História Tempo Para Amar. (SasuSaku) - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags 50tonsdecinza, Anime, Erótico, Hentai, Naruhina, Naruto, Romance, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Submissa
Visualizações 1.368
Palavras 3.546
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, pipoquinhas! ^^

Desculpem o atraso em postar, eu ia deixar pra atualizar no feriado né, mas aproveitando que bateu a insônia e a vontade de postar... Aqui está o capítulo novo.

CORREÇÃO: em alguns capítulos, eu usei a palavra “excitar” com o intuito de significar “insegurança”, mas esses dias eu descobri que estava usando a palavra errada para tal. “Excitar” é de estimular, e “Hesitar” de demonstrar insegurança... As vezes eu nem percebo esses erros, tanto que já usei “excitar” para estímulo e nem notei que também estava a usando para outro significado. Então desde já, peço desculpas por este erro. Será muito trabalhoso ter que revisar todos os capítulos já postados, então deixarei apenas essa nota como um aviso de que o erro foi notado.

Sem muita delongas porque o capítulo espera por vocês... boa leitura!

Capítulo 12 - Chapter 12


Fanfic / Fanfiction Tempo Para Amar. (SasuSaku) - Capítulo 12 - Chapter 12

 

“Você encontra a fé, mas você deixou de propósito Você tinha um plano, o seu timing é perfeito Temos que encontrar uma maneira de ficar bem.” — Chainsaw, Nick Jonas.

 

Sakura

 

Eu queria poder chegar ao trabalho com uma sacola na cabeça e ficar com ela até que me minha vergonha passasse.

Naquele mesmo dia, vi Sasuke quando o expediente acabou e ele saiu sem ao menos dar boa noite, como sempre faz. No dia seguinte, estava mais estranho do que no dia anterior e aquilo apesar de eu não deixar aparentar, estava me consumindo por dentro, porque a minha grande vontade era de chegar até ele e perguntá-lo o que eu havia feito para deixá-lo daquele jeito. Entendê-lo se tornava até uma tarefa complicada; ele havia confessado sua atração por mim e quando eu quis me envolver naquilo, o mesmo deu passos para trás. Fiquei extremamente chateada, pois no final eu não sabia se aquilo era somente um tipo de teste; caras como Sasuke eu esperava qualquer coisa.

No mais, tentei esquecer aquele ocorrido e como era quarta-feira, o dia da reunião, tentei me focar completamente no que seria passado pelos sócios da empresa; normalmente, eu deveria ficar no meu canto de trabalho pois esse era o meu dever e deixar com que Sasuke ficasse sem sofrer nenhum tipo de interrupção em sua reunião. Mas naquele dia, fui chamada para fazer umas anotações para ele e por isso eu precisava estar presente. Fiquei nervosa e com medo de atrapalhar aquele momento tão relevante que eram as reuniões, no entanto, deixei Hinata no meu lugar e acompanhei Sasuke, que parecia ter esquecido o nosso estranho envolvimento de dois dias atrás; ele já conversava normalmente comigo, mas nada era como antes. Ele parecia mais sério, pelo menos ao se dirigir a mim.

A enorme mesa de vidro era devidamente preenchida pelos cargos mais importantes da empresa, Naruto também estava ali. Fiquei no canto da sala, sentada em um banquete que estava destruindo as minhas costas; eu não tinha postura para ser bem apresentada como aquela profissão exigia, ficar sentada daquela maneira não era nada confortável, ainda mais quando precisava cruzar as pernas vestindo uma saia de cintura alta e justa. Todavia, tentei ficar invisível, mas era meio impossível quando se tinha um velho de cabelos cinzas me secando do outro lado da mesa, ele parecia atento à reunião, mas sempre que podia, me olhava com um grande interesse. Se eu estava incomodada? Demais. Ele não era exatamente o tipo de homem descartável, se tratava de um coroa bem apresentado que eu normalmente teria interesse, mas esses gostos deixei para trás junto com todos os meus baixos que aconteceu no Alabama.

