História International Love History (Long Imagine Jimin) - Capítulo 45


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Chim Chim, Jimin, Love, Park Jimin, Romance
Visualizações 1.821
Palavras 6.426
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ayo, meus mochi's ♥

Então...
Aí está...
Vamos ver como ficam as teorias depois disso rsrsr

Capítulo 45 - In the name of love


Fanfic / Fanfiction International Love History (Long Imagine Jimin) - Capítulo 45 - In the name of love

   
''O mundo à nossa volta está desmoronando,
E todos os nossos problemas continuam nos seguindo.
Mas com você em meus braços esta noite,
Eu sei que tudo, simplesmente ficará bem.''

♫ Chasing paradise - Friendzone Ft. Tyler Fiore

 

  A segunda feira chegou, e felizmente, demorou bastante. Acordei cedo e fui para a faculdade totalmente sonolenta e indisposta por não ter dormido direito na noite anterior, pois fiquei vendo aquele vídeo de Jimin até de madrugada.

      Cochilei na terceira aula e quase fui pega, depois disso então eu tentei focar ao máximo na aula mesmo estando ali conta a minha vontade naquele dia. Eu queria dormir, e queria estar em casa para poder fazer isso. Porém, ali eu estava na aula de Direito Tributário III sem conseguir prestar atenção em nada.

      Ao menos naquele dia, eu decidi almoçar. Pedi uma porção de legumes, um filé de frango grelhado, arroz e purê de batatas. Aquilo não era um almoço e tanto como eu costumava consumir no John Jay, porém em todos aqueles dias, foi a única vez que eu fiz uma refeição um pouco melhor.

      Senti-me tonta enquanto eu estava na fila esperando o meu pedido. Naquele dia eu tinha saído de casa atrasada e acabei não comendo nada antes de sair, pensei que poderia ser uma queda de pressão ou uma das fraquezas que eu vinha tendo. Então, assim que recebi meu almoço, comecei a comer imediatamente. Comi tudo, porém totalmente sem vontade.

      Morrendo de sono, eu saí da faculdade às cinco da tarde. Passei na Baked antes de ir ao médico, comprei minha rosquinha de sempre e ao chegar ao consultório com os exames em mãos, apenas esperei o meu nome ser chamado enquanto cochilei na cadeira.

      – (s/n). – Disse a recepcionista. – O Dr. Hopkins está lhe esperando em sua sala.

      Agradeci, levantei-me e bocejei andando enquanto arrumei minha bolsa em meu ombro. Cheguei à sala, sentei-me na poltrona, e logo cumprimentei o doutor.

      – E então, está com os exames? – Perguntou.

      – Sim. – Os entreguei. – Providenciei tudo bem rápido e consegui pegar os resultados na mesma semana.

      – Estão todos aqui? – Perguntou.

      – Sim.

      – Vamos ver... – O doutor pegou os exames e começou a analisá-los.

      Enquanto ele fazia aquilo, eu bocejei e cocei os olhos. Eu estava louca para ser liberada daquela consulta logo, assim eu poderia ir pra casa e poderia dormir cedo naquela noite, porém... Dr. Hopkins demorou bastante olhando tudo aquilo.

      – Até agora, tudo normal. – Ele disse. – Mas, como você já deve saber, precisa ir a um nutricionista.

      – O senhor me dará um encaminhamento? – Bocejei.

      – Sim, mas antes preciso terminar de analisar todos os resultados. – Disse ele, arrumando seu óculos em seu rosto.  – Há quanto tempo vem se sentindo assim?

      – Quase um mês, creio eu.

      – O que mais você vem sentindo?

      – Muito sono e ando muito indisposta também...

      – Sente muita fome?

      – Não ando com muito apetite, porém quando vejo um doce... Sinto que preciso comer. – Sorri.

      – Já se sentiu tonta alguma vez, ou teve algum tipo de náusea? – Suas perguntas foram vindo uma atrás da outra.

      – Náusea não... Não que eu me lembre. Mas tontura sim, hoje mesmo eu me senti tonta.

      – Se sente inchada?

      – Sim, porém minha menstruação está para vir então é normal... Bom, pelo menos comigo. – Sorri.

      – Está para vim? – Riu.

      – Sim, porém está atrasada. Mas não é nada preocupante, meu organismo não é muito pontual quanto a isso. – Sorri novamente.

      – Está explicado. – Ele sorriu. – Sua menstruação não virá, (s/n).

      – Sim, ela ainda virá. Dificilmente ela vem nos dias certos.

      – (s/n)... – Ele deu uma risada. – Está entendendo bem o que eu estou dizendo?

      – O que foi? – Perguntei ainda bocejando.

      – Agora não restam mais dúvidas. – Sorriu. – Só o que eu preciso fazer é te parabenizar. – Estendeu a mão.

      – Desculpe, eu ando um pouco devagar por esses dias.

     – Você está grávida, (s/n). – Ele disse.

      Arregalei os olhos e ao mesmo tempo, senti minhas mãos ficando geladas, porém senti calor.

      – O quê? – Perguntei ainda surpresa.

      – Você será mamãe. – Sorriu. – E ao que indica nos exames de sangue, dentro de sete meses e meio.

      – Não! Não, não, não! Isso... Isso está errado! – Fiquei aflita. – Não, isso não pode estar certo, eu...

