História Interligados - Capítulo 4


Escrita por: e Nargom_

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Bebê, Gaasaku, Gravidez, Nargom, Nasiedino, Sakura, Sakura Grávida, Sarada, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 326
Palavras 4.598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


AHAUAHAUAHAH! desculpem a demora, mas vamos fingir que nada aconteceu. Travei um pouco nesse capítulo, confesso, mas acho que vocês vão já saber o porquê! A Nargom me ajuda um pouco na escrita, mas não é muito já que a mana é muito ocupada (passa logo nesse concurso mana) mas ela me ajuda super com as ideias e tudo que eu faço aqui eu devo a ela! Perfeita.
Enfim, aproveitem!

Capítulo 4 - Capítulo III - Possibilidade


Fanfic / Fanfiction Interligados - Capítulo 4 - Capítulo III - Possibilidade

Há dias se sentia estranha, como se alguma coisa estivesse fora do lugar, porém, por mais que tentasse, não conseguia descobrir o que era. Seu corpo estava esquisito, na verdade, tudo ao redor estava, como se estivesse fora de órbita, vagando o espaço sideral adentro. Não sabia exatamente o que era, mas apenas desejava que isso acabasse logo. Sentia-se constantemente com sensação de febre e o estômago se embrulhando toda vez que abria a boca, apenas desejava que o que fosse, a matasse logo ou a deixasse.

Caminhou lentamente para o banheiro, ainda tinha algumas horas antes do inferno — trabalho — começar. Amarrou os cabelos em um coque bem alto, ligou a torneira e jogou um pouco da água em seu rosto, numa maneira de despertar. Quando se olhou no espelho, se assustou com o próprio reflexo. Estava com os cabelos secos, o rosto com acne e olheiras ao redor dos olhos que praticamente faziam parte do rosto todo. Sua cara estava horrível, como o resto do corpo. A semana foi agitada, mal teve tempo para se alimentar, o que provavelmente estava contribuindo para seu mau estar na barriga; e a negritude debaixo dos olhos se dava ao fato de não saber há dias o que era dormir direito. Seja qual fosse a maré de azar, queria que ela acabasse logo. Terminou de lavar o rosto e ficou alguns minutos observando a aparência degradável, queria realmente se importar com ela, mas tinha outros problemas, como livrar-se daquela sensação de queimação no estômago ou a pior de todas: se livrar daquele emprego, que a deixava assim, destruída pouco a pouco.

E quando ainda continuou se analisando, perdendo seu tempo, quase dormindo em pé, foi interrompida por uma entrada brusca no banheiro por alguém que adorava gritar antes das sete e meia da manhã: Ino Yamanaka, sua melhor amiga desde que usava fraldas, e quem atualmente dividia um apartamento no subúrbio da cidade.

— Tem gente! — Disse estressada, adorava sua privacidade e nesse momento, nunca a desejou tanto.

— Eu sei e já entrei. — A mulher a sorriu sorrateira, imitando-a com o penteado, suspendendo sua calça e se sentando no vaso, como se não tivesse ninguém no mesmo cômodo.

Intimidade. Aquilo era ótimo, aproximava mais as pessoas, no entanto, Sakura nunca a odiou tanto. Amava Ino, mas realmente se irritava quando ela ultrapassava os limites. Nem usar o banheiro podia sem ter, literalmente, a presença dela, e isso era um grande problema, Sakura só queria ficar sozinha em momentos como aquele. E definitivamente, dividir um apartamento com sua melhor amiga era um sonho jovial que se realizava, mas depois de quase dois anos na mesma situação, começava a ficar insuportável. E não era por falta de vontade que não tinha um canto próprio, era necessidade. Uma palavra que se tornou bem comum no vocabulário de sua vida adulta, infelizmente, seu trabalho não pagava bem o suficiente para conseguir se manter sozinha, então tinha que fazer alguns sacrifícios, como partilhar o banheiro.

— Sai! Preciso tomar banho.

— Vai tomar banho no vaso? O box está livre. — Ino falava de maneira óbvia, apontando para o local de banho. Sakura suspirou, não queria ter uma briga sobre espaço pessoal com Ino as sete da manhã.

