História Interconnected - Capítulo 43


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original, Sexo, Violencia, Yaoi
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Palavras 3.137
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 43 - Can Not Lose


Tivemos uma boa janta na casa da avó de Harley e ele pôde se despedir dela, deixando no ar a promessa de contato. Depois de deixarmos a casa dela, e fomos para o hotel. Tivemos uma noite tranquila e de manhã, já saíamos. Já estava na hora de irmos embora, finalmente poderei continuar de forma muito mais ativa do que antes.

Até tomei o cuidado de pedir para Gael vir nos encontrar. Ele me ajudado tanto, que claro que não posso o deixar de fora. Mas antes disto tudo, aproveitei que o tempo melhorou depois da noite de nevasca, e resolvi realizar o desejo de Harley. Era o que ele queria e eu não podia deixar que ele o fizesse, é direito dele. Contudo, não confio muito na segurança neste ponto, sendo assim, tive que pedir um favor ao delegado.

Que mandou um oficial para ficar ao redor da propriedade, para me ajudar a proteger Harley de qualquer eventualidade. O cemitério fica muito próximo a antiga casa dos Kalian, que de novo, eu só posso ver as ruinas do que foi uma mansão um dia, quase se parecendo com um castelo, mas hoje, não é nada além de pedras e de madeira velha, totalmente estragada.

O cemitério é bem calmo, amplo e com muitas sepulturas plantadas no chão, com alguns poucos memórias e mausoléus a distância. Como era de se esperar, o túmulo da família Kalian era um grande mausoléu de pedra com esculturas na frente e um pequeno quadro ao lado, com a foto de todos os enterrados ali.

Harley colocou flores em frente ao mesmo, que estava tudo sujo por folhas e limpo, deixando claro que ninguém os visita a bastante tempo. Nikolai claramente não vem aqui, pela forma descuidada como tudo está. Como ele queria ficar sozinho, eu lhe dei espaço, me afastando um pouco, o deixando ter um momento de pensamentos com ele mesmo.

É um local bonito, mesmo que esteja praticamente completamente abandonado, e não é só o mausoléu que está assim, todas as sepulturas e os túmulos ao redor estão desse jeito, com um aspecto velho, e um tanto sujo, mas ainda assim, não deixa se der um local bonito, talvez porque seja em uma colina e também por ter tantas árvores ao redor, além da grama que sinceramente, acho que precisa ser aparada um pouco, o mato está ficando alto em algumas partes.

Ao longe, eu podia ver o policial que o delegado mandara para ficar de vigia, ele caminhava lentamente em círculos, olhando para nós de vez em quando. Não está nada feliz em estar aqui, é claro, mas ao menos veio. Duvido que possa haver realmente algum problema, mas preciso ser cuidadoso de toda a forma, logo iremos embora, e eu tenho um mal pressentimento sobre o fato de terem me rondado por tantos dias no hotel que eu estava. Não sei sinceramente, até que extensão isto vá, mesmo que eu tenha usado dois carros.

-Já podemos ir embora. — Harley voltou para perto de mim.

-Terminou?

-Sim.

-E você está bem? — Eu perguntei. Ele parece bem mais calmo do que eu esperava, talvez ele esteja lidando melhor com tudo isto.

-Estou. — Diz. — Só é estranho...

-As fotos.

-É. Olho para elas, sei que são meus parentes, mas não consigo sentir nada por elas.

-Não sei se um vínculo poderá ser formado, já é tarde demais.

-Acho que só hoje me dei conta disto. Acha que eles estão em paz?

-Talvez sim, talvez não. Não há como saber.

-É...

-Quer voltar ao hotel?

-Acho que não adianta continuar aqui, não é mesmo?

-Se quiser ficar um pouco mais, pode ficar.

-Não precisa tirar uma foto deles?

-Sobre eles tem um arquivo com fotos, não vai ser necessário.

-O que vai acontecer quando voltarmos?

-Espero que o suficiente para que o assassino seja pego.