      – Não, não está errado. – Sorriu. – Acalme-se, vou pegar um copo de água pra você antes que desmaie com essa notícia.

      – Não, Dr. Hopkins! Eu não posso estar... Não posso estar grávida! Isso não seria possível!

      – Não desconfiou com sua menstruação atrasada?

      – Não, eu... Oh, meu Deus! Isso não pode ser possível! – Ainda em choque, eu senti minhas mãos tremendo.

      – Está se sentindo bem? – Ele me olhou. – Você está meio pálida.

      Nesse momento, ainda sentada na cadeira eu ouvi a voz do doutor ficando cada vez mais baixa e aos poucos, eu senti minha vista escurecendo. Eu sabia que a minha pressão estava caindo, e o doutor também. Imediatamente ele chegou com um copo de água e um canudo. Ainda aos poucos, eu bebi aquela água e logo senti que ela estava com sal. Ainda me olhando junto com sua auxiliar, ele começou a abanar-me e logo aquele calor passou e eu recuperei minha visão totalmente.

      Ainda com o coração disparado e em choque, eu comecei a chorar assim que aquele mal estar passou. Chorei de desespero, porém o doutor pensou que era de emoção. Ao ver que eu já estava bem novamente depois de alguns minutos, ele voltou para sua mesa e...

      – Agora não é mais comigo. – Ele disse. – Agora você precisará procurar sua ginecologista, porém mesmo assim eu lhe darei um encaminhamento para um nutricionista. Você realmente está com falta de nutrientes no organismo e está se alimentando de uma forma totalmente precária, se continuar assim seu bebê será afetado então você precisa se cuidar.

      Enquanto Dr. Hopkins falava e me enchia de recomendações, eu apenas olhei para frente e não consegui pensar em nada. Fiquei com medo, fiquei nervosa, fiquei em pânico e totalmente incrédula.

      – Alegre-se! Você será mamãe! – Ele disse ao final de seu discurso quando viu o pânico em meu rosto.

      – Eu... Eu não sei o que fazer, eu... Eu não posso acreditar, eu... Não posso estar grávida...

      – Sei que foi uma surpresa, mas é uma surpresa boa. – Ele sorriu.

      – Eu não... Não sei o que fazer, isso não pode ser verdade...

      – Não sabe o que fazer? Conte ao papai, ora! – Sorriu. – Depois conte para a família.

      Foi nesse momento que eu lamentei profundamente. Aquilo não poderia ser verdade, e enquanto eu estivesse ali com Dr. Hopkins ele iria falar sobre aquilo como se fosse a coisa mais linda da vida, sem ao menos saber qual era a minha situação no momento.

      – Aqui está, e isso é tudo. – Ele me entregou meus exames e os encaminhamentos. – Agora, cuide-se! Há um bebezinho com você e você tem que cuidar dele desde já. – Sorriu.

      – Obrigada. – Peguei tudo e ainda totalmente incrédula, eu saí do consultório.

     Com as mãos trêmulas e com os olhos completamente cheios de lágrimas, eu fui até o meu carro e assim que entrei, voei até farmácia mais próxima pelo caminho.

      – Não! Não! Não, não, não, não, não! Não! Isso não pode ser possível! – Enlouqueci dentro do carro.

      Dirigi velozmente, estacionei o carro totalmente torto na calçada, rapidamente eu entrei na farmácia tentando secar minhas lágrimas e tentando disfarçar meu nervoso. Cheguei ao balcão, pedi por um teste de gravidez e logo o atendente me mostrou três modelos. Peguei os três e fui até o caixa sem responder nada a ele. Paguei, voltei totalmente em alta velocidade para casa e corri ao banheiro.

      – Não, não, não! Por favor, não! Não! – Eu tremia.

     Abri todas as embalagens, coloquei tudo em cima da pia e logo comecei os testes. Abri as fitas, as mergulhei nos copinhos com urina e as deixei ali enquanto andei de um lado pro outro surtando no banheiro. Sentei-me no chão, abracei meus joelhos e chorei, completamente desesperada. Eu não poderia estar grávida, isso não era possível! Eu não poderia ter um filho naquele momento!

      Chorando incontrolavelmente no chão do banheiro, depois de alguns minutos eu resolvi ir ver o resultado dos testes. Dois dos testes indicavam o resultado com risquinhos na fita e um, indicava em um visor e chegava até a indicar o tempo de gestação.

      Ainda com a visão totalmente embaçada e com o rosto totalmente molhado pelas minhas lágrimas, com muito receio eu aproximei-me da pia. Os testes que indicavam com riscos na fita funcionavam da seguinte forma: um risco era negativo e dois, era positivo. Já o outro teste, ia vim escrito.

      Olhei os três ao mesmo tempo, e o que eu vi? Duas fitinhas com dois riscos e no visor do terceiro teste, estava escrito ‘grávida, seis semanas’.

      Ao ter mais três confirmações de minha gravidez, eu apenas desabei no chão e voltei a chorar com os testes na mão. Os três deram positivo e assim como Dr. Hopkins tinha me contado, o terceiro teste estimou seis semanas de gestação. Ou seja, eu estava grávida de um mês e meio, quando faltava pouco para completar um mês da ida de Jimin para a Coréia.