Resolveu primeiro escovar os dentes, enquanto ouvia Ino falar sobre alguma coisa importante que definitivamente não ligava. Às vezes, sentia um ódio tão profundo que poderia esmagar a amiga com o cabelo loiro dela, mas sempre se controlava. Ou tentava.

— Seu aniversário está chegando! — Disse à mulher ainda no vaso sorridente.

— Sim.

— Vai fazer algo?

— Não. — Terminou de escovar os dentes e jogou mais água em sua cara para ver se conseguia acordar do pesadelo, mas infelizmente, quando abriu os olhos, constatou que aquela era sua vida.

— Deveria. Vamos fazer algo! Seu aniversário é importante. — A mulher parou de falar por alguns instantes, e Sakura agradeceu, finalmente teria um pouco de silêncio. No entanto, voltou a ficar frustrada pois a ouvir murmurar vários palavrões. — Droga! Minha menstruação desceu.

— Parabéns. — Comentou irônica.

— Me empresta um absorvente, vou sair e comprar mais, estou sem.

— Não tenho. — Falou e foi tirando a roupa para tomar banho, se fosse esperar a boa vontade de Ino para sair do banheiro, ficaria eternamente sem tomar banho.

— Qual é, deixa de ser mesquinha. Depois eu te dou esses absorventes! Me empresta logo vai.

— Não tenho.

— Vai me deixar sangrando? Me empresta! — Ino bateu no box do banheiro, em uma tentativa de chamar atenção da amiga.

— Eu não comprei essa merda esse mês ainda. Porra, eu não tenho! — Falou brava, agradecendo o silêncio que Ino fez logo em seguida, pois com certeza sua voz firme a calou.

Porém, sua alegria não durou muito, começou a ouvir a respiração ofegante da amiga, e depois o corpo dela compartilhando o mesmo ambiente apertado de banho. E aquele pequeno ato foi o suficiente para fora sua paciência se esvaziar por sua voz estressada e alta.

— Sai, Ino! — Gritou a assustando. — Quero tomar banho em paz!

— Repete. — A mulher pareceu a ignorar completamente.

— Saí daqui! — Gritou.

— Isso não! — Revirou seus olhos. — O que você disse antes disso, sobre os absorventes.

— Não tenho! Porque eu ainda não comprei esse mês. Droga. — Se seu dia já estava desagradável, só piorava com a presença da mulher.

— Como assim? — Ino entrou mais no box, sem se importar em se molhar. — Estamos quase no final do mês.

— E o que eu tenho a ver com isso?

— Essa é a semana da minha menstruação. A sua acontece sempre quase duas antes da minha.

— O que? — Irritou-se mais ainda com aquela conversa sem fundamento.

— Burra! Sua menstruação já deveria ter chegado, porque você não comprou absorvente esse mês?

— Não sei! Porque quer saber?

— Sua menstruação está atrasada! Sabe o que isso quer dizer? — Ino a pegou pelos ombros, a olhando assustada, tirando-a debaixo do chuveiro. — Quer dizer que você está grávida.

Todo mal humor que Sakura acumulou apenas naquelas primeiras horas do dia, estava indo embora em suas gargalhadas intensas depois de escutar aquelas palavras insanas de Ino.

— Você é impossível. — Falou com dificuldade por causa da falta de ar que estava depois das risadas.

— Ah, é! Como você explica sua menstruação atrasada?

— Sei lá! As vezes ela atrasa mesmo, ainda pode vir. Não estou grávida! Deve ser outra coisa. — Voltou a molhar o rosto, não deixando-se levar pelas paranóias de Ino, tudo sempre tinha uma explicação lógica e definitivamente, não era por causa se uma gravidez que estava sem menstruar. — E como você tem tanta certeza que estou atrasada? Nem eu sei quando ela vem direito.

— Porque ela sempre vem primeiro que a minha! E a minha desceu hoje e a sua ainda não. Atrasada há dias.

— Cala a boca. Tenho certeza que ainda não é o dia certo dela descer, depois vejo naquele aplicativo o dia que ela vem.

Mas Ino não pareceu se contentar com sua explicação, rapidamente jogou a toalha para Sakura pegar e a acompanhar, e se não fosse seguida, ameaçou gritar sendo capaz de acordar todo o prédio.

— Eu não estou grávida. Me deixa em paz.