-Seja sincero, acredita que vai ser o bastante?

-Acredito que sim. Já demos muitos passos, é um trem sem volta.

-Eu espero que seja possível encontrar este assassino então.

-Não acredita mais que seja, não é mesmo?

-Não é bem...

-Às vezes nem eu acreditava, mas depois de tudo que consegui aqui, duvido que esta pessoa consiga sair impune.

-Melhor voltarmos logo então.

-Vamos.

Descemos a colina e fomos para o carro, o oficial nos seguiu, para manter nossa segurança. Entramos no carro, e seguimos de volta para a cidade. O oficial nos seguiu no carro de patrulha. A viagem foi longa, levou algumas horas para chegarmos de novo ao hotel. Eu estacionei o carro em frente e desci. O oficial desceu do carro da patrulha, mas não se aproximou.

-Obrigado por ternos acompanhado oficial.

-De nada. Tenha uma boa viagem. — Entrou de novo no carro e seguiu foi embora.

Harley também saiu do carro, entramos no hotel. O ajudei a terminar de arrumar as malas para irmos embora. O deixei descansando um pouco quando saí para devolver o carro alugado, já tinha devolvido o outro e depois que paguei, devolvi o que estava usando. Voltei para o hotel e de lá, peguei um taxi com Harley para irmos ao aeroporto. Depois de fazer os procedimentos inicias para embarcar, pedi para Harley esperar, lhe dando a mala de mão que eu levo comigo e vim ao banheiro.

Verifiquei se o banheiro estava vazio, vendo que sim, fiquei num canto e liguei para Gael.

-O que é?

-Sou eu.

-Se lembrou de mim depois de todo este tempo? — Gael bufou mal humorado ao perceber que era meu. Desde que cheguei aqui, não falei mais com ele, é um fato. Mas com tanta coisa, e tantos movimentos que fiz, nem tive tempo de ligar para ele. Ao menos, todo este tempo fez com que tenha boas pistas para trabalharmos, finalmente.

-Estou voltando. — Anuncie. — Vou embarcar no avião daqui a pouco.

-Conseguiu alguma coisa útil nesta viagem?

-Bem mais do que eu queria até.

-O quanto?

-Mais da metade do trabalho que não consegui aí. — Digo. — Por isto estou te ligando. Tem algo que consegui a mais que pode finalmente resolver o caso.

-Que é?

-Tenho uma foto antiga do suspeito, de quando era criança. Se for possível envelhecer esta foto, podemos lançar um retrato falado na impressa. — Conto. — E também encontrei com o possível cúmplice. Todo este caso pode mesmo se tratar de alguma vingança, muito mais de qualquer possibilidade de isto ter a ver com dinheiro, ou com os atos ilegais que eles cometeram.

-Sobre o crime mais antigo?

-Certeza que sim. Depois que mataram Liam, a família Kalian acabou, sobrando apenas um tio que está aqui e um sobrinho que desapareceu. Um filho escondido pelos pais e que perdeu tudo depois que o irmão mais jovem morreu.

-Me conte em detalhes.

Contei absolutamente tudo para Gael. Ele ouviu atentamente, em silêncio até eu terminar.

-Esta viagem se tornou bem mais viável do eu pensei que seria. — Comentou tão animado quanto eu.

-Valeu mais do que a pena.

-Venha me ver assim que chegar. — Pediu em tom de ordem. — Temos muito o que trabalhar.

-Eu que o diga.

-Me ligue assim que chegar. Vou te buscar no aeroporto.

-Não precisa. Eu vou passar em casa primeiro, passo aí logo depois. O voo vai levar algumas horas ainda. Mas entro em contato assim que pousar.

-Seja cauteloso.

-Sempre. — Desliguei, guardando o celular no bolso da calça. Lavei as mãos e saí do banheiro, esbarrando em alguém ao passar pela porta.

-Me desculpe. — Pedi educadamente. 