Eventualmente, tentei ignorá-lo e prestar atenção na reunião.

Antes de pegar chuva e bater na porta da casa de Sasuke para a cômica entrevista de emprego, eu não sabia ao exato onde estava me metendo, só então, quando já contratada, procurei saber mais sobre a Big Society. Ela não era só uma loja de departamento, mas como também era super cara e atendia os gostos dos ricos e famosos do país; eu não estava disposta a pagar cinco mil dólares em um sofá, ou então, dois mil em uma cômoda. Estava na cara que era destinado somente aos poderosos, mas enquanto as pessoas que tinham o sonho de consumir alguma compra daquele lugar, mesmo que fosse no Natal, uma data tão significativa?

— Os preços sempre foram os mesmos nesse período. — Dizia um homem de cabelos negros. — Ano passado tivemos boas vendas, mas esse ano devemos ultrapassar a meta!

— Você disse a mesma coisa ano passado, Madara. — Falou Naruto visivelmente exausto daquela conversa.

— É um padrão! — Exclamou o homem de volta. — Mas o que eu eu posso fazer se quando nossos clientes preferem produtos importados?!

— Nem todos querem produtos importados. — Falei.

Silêncio.

Parei de balançar minha perna inquieta quando notei que todos me olhavam. Senti meu coração parar e uma súbita vontade de ir ao banheiro; céus, será que eu havia falado tão alto assim? Sasuke me olhava com uma cara estranha e o homem a qual estava a bater os punhos na mesa ficou indiferente. Eu não sabia o que fazer. Correr seria a solução perfeita para aquele momento, mas Sasuke precisava de mim ali; pensei em pedir desculpas, mas antes que eu tomasse uma decisão de qualquer atitude para reverter aquela situação, puseram a falar.

— Quem é você? — O tal de Madara me perguntou em uma pose esnobe.

— Ela é a minha secretária. — Disse Sasuke antes que eu pudesse dizer algo. Ele não parava de me olhar, parecia que tentava me estudar.

— Até onde eu sei, essa reunião é somente para os sócios. — O homem comentou visivelmente incomodado com a minha presença. Fiquei aflita à beira de um colapso, eu não sabia o que fazer. — Funcionários assalariados não são bem-vindos as reuniões.

— Me desculpe. — Quando percebi, estava de pé, pronta para ir embora.

Fica. — A voz era de Sasuke e ela saiu grossa e autoritária. Eu fiquei. Ele levantou-se, estava na ponta da mesa, e com as mãos no bolsa da sua calça social, andou até mim que estava encolhida em ombros porque no final das contas, eu estava diante de homens poderosos naquela sala que conseguiam, infelizmente, me intimidar. Sasuke deu a voz. — Sempre que eu posso, lembro de que a empresa não é formada apenas por mim, ou por vocês. Pessoas como a Sakura, fazem com que a Big Society vá à frente cada vez mais. Você pode ter suas ações, mas esta empresa é minha e eu acho bom que o respeito prevaleça por aqui. — Um silêncio mais profundo ainda formou-se, embora a risada que Naruto prendia fosse possível de ouvir. Senti a mão de Sasuke me tocar aa costas. — Mas, por que você acha que nem todos querem produtos importados, Sakura?

Congelei.

Eu não estava pronta para responder aquele tipo de pergunta, por mais que eu tivesse meus motivos para ter feito tal comentário. Mas aqueles olhares e toda a atenção que eu tinha só para mim era de dar arrepios e me deixava extremamente desconfortável. Sasuke ainda tinha sua mão em mim, e embora eu não soubesse se aquilo foi proposital ou não, ela abaixou mais um pouco ficando rente ao meu bumbum. Tremi com aquela proximidade inesperada e logo ali, com vários homens presentes na sala que esperavam pela minha resposta.

