História Internato Anima Mea - Interativa - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa noite gente, tive um surto e resolvi escrever uma fanfic. Quem quiser se inscrever na fic é só acompanhar as fichas e as regras! Beijos na bunda e boa leitura

Capítulo 1 - Prólogo e Fichas


P.O.V Malisa

 

Como é a vida? Ela passa rápido. Clichê pensar nisso, mas errado não tá. Ficamos na corda bamba entre curtir a vida como se não houvesse amanhã, e respirar com leveza sobre o dia seguinte. Quando crescemos, notamos que não temos mais tempo. Trabalho, estudo, afazeres de casa, compromissos e relações interpessoais que a sociedade diz silenciosamente - e com devido deboche - que devemos fortalecer. 

 

Sinto que não tenho mais tempo para nada. Nem para curtir a vida, nem para trabalhar, respirar e nem sei se tenho mais relações interpessoais. 

 

Tudo isso porque me tornei diretora daqui. Do Internato Anima Mea.

 

Mas isso não me dá motivos para ser amargurada como um vinho recém-criado. Não quero ser como a antiga diretora. Ela trabalhava entre crianças e adolescentes e as odiava amando o dinheiro dos seus tutores. E tento todos os dias ser diferente, e acho que ando tendo êxito. Os professores estão sempre inspirados, os alunos continuam sendo os mesmos todos os anos, e eu perdi a vontade de desaparecer. 

 

Deixo de encarar a vista rural quando ouço duas batidas na porta. Solano, o guarda-chaves e fiel companheiro do Anima Mea desde o príncipio, anuncia a chegada da candidata a bibliotecária. 

 

- Obrigada, sr. Solano. - agradeço. Solano balança a cabeça, e uma moça no auge dos seus vinte cinco anos (descobri pelo currículo) pele negra, olho grandes e pretos e cabelos presos a um coque bem firme se apresenta. 

 

- É um prazer enfim conhecê-la, diretora Malisa. - disse a moça, apertando minha mão. Sua palma está suada e a mesma tenta secá-las discretamente na saia lápis branca. 

 

- Igualmente, senhorita Olívia. 

 

Aponto para se sentar na cadeira de couro e suas costas estão eretas e distantes do encosto.

 

Está nervosa sem nenhuma necessidade. 

 

Volto e pego a cópia do currículo que enviou há algumas semanas.

 

O único que recebi. Ninguém se habilitou a mandar. 

 

- Formada em uma das melhores universidades, trabalhos voluntários correspondente a distintas comunidades e uma carta de recomendação empolgadíssima da antiga ocupação. - sorrio brevemente. - Ah, perdoe meus maus modos. Aceita uma água, chá, café…?

 

- Estou servida. Agradecida. - disse Olívia de maneira automática. Ela limpa a garganta. 

Não posso ser exigente.

 

- Tem experiência com bibliotecas escolares? Vejo que trabalhou voluntariamente em universidades, mas com a sua formação, deve saber a diferença entre as redes de ensino.

 

- Sim, senhora. Não cheguei a trabalhar em bibliotecas escolares como bem sabe. Mas tenho experiência em lidar com público estudantil, apesar do acervo ser completamente diferente. 

 

Ah, o acervo… Droga, espero que ela não fuja. 

 

Me levantei de súbito. Não pensei em nada. Estava encantada com o jeito de falar da moça, que apenas a convidei para andar pelos arredores do internato. Mostrei os jardins, o ginásio, as alas dos dormitórios, a cantina, o refeitório e enfim… A biblioteca. A biblioteca fica distante da instituição, por não ter o espaço devido na planta original e não termos verba o suficiente para tal.

 

A biblioteca é a última das nossas prioridades. Se é que é uma prioridade. 

 

- Não pude deixar de reparar que na sua porta está gravado Carpe Diem. Conhece mesmo o termo ou pegou referência somente na “Sociedade dos Poetas Mortos”? 

 

Curiosa. É uma boa característica para quem quer seguir na área da informação. Sorrio abaixando a cabeça, enquanto seguimos o caminho para a biblioteca. 

 

- Obviamente pelo filme. - Olívia sorri. Ela está se contendo. Será que sou uma péssima anfitriã? - Mas, depois que conheci o Carpe Diem no Arcadismo, entendi que esse deveria ser o lema de qualquer pessoa que sabe apreciar a vida como bem entende. 

 

- Então, suponho que a senhora sabe apreciar a vida?

 

Olívia sorriu de início, mas parece ter processado o que disse pois ela limpou a garganta e fingiu interesse pelas árvores. Seu jeito tímido e contido é um tanto atraente.

 

Quão decepcionante vai ser para ela ver o estado atual da biblioteca?

 

Quão preparada estou para aturar mais um ano tutelando estes alunos? 

 

Quão longe podem ir os jovens?

 


Notas Finais


Gostaram? Odiaram? Me digam o que acharam!

Segue as fichas e regras


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