-Não é nada. — Ele passou de cabeça baixa, entrando enquanto eu saí.

A voz me pareceu familiar, olhei para trás, para ver quem era, mas o homem já havia entrado no banheiro. Uma sensação estranha me veio no peito, e eu não conseguia entender por que a voz familiar me incomodou tanto. Eu estava para entrar de novo no banheiro, só para ver quem era, mas Harley chegou me chamando.

-Sim?

-Por que ficou estranho de repente? — Harley perguntou, franzindo o cenho.

Não quis preocupar Harley, apenas por uma especulação.

-Por nada.

-Estou com fome. — Diz. — Podemos comprar algo para comer antes de embarcamos?

-Claro.

-Eu vi uma lanchonete em algum lugar por aqui.

-Falta mais uma hora para nosso voo, vai dar tempo.

-Faz tanto tempo que não como um bom hambúrguer.

-Vamos ver se achamos um. — Segurei a mão de Harley firmemente, o levando para fora do banheiro comigo.

Assim que saiamos, tive a nítida impressão de ter ouvido uma porta sendo aberta e passos atrás de nós. Mas ao olhar para trás, não vi ninguém. Achei estranho, nada comentei com Harley.

Procuramos pelo aeroporto por um local em que pudéssemos comer, achamos um. Quando encontramos, Harley fez logo seu pedido. Eu não estava com fome, não pedi nada. Paguei o lanche para ele, e sentamos. Observei ele se deliciar o lanche.

-Tem certeza que não quer? — Ofereceu o lanche para mim. Ele pediu um combo de batatas, refrigerante, hambúrguer, e uma mini torta de sobremesa.

-Pode comer a vontade.

-Seja sincero, tem algo errado? — Ele quis saber.

-Só estou pensando em como montarei o caso, só isto. — Peguei dele a pequena mala com todas as provas do caso, que eu deixei com ele por um momento. Não posso perder todas as informações e relatórios que consegui juntar.

-Nem voltamos ainda e já está passando em coisas assim?!

-É meu trabalho. — Eu digo. — Não precisa se preocupar com nada, coma a vontade.

-É bom, mas não igual ao que eu gosto.

-Compramos outro quando chegamos.

-Não estou tão esfomeado assim.

Esperei ele terminar de comer, enquanto conversávamos sob coisas aleatórias. Mantive o assunto vivo entre nós, mas me senti observado, e notei que um homem passou por nós algumas vezes, de cabeça baixa. Foram total de quatro vezes e depois sumiu. Apesar de pensar se não era só impressão minha, fiquei com a guarda alta, e louco para entrar logo no avião. Depois que ele terminou, ficamos um pouco mais, até ouvirmos a chamada para o voo. Levantamos e fomos para a área de embarque, passamos pelo detector de metais e seguimos direto para o embarque.

Entregamos a passagem e embarcamos.

Nos dirigimos a nossas cadeiras, eu guardei a mala no maleiro assim. E sentamos, Harley ficou perto da janela e eu ao seu lado, ao nosso lado estava sentado um homem que lia um livro. Colocamos o cinto e nos preparamos para as longas horas de viagem que temos que enfrentar, com a ansiedade de chegarmos finalmente voltarmos.

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-Nossa, estou morto de cansaço. — Harley se jogou no banco, soltando nossas malas.

-Viagens são sempre cansativas. — Deixo o restante delas perto dele, que se esticava no banco que era na verdade um ponto de taxi, em frente ao aeroporto. É bom estar de volta, especialmente com bons resultados.

-Eu estou com fome de novo.

-Podemos fazer uma parada rápida. — Eu digo. — Você pode comer no taxi.

-Tem que ir para algum lugar?

-Acho que pode imaginar aonde preciso ir.

-Trabalho?

-Exato.

-Quer ir direto?

-Vou te levar para casa primeiro. Quando chegarmos, eu quero que descanse.

-Melhor fazer algo para comer em casa.

-Não. Você está cansado, compramos algo aqui, assim você já come e descansa direto quando chegar em casa.

