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História (Interativa)Mundo de Magia e Fantasia.(Guerras, lutas, hot) - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Bem galera, na teoria esse capítulo deveria ser do Roger/Jennifer mas como a ficha da Jennifer demorou a chegar eu não preparei um roteiro decente pro capítulo, então para eu não fazer algo cagado decidi fazer o capítulo do Vincent e deixar o Roger/Jennifer para o próximo capítulo.

Capítulo 3:Roger/Jennifer.
Capítulo 4:Diraal.
Capítulo 5:Impetu.
Capítulo 6:Yura.

Por enquanto é isso, até mais. Boa leitura^^

Capítulo 3 - Capítulo 2 - Cavaleiro Negro.


Fanfic / Fanfiction (Interativa)Mundo de Magia e Fantasia.(Guerras, lutas, hot) - Capítulo 3 - Capítulo 2 - Cavaleiro Negro.

POV — Vincent Moonridge Varzand.

Atualmente: — Floresta do Lótus Vermelho:-Campos de Terafoll.

— Naquela manhã os passáros não assobiavam, o'que podia se ouvir era a calmaria da natureza, mas quando há calmaria também há tempestade, o silêncio deu lugar aos ruídos e desses ruídos veio uma sombra, ela corria através das folhagens predominantes daquele terreno. Logo atrás vinha uma segunda sombra, dessa vez montada em um cavalo negro como um cavaleiro do apocalipse. Em meio aos passos furtivos a primeira sombra parou de se mover virando-se para trás. Aquele era um homem jovem e alto vestido com um manto negro que descia até seus pés, ele olhou em volta enquanto se concentrava, o mesmo segurou o interior de sua manta retirando duas afiadas adagas de cabos negros.

— Ele as lançou em um movimento rápido fazendo com que as adagas girassem em alta velocidade na direção do cavaleiro. Quando elas se aproximavam do alvo em um movimento abrupto a espada da segunda sombra se moveu como um raio defendendo-se das adagas que se partiram em estilhaços. Aquilo deixou o homem do manto chocado, a velocidade do movimento do cavaleiro era quase surreal, só podia ser um aviso, ele não estava lutando contra alguém normal.

— "Hmf." disse o jovem de manto negro, ele tinha que preparar uma rota de fuga logo. Naquele momento ele tinha certeza que não havia chances de vitória enquanto ele não recuperasse sua mana.

— "Desista e pare de fugir." disse o cavaleiro enquanto descia de sua montaria.

— "Quem é você? Quem te mandou me matar?" perguntou o homem de manto enquanto se levantava.

— "Humf.. quem imaginaria que depois de tantos anos um dos filhos daquele verme ainda estaria vivo, não somente isso, a sorte nossa é que você não soube se esconder e ganhou fama pelo continente, foi bem simples rastrear seus passos com esse suporte que você nos deu." disse o cavaleiro enquanto retirava seu elmo.

— "Do que você está falando!? Quem são vocês!!?" perguntou impaciente enquanto puxava mais uma adaga.

— "Curandeiro supremo, ladino imperial, feiticeiro espiritual… mago sem aptidão… quantos nomes conhecidos você adquiriu.." disse o homem sorrindo. — "Você deve ser o último herdeiro do sangue do sol, o último descendente do sol nascente." disse o cavaleiro enquanto puxava sua espada. — "Vincent Moonridge Varzand hoje eu darei um fim a sua vida mizerável." falou enquanto empunhava a lâmina negra.

— "Eu não sei de que droga você está falando!" esbravejou Vincent com um sorriso forçado no rosto. — "Poha.. tsk... eu tinha planos para hoje." murmurou Vincent insatisfeito enquanto puxava sua adaga primária e partia ao ataque. Naquele momento ambas as lâminas se chocaram em um som agudo, os olhos de Vincent pareciam impacientes enquanto ele tentava segurar a força monstruosa que o braço do cavaleiro fazia.

— "Puta merda pai! Oque você fez que irritou tanto esses caras?!" pensou Vincent.

— "Não é hora de pensar nisso, apenas arranje um jeito de fugir seu merda!" disse o espírito que seguia Vincent ao longo dos anos.

— "Eu preciso de tempo! Não tenho mana o suficiente, preciso de mais um pouco de tempo." respondeu Vincent em seus pensamentos enquanto cambaleava para trás apertando os punhos e empunhando a adaga para frente.

— "Você deveria ter aproveitado a chance que teve, você podia ter fugido a muitos anos, bem, no fim das contas a sorte nunca nos abandonou." disse o cavaleiro enquanto ria. — "Aruanda tentou encobrir tudo sobre seu pai inútil mas acabou que o destino estava do nosso lado." falou enquanto desferia um golpe em alta velocidade.

— "Meu pai poderia ser tudo, mas ele nunca-nunca foi UM INÚTIL!!" contrariou Vincent enfurecido defendendo-se do ataque com a adaga enquanto movia sua outra mão fazendo com que o corpo do cavaleiro flutuasse e fosse arremessado a uma pequena distância.