      Ainda aos prantos e sem entender, comecei a tentar pensar em como aquilo teria acontecido. Jimin e eu sempre nos protegemos, sempre tomamos cuidado e sempre usamos preservativos. Em nenhuma vez eles se romperam, disso eu tinha certeza. Eu sempre vi Jimin os tirando e eles estavam completamente inteiros. A única vez que fizemos sexo sem nos proteger foi em nossa primeira vez... Mas eu tomei aquele remédio! Eu tinha tomado! Como poderia ter engravidado?

      Foi nesse momento que eu lembrei exatamente da cena em que Jimin estava comigo no banheiro assim que eu vomitei com o efeito do remédio.

       “Por isso são duas doses. Vômitos são comuns, e na maioria das vezes a primeira pílula perde o efeito porque é colocada pra fora.”

      Ouvi sua voz totalmente alta e em bom som em minha cabeça. Ao lembrar-me dessa cena em especial e ao arregalar os olhos ao ter entendido o que teria acontecido, eu larguei os testes no chão do banheiro e corri até o meu quarto.

     A primeira pílula eu tinha certeza que tinha tomado, porém ela certamente tinha perdido seu efeito após o meu vômito. Procurei lembrar-me se eu tinha tomado a segunda, porém nenhuma lembrança veio em minha mente. Chegando ao meu quarto rapidamente, corri até a mesinha que ficava ao lado de minha cama e comecei a procurar a caixa do remédio. Minha gaveta era cheia de coisas e de primeira eu não achei.

      Porém, ao procurar mais para o fundo... Eu encontrei a pequena caixinha branca com uma tarja vermelha. Ao achar o remédio, minhas mãos tremeram e desesperadamente, eu abri a caixa. Virei sua abertura para baixo e naquele momento, uma pequena embalagem contendo uma pílula caiu no chão... E eu, me desesperei totalmente.

      Agora eu estava sabendo como aquilo foi possível. Eu não tinha tomado a segunda dose e a primeira, eu tinha colocado pra fora quando vomitei. Na minha primeira vez... Na única vez que Jimin e eu não nos protegemos... Eu engravidei.

      Jogada em minha cama, comecei a refletir sobre aquilo tudo totalmente incrédula. Como assim eu estava grávida? Como assim com um mês e meio? Como assim eu teria um filho aos 19? E minha faculdade? E meus planos futuros? E minha carreira? E... Jimin?

      Não, isso não poderia acontecer...

      Ainda aos prantos e surtando sozinha dentro de casa, só o que eu consegui dizer naquele momento foi “não”. Chorando muito e completamente desolada, eu gritava “não”.

      Aquilo não poderia acontecer. Não poderia se concretizar. Não foi planejado e eu... Não, eu não queria... Eu não poderia.

      Ainda desolada e com aquele remédio tão forte em minhas mãos, eu dormi exatamente do jeito que eu estava. Sequer escovei os dentes, troquei de roupa ou tomei banho. Simplesmente chorei até adormecer, sozinha, com Mochin ao meu lado e com o remédio em minhas mãos.

      Acordei no dia seguinte completamente atrasada e completamente ‘nem aí’ pra isso. Por não estar me alimentando direito há um tempo eu estava ficando mais magra do que eu já era. Sim, era fácil de notar. Eu realmente parecia estar doente. Ao ir tomar banho para ir até a universidade, despi-me e olhei para o espelho.

      Como eu não tinha percebido antes? Meu corpo estava totalmente magro, porém minha barriga... Bem na parte de baixo, estava com uma elevação. Sim, eu costumava ficar inchada perto da época de menstruar, porém aquilo ali não era um sinal de que a menstruação estaria por vir. Aquilo ali era um sinal de que a menstruação não viria. Aquilo era um bebê, e aquilo, era a coisa que eu mais rejeitava no momento.

     Chorei amargurada ao ver minha barriga daquele jeito e lamentei ao pensar que ali realmente... Eu carregava um bebê tão pequeno.

      Tomei banho, vesti-me na parte de baixo e logo, procurei embalagens com ataduras que eu guardava em minha caixinha de primeiros socorros. Abri três embalagens e instantaneamente eu as enrolei fortemente em volta de minha barriga. Por estar tão magra, minha barriguinha ficaria evidente ao usar roupas apertadas, então por isso eu decidi escondê-la.

      Saí de casa atrasada e ao chegar para a primeira aula, apenas entrei sem saudar a professora e sentei em uma das últimas carteiras da sala. Anotei o que estava no quadro e cheguei a abrir o livro na página indicada, porém... Naquele momento meus pensamentos foram longe.

    Como eu contaria aquilo para os meus pais?

    Como seria a minha vida ao ter um filho tão cedo?

    Meus planos? Minhas viagens? Minha carreira?   

    Como eu poderia encarar isso numa boa?

    Eu teria que interromper meus estudos...

    Me formaria mais tarde ainda por causa dessa pausa...

    Como conseguiria emprego sendo mãe de uma criança pequena?

    Eu não sabia como educar uma criança...

    Eu sequer sabia fazer uma mamadeira...

    E eu era a pessoa mais assustada do mundo quando o assunto era parto.

    Como eu poderia enfrentar tudo aquilo?

    Como eu poderia deixar aquela gravidez continuar sem acabar com toda a minha vida?