-Se você insiste...  Mas só se comer alguma coisa também. Não pense que não notei que não comeu nada o dia inteiro.

-Eu como. — Concordei, só para ele aceitar.

-Eu vou esperar aqui. — Ele disse. — Quero um combo.

-Sim, senhor.

-Engraçadinho.

Deixei tudo com ele, e foi até uma lanchonete, próxima ao ponto de taxi. Olhei rapidamente os grandes letreiros com os lanches, escolhi o que eu sei que ele gosta e um simples para mim, quando nem estou com fome. Esperei alguns minutos na fila e quando chegou minha vez, já fiz o pedido.

-Boa noite, quero um combo com babata e um hambúrguer, para viagem.

-38,50.

-No débito.

O atendente recebeu o pagamento e devolveu meu cartão, me entregando uma notinha com um número de espera marcado nesta.

-É só esperar.

-Claro.

Me afastei, ficando mais ao canto enquanto meu pedido era feito. Peguei de novo meu celular, e liguei para Gael que atendeu na hora.

-Já cheguei, vou passar aí em cerca de uma e meia.

-Estou esperando.

-Ei! — Fui repentinamente agarrado por trás por uma mão coberta por uma luva preta, o meu celular caiu no chão.

O homem era da minha altura e vestia um casaco com um capuz cinza, que era maior do que ele, cobrindo assim seu rosto. O homem me deu um soco, o qual eu revidei na hora. As pessoas perto começaram a gritar e a correr. O homem tentou me segurar de novo, mas eu segurei seu braço, e empurrei contra o chão, conseguindo subir em cima dele. 

-Quem é você? — O desconhecido não respondeu minha pergunta. Tive minha costela chutada por ele, me desiquilibrei, porém me mantive o segurando. — Chamem os polícias do aeroporto! Quem diabos é você?

Nenhuma resposta me foi dada, o homem começou a se debater no chão, tentando se soltar. Continue tentando o segurar firme, mas ele se debatia com força, tentando se soltar a todo custo e sua força estava ficando grande.

-Ítalo!

Harley chegou assustado, tentando se aproximar, mas o advertir.

-Fica longe!  — Gritei para ele.

O homem bateu a cabeça na minha, causando uma forte dor que me jogou para trás e me desorientou por alguns segundos. Acabei o soltando, mas ele não fugiu, partiu para cima de mim de novo. Tive que me colocar de pé de novo, ele me socou no rosto e eu devolvi o golpe, mas minha perna foi chutada, me fazendo perder o equilíbrio por um momento. Tive que o recuperar rapidamente, para socar de volta o homem. Ele quase caiu para trás, agarrei o braço dele e o jogou no chão novamente.

-ÍTALO! — Ele gritou desesperado, querendo se aproximar e eu rezando para que não. Ele tem que correr, não pode ficar aqui.

-Corre! Vai chamar ajuda! 

O capuz caiu da sua cabeça, revelando o rosto de Nikolai.

-Você está no meu país agora. Vai direto para a cadeia.

-E você deveria ir direto para o caixão. — Nikolai ergueu o braço livre tentando me socar de novo, o segurei, conseguindo evitar seu golpe, repentinamente senti algo penetrando minha carne e uma dor forte do lado esquerdo da minha coxa.

O impulso me fez ir para trás, ele conseguiu se soltar e avançou de novo contra mim, com uma faca de cozinha em punho. Consegui seguras pulso dele antes que atingisse meu pescoço, mas ele continuava a empurrando contra mim, a lâmina já se aproximava do meu pescoço.

-Você não vai conseguir nada. — Disse com a voz baixa, porém ofegante. — Só aconteceu o que deveria acontecer.

-Cretino! — Ele conseguiu soltar a mão e me atacando de novo, no último desvie o bastante para a faca pegasse no meu ombro e no meu pescoço. Gritei de dor ao sentir a lâmina afundar na minha carne e ser retirada de novo.