A princípio, gaguejei. Mas vi aquele homem rindo de mim. Ele não acreditava no meu potencial, que eu pudesse dizer algo de útil; minutos atrás ele havia me diminuído na frente de todos e eu sairia de cabeça baixa daquela reunião sem antes mandá-lo para aquele lugar. Nas últimas semanas eu vinha sendo forte, e não abaixava a cabeça pra homem nenhum, e não seria aquele que me faria. Respirei fundo e tomei coragem. Era a única mulher ali e a única “assalariada”, como ele mesmo havia dito, logo, era meu dever inverter os valores e mostrar que eu podia sim.

Pigarreei.

— É bem evidente que os clientes alvos da empresa sejam os ricos e famosos. E por se tratar de produtos caros, a Big Society acaba sendo uma loja do sonho de consumo para muitas pessoas porque ela já tem a sua marca feita no país. — Comecei, e a medida que eu falava, me sentia mais confiante. E era tão bom olhar no rosto de cada um enquanto jogava em seus rostos palavra por palavra. — O foco agora é o Natal. E essa data comemorativa nada mais lembra do que cumplicidade, amor e família. Além de que acontece apenas uma vez ao ano. Agora, imaginem se os preços absurdos despencassem para fazer o Natal de alguém mais feliz? Vocês ganharão mais clientes nessa época além da repercussão que isso tomará e ajudará a imagem da empresa crescer naturalmente!

— A empresa não é uma espécie de Papai Noel. — Madara comentou amargamente.

— Não, mas poderia ser. — Falei convencida de que estava certa daquilo. — Você está preocupado com as pessoas que estão apelando para os produtos importados, mas acredito que setenta por cento dos consumidores americanos adorariam comprar os presentes de natal na loja de departamento que é a Big Society. O preço abaixa, mas a clientela aumenta.

— Isso faz todo sentido! — Vociferou o homem de cabelos cinzas que me encarava minutos atrás. Ele começou a aplaudir, e os outros o seguiram como uma onda bem sincronizada; menos Madara, que ainda balbuciava algo. — É uma ótima ideia para avançarmos com as vendas.

— Eu sempre pensei nisso. — Comentou Naruto, largado na cadeira giratória.

— Então por que nunca mostrou a sua ideia?

— Porque eu talvez seja um assalariado. — Naruto era apenas um publicitário que sempre estava presente nas reuniões por escolha do Uchiha, por isso ele fuzilou Madara que rapidamente bateu com as mãos na mesa, levantando-se e ficando frente à frente com Sasuke

— Isso é loucura! As lojas da BS são de luxo, e não de quinta categoria!

— Quanto é a sua porcentagem de ações na empresa? — Sasuke fez uma única pergunta, e Madara deu para trás, porem, o respondeu depois de hesitar.

— Quatro por cento. — Disse baixo.

— É uma pena. Eu acabo de comprá-las de volta. — Ele disse fazendo-o ficar espantado.

— Elas não estão à venda! Eu paguei para tê-las, você não pode simplesmente tirá-las de mim! — O homem surtou. Naruto e mais alguns homens levantaram-se após ver que Madara se exaltava.

— Essa empresa é minha e eu posso fazer o que eu quiser! — Sasuke gritou, ainda ao meu lado. — Os seus quatro por cento não o salvarão de continuar aqui. Vai embora, agora!

Madara hesitou, a princípio. Parecia chocado com aquela atitude de Sasuke e por isso, demorou alguns segundos para que a sua ficha caísse; ele bolava seus olhos para nós dois em desdém. E quando Sasuke arqueou a sobrancelha esperando que ele realmente saísse, o mesmo bateu com os pés no chão e deu meia volta, batendo a porta de vidro atrás de si com uma brutalidade que eu podia jurar que ela quebraria em mil pedaços.

Eu não podia negar que ainda estava nervosa com toda aquela situação, a maneira como aquele homem me olhou fazia-me questionar se eu ainda teria o meu emprego daqui uns dias; ele parecia realmente furioso e o seu olhar pesado para mim fez com que eu sentisse algo ruim no peito. Só esperava não vê-lo mais tão cedo.

