História Internato Rainbow Rain - Imagine BTS - Capítulo 14


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jinyoung, Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Mark, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé, Youngjae, Yugyeom
Tags Amor, Bambam, Bangtan Boys, Beyond The Scenes, Blackpink, Blckpnk, Bts, Got7, Instituto, Jaebum, Jennie, Jeon Jungkook, J-hope, Jin, Jisoo, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Lalisa, Luta, Mark, Min Yoongi, Park Jimin, Poderes Sobrenaturais, Rap Monster, Rose, Seokjin, Sobrenatural, Suga, Taehyung
Visualizações 43
Palavras 3.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiie

Quatro meses depois, eu estou aqui... 💞

Eu mudei um pouco os planos dessa fanfic ultimamente, mas ela ainda continua com o mesmo propósito.
E SIM, TERÁ SEGUNDA TEMPORADA, já que essa parte termina no cap 20!! T_T

Enfim, boa leitura S2

Capítulo 14 - Fourteen


Fanfic / Fanfiction Internato Rainbow Rain - Imagine BTS - Capítulo 14 - Fourteen

POV Katherine



– Jung Hosoek, se explique! – Exclamei fechando a porta do meu quarto. O mago se encontrava sentado na beira da minha cama levemente desarrumada, com as mãos juntas entre os joelhos. Encarava o chão.

– Bem, eu...

– Você sabia que eu posso perder meu posto como professora JUSTO NO PRIMEIRO DIA??! Eu não acredito, Hosoek. Eu confiei em vocês como amigo porque achava que era responsável, consequente. Mas parece que não tem noção do que faz... – Esbravejei antes mesmo que ele planejadas uma boa desculpa, e tenho certeza que meu olho mudou de cor, porque quando seu olhar levantou e encontrou o meu, o garoto deu um pulo.


– Desculpe. – Dissemos ao mesmo tempo. Suspirei derrotada e pressionei os olhos para forçá-los a voltar à cor normal. Provavelmente estavam vermelho-vivo antes, mas agora retornaram ao castanho claro.


– Kah... Me desculpe. Eu vi a Yerin beijando o Jackson, e fiquei bravo... E depois de uma conversa que eu tive... Isso me encorajou. Mianeyo, Noona. Eu não devia ter feito isso.


Encarei seus olhos e ele me dizia total verdade. Respirei fundo, senti o cheiro do seu perfume.



– Tudo bem... Mas eu acho melhor você ir embora agora.






***





– Por que você anda tão estranho, Min Yoongi?! – Indaguei em tom alto, puxando seu braço.


– Me larga, eu não quero conversar. Já fiz merda demais em tão pouco tempo...


– Do que você está falando? – Questionei indignada de não saber do que se tratava. – Me conta!!


– Pare de fazer ceninha na frente dos outros. – Soltou seu pulso e saiu do refeitório a passos largos. Fechei minha cara e assim como ele, saí daqui.


Os outros quatro se encontravam sentados na mesa nos esperando, mas quando começou a ser grosso comigo e eu perguntei o porquê, ele se estressou e os outros entenderam que não estávamos em estado bom para conversa, então o segui.


– Pare de pensar o quão você está preocupada com isso. Está me irritando. – Ele falou de repente, sem parar de andar rápido no meio dos corredores completamente desertos da ala dos dormitórios.


– Pare você de "ler" meus pensamentos. Você acha que eu estou pensando isso, mas não estou. Você só pode especular sobre um filho de Garden, não ler sua mente de fato. E eu digo que está errado. – Retruquei já impaciente. Me pus na sua frente e paramos, um pouco ofegantes de correr.



Meu olhar não saía de sua pele alva, sua face aparentemente delicada, porém destrutiva. Seus olhos brilhavam mais negros querendo me trazer Abunai para conversas e tudo que eu queria era ter os dois lados equilibrados agora. Suas orbes estavam um pouco descordenadas.


– Yoongi, me escuta. O que aconteceu? – Repeti a pergunta da cantina. Ele bufou e entreabriu a boca, revelando suas presas descontroladas saindo fora de hora.