— Então tá atrasada porque?

— Eu não sei, idiota. Tem vários motivos para uma menstruação atrasar. — Sakura gritou enquanto ia em direção à cozinha para preparar seu café da manhã.

— É, então veja. Entra no aplicativo. — Ino apareceu na cozinha com o celular de Sakura, pedindo para a mesma desbloquear e verificar o aplicativo que contabilizada sua menstruação, mas Sakura sequer ligou, estava mais preocupada com sua torrada. — Vê essa merda. — Ino parecia nervosa.

— Me dá, que droga! — Não adianta insistir, Ino não a deixaria em paz e tudo que ela mais queria nesse momento era calmaria, então veria logo o aplicativo e se livraria da amiga. — Toma, vê você! — Ao desbloquear o celular, o entregou novamente, tinha realmente outras coisas mais sérias para se preocupar.

— Sakura... — A voz da Yamanaka realmente mudou, passou de histérica para séria e preocupada. — Olha!

Sakura estranhou tudo aquilo, e ao achar que algo grave aconteceu, se aproximou da melhor amiga, esquecendo-se da comida. Pegou seu celular das mãos dela e foi checar o que tinha na tela. Surpreendendo-se com a mensagem que o aplicativo emitia em cores vibrantes e letras garrafais: Você está atrasada! Possibilidade de gravidez!

— Parabéns, mamãe? — A mulher não tinha firmeza em sua voz. As duas agora estavam assustadas olhando para a mensagem.

— Nem fudendo. — Sakura pareceu se despertar do transe de uma possível gravidez, poderia ser qualquer coisa o motivo de seu atraso, não necessariamente um bebê.

— Então o que é?

— Sei lá, câncer? Não é um sinal definitivo de que eu estou grávida!

— Faça um teste.

— Não! — Sakura falou firme, voltando para o fogão e vendo que tinha queimado sua torrada. Proferiu um palavrão e pegou outro pão para tostar.

— Faz. Só pra ter certeza.

— Onde eu vou achar um teste de gravidez agora? — Não que acreditasse na possibilidade de estar grávida, mas queria ter certeza do negativo e principalmente tirar aquela ideia da cabeça da Yamanaka.

— Eu tenho. Vou lá buscar. — E antes se dizer qualquer coisa contra, Ino não estava mais na cozinha.

Sakura virava o pão na frigideira com força. Não estava grávida. Disso tinha certeza, mas sempre ficava um "e se?". E antes de conseguir concluir qualquer pensamento, Ino aparece às pressa, jogando várias caixas lacradas de testes de gravidez na mesa de jantar. Assustando-a.

— Porra! Por que você tem tudo isso?

— Faço sempre um no mês, ou alguns, só pra prevenir.

— Não! Eu não estou grávida. Isso é uma paranoia sua que você está transferindo para mim. — Sakura comentou, analisando aqueles testes e constando que a amiga era louca.

— Qual é! Você está atrasada.

— Deve ser outra coisa.

— Você não sabe! Faz a merda do teste, só para ter certeza.

— Não estou grávida. — Brandou.

— Faz o teste!

Ino estava raivosa com a teimosia da amiga, e ao notar isso, Sakura pegou um copo d'água e um teste qualquer, só para não ter que ficar ouvindo reclamações.

— Vou fazer. E te provar que eu não estou grávida.

— Por favor. — Apesar de achar que era possível uma gravidez, Ino torcia para estar enganada, senão, todos estariam ferrados.

Sakura bebeu mais dos copos de água cheios, leu as instruções do teste, esperou estar com a bexiga bem apertada e andou calmamente para o banheiro, sendo seguida a todo momento por Ino, que estava visivelmente mais nervosa e apreensiva. Por ainda estar de toalha, apenas a jogou no chão e se sentou no vaso. Só precisava mijar no palitinho e esperar o negativo.

Tentava se concentrar para não ficar nervosa, não podia se estressar com algo fictício. Mas quase conseguia ouvir a respiração pesada e as unhas estarem sendo roídas de Ino.

— Você sabe que eu tomo anticoncepcional, não é? — Gritou ainda com a porta fechada. Ino era definitivamente paranoica e a obrigava a passar por cada situação improvável e pavorosa.

— Toma quando lembra. — Retrucou.

