e franze o cenho tentando mentalizar que a sensação iria passar e aos poucos a dor vai se dissipando até não ficar tão incômoda. Seus cabelos tocam os lábios fortemente avermelhados, mesmo estando uma bagunça, Blair Chevalier continua estonteante. Não demora muito para a loira perceber o homem na enorme janela da outra casa a espreitando enquanto segurava uma caneca de bebida fumegante. Devia estar perto dos quarenta, cabelos tornando-se grisalhos, barba na mesma tonalidade e seu porte físico é forte, com músculos bem torneados pela camisa cinza, Blair não se atrevera a analisar o resto do pacote sob a calça moletom. O vizinho espião finge uma tosse e desvia o olhar para qualquer lugar dentro da própria casa, estava envergonhado, era um fato, mas a loira apreciou seu constrangimento, talvez pelo instinto em está com domínio sobre as pessoas.

A garota se aproxima da janela da cozinha fixando sua mão no vidro, e ainda um pouco tonta ela soprar o ar na superfície deixando o vidro embaçado e escreve com o dedo :
“Está Ok”
Talvez ele nem tenha entendido o que estava escrito, mas a linguagem corporal da loira entregava a mensagem perfeitamente. Ao mesmo tempo os dois passeiam suas mãos em seus abdomens até por debaixo de suas roupas inferiores, parecia que ambos sentiam a troca de prazeres mesmo estando a metros de distância um do outro, Blair arfa enlouquecida com aquela situação e descança sua testa sobre o vidro, junto a sua outra mão que continua solitária estremecendo vez ou outra. Por agora, suas dores sumiram, seu único lamento era não poder tocar na outra pele quente.
-Blair - Uma voz a chama, a voz de Aspen diante da entrada - O que está fazendo?
Seus lábios se espremem, contendo-se para não dizer “merda”.
-Eu não queria acordá-lo, querido - A loira responde, ela não precisaria explicar tanto, contanto que o vizinho não seja visto.
-Nunca é um incômodo quando se trata disso - Ele diz rodeando seus braços na cintura da namorada e ela ri quando recebe um beijo no pescoço, dando até tempo de checar a janela vizinha e constatar que o homem não está mais lá - Mas não pense que eu sou um idiota.
- O que está querendo dizer? - Ela indaga tendo cuidado para não entregar a si mesma por um nervosismo involuntário.
-Estou dizendo que antes de você me trair… Eu te mato.

...

"Uma garota precisa de tempo para assimilar as mudanças que estão ocorrendo ao seu redor e dentro de si mesma, diferentemente dos homens, para nós, sobreviver em sociedade é uma saco. Não é como se estivesse reclamando de tudo que eu disponho, mas porquê diabos tudo tem quem ser tão difícil até para uma garota como eu? E porquê diabos eu sinto que tempo é algo que está se limitando tão rápido?"

-Blair? - Três estalos dados pelos dedos de Gennevive fizeram a loira voltar para a realidade fora de seus pensamentos.
-Ah, Sim? - Ela indaga, ainda um pouco desnorteada.
-O dourado ou o preto? - A mais velha questiona, como se desse continuidade ao que falava antes, voltando a atenção ao ipad.
-Dourado - Blair responde desinteressada, bebendo um pouco do chá já frio da xícara florida.  

-Querida, está acontecendo alguma coisa? Está estranha desde que voltou da casa dos Grant. - Ambas estavam na grande mesa de jantar, pesquisando sobre roupas de festa.

-Está tudo bem. Eu só estou pensando em algumas coisas.

-É sobre Aspen? - Gennevive indaga pondo sua mão sobre a da filha - Tudo bem chorar um pouco no meu ombro se assim quiser.

-Quem a senhora acha que eu sou? uma garotinha que chora ouvindo without you da Mariah quando tem a primeira briga com o namorado? - Blair tenta disfarçar a fragilidade que tinha em relação ao assunto no momento. Mas Gennevive a lançou um olhar como a de quem já soubesse o que se passava, embora Blair odiasse ter que admitir coisas assim para qualquer pessoa, ela precisava falar sobre a estranha sensação - … Acho que quebrei a confiança que ele tinha em mim por coisas que fiz, mas é estranho, antes eu não me importaria tanto, mas agora eu me sinto muito mal por isso. Eu não me arrependo de ter feito o que fiz, mas acho que tenho medo de perdê-lo.