– Ok, você quer que eu seja sincero? Eu vou ser sincero. – Proferiu repentinamente, me assustando. – Eu ando muito estranho desde que você chegou ao internato, e mais ainda quando se aproximou dos outros. E agora que o Hosoek sentiu a sua boca... Eu não... Katherine, você vê o que faz comigo? – Se aproximou a passos largos, e parou a minha frente, me tendo estática, e segurou minhas mãos com delicadeza.


– Eu tenho sentimentos fortes por você, K... Eu conversei com os meninos ultimamente e os disse que as vezes as pessoas que menos esperamos surtem um efeito radical em nós... Nosso universo muda e é bom estar com ela, mesmo que brigando... A não ser que algo a machuque. Essa pessoa passaria e faria de tudo por você assim como você por ela, e isso é a reciprocidade do sentimento forte. Eu disse que queria ter, disse que iria conseguir ter e já sabia com quem, mas aqueles cretinos acharam que no lugar de estar desabafando eu estava é consentindo que eles avançassem em você... Me perdoe por isso, eu não queria ser assim... – Uma lágrima correu do meu olho direito, e rapidamente a limpei. Ele me olhou mais intensamente ainda e pôs meus pulsos ao redor do seu pescoço, e me manobrou para trazer para perto. Me levou até a parede, onde encarou meus olhos fixos. Suas pupilas estavam totalmente escurecidas.


– A verdade é que eu não aguento ver pessoas tomando o que é meu de mim... – Sussurrou contra a pele nua do meu pescoço e depositou um beijo demorado no local, depois uma leve mordida. Diante de tudo isso, eu estava tensa, mas com a mordida, algo em mim amoleceu. Seus caninos fizeram cócegas em mim. – E você não vai ser tomada facilmente. Não enquanto eu ainda for vivo... – Continuou com os selares e os subiu até o meu queixo, quando seu rosto chegou a altura do meu. Me encarou. – Você pertence a mim, Katherine Pierce. E a mais ninguém.



Nossos lábios se juntaram após um pequeno impulso que tomei. Levei minhas mãos aos seus fios de cabelo negros que pareciam mais divertidos que o usual, enquanto as do outro me apertavam na região da cintura. Sua língua tinha completa harmonia com a minha, e vez ou outra suas presas me assustavam um pouco, mas nada que fosse nos atrapalhar. Encerramos o beijo com uma leve mordida de sua parte no próprio lábio, depois alguns outros selinhos.

Cessando um pouco o selar, o garoto depositou uma mordida mais forte que as outras no meu pescoço, dessa vez usando seus caninos à mostra, o que me levou a apertar forte a barra de sua camisa por não ter sido avisada.


E para falar a verdade, eu sabia o que era aquilo. Mas que garoto tolo!!!





***





– Então quer dizer que você me marcou? – Perguntei retórica, e ele sorriu pondo as mãos sobre as pernas que estavam cruzadas em cima da minha mesinha de centro.


– Sim... É uma coisa de demônios de sangue vermelho. No caso, os híbridos. – Seu sorriso se abriu mais.


– Oh, então isso quer dizer que você se achou no direito de marcar o seu cheiro para os lobos, sua aura para os demônios, sua essência para os anjos, sua presença para as fênix e DUAS MARCAS DE PRESAS no MEU pescoço pra todas as outras espécies por... CIÚMES??? – Fiz outra pergunta retórica, fingindo raiva. O encarei manipulando o meu olho para ficar totalmente negro, como o seu fica quando converso com Abunai, e o garoto estremeceu.


– É-É.... Mas.... Eu não tinha pensado nisso como algo tão negativ...


– Ah, não... Claro que não! Você só pensa em você, né Yoongi?! Bateu com a cabeça?? – Comecei a gritar, e sua carinha de assustado quase me deu pena. Esse infeliz me marcou com duas dentadas e agora vai pagar, mesmo que seja brincadeira.


– E-Eu não p-pensei assim, mian-neyo, jagi... – Ele se desculpou de cabeça baixa, e pela primeira vez na vida o vi, além de abaixar a cabeça e consentir ao erro, chorar. Sua lágrima era grossa, como aquelas que soltamos nos sentimentos mais fortes. Foi aí que eu me arrependi.