— Não, esses meses eu to tomando direitinho. Eu não estou grávida. Sem chance. — Abriu a porta e entregou o teste para Ino.

— Deu negativo?

— Tem que esperar mais algum tempo. Mas eu não estou grávida. — Antes de continuar com sua fala e aconselhar um terapeuta para ela, seu celular apitou, era o último alarme, avisando que precisava sair agora para não se atrasar. — Merda, preciso ir. Senão irei chegar atrasada.

— Acho que hoje você pode chegar atrasada.

— Não mesmo! Tenho vários trabalhos. — Respondeu agoniada, procurando suas roupas para vestir e tentar comer alguma coisa antes de sair. — Hiruzen está puto essa semana, ele ainda pegando pesado no meu pé. Não quero chegar atrasada pra não dar motivos para reclamação.

— Acho que hoje você pode.

— Porque diz isso? Ah, Ino, não enche o saco. — Respondeu a ignorando, estava farta de ouvir sua voz.

— Você está grávida. Grávida pra caralho. — Dizia, olhando para teste de Sakura que nesse momento, a olhava assustada.

Estavam andando pela sala, sem saber realmente o que fazer, segurando o teste que fez há poucos minutos, não tendo coragem para olhar o positivo, acreditando apenas nas palavras da amiga, que dizia repetidamente e de uma maneira assustadora que ela estava grávida.

— Não é possível. Não pode ser.

— É sim, olha o teste! — Sakura tentou olhar, mas assim que o viu tão pequeno em sua mão não consegui. Aquilo era surreal.

— Como?

— Com uma transa.

— É impossível.

— Não é! Olha. — Ino se levantou do sofá, pegando o teste da mão de Sakura, obrigando-a ver. Quando viu que ele realmente estava positivo, teve vontade de vomitar tudo o que comeu na semana de tão bizarro que era as duas listras nele.

— O teste deve ter dado errado, deve ter vencido, sei lá! Foi engano. Certeza.

— Não existe falso positivo, acorda!

Ambas as meninas se olharam, agora as duas estavam assustadas. Sakura só queria acordar daquele pesadelo. Andava desesperada, tinha uma alta possibilidade se realmente estar grávida, principalmente com aquele teste positivo. Mas mesmo assim, uma grande parte de si acreditava que tudo aquilo era engano.

— Não! Não!

— E se for sim, o que acontece?

— Eu me fodendo de todas as maneiras possíveis! — Sentiu o suor gelado escorrer pelas testas. — Não quero um bebê agora, Ino! Não sei o que fazer.

— Calma! Uma coisa de cada vez. — Ino trazia Sakura para sentar consigo, sentindo suas mãos geladas e trêmulas.

Sakura só sentia um frio na barriga imenso, não daqueles bons, mas sim daqueles que anunciavam coisas ruins. Não poderia estar grávida, zero estruturas emocionais e físicas para isso. Precisava acordar daquele pesadelo urgente!

— Quem é o pai do bebê?

— Que bebê? Não tem bebê, Ino!

— Se tiver, quem é o pai?

Sakura suspirou, quando sua boca foi falar Gaara, visto que ele era seu ficante fixo e o único homem no qual transou aquele mês, sua mente rapidamente a fez lembrar de coisas que queria esquecer: sua noite catastrófica com Sasuke, que aconteceu em menos de um mês. Sua cabeça apenas formulada uma pergunta "será?" e só sanou suas dúvidas quando pegou o celular e entrou no aplicativo para verificar precisamente quantos dias estava atrasada, constando algo assustador.

— Sasuke Uchiha.

— O que? — A mulher loira perguntava assustada.

— Ele seria pai do meu bebê. Se eu estiver grávida.

— Você tá louca, vocês só transaram uma vez.

— É, e bate certo com as datas do aplicativo.

Olhou a amiga, esperando que aqueles olhos azuis pudesse dar alguma solução ou amparo, mas só percebeu que eles estavam amedrontados, quase como um reflexo dos seus. Percebeu apenas que chorava quando Ino limpou suas lágrimas, acariciando seu rosto.

— O que vou fazer se eu estiver realmente grávida? — Perguntou desesperada.

— Calma! Vamos primeiro fazer um teste mais seguro, depois vamos ver. — Abraçou a amiga. — Sasuke precisa saber disso!