-É porque você o ama. Eu não sei o que você fez, mas filha, agora você tem certeza que dizer “eu te amo” não são palavras jogadas ao vento, você amadureceu. E se ele te ama, cedo ou tarde ele te perdoa - Gennevive parecia mais feliz que nunca, talvez estivesse pensando em um possível casamento ou por finalmente ter tido uma conversa sobre sentimentos com a filha.

Era estranho. “Amor”, tanto tempo Blair rejeitou a ideia de amor ou tinha uma outra visão, pensava que era um sentimento momentâneo que as crianças sentem pelos pais até atingirem a puberdade, não tinha ideia de que paixão poderia se transformar nessa concepção tão grudenta e sofrida.

Seu celular vibra, era ele.
“Podemos nos ver?” a mensagem dizia “Acho que precisamos conversar sobre isso”.


***

O carro branco estaciona a poucos metros de Aspen que esperava pacientemente encostado em seu veículo. Blair o avista e respira fundo indo ao seu encontro diante daquele imenso lago cintilante.


-Como você está? - Ele pergunta primeiro.

-Como acha que eu estaria? 

- Não quis te assustar, você entende que foi força de expressão - Ele responde - Na verdade eu não queria começar aquela briga novamente, você já me falou que eram coisas da minha cabeça, mas se ponha no meu lugar.. - Aspen continua, mas logo é interrompido. 

-Eu vou ser sincera com você, eu e o seu vizinhos estávamos sim fazendo o que eu disse que era sua imaginação - Blair atirou as palavras com precisão de alvo pois Aspen agora se via sem reação. 

-Então você mentiu para mim? - Sua raiva era evidente, mas não fez a garota recuar - Blair, eu achava que você me amava. 

-E eu te amo - A loira quase gagueja ao dizer isso com a precisão que essas palavras devem ter. 

-Seus sentimentos são tão grandes que precisa distribuir para outros caras? 

-Você é o único homem que eu realmente amei, o único que eu compartilhei inteiramente meu mundo, é dificil pra mim dizer isso e você sabe, mas eu te amo. E eu sei que você não faria mal algum a mim porque sente o mesmo. - A frieza nas palavras não era possível de ocultar um coração acelerado e olhos lacrimosos, ela estava falando a verdade. 


-Céus, por quê eu vim aqui? 

-Aspen, por favor, deixe-me acabar logo com isso, há mais coisas que você precisa saber...Eu o trai enquanto estava em Londres - A voz de Blair falhou, ela sabia que isso poderia acabar com tudo de uma só vez. O rapaz apenas voltou a encará-la, contido, mas furioso.

-Com quem? - Ele profere.

-Não importa - Ela rebate desviando o olhar.

-Com quem?! - Aspen altera a voz.

-Aspen, por favor! Eu não quero expor muito enquanto você estiver assim. Mas se você pudesse sentir o mesmo que eu, tocar a pele dele, talvez você me entendesse - Blair o fala.


 A conversa já havia dado o que tinha que dar, Aspen não queria ficar ali nem mais um minuto.  

-Querido, por favor, não vá. Eu só estou tentando ser honesta com você - A loira agarra o braço do maior e o tenta fazer ficar.
-Honesta? Agora você quer ser honesta comigo? - Ele se desprende da moça e se afasta.

-Se eu não estivesse, eu não estaria aqui de pé no frio falando sobre amor. Eu só quero que você entenda que somos mais que sobrenomes importantes, traições ou brigas, somos complementares, não importa o que façamos, nós sempre vamos voltar. E hoje, quero que saiba que estarei te esperando. 

-E você vai me pedir pra esquecer isso como se não fosse nada? - Ele pergunta, pronto para entrar em seu carro. 

-Não. Eu vou te pedir que me perdoe, porque acho que vai ser difícil continuar sem você do meu lado. Sabe, Aspen e Blair contra o mundo, como diziam no colégio - Ela ri em meio a uma contenção de choro.


Ele apenas dá um sorriso fechado de lado e balança a cabeça. O rapaz adentra o veículo e liga o motor, mas não parte, ainda. 


-Anos juntos e eu achava que te conhecia, até que você me aparece com essa. Blair Chevalier definitivamente consegue falar sobre amor verdadeiro - Ele sorri, ainda que angustiado. A garota o responde com o mesmo gesto, mas não sabia se aquilo significava que estava tudo bem. 


Ela não tem a chance de perguntar, o carro parte e a deixa com o forte bater do vento. Era para Blair se sentir aliviada com o que fez? Não funcionou, pelo menos não durante esse choque de adrenalina. Por engraçado que fosse, a ideia de festejar amanhã não será mais estimulante para a garota. 



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