— "PARE DE GASTAR SUA MANA GAROTO! USE A TROCA SOMBRIA! FUJA!!" gritou o espírito na mente de Vincent em súplica.

— "Ahg.." gemeu Vincent ofegante.

— "Você tem garra garoto.. eu admiro isso." disse o cavaleiro enquanto caía em pé. — "Você seria um soldado útil para o império, é uma pena que tenha nascido com esse sangue imundo do sol nascente." após proferir essas palavras a espada na mão do homem parecia ter sido consumida por uma forte energia, não somente isso, os olhos do cavaleiro se tornaram negros como a escuridão mais profunda de um abismo, como se fosse um ceifeiro da morte enviado do purgatório. — "Quando eu terminar com você, a maldição que atormenta meu povo será quebrada, o imperador Graykkon voltará a dominar este mundo, o império de Carstfield voltará a ser oque era antes... todo o esforço de Overland terá sido em vão." disse o cavaleiro sorrindo enquanto saltava na direção de Vincent.

— "Overland.. como você-Merda! Imperador Graykkon? Carstfield? Sol nascente? Maldição?! Oque eu tenho haver com isso? Oque meu pai tem haver com isso?" gritou Vincent em seus pensamentos enquanto tentava se defender do golpe.

— "NÃO É HORA DE REFLETIR SOBRE ALGO SEU BOÇAL! APENAS FUJA COM A TROCA SOMBRIA!" respondeu o espírito com uma voz de irritação, se Vincent fosse morrer nem mesmo ele poderia ajudar.

— "Droga!!" gritou Vincent enquanto recebia inúmeros ataques do cavaleiro negro. Cada choque que a espada criava com a adaga fazia os membros de Vincent hesitarem, ele nunca havia enfrentado um inimigo tão poderoso, todo seu corpo estremecia, era aquele sentimento de adrenalina, de estar próximo da morte.

— "Você sabe por quanto tempo o império espera pela ressureição do imperador? Tudo por culpa do sangue imundo de vocês, todo sofrimento que vocês causaram! Todas as mortes que vocês causaram com essa maldição!" replicou o cavaleiro em gritos estrondosos, as aves nas arvores começaram a cantar uma melodia infernal, como se fossem vozes do inferno.

— Por mais que Vincent tentasse revidar o inimigo era muito mais rápido que ele, a cada golpe seu corpo cedia mais para baixo. Suas pernas não conseguiam acompanhar a potência dos golpes, era algo que ele nunca havia visto. — "Pela milésima vez, eu não sei do que você está falando!" gritou Vincent movendo a mão mais uma vez afastando o corpo do cavaleiro com um tipo de impulso do ar.

— O cavaleiro não deu tempo para que o mesmo sequer respirasse, ele partiu ao ataque mais uma vez, cada golpe colidia e destruía os campos de força que Vincent criava até que a espada e a adaga se chocassem novamente.

— "Hisf… tenho que admitir, você não é um mago tão ruim assim… mas sua falta de mana o torna inútil." disse o homem enquanto forçava a espada na direção da garganta de Vincent.

— "Lhhs." gemeu Vincent segurando a adaga com as duas mãos, agora tudo que ele podia fazer era segurar aquela faca com todo resto de força que ele possuía. Era a primeira vez que ele via a morte de tão perto.

 — "Maldição.." falou Vincent com uma voz trêmula enquanto sorria forçadamente.

— "Rápido Vincent! Você não tem mais tempo! Ele vai te matar! - esbravejou o espírito na mente do jovem.

— "Só mais um pouco! Só um pouco de mana." respondeu Vincent.

— As mãos hesitantes do garoto tremiam enquanto o cavaleiro continuava pondo ainda mais força na espada, naquele momento Vincent sentiu que estava tentando segurar uma grande rocha que pesava toneladas, os olhos negros do cavaleiro pareciam estar entrando nas profundezas de sua alma, como uma agulha envenenada, tão fundo quanto o inferno, tão escuro quanto a penumbra.

— "Eu soube que sua família foi morta pelo barão vermelho? Sabe, eu nunca gostei daquele cara, achava ele muito arrogante e irritante, ele nunca cumpria os serviços da forma certa… mas eu agradeço a ele, pelo menos uma vez ele fez algo certo, eu espero que a morte deles tenha sido muito dolorosa." disse o cavaleiro sorrindo.

— Vincent o olhou paralisado enquanto sua mão parecia ter amolecido, a espada estava cada vez mais próxima de sua garganta. Mas ele parecia não se importar, era como se ele estivesse imerso em memórias do passado, a visão de todos seus familiares mortos, tudo aquilo estava de alguma forma nebulosa em sua mente.

— "VINCENT! NÃO DESISTA! PRESTE ATENÇÃO NA BATALHA! ELE SÓ ESTÁ TE PROVOCANDO! NÃO DEIXE O ÓDIO TE DOMINAR!" berrou o espírito na mente de Vincent.