    Não seria mais só eu... Seria eu e a coisa em minha barriga.

    Não...

    Eu não escolhi isso.

    E pouco estava me importando com o que as pessoas falariam.

      Ainda na sala de aula, mas com os pensamentos totalmente distantes, eu imaginei minha vida sendo mãe aos 19. Certo, muitas outras pessoas engravidam mais cedo, ou aos 19 já estão com dois filhos. Dezenove poderia não ser tão ruim assim, mas pra alguém como eu que sequer sabia cuidar de mim mesma... Era a coisa mais terrível.

      Eu estava sozinha naquele momento. O pai do meu bebê sequer iria saber do que eu faria. Eu não contaria pra ninguém e sendo assim, ninguém suspeitaria de tudo aquilo que aconteceu. A responsável seria eu, porém só eu saberia disso.

      Ao chegar em casa naquele dia depois de aulas totalmente desgastantes, eu fui tomar banho. Ao tirar as ataduras, vi que eu estava marcada pela força tão grande que eu fiz para esconder minha barriguinha de quase dois meses.

      Tomei banho e ainda sem comer nada eu fui dormir. Sim, eu estava grávida e teria que me alimentar para que o bebê ficasse bem, só que naquele momento tudo estava tão confuso pra mim que eu sequer fiz alguma coisa. Dormi sem fome, e sem 'alimentar' meu bebê.

*

      Jimin já tinha ido embora há um mês, e sequer mandou um sinal de vida depois de tudo. Aquilo tudo estava me deixando furiosa e totalmente descontrolada. Eu precisava dele, mas ele sequer poderia se comunicar. Eu não tinha como saber o que ele acharia de tudo aquilo. Não teria como lhe informar sobre o que estava acontecendo...

      Aquilo me deu raiva. Me vi completamente sozinha naquele momento. Todos me julgariam se eu contasse. Me julgariam por eu ter engravidado ou me julgariam se soubessem que eu não queria dar continuidade àquilo.

      Jimin seria pai e não sabia. Por um bom tempo ficaria sem saber que tinha um filho. Por um bom tempo ficaria sem saber que teríamos um filho juntos. E se ele nunca mais voltasse? Não estávamos mais juntos. Estivemos juntos até aquele último beijo no aeroporto, e quando ele se foi... Não tínhamos mais nada assim como ele me fez prometer.

      Havia feito que eu prometesse que não pararia minha vida por causa dele. Havia me prometido que voltaria um dia. Mas e se ele não voltasse assim como eu não estava seguindo minha vida sem ele? E se ambos quebrássemos nossas promessas?

      O que eu deveria fazer? Criar meu bebê sozinha? Sem um pai? Ele voltaria? Nos encontraríamos de novo? O que eu diria ao meu bebê quando ele crescesse e perguntasse por seu pai? O que eu contaria? Que tudo acabou e ele foi embora?

      Eu não pedi aquilo... Não escolhi ter essa vida. Não pedi para nada daquilo acontecer.

      Não queria ter me apaixonado, porém aconteceu. Não pretendia namorar, e acabei namorando. Não queria que Jimin me deixasse, e ele me deixou. De início eu não quis, mas naquele momento eu estava pensando em seguir minha vida depois que ele se foi. Porem, como eu poderia seguir minha vida se eu tivesse aquele bebê?

      Aquela criança seria minha prova viva e eterna do quão frustrante foi o meu fim com Jimin. Aquela criança me faria ficar parada no tempo. Me faria ter lembranças. Eu não pretendia me casar tão cedo, e muito menos ter um filho. Porém... Agora estou aqui, grávida e completamente solteira. E o pai da criança que eu teria? Se não voltasse, jamais saberia de sua existência.

      Essas hipóteses estavam me deixado louca. Eu estava a ponto de fazer uma besteira sem me importar com as consequências. Eu queria fugir. Queria deixar tudo aquilo para trás, porém aquela criança mesmo depois de crescida, me manteria presa ao que vivi quando tinha dezenove.

      Não, eu não a queria. Sim, eu sempre sonhei em ser mãe e ter uma família, porém não dessa forma. Eu estava solteira, sozinha, a milhas de distância do meu verdadeiro amor e pai do meu bebê sem sequer saber se ele estava bem. Eu não sabia se ele voltaria, não sabia se ainda pensava em mim, não sabia se voltaríamos a ter algo caso ele voltasse depois de tanto tempo... Eu era nova, estava perto de completar vinte anos de idade. E ter um filho nessas condições seria a pior coisa.

      Na TV eu ainda via reportagens sobre aquela situação de guerra. A última coisa que fiquei sabendo foi que os EUA estavam completamente aliados à China e juntos estavam fazendo um plano de ataque endereçado às Coréias.

      Como eu poderia ficar bem, sorridente e esperançosa com aquela situação? As coisas estavam um verdadeiro inferno. Cada vez mais eu me convencia de que Jimin não voltaria. Aquilo tudo tinha acabado de vez, e só o que eu precisava fazer era aceitar.

      Tudo piorava a cada dia. Eu ainda passava mal, ainda sentia horror ao olhar para minha barriga no espelho, ainda detestava a ideia da maternidade e detestava mais ainda a ideia de perder totalmente a minha juventude ao ser uma mãe solteira aos dezenove com uma criança que seu pai sequer sabia de sua existência.