– E eu... – Me auto-interrompi ao paralisar com o que ouvira. "Jagi"? Jagi vem de jagiya... Jagiya? O Yoongi me chamando assim??!

Sem aviso, corri para lhe dar um abraço. Envolvi meus braços no seu tórax e encostei o nariz delicadamente no seu ombro, como estava de joelhos em frente à ele e a cama. Fui correspondida sem contestações, com seus braços ao redor do meu pescoço.


– Desculpa, Yoon, eu só estava brincando... Eu não tô brava. – Tentei o consolar apertando um pouco mais, e ele me soltou devagar.

– Tudo bem... Acho que foi meio precipitado... – Estreitou os olhos. – Mas pelo menos você não estava falando a verdade, certo?

– Certo. – Sorri. – Quer comer alguma coisa? Eu nunca saí em algum fim de semana daqui do internato, mas na semana eles deixam também né?!!...

– Sério?! Isso seria ótimo! Já sei até onde vamos. Vou sair daqui pra você se arrumar e vou te esperar na saída. No caminho eu aviso o Namjoon.


Yoongi estava animado. Seu olho até ficou mais claro, com certeza era Atatakai querendo me beijar até amanhã. Ele estava certo... Yoongi gostava de mim, e mais incrível ainda, eu gosto dele. Seria cedo demais para um relacionamento??


Ignorando os pensamentos, balancei a cabeça para sair do estado de transe que era pensar em Yoongi num encontro comigo, então troquei de roupa.



Eu nunca mais me senti assim... É como se a Filli Garden fosse embora e só a garota do corpo ficasse.... Quase me sinto um humano por ser alguém tão comum perto dele. Ele me faz esquecer que faço o que faço, que eu sou o que sou, mesmo que seja só para responder as suas ironias... Ele é tão parecido comigo, e ao mesmo tempo de uma espécie que me representa de personalidade, hibrido do lado "bom" e do "mal" juntos.


Me dirigi ao banheiro levando uma roupa em mãos, tomei um banho quente e fiquei pensando um pouco mais em como seria sair pela primeira vez daqui, desde que cheguei. Senti uma pontada na cabeça, mas como já estava acostumada — provavelmente era o meu cabelo mudando de cor sozinho novamente, já que a cada sentimento forte que eu sinto ele se modifica —, continuei um banho, e saí colocando uma blusa preta cauda de sereia, uma calça jeans, botas pretas e um sobretudo cinza de lã. Quando me olhei no espelho, vi outra cor de cabelo, essa era escura e arroxeada.


Sorri para mim mesma e coloquei um batom nude.




***





– Aqui é um ótimo lugar, normalmente eu fujo pra cá quando os meninos estão me irritando muito. – Yoongi sorriu encarando a faixada do restaurante. Li "Comida Mexicana" abaixo do nome do local, e meu estômago roncou. Não sei se era fome ou a curiosidade de prová-la.


"Nossa K, mas você nunca comeu comida mexicana??" essa foi a pergunta que todo mundo com quem eu cruzei no caminho me fez. E não, eu realmente nunca tinha provado.


Qual era a sua teoria? Mesmo tendo vivido por muito tempo (por mais que eu não aja como tal, mas eu explico isso depois), eu não saía de onde eu tinha que proteger em maioria. Sempre procurei maior equilíbrio entre todas as espécies e cuidar de todo o continente asiático não é nem um pouco fácil. A Guerra das Coreias por exemplo me tirou um pouco a paciência, e muitos desentendimentos que vem acontecendo me irritam porque muitas vezes passo muito perto de ter que interfirir. Interfirir como? Me infiltrando no corpo de algum(a) humano(a) por aí.


– Que charmoso, esse lugar. – Comentei observando a decoração, enquanto Yoongi me guiava pela mão até uma mesa no fundão do restaurante.



O ambiente é confortável, de verdade. O cheiro da comida apimentada estava me dando fome e todas as paredes em vermelho e laranja com quadros bonitos e modernos estavam me conquistando aos poucos. Mas de repente me toquei que Yoongi me encarava.


Yoongi não, Atatakai.


– O que foi? – Sorrio contido – Fazia algum tempinho que não nos víamos.