-Não! — Harley gritou e pulou nas costas dele, e o mesmo saiu de cima de mim, se voltando a Harley.

-Levanta e corre, corre agora, Harley!

Com desespero, vi Harley tentar se levantar, mas Nicokai o agarrar pelo cabelo e o segurar quando os polícias do aeroporto chegaram. Um dos polícias tomou a frente e começou a falar.

-Vamos com calma, amigo.

-Vão para o inferno. — Ele segurou Harley pelo cabelo e aproximou a boca ao ouvido dele, disse alguma coisa que o fez estremecer e chorar.

Minha perna estava sangrando e meu ombro também, mas a quantidade de sangue não era tão alta e mesmo com dor, eu sabia que não eram ferimentos sérios. Não hesitei em me por de pé, mesmo que mancando um pouco. Tudo que me importava era o perigo que Harley estava correndo.

-Nikolai, solta ele.

Ele se virou para mim, com a faca contra o pescoço dele.

-Se aquela faca não tivesse tido ele, muita merda não teria acontecido.

-Nikolai... Não faça isto... 

A faca foi passada na garganta de Harley, causando um forte, ele gritou de dor, para em seguida, a faca foi penetrada no peito de Harley, que gritou mais alto. Dois tiros foram dados e Nikolai caiu no chão, soltando Harley. Um dos tiros pegara em seu ombro e mesmo sangrando, ele saiu correndo, com a mão sobre o ombro.

-Peguem ele! Peguem! — Vários polícias foram correndo atrás dele, tentando o pegar.

Ele passou correu próximo a minha direção, mesmo com a dor ruim, eu pensei em correr atrás dele. Mas sem uma arma não poderia o imobilizar e o choro de Harley me fez esquecer todo o resto e ir até ele o mais rápido que eu podia. Me sentei ao seu lado, ele chorava com a mão no pescoço sendo banhada em sangue e outra em seu peito, também se sujando com o sangue dele.

-Ah, meu Deus... Não, por favor...

Eu olhei na direção em que Nikolai fugia, ele olhou para mim enquanto corria e sorriu. Os polícias ameaçavam atirar nele, mas ele não parara e eu não dei mais atenção quando meu Harley começou a balbuciar.

-Íta... — Ele tentou falar, mas estava se engasgando com sangue e a com a dor. Meu medo maior era que ele estivesse morrendo, meus olhos estavam se enchendo de lágrimas. Eu queria chorar e me agarrar a ele, mas ele estava ferido no chão, sangrando muito. Se eu agisse como homem agora, ele morreria. Eu tenho que ser profissional, tenho que o salvar de qualquer jeito.

-Não tente falar, está tudo bem. — Eu digo, firmando a voz o máximo que posso, e olhando bem em seus olhos desesperado, coberto por lágrimas e medo. — Chame uma ambulância agora!

-Eu vou...? — Engasgou em dor, sem conseguir completar a frase.

O desespero me subiu a garganta, eu estava perdido, apavorado com a ideia de o perder.

-Deixa eu dar uma olhada, deixa eu olhar. — Puxei a mão que segurava o pescoço, olhando de perto. Apesar de poder ver parte do musculo da pele, não via nenhuma veia cortada, o que me aliviou ao menos em 1%.

Tirei a camisa e rasguei no meio, amarrei um pedaço envolta do pescoço de Harley e o outro pus sobre seu peito, o ferimento era do lado direito, o mantive pressionado após colocar a cabeça dele sobre meu joelho e também pressionar o pescoço. Mantive o contato visual para tentar o acalmar. Ele chorava e eu fazia o mesmo, de todas as fibras do meu corpo, eu queria gritar.

-Não foi profundo, não foi. Você vai ficar bem. Só mantenha a calma, está bem? Eu estou aqui, estou aqui. — Por fora, eu tentava ser corajoso, mas por dentro, eu rezava e implorava para que eu viva de novo o inferno de perder a pessoa que amo. 



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