      O que eu diria para aquela criança que sequer deveria existir? Como explicaria tudo? Como dizer a ela que foi tudo um acidente? O que eu poderia dizer a ela sem que a ferisse tão ferozmente?

      Não. Eu não diria nada, pois eu a pouparia de viver com essa dor. A pequena criança não teria culpa de nada, porém sofreria mesmo assim.

      Foi nesse momento de completo caos que eu tomei minha decisão. Ninguém saberia, só eu.

      Sim, eu havia prometido a mim mesma que quando estivesse completamente perto de surtar, eu abriria um dos vídeos de Jimin para pôr um fim àquele sofrimento todo e para que eu pudesse me encher completamente de esperanças de algo bom para o futuro. Porém, naquele momento eu sequer quis abrir aqueles vídeos.

      Eu tinha decidido, e se visse um daqueles vídeos eu certamente me acovardaria e não acabaria fazendo o que eu havia decidido. Eu mudaria de ideia, e isso não poderia acontecer.

      De um lado estava o notebook, que naquele momento me faria chorar, porém me faria se sentir um pouco melhor com os vídeos. E do outro lado em cima da cama, estava o remédio que se eu tomasse poderia dar um fim a tudo aquilo.

      Eu não sabia o que aquele remédio causaria ao meu bebê. Com dois meses eu vi na internet que ele estaria do tamanho do meu dedo mindinho e isso era tudo que eu sabia. O que aconteceria com ele eu não sabia, e não queria saber. O que eu sabia mesmo é que o remédio era forte. Em mim ele causou um intenso mal estar por sua dose tão alta de hormônios de uma vez... Imagine o que causaria a um feto de pouco mais de três centímetros...

     Não, eu não imaginei. Apenas tomei minha decisão. Aquilo não poderia continuar então eu resolvi acabar enquanto ainda havia tempo.

      Escolhi o remédio ao invés do notebook com vídeos de Jimin. Fui até a cozinha, enchi um copo de água e lentamente eu andei pela casa enquanto tomei coragem. Olhando pela porta que dava acesso a sacada eu vi as árvores mais altas com suas folhas sendo balançadas pelo vento. Abri a porta, caminhei até a sacada, sentei-me no chão e ali permaneci sentindo aquele vento totalmente gelado em meu rosto.

      Ainda com o remédio em uma mão e o copo na outra, eu chorei. Chorei ao pensar no que eu estaria prestes a fazer, e chorei ao pensar em como seria minha vida se eu não fizesse.

      Levantei minha blusa naquele momento e comecei a tirar as ataduras. Novamente eu vi minha barriga completamente marcada pelas fitas que eu amarrei, e naquele momento enquanto a fitei, notei que ela realmente estava cada vez ficando mais ressaltada em minha roupa apertada.

      Permaneci ali ainda sem saber o que fazer. Segundos antes eu estava decidida a acabar com tudo, porém... Estando com o remédio o com o copo na mão... Eu não consegui fazer tal coisa. Respirando fundo em lágrimas e sentindo todo aquele frio, eu fechei os olhos e apenas lamentei. Pela situação e pela minha fraqueza que não me permitiu acabar com tudo logo.

      Encostei-me na parede e escorei-me. Com as pernas esticadas, com a blusa um pouco levantada e com o jeans aberto por causa da barriga, eu simplesmente fechei os olhos e chorei ali sozinha. Baixinho, e totalmente sem saber o que fazer.

     Permaneci ali por tanto tempo que comecei a ter sono. Lutei contra ele, porém ele me venceu. E ali mesmo, eu adormeci, totalmente sozinha e desprotegida do frio.

*

      Impaciente, eu olhei durante muitos segundos para a tela do notebook. Eu estava usando um programa de computador para fazer chamadas de vídeo, porém até aquele momento eu só conseguia ver a minha imagem no quadrinho de baixo. Quando de repente, a imagem de Jimin apareceu em tempo real.

      – Tão linda como sempre. – Ele disse.

      – Finalmente, hein! – Eu disse, sorrindo pra ele.

      – Desculpe a demora, estava no banho. – Ele arrumou o cabelo.

      – Poderia ter atendido mesmo assim... Seria interessante. – Sorri. – E esse cabelo aí, hein?

      No vídeo, Jimin estava com o cabelo loiro e usava um boné preto. Ele já havia me dito que se pudesse ficaria loiro porque achava bonito, porém nunca havia trocado de cor... Até aquele momento.

      – Gostou? – Perguntou mexendo em seu cabelo.

      – Você é lindo de qualquer jeito. – Sorri. – Apesar de eu gostar mais do seu cabelo escuro.

      – Eu sabia que você diria isso. – Sorriu. – Cadê meu garotão?

      – Estava aqui comigo, porém você demorou tanto que ele voltou pro quarto para brincar. – Respondi. – Filho! Papai quer te ver!

      Nesse instante, um garotinho chegou à sala. Aparentava ter dois anos de idade e era totalmente uma mistura minha com Jimin. A criança tinha os meus olhos e a minha boca. Já a parte que ele tinha herdado de Jimin foi o cabelo e aquele sorrisinho lindo. E o que dizer de suas mãozinhas? Eram iguais a de Jimin, porém menor ainda.

     – Oi! – Ele apareceu e eu o coloquei em meu colo.