– Pois é... O Yoongi tava meio fechado esses dias porque finalmente o Yuu tá se tocando que também gosta de você, mas ele obviamente encara isso bem diferente de mim. Já decidiu o que vai pedir? – Olha o cardápio – Provavelemente eu vou querer um burrito.


– Burrito?! – Peguei o outro cardápio da mesa e analisei. Nomes diferentes, meio estranhos, e ingredientes meio diferenciados da gastronomia nada-limitada que eu me submeti com o oriente, os quais eu tinha um certo receio. Mas o que me pareceu mais amigável foi no que eu arrisquei.


– Vou querer tacos. Vou lá pedir...


E assim foi o dia em que eu descobri o amor da minha vida: A comida mexicana. Depois de dois tacos pequenos pedi uma mini esfirra e um burrito de tamanho pequeno, estava experimentando de tudo um pouco, e estava amando. Há quanto tempo eu saía despreocupada, apenas para comer e coversar?!

Nem sei se já havia feito isso na minha vida, para te falar a verdade.



– Está gostando mesmo, hein? – Atatakai sorriu. Como sempre, um sorriso gengival, adorável, que me dava vontade de mordê-lo ali mesmo.


– Sim!! Definitivamente essa é a minha comida preferida no mundo.


– Você não experimentou nem metade das comidas americanas, nem européias ou típicas de outros continentes e fala isso... – Ele riu baixo, mexendo no prato distraidamente e me olhou depois de um tempo – Eu queria poder te levar pra conhecer todas essas comidas também. – Seu sorriso foi murchando, e fiz uma expressão preocupada.


– Aigo, Atatakai dongsaeng, não fique triste. Só porque não posso sair da Ásia não quer dizer que eu não possa provar. A Ivy pode fazer pra mim quando nos virmos novamente... Ou procuramos receitas na internet...? – Sorri esperançosa, esperando que ele concordasse. Assentiu com a cabeça e pegou em minha mão.


– O Yuu está meio frustrado. Pode deixá-lo vir também, né? – Ele ri.


– Claro. Eu gosto dele também.





[...]






Depois de sair do dormitório com sono, passo na frente da sala de música e ouço alguns gritos. Não, era uma discussão. E eu conheço essas vozes.... Eram Hosoek e Yoongi!


Agucei minha audição e me concentrei dentro daquela sala.


– E você simplesmente acho que tinha o direito de fazer uma marca nela!! – Dizia Hosoek.

– E quem você pensa que e pra vir tirar satisfações? Eu falei com você sobre dizer para quem gostamos o que sentir, que o estranho me atraía e que o diferente nela era o que mais me encantava, sem listar todas as qualidades... Eu falei que eu tava apaixonado e com certeza eu não sabia o que fazer com os meus sentimentos e você foi lá e beijou ela! Queria que eu ficasse calado?? Quieto? Sem tomar atitude nenhuma?? – Yoongi bradou de volta.

– Lave sua boca para falar de mim, você é um ser das trevas também, esqueceu? Acha que ela vai preferir alguém sombrio ou um ser da luz?

– Não mude de assunto. – A voz de Yoon havia mudado, estava mais grave. Senti ele marcar sua presença e uma aura escura me causou arrepios. Eram as consequências de ter uma marca de alguém que agora estava mostrando seu lado demônio.

– Ainda estou no assunto. Viu? Você não consegue nem se controlar!! Ficou irritado e já se transformou. Já pensou no perigo que ela correria estando com você?

– Cale a boca! – Um silêncio. Ouvi uma risada baixa que vinha do maior e previ Yuu perdendo a cabeça. Tive que entrar na sala e me pus na frente do pálido sem esclera.


– Abunai, se acalme! – Berrei o parando antes de avançar no amigo com as mãos no seu peito. Só então vi que além dos olhos e cabelos em negro, suas asas se revelavam também, e seus dentes saíam pontudos de sua gengiva. Suas unhas estavam um pouco mais longas que seus dedos e estavam a centímetros do meu abdômen.


Outro arrepio.


Yuu Abunai, me obedeça. Obedeça ao ser que comanda ao seu corpo, obedeça seu espírito, e se acalme. – Proferi, pausadamente.