— Tá louca! Nem tenho certeza. Não tenho certeza de nada na minha vida!

— Só conversa com ele, ele é seu melhor amigo.

— E pode ser pai do...— Não terminou a palavra, pois agora ela assustava pelo fato de poder ser verdade, não mais uma paranóia.

— Precisa falar com ele. Ele precisava participar disso, mesmo que você não esteja grávida. É um direito, tenho certeza que ele saberá o que fazer. — A abraçou mais forte, sentindo um líquido quente chegar aos em seus ombros.

— Não posso...

— Você precisa, ele pode ser o pai do seu bebê.

— O que eu vou falar? — Perguntou desesperada. — "Oi, eu posso estar grávida de um bebê seu!" — Disse imitando uma voz tosca da sua própria.

— Exato! Ele precisa saber!

— Pra que?

— Se realmente você estiver grávida, ele precisa saber também. Está lá com você nesse momento pra saber se é verdade ou não, para não gerar nenhum tipo de surpresa se ele descobrir do nada. Ele também precisa assimilar que vai ser pai de você estiver grávida.

— Isso tudo é loucura! Só a possibilidade de eu estar grávida já é algo louco demais.

— Mas pode ser real. — Ino a olhou com os olhos expressivos, enjoando a Haruno com aquelas palavras assustadoras.

— Preciso ir trabalhar. — Disse por fim, se levantando as pressas e indo para o quarto para acabar de se arrumar, ignorando Ino a todo momento até sair de seu apartamento.

Fazia algumas horas que seu corpo físico estava no trabalho, mas definitivamente sua mente não estava lá. Não conseguia se concentrar em nenhum dos serviços que tinha que realizar durante o dia, muito menos pensar em outra coisa que não fosse as malditas duas listras que ficaram em seu teste de gravidez. E Ino parecia a lembrar a todo momento desde que saiu de casa, mandando mensagem no seu celular, não estava mais às vendo, mas sabia que o conteúdo era algo do tipo:

Você está grávida!

Precisa saber se realmente está!

Precisa contar para o pai do bebê!

E só de imaginar que as chances eram altas para Sasuke ser pai do bebê que poderia estar dentro do seu ventre, aquilo já a causava um mal estar. As coisas não melhoram desde que transaram e imaginar que tudo poderia desmoronar com uma possível gravidez a assustava. A verdade era que estava desesperada, com as borboletas brigando dentro do seu estômago. Não sabia o que deveria fazer em uma situação como aquela e mesmo não admitindo, concordava com Ino sobre contar para Sasuke a respeito de tudo o que estava acontecendo, tanto por querer alguma ajuda e ouvir — mesmo que fosse mentira — que tudo ficaria bem; e não o deixar assustado e medroso, da mesma forma que estava nesse momento, se realmente estivessem esperando um filho.

Enquanto as horas passavam, tentava colocar em sua cabeça que Sasuke merecia saber, pois ele também tinha uma grande participação em tudo aquilo, e que enfrentariam juntos esse grande problema e quando mais cedo acharem soluções, mas rápido qualquer tipo de transtorno maior seria evitado.

E com a cabeça a mil, entre pensamentos confuso com o medo crescente que percorria todo seu corpo causando-lhe calafrios, resolveu marcar de almoçar com o Uchiha, não saberia se contaria de fato ou não, mas pelo menos queria ter o melhor amigo nesse momento complicado, mesmo que ele fosse o pai do seu filho. Pois, mesmo sob as piores situações imagináveis, como essa que estava acontecendo, Sasuke sempre sabia o que fazer, sempre encontrava situações para lidar com o problema, desta vez não seria diferente.

O restaurante era o mesmo que sempre frequentavam, um bem escondido do caos que era o centro urbano. Sakura chegou primeiro, ainda estava aflita, com o estômago revirado e as unhas curtas de tanto as roer. Sua mente vagava entre a possibilidade de continuar ali e ter que encarar Sasuke de frente e contar toda a verdade ou fugir da cidade e nunca mais ter que encarar ninguém. Infelizmente seus problemas não se resolveriam se mudando de local, ele agora era mais sério, era uma vida que estava em jogo, então mesmo que não quisesse, sua única opção era encarar tudo aquilo de frente e tentar achar soluções.