      – Ei, garotão! Você está cada vez mais enorme! – Jimin sorriu com os olhos brilhantes.

      – Sabe por que ele está tão crescido, papai? – Eu disse. – Porque ele sempre come tudo no almoço e no jantar.

      – É isso aí! Pra ficar forte tem que comer tudo! – Disse Jimin.

      – Pra ficar forte e pra ganhar sorvete, se não a mamãe não dá. – Ele riu.

      – Oh, deixe o menino comer sorvete, jagi! – Jimin riu.

      – Só se comer todos os legumes. – Respondi.

      – Quando eu chegar, te levarei em uma sorveteria e você comerá quantos sorvetes quiser, está bem?

      – Pode, mamãe? – A criança me olhou.

      – É claro. – Sorri. – Se você ficar dodói, acorde seu papai a noite, está bem?

      – Você é muito má. – Jimin riu com a careta que a criança fez.

      – E a propósito, comprou a passagem?

      – Sim, porém só consegui um vôo nas condições que eu queria para daqui a uma semana. – Jimin respondeu.

      – Está ótimo. – Sorri. – Tomara que esses dias passem voando.

      – Espero que estejam ansiosos para ver os presentes que estarei levando. – Jimin sorriu.

      – O que será? O que será? Um cachorrinho? – A criança comemorou.

      – Ainda não, mas tenho certeza que o que estou levando... Os dois vão gostar. – Jimin sorriu.

      – Pra mim não precisa de presente... Poder estar contigo de novo é só o que eu quero. – Eu disse.

      – Digo o mesmo. – Sorriu. – Não vejo a hora de agarrar vocês dois. – Ficou tímido. – Não vejo a hora de estar com vocês.

      – Digo o mesmo... – Sorri enquanto fiquei ansiosa.

      – Hyung, não se esqueça de ir até o mercado comprar o que minha mãe pediu. Ela logo voltará e irá reclamar ao ver que não fizemos o que ela mandou. – Ouvi a voz de Jihyun.

      – Cumprimente seu sobrinho e sua cunhada primeiro. – Jimin virou o notebook para ele.

      – Oi, titio! – A criança acenou e falou em inglês.

      – Oh! Olá! – Jihyun acenou. – Puxa vida, ele está enorme! – Sorriu.

      – Oi, Jihyun. – Sorri ao cumprimentá-lo em coreano. – Só agora que Jimin está loiro você deixou um pouco de ser tão idêntico a ele.

      – Você e Busan inteira já tiveram esse mesmo pensamento. – Ele riu. – Como estão as coisas por ai?

      – Ótimas. – Sorri. – E aí?

      – No momento sim, mas se minha mãe chegar e ver que o hyung e eu não fizemos o que ela pediu, não sei se tudo continuará bem. – Ele riu.

      – Vai indo na frente, eu vou me despedir e já vou. – Jimin disse, virando a câmera para si mesmo. – Desculpe, mas agora vou precisar desligar.

      – Tudo bem, nos falamos de manhã. – Eu disse.

      – Que aqui no caso seria de noite. – Riu.

      – Sim. – Assenti olhando apaixonada pra aquele rostinho lindo.

      – Até logo, filhote! – Disse Jimin. – Cadê o beijo do papai?

      A criança nesse instante beijou a palma de sua mão e depois a assoprou como se tivesse feito seu beijo voar até Jimin. Logo depois disso acenou despedindo-se.

      – Até logo, jagi. – Ele disse.

      – Até logo, amor. – Sorri. – Eu te amo.

      – Eu te amo. – Acenou, e logo desligou.

      – Quando o papai vai voltar? – Perguntou.

      – Daqui a alguns dias. – Eu disse, já sonhando com o momento.

      – Quero que ele brinque comigo. – Ele disse.

      – Sim, meu amor, ele vai brincar. – Sorri arrumando seu cabelo e logo comecei a sentir meus olhos úmidos.

     Jimin finalmente voltaria – e em breve. Finalmente eu poderia estar em seus braços novamente depois de tanto tempo e finalmente, ele conheceria seu filho. Só de imaginar aquele momento, fiquei emocionada e a criança percebeu.

      – Está chorando?

      – Sim. – Eu disse, secando os olhos enquanto sorri.

      – Mamãe, não chora... – Ele me olhou fazendo bico.

      – Não se preocupe, amor... Estou feliz! Seu pai voltará finalmente e eu estou feliz!

      – Veja, mamãe! Veja se eu não pareço com o papai! – Ele colocou a ponta dos dedos no canto de seus olhos e os puxou.

      A criança sorriu enquanto esticou seus olhos como os de Jimin e nesse momento, só o que eu fiz foi abraçá-lo.

      – Oh, Deus! O que seria de mim sem você, hein? – Sorri enquanto o abracei feliz. – O que seria de mim sem esse príncipe tãããão lindo? – Fiz cócegas nele.

      A criança não me respondeu, apenas caiu na gargalhada enquanto eu brinquei com ela. Puxa vida que sorrisinho mais lindo...

      Aos poucos as cenas foram se apagando de minha mente e logo eu abri os olhos assustada enquanto interrompi o sonho. Meu Deus, o que foi aquilo? Eu estava na sacada, porém estava sozinha. Onde estava Jimin? Onde estava a criança? Ainda sem saber o que tinha acontecido eu levantei-me rapidamente e acabei derrubando um copo de água que estava em minha frente.