No mais, Sasuke subiu a sua mão boba e me tirou daquele devaneio.

— Sakura, você pode ir. — Ele me disse. — Obrigado.

 

A reunião ainda não havia acabado, mas o meu tempo ali, sim. Eu não precisava mais ficar naquele clima tenso, embora ele fosse me seguir naquele dia aonde eu fosse. Saí sem hesitar, fechando a porta com cautela pois depois de que Madara a bateu, eu temia que ela despencasse facilmente. Deixei aquela sala querendo poder imaginar o que aconteceria ali, quais decisões eles tomariam ou se o meu nome seria mencionado.

No poder das dúvidas, eu ia tentar me distrair com algumas tarefas que eu havia deixado para depois da reunião. Quando cheguei na minha mesa, Hinata ainda estava lá. Provavelmente eu tinha uma cara nada boa naquele momento, pois ela me olhou preocupada e curiosa. Sua atenção saiu da tela do computador e foi para mim.

— Que cara é essa?

— A cara de quem passou um dos maiores constrangimento da vida. — Sentei na cadeira quando ela levantou-se para devolver a minha rotina. Escondi o meu rosto quente nas palmas das minhas mãos e respirei fundo.

— O que aconteceu lá dentro?

— Tudo que não era pra acontecer. — A respondi e voltei de cara limpa em relação ao ocorrido. Continuei. — Sem querer eu me meti na reunião deles e Madara não gostou nem um pouco. No final, Sasuke o mandou embora, claramente tirando as ações dele da empresa.

— Isso explica o fato dele ter saído que nem uma fera. — Hinata comentou para então me olhar em desdém. — Não acredito que ele fez isso com o próprio tio.

Fiquei sufocada. Aquela informação me pegou desprevenida e agora, eu me sentia mais culpada ainda pelo ocorrido.

— Madara é tio do Sasuke?! — Perguntei para ter certeza de que eu havia escutado certo. Ela concordou com a cabeça. — Droga. Sinto que vou perder o meu emprego.

— Relaxa. Madara pode ser tio do Sasuke, mas nunca foi a pessoa favorita dele.

— Eu deveria me sentir mais aliviada?

— Totalmente. Se Sasuke o mandou embora por ele ser um babaca, você não tem culpa de nada!

Era difícil de me sentir mais aliviada. Ainda mais quando eu precisei relembrar tudo quando Hinata me pediu para contar em detalhes. Inesperadamente, ela estava mais contente do que preocupada pela minha situação depois do ocorrido, a mesma deu alguns saltos de empolgação e eu tentei me animar junto a ela, mesmo não sabendo o motivo, mas era em vão. Os dias daquela semana não estavam sendo os melhores até então, e o pior de tudo é que eu tinha noção daquilo e encarar mais quatro dias de trabalho me deixava assustada.

Eu não conseguia descrever exatamente o que vinha sentindo naquele momento além do meu constrangimento; porém, eu queria lembrar do que Sasuke fez por mim. Ele havia me defendido, e eu encarava aquilo como uma obrigação sua pois eu sou a secretária dele e o mesmo precisava ter certa atitude já que eu englobava os demais funcionários da empresa. Mas eu também lembrava do seu toque, aquela maldita mão que alcançou as minhas costas e foi descendo a minha espinha até chegar no meu quadril, onde ali ela ficou. Aquilo deveria significar alguma coisa? Dois dias atrás estávamos tão estranhos um com o outro que agora sentir aquela sua atitude tão inesperada me deixou mais confusa do que antes.

Sasuke estaria de volta depois de demonstrar tamanha estranheza?

Na dúvida, umas horas depois da reunião ele surgiu em frente à minha mesa. Eu estava me preparando para almoçar com Hinata quando ele pediu licença da mesma que foi na frente, deixando-nos à sós.