E antes de recapitular o plano de fuga para constar se ele era realmente uma loucura ou não, seus pensamentos foram atrapalhados pela entrada de Sasuke no restaurante, que a fizeram esquecer como respirar e em todo o discurso que ensaiou a manhã inteira para o falar.

— Oi, Sakura. — Disse o rapaz assim que se aproximou da mulher, a assustando por não ter notado sua proximidade.

— Oi. — Falou sentida, tentando se lembrar de mais palavras para o dizer.

— Que bom que marcou esse almoço, tenho tanta coisa pra te dizer! — Comentou o rapaz com uma certa empolgação, mas a cara impassível.

— Eu também tenho. — Sakura sussurrava as palavras, imaginando tudo o que tinha para contar à Sasuke.

— Acho que não tenho boas notícias… — O rapaz pareceu meio inquieto ao falar.

Sakura quase repetiu suas palavras, mas apenas se limitou a sorrir forçadamente, não era hora de disputar quem tinha o problema mais grave, porém, certamente seria o de Sakura, que a poucos instantes, também se tornaria de Sasuke. Isso se o seu nervosismo e à vontade imensa de vomitar em cima da mesa a deixassem falar.

— O que vai pedir? — Perguntou Sasuke descontraído, olhando o cardápio despreocupado, pois sempre pedia o mesmo prato.

— O de sempre. — Na verdade, Sakura queria o prato novo, mas sua mente não conseguia formular nada diferente, então só agia no automático, no entanto, pouco importava, pois parecia que o mundo iria acabar antes que colocasse a primeira colher de comida na boca.

— Eu também. — Comentou simplório, chamando a garçonete do pequeno restaurante logo em seguida para anotar os pedidos.

Não trocaram muitas palavras até as comidas chegarem, Sasuke parecia receoso no assunto que queria falar e Sakura ainda se preparava nas palavras que iria dizer, mesmo que elas fossem óbvias e simples "Eu posso estar grávida de um bebê seu" mas queria dizer depois de almoçarem, não queria estragar a comida e o momento dos dois com algumas palavras que tinham uma entonação e significados tão fortes, não queria às jogar na mesa como se não fossem nada. Enquanto pensava, Sasuke falava um pouco do trabalho, dos pais que continuavam se metendo em sua vida, do irmão ao qual estava prestes a abrir uma empresa em conjunto, a atualizando sobre as novidades do mês que passaram sem se falar — Obviamente sem tocar no assunto da transa, que Sasuke já tinha deixado claro não ter sido das melhores — e a Haruno apenas concordava e acenava, sem se importar com as coisas ditas.

— O que você queria me dizer? — Interrompeu a silenciosa refeição.

— Nada, quer dizer… complicado. — Se embaralhou nas palavras, chamando atenção mais precisa de Sasuke para si.

— Também tenho algo para te dizer. — Sakura o encarou, tentando desvendar o assunto recorrente, visto que agora Sasuke tomava uma postura nervosa e embaraçosa.

— O que?

— Você não vai gostar de ouvir.

— Nem você da minha. — Sakura riu sem graça prestando atenção que sua pouca coragem estava prestes a esgotar.

— Sabe, lembra quando a gente era criança? Sempre que os dois tinha alguma novidade contávamos em conjunto.

Não pode deixar de se lembrar das inúmeras vezes que fizeram isso, como na sexta série, quando falaram por quem estavam nutrindo uma pequena paixão juvenil, Sakura gostava do irmão de Sasuke, alguns anos mais velhos e Sasuke gostava da menina mais linda da sala, segundo suas palavras. Falaram em uma única voz seus segredos, gerando uma certa comossão, chateação e alguns risos e brincadeiras. Se as coisas estivessem normais, Sakura riria daquele comentário e diria que aquela atitude era extremamente infantil, mas agora, sob as circunstâncias que se encontrava, aquela parecia ser uma ótima opção, parecia a deixar menos nervosa e quem sabe, se por sorte, Sasuke não a escutasse ou talvez o choque pela notícia fosse mínimo.

— O que você tem para dizer? — Sakura o perguntou.