      Por que aquele copo estava ali? O que eu fazia na sacada? Onde estava aquela pequena criança? Levantei-me do chão totalmente nervosa enquanto tentei proteger-me do frio abraçando meu próprio corpo, e nesse momento, notei que eu tinha algo na mão esquerda.

      Eu segurava uma pílula e ao vê-la, eu entendi tudo. Ainda nervosa, eu voltei a chorar quando me lembrei do que eu estive prestes a fazer. Como eu pude pensar nessa opção? Como eu pude pensar em fazer isso? Eu iria tirar todas as chances de vida do meu bebê? Que tipo de pessoa eu seria se fizesse isso?

      Ao ter noção do que eu iria fazer... Ao pensar no monstro que eu seria ao fazer isso com meu próprio bebê, eu simplesmente andei rapidamente até a beirada da sacada, segurei aquela pílula na ponta dos dedos e a arremessei com toda a força que eu tive naquele momento.

     Eu não faria aquilo! Não, eu não seria capaz! Eu seria um monstro! A pior pessoa do mundo! Não foi planejado, mas aconteceu! Era o meu filho! Meu! Um pedacinho meu... Junto com um pedacinho de Jimin.

      Gritei pela casa totalmente arrependida de ter pensado naquela possibilidade. Fechei a porta da sacada com força, chorei sozinha pela sala até que corri até o meu quarto e me joguei na cama.

      – Me desculpe! – Eu acariciei minha barriga. – Me desculpe, meu amor! Me desculpe por ter pensado nisso! Eu te amo! Eu te amo demais! Você é tudo que eu tenho agora! Eu te amo... – Chorei com as mãos na barriga. – Me desculpe!

      Não, eu não cheguei a fazer nada. Porém eu pensei, e por alguns segundos eu me decidi que aquele era o certo a fazer. Ao sonhar e ao ver tudo que eu vi naquele vislumbre, eu apenas parei pra pensar direito em tudo.

      Em meu sonho eu estava feliz. Meu filho estava crescido, estávamos bem apesar de tudo e estávamos juntos, morando em Manhattan. Em meu sonho eu tinha conseguido mantê-lo e cuidado muito bem dele. Meu filho era lindo... Tinha os meus olhos, e o cabelo ‘tigelinha’ igual o de Jimin...

     Eu o chamava de príncipe e ele sorria pra mim. Ele se preocupou ao ver-me em lágrimas. Me abraçou, tentou me alegrar e eu... Disse a ele “O que seria de mim sem você?” E nesse momento... Eu pensei em como seria a minha vida quando a culpa me assombrasse todo santo dia por eu ter feito a crueldade que eu pretendia fazer.

      Jimin estava feliz ao falar conosco. Sorria o tempo todo e demonstrava muito amor por nós. Ele ainda estava longe, porém mesmo assim éramos uma família. Ele se mostrou completamente feliz ao ver nosso filho, e completamente apaixonado ao nos ver juntos pela câmera. Jimin disse que me amava, e que voltaria em breve. Meu filho estava ansioso para vê-lo também e quando isso acontecesse... Seria o momento mais lindo da minha vida.

      Como seria o meu bebê? Seria mesmo um garotinho? Ou uma menininha? Quais seriam os nomes que eu poderia escolher na hora de optar por um? Seria parecido comigo? Com Jimin? Ou com os dois? Seria um bebê só? Ou seriam dois?

      Minha vida poderia ser maravilhosa tendo uma criança do lado. Eu jamais estaria sozinha com ela ali comigo. Eu seria responsável por uma vida tão frágil, e isso era tão lindo... Eu teria um amigo ou amiga para o resto da vida, e era assim que eu queria que ele ou ela me visse.

      Porém, eu só poderia saber como tudo seria... Se deixasse tudo prosseguir. E foi isso que eu decidi fazer depois de me odiar completamente por quase ter feito a maior besteira de minha vida.

      Peguei todas as ataduras que eu vinha usando para esconder minha barriga, as cortei em pedaços com uma tesoura e as joguei no lixo. Eu jamais queria vê-las, jamais queria lembrar do que eu tinha feito usando elas.

     Toda aquela situação me fez muito mal. Eu estava surtando de vez, estava totalmente confusa e me vendo num beco sem saída. Isso justiçaria o que eu pretendia fazer? Não, mas aquilo pra mim pareceu a única saída no momento.

      Sim, eu ia ter aquele bebê. Me odiei totalmente por ter pensado em me livrar dele, porém depois de uma semana finalmente eu coloquei a cabeça no lugar. Só o que eu tinha para fazer era começar a cuidar de mim mesma e assim, eu cuidaria dele automaticamente.  Só o que eu precisava era fazer um acompanhamento médico para cuidar do meu bebê e para garantir que tudo ficassem bem com ele.

      Ao ter colocado a cabeça no lugar, eu concluí também que eu precisava de ajuda. Por ter guardado aquilo tudo pra mim, eu tive um colapso. Muita gente me ofereceu ajuda, e eu as dispensei. Poderia ter dividido meus pensamentos e sentimentos com muita gente e assim evitaria essas idéias tão erradas que tive. Porém eu me fechei, e surtei.