— A reunião foi um sucesso. — Ele disse. Me preocupei pois não sabia se estava sendo irônico, mas havia uma grande possibilidade de estar.

— Um desastre, você quis dizer, não é? Aquele homem é seu tio e eu arruinei a vida profissional dele. — Falei visivelmente apavorada.

— Talvez agora ele aprenda a ser mais gentil, não é mesmo? — Sorriu tentando amenizar as coisas. Mas não estava nada bem, e ele deve ter notado isso quando levou a conversa mais a sério. — Não se preocupe com isso, Sakura. Só fiz isso pra assustá-lo. Apesar de toda a arrogância, o Madara é um ótimo homem para negócios.

— Ah, então ele vai continuar vindo às reuniões? Porque eu realmente não sei como estar no mesmo lugar que ele depois de ser fuzilada mentalmente.

Ele riu do meu desespero. Não havia nada de engraçado naquilo, mas ele estava tão à vontade do que há dois dias atrás que resolvi deixar.

— O que é engraçado?

— Nada. Mas sabe de uma coisa? Os sócios adoraram você.

— O que? — Fiquei espantada. Aquele dia estava sendo cheio de surpresas.

— Pois é. Você foi bem corajosa e criativa. Eu concordo com o meu tio quando ele diz que a empresa vende produtos para a massa milionária, mas você mudou tudo quando resolveu impor o conceito de Natal para aumentar as vendas de nossas lojas.

— Espera. — Tentei absorver aquilo com o que eu havia entendido, resumidamente. — Tá querendo dizer que vocês vão fazer o que eu disse?

— Sim. — Ele falou com calmaria. — Imagina o estouro que seria quando fosse anunciado que a Big Society daria a oportunidade àqueles que não tem para comprar coisas em nossas lojas? E então se tornaria uma tradição e o Natal não seria somente aguardado por causa do Papai Noel, mas pelas nossas liquidações também.

Uau. Espero ganhar um aumento. — Brinquei depois de ficar mais aliviada.

— Nem tem um mês que você começou a trabalhar aqui. — Sasuke foi direto, botando meus pés no chão, mas seu tom ainda era de quem estava com um ótimo humor. — Mas você ganhou uma ótima imagem e agora os sócios querem a sua presença no baile anual da AARH.

— AARH? — Perguntei meio nervosa pelo convite.

— Associação Americana de Recursos Humanos. — Ele sibilou. — Já temos uma confraternização que acontece no verão e reúne mais o ramo da publicidade. Mas o baile é realizado no último semestre do ano onde reúne a elite empresarial. Sua presença foi solicitada, então prepare o melhor vestido. Tenha um bom almoço, Haruno.

Sasuke acenou e saiu em disparada na minha frente. Talvez estivesse morrendo de fome, que nem eu estava minutos atrás porque agora tudo o que eu queria era voltar a sentar na minha cadeira e tentar processar o que acabara de acontecer; em vez disso, fiquei dando pulinhos de alegria para disfarçar o meu nervosismo antecipado.

Saí correndo para dar essa notícia à Hinata porquê além dela ser animadora, ainda faltava mais informações. Mas obviamente que ela adoraria saber tudo desde o começo então eu me daria o dever de contar — com satisfação — toda a minha conversa com Sasuke Uchiha naquele momento; eu não era a melhor pessoa quando o assunto era memória, mas eu me esforçaria.

Almoçávamos sempre no mesmo restaurante, e no mesmo lugar. Eu já conhecia alguns funcionários então tornou parte da rotina eu comprimentá-los aonde quer que eu chegasse; a mesma coisa em relação aos funcionários do lugar. Meu prato favorito já era até conhecido por Ahazi, um indiano que tinha piadas ótimas de tão sem graça que elas eram.

Assim que entrei no ambiente cumprimentando alguns colegas de trabalho e sentando na minha mesa, Ahazi se aproximou já fazendo a sua piada do dia.