— "Você… você.." disse Vincent com um olhar sombrio. — "Troca Sombria…" no instante seguinte ele desapareceu da visão do cavaleiro e de qualquer coisa que estivesse próxima dali, ele havia desaparecido do local como um fantasma.

….

— "Merda..essa foi por pouco! Você está bem?" perguntou o espírito.

— "Eu não… eu não sei… desculpe narrador.. eu estou cansado.. acho que vou dormir." disse Vincent enquanto se ajoelhava no chão.

— "Idiota! Você não pode cair agora! Temos que fugir! Fugir para o mais longe possível!" gritou o narrador tentando manter Vincent acordado.

— "Sinto muito.. mais eu não aguento.. mais.." naquele momento Vincent havia adormecido em meio ao campo de flores que o cercava.

….

— "Vincent!"

….

— "Vincent! Acorde!"

….

— Por um instante Vincent abriu os olhos se deparando com uma garota ajoelhada a sua frente.

— "Moço.. você está bem?" perguntou a garota com um olhar plerplexo.

— "Eu.. eu estou.." antes que Vincent pudesse terminar de falar ele já havia desmaiado.

….

— "Filho..."

— "P-Pai?" disse Vincent.

— "Ache seu destino.. não deixe que nada além de você te guie em sua jornada."

— "P-Pai!? Onde você está? Para onde você foi!?" disse Vincent.

— "Eu e sua mãe te amamos… seus irmãos estão orgulhosos… sei que você fará a coisa certa… salve nosso povo… salve Overland."

— "Pai!! Pai! Não vá! Espere!" gritou Vincent em desespero.

— "Pai!"

— "Pai!!" disse Vincent enquanto acordava trêmulo coberto por suor.

— "Vincent!" gritou o narrador.

— "Ah.. ah.. ah.." Vincent não proferiu nenhuma palavra enquanto ofegava. Ele apenas segurou o peito com um olhar profundo enquanto observava seu suor escorrer em pequenas gotas até atingir o colchão da cama.

— "Onde.. onde eu estou narrador?" perguntou Vincent confuso.

— "Uma câmponesa.. ela te salvou, você está bem?" perguntou o narrador.

— "Sim.. eu só… só tive um sonho estranho com meu pai." disse Vincent enquanto apertava o pulso com um olhar temeroso.

— "Você ficou desacordado por algumas horas.. estava me deixando preocupado." disse o narrador com uma voz profunda.

— "Narrador… aquele cavaleiro… ele sabia sobre Overland… ele disse algo sobre eu ser o último descendente do sol, além daquelas coisas sobre maldições e o império de Carstfield… eu não estou entendendo, você sabe algo sobre isso?" perguntou Vincent com um olhar indecifrável.

— "Droga… bom.. isso.. eu não achei que você precisaria saber…" - disse o narrador com uma voz calma.

— "Então você sabe… me conte.. que conexão Overland e meu pai e todos os acontecimento do passado tem com o império de Carstfield." disse Vincent com uma voz rouca e um olhar sério.

— "Seu pai… ele disse que eu deveria te ajudar durante sua jornada, sendo bem sincero, eu não sei grande coisa, ele apenas me falou o necessário, se você realmente quiser saber de algo terá que descobrir por si só." disse o narrador.

— "Sabe… isso que você disse não foi nada útil para mim." disse Vincent suspirando. — "E desde quando você consegue ser visto por outras pessoas além de mim?" perguntou Vincent curioso.

— "Hehe, garoto, os humanos não poderiam me compreênder, um dia você saberá a verdade sobre mim, mas primeiro você terá que descobrir a verdade sobre você." disse o narrador com uma voz brincalhona.

— "Tsk.. chato.. entendo.. bom, acho que isso me acalma um pouco." disse Vincent se levantando logo percebendo que havia bandagens pelo seu corpo. A garota realmente havia se esforçado para trata-lo.

— "Humf… parece que eu devo algo a essa garota." disse Vincent suspirando.

— "O'que você pretende fazer depois? Não podemos viver mais como antes afinal." disse o narrador.

— "Vamos.." Vincent parecia um pouco hesitante. — "Vamos voltar para minha cidade natal, vamos voltar ao império de Aruanda e encontrar minha antiga casa... é o único lugar que eu consigo pensar que talvez tenha algo sobre o passado... na verdade eu acho que já sei oque estou procurando, o diário do meu pai.. é a única coisa dele que eu nunca pude ler… ele fazia todas as anotações dele lá, pensando bem agora, o barão vermelho deveria estar atrás desse diário, meu pai deve ter mantido ele em segredo até o último momento… se tiver algo importante, só pode estar nesse diário." disse Vincent pensativo.

— "Esse diário.. acho que você já falou sobre ele antes… mas na época não o encontramos.. por que encontrariamos agora?" disse o narrador.

— "Não se preocupe, eu darei um jeito." disse Vincent sorrindo.

….



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