      – Me desculpe, meu amor... – Eu chorei com as mãos na barriga. – Nós vamos ficar bem, eu prometo! Eu prometo pra você que tudo dará certo e eu me esforçarei muito para ser a melhor mãe pra você. – Lamentei. – Eu te amo, confie em mim, eu... Eu te amo! Você é tudo que eu tenho e eu nunca! Nunca irei abandoná-lo!

      Naquele momento meus pensamentos mudaram ao vislumbrar aquela cena tão amável no sonho. Eu não queria saber se eu teria que deixar a universidade por um tempo, não queria saber de minhas viagens e não queria saber da minha carreira naquele momento. Eu teria meu filho mesmo assim, e tudo ficaria bem. As coisas se encaixariam e eu conseguiria me virar.

      Seria perfeito se Jimin voltasse – e logo – porém mesmo se isso infelizmente não chegasse a acontecer, sim, eu criaria meu filho sozinha. Eu não poderia rejeitá-lo, eu não poderia abandoná-lo. Meu filho só tinha a mim, e eu precisava zelar por ele.

      Independente se Jimin soubesse de sua existência ou não, eu daria luz a ele. Durante anos eu me virei sozinha em tudo, então mesmo que Jimin não voltasse e não me ajudasse a criar nosso bebê, eu faria aquilo. A criança era responsabilidade nossa naquele momento, mas com ele longe e incomunicável, seria a apenas minha. E eu, me encarregaria disso.

      Sim, eu teria meu bebê. Sim, eu correria para a minha ginecologista para fazer exames e começar o pré natal, assim como eu também iria ao nutricionista para começar a me cuidar melhor. Meu bebê dependia totalmente de mim, então eu faria por onde na hora de cuidar dele.

      Ao aceitar minha gravidez depois de ter refletido sobre coisas tão boas que poderiam acontecer, confesso que aquele desespero passou. Aquela agonia e aquele medo se foram, e só o que eu fiz no final daquela noite foi admirar minha pequena barriga no espelho antes do banho.

      Confesso que aquela ideia da maternidade ainda me parecia algo totalmente assustador. Porém ao refletir sobre isso, me convenci de que aquele era apenas um desafio que eu iria enfrentar – e de cabeça erguida. Ainda tendo medo e já muito curiosa para saber a que tamanho minha barriga chegaria, eu continuei refletindo quando deitei-me para dormir.

     Confesso também que aquela ideia de guardar tudo pra mim não me servia mais. Eu não poderia surtar daquele jeito novamente, eu precisava desabafar e compartilhar com outras pessoas os meus sentimentos para me aliviar daquele desespero. E pensando nisso, enquanto eu já estava deitada em minha cama com Mochin ao meu lado e com a mão acariciando minha barriga, que eu decidi ligar para a minha mãe.

      Sim, eu tinha aceitado minha gravidez, porém aquilo tudo era muito novo pra mim. Eu precisaria conversar com alguém que entendesse mais do que eu, e por eu ter alguém como minha mãe ao meu lado... Não poderia ser outra pessoa. Eu sabia que ela me tranquilizaria mesmo que não gostasse muito da ideia, e era disso que eu precisava.

      Eu tinha aceitado, porém aquilo pra mim ainda era muito complicado. Eu não sabia quase nada sobre e precisaria de muitos conselhos e de muitas instruções para não acabar ficando nervosa ou triste com algo tão lindo acontecendo em minha vida.

      Peguei meu telefone, liguei para a minha mãe e depois de um tempo de conversa, eu disse:

      – Irá fazer algo neste final de semana? – Perguntei.

      – Não, eu e seu pai estaremos em casa para descansar. – Respondeu.

      – Irei até aí, tudo bem?

      – É claro. – Ficou alegre. – Pensei que não viria.

      – Pois é, eu não tinha a intenção de ir, pois tenho muita coisa para fazer na faculdade, porém...

      – Porém...? – Ela perguntou.

      – Precisamos conversar. – Eu disse.

     Minha mãe entendeu bem o meu recado e não insistiu para que eu contasse tudo ali mesmo e por telefone. Continuei conversando com ela por alguns minutos enquanto admirei e acariciei minha pequena barriga. Minha mãe me fez rir e ao final de toda aquela conversa, eu já me sentia totalmente melhor. Se alguém me visse naquele momento, jamais pensaria que eu era aquela que surtou minutos antes.

      Desliguei a ligação e ao conectar meu celular ao carregador, simplesmente abracei Mochin e me esforcei para sentir o perfume de Jimin vindo dele, enquanto fitei o teto e sorri. Eu seria mãe dentro de alguns meses, e foi só naquele momento que a minha ficha começou a cair e eu consegui me alegrar um pouco com a notícia.

      Eu não sabia como a criança seria, só sabia que eu queria que fosse um menino – e que fosse totalmente igual a Jimin.

      E falado em Jimin... Mesmo me sentindo um pouco melhor naquele momento...

      Eu resolvi que era a hora de assistir a mais um de seus vídeos.


Notas Finais


Corre e vem ler o primeiro capítulo da shortfic do Jin!!
Aproveita e panflete para os amigos se gostar, assim você dará à Unnie uma grande ajuda! ^^

https://spiritfanfics.com/historia/no-more-friends-shortfic-jin-9863198


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