— Bom dia, meninas. Vocês sabem qual é o cara que rouba fotos comprometedora dos famosos para dar aos pobres?

Não. — Respondemos em uníssono.

— Robin Nudes! — Ele lançou uma piscadela enquanto Hinata e eu ríamos forçadamente. — Vão querer o de sempre?

— Sim. — Disse Hinata. — Você pode trocar o suco de uva por suco de groselha? Li numa revista que ajuda a emagrecer.

— Troca anotada. O pedido de vocês chegará em breve.

Ele saiu e assim que esteve longe o suficiente Hinata desabafou.

— Ele tá cada vez pior. Você conta ou eu conto?

— Ah, até que eu gosto. As piadas sem graça no final são as que dão mais graça. — Dei de ombros mantendo o sorriso largo. Ela pareceu notar.

— Que sorriso é esse? A conversa com o Sasuke deve ter sido boa. — Ela me lançou um olhar comprometedor.

— Sim, foi. Não nesse sentido que você deve tá pensando, mas foi. — Uma luz pareceu brilhar em meio aquele breve estudo na expressão de Hinata. — Espera, por que você acha que a nossa conversa teve segundas intenções?

Hinata deu de ombros e fez a sonsa.

— Não sei, de repente já rolou alguma coisa entre vocês dois e isso explica o fato de você não gostar tanto dele. — A encarei com a face dura. Ela ainda não sabia de nada e comecei a me culpar por aquilo, aliás, Hinata merecia saber. Meu silêncio a incomodou. — Isso foi só uma suposição, não precisa ficar toda estranha. Mas me diz, o que vocês conversaram?

Relaxei mais meus ombros ao retomar a lembrar do convite.

— Os sócios gostaram da minha ideia e a empresa vai aderir para o Natal desse ano.

— Não acredito. — Ela ficou estupefata.

— E eu fui convidada para ir pro baile da AARH.

— Mentira! — Gritou empolgada. — Sakura! Isso é demais! Você tem noção do quanto isso pode ser oportunista pra você?

— Eu sei. Minha ficha ainda não caiu.

— Você tem que ir com o melhor vestido! — Vociferou. — As melhores joias e o melhor pendiado!

Subitamente, todo o meu humor despencou-se como uma torre de cartas. Eu havia sido convidada para um baile da elite empresarial na qual reunirá os homens mais ricos do país e as mulheres mais belas e bem vestidas que aquela cidade já viu; eu não tinha trazido nem um vestido longo do Alabama comigo, e de joias eu só tinha um par de brincos de ouro que eram da minha mãe.

No final das contas, eu era a gata borralheira.

— É, tem esse enorme detalhe. Talvez eu nem vá.

— Vamos parar por aí. Você vai sim, será a sua noite. Uma oportunidade como essa a gente não joga no lixo.

— Hinata, eu não tenho o que vestir.

Antes que minha desanimação me consumisse, Hinata segurou as minhas mãos sobre a mesa e sorriu com os olhos.

— Daremos um jeito. Confia em mim.

Sorri em resposta. Por esse motivo eu amava tê-la por perto. Em menos de minutos, ela me fez ficar reanimada com o baile e começar a planejar o penteado. Com a sua ajuda, descobri que o evento seria na primeira semana de novembro em uma mansão próxima às montanhas . Aquilo só contribuiu mais ainda para a minha ansiedade, o baile seria daqui há uma semana então eu já poderia livremente surtar o quão teria de ser corrido para pensar em cada detalhe para que eu me sentisse bonita naquela ocasião.

Mas o meu único desejo naquele momento, era que o baile não se tornassse o desastre que foi a última festa a qual marquei presença; ou então eu já poderia me enterrar.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Aaaí, vai ter um baile bem luxuoso sim! O que vocês acham que vai rolar? A Sakura não consegue nem mais ficar com raiva do Sasuke! *-*

Até breve <33 bjs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...