O rapaz pareceu tentar encontrar palavras para explicar sua situação, mas tudo que planejava em sua mente parecia um grande absurdo para sair por sua boca. Sabia da tamanha insanidade que estava cometendo e que Sakura não iria se agradar nem um pouco em saber de seus futuros planos, mas mesmo não sendo a melhor ideia que teve, ela a deixava confortável e seguro. Precisa dividir aquilo com Sakura, pois ela ainda era sua melhor amiga.

— Juntos. — Disse se acovardando de seus pensamentos, aquilo sempre o tirava um pouco o medo e talvez, mesclado com o que Sakura teria para dizer, não teria um grande peso. E para sua surpresa, sua amiga concordou com aquele método.

Podia-se observar Sakura ficando aflita a cada instante, como se seu coração fosse parar e o ar faltasse em seus pulmões. Contou devagar, quase desistindo, até três para ambos falarem juntos o que tinham para dizer. Estava desesperada, quase entrando em um grande colapso, como se ao abrir a boca e dizer as palavras, sua vida fosse acabar. Esperou Sasuke dar sinal de que iria falar mexendo a boca, e quando viu, já estava falando junto com ele.

— Eu estou grávida.

— Eu quero voltar com a minha ex-esposa.

Falaram em uníssono, e depois permaneceram em silêncio por imensos segundos, tentando assimilar o que acabaram de ouvir. Sasuke estava perplexo, como se o grande segredo do universo tivesse sido contado, entre todas as coisas que imaginou desde que Sakura disse que queria o falar algo, a mais absurda que nunca sequer chegou a pensar, era dita por aqueles lábios finos e rosados, que aos poucos começavam a tremer. Sakura, sua melhor amiga estava grávida. E a mulher não estava muito diferente, dentre todas as coisas que imaginou, até chegando a pensar que o que o amigo tinha para dizer não tinha importância, pelo menos não como no seu caso, ele a surpreende, virando o jogo e deixando as coisas mais difíceis e tenebrosas possíveis dizendo que quer voltar com sua ex-esposa.

— O que você disse, Sakura? — Perguntou atônito, depois de longos segundos.

— Você vai voltar com a Mei? — Perguntou baixinho, não expressando nenhum reação, nem a esperada que seria ódio puro, visto que seu relacionamento com a ex-esposa do amigo, mas que a queria novamente como atual, nunca foi dos melhores.

— Você está grávida? — Sasuke parecia ter se esquecido de tudo o que tinha para falar, até dos argumentos que construiu em sua cabeça para convencer a amiga a aceitar melhor a sua possibilidade de voltar com a mulher.

— Possivelmente. — Respondeu ainda acuada.

— Como? Quem é o pai?

— Eu transei, né. — Respondeu como se fosse o óbvio, mas ficando incomoda com aquele assunto. Não poderia falar que Sasuke seria o pai do possível filho que estava esperando.

— Jura? Como isso foi acontecer? Você queria ser mãe?

— Isso não estava nos meus planos nos próximos dez anos. — Comentou derrotada, sentindo a grande dor de cabeça que lhe chegava e as lágrimas quentes querendo escapar de seus olhos.

— Sakura… — O rapaz pareceu relutante em falar, como se buscasse palavras no ar. — Quem é o pai o bebê? Gaara, aquele seu ficante fixo?

— Se eu estivesse realmente grávida… O pai do meu bebê seria…. — Pausou, pensando com cuidado nas próximas palavras que iria falar. — É, ele, Gaara, ele seria o pai do bebê. — Disse por fim, deixando escapar a mentira tão facilmente como se fosse verdade. Agradecendo mentalmente por Sasuke não ter sequer cogitado ser o pai da criança que esperava, pois agora, o observando fazer algumas perguntas e falar da dificuldade de criar um ser humano e depois da grande revelação de querer voltar com a ex, não podia fazer isso. Não com ele.


Notas Finais


HAUAHUAUA, poxa, eles ainda são melhores amigos, eu entendo a Sakura! Mas quero só ver no que essa treta vai dar hauahaahahha gostaram? Sentiram saudades? Eu senti! Irei tentar atualizar com frequência, beijos! Fiquem bem abuhhahahaha o que acharam desse capítulo? Estão com raiva da Sakura? Quero saber tudo!


Grupinho do amor: https://chat.whatsapp.com/FjrlUek50b07IDMwP36jDp


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