Senti meus olhos arderem de leve, minhas costas foram puxadas para o ar, eu estava tomando minha forma original de espírito para acalmar a sua aura negativa tão irritada que....


Tão irritada que me interrompeu. Senti unhas puxando minhas pernas para baixo e logo eu estava abaixo de Abunai, presa entre suas pernas.



– Você não manda em mim. Nem você nem o naguinho metido a besta. – Disse entre dentes, me encarando fundo. Então o empurrei forte para cima ainda tentando não o machucar e me pus na frente de Hoseok.


Yoongi, volte. Atatakai, preciso de você. – Usei outra vez minha voz natural; a meio-angelical.


Aos poucos, sua respiração diminuiu e ele caiu no chão de cabeça baixa.



– Jung, depois eu falo com você. Agora por favor, saia.


Fui obedecida imediatamente e me olhei no pequeno espelho que ficava do lado de um monte de instrumentos, esperando o outro se acalmar. Acabei por ver minha imagem no mesmo: Eu havia sim completado a transformação, e agora usava um vestido roxo e meus olhos provavelmente brilhavam num tom próximo do violeta. O vestido ia até as coxas com pedaços de tecido que pareciam retalhos da mesma estampa saindo da caixa da cintura, e a parte de cima era simples e mais escura, com alças finas. Meus pés envoltos de um salto na mesma cor dos olhos, e meus cabelos, curtos e roxo escuro.

Encarei Yoongi, agora que seu rosto levantava gradativamente.


Levante-se. – Ordenei, com um olhar sério. – Isso está passando dos limites, você vê? Me explique a situação e eu vou tentar entender.


Obviamente isso estava acontecendo porque, dentro de mim, minha alma fervia por não ter sido obedecida como devia. Não gosto de usar muito o poder de manipulação sobre ninguém, mas estava chegando perto disso por não controlar cem por cento o que eu sentia.

Porque parte de mim é uma garota adolescente, com sentimentos mais humanos. Isso acontece por causa do corpo que eu tenho; a casca, a casa para a alma muito mais velha do que eu aparento, e como consequência vêm alguns sentimentos que nem sempre eu entendo, mesmo com experiência. – Já minha alma é aquela que existe desde sei lá quando, aquela que não quer ser contrariada, tem autoridade e usa quando julga necessário. Poucas foram as vezes que eu 'discuti' comigo mesma, mas infelizmente eu sentia isso próximo. E sempre era adolescente versus responsabilidade.


Tecnicamente eu sempre sabia que não estava certa, mas sempre dava um jeito de deixar mais sutil a solução amargurada que minha aura me dava... E era o que eu pretendia fazer.


Yoongi me olhou nos olhos. Os seus se encontravam vermelhos e inchados. Tentei manter a postura.


Vamos, fale.


– E-Eu tô apaixonado. Por você. – O híbrido confessou, em voz baixa. Esperei que continuasse. – Foi isso que aconteceu. Eu nunca estive assim antes, e justo quando falei pra quem eu mais confiava, essa pessoa me traiu.


Olhei fundo em seus olhos. Procurei vestígios de mentira e não achei. E parecia ser só isso. Esse era mesmo o motivo; Yoongi estava irritado e não se controlou. Mas ativou um lado meu que estava se escondendo até agora.


– Ok.... – Pensei, calmamente. – Eu sinceramente não sei o que posso fazer por você, Yoongi... Mas no momento, quero que faça as pazes com ele.

– Não sei se consigo. – Ele retrucou, se levantando. – Não por mim, mas por Abunai. Ele fica irritado.

– Acha que não vi? – Respondi num tom mais alto. – Se não fosse por mim, não sei como estaria Hosoek agora. E se não fosse pela minha autoridade eu nem sei o que teria feito comigo também. – Revirei os olhos, mas vi que o garoto abaixou a cabeça, ressentido. Seu choro aumentou um pouco, e pude perceber que este era, de fato, o ponto mais sensível para ele: Seu autocontrole.

– Vou te deixar um pouco sozinho. Também preciso de um ar.





[...]





Sair daquela sala não foi fácil, com a vontade que estava de abraçar o Yoongi e dizer que estava tudo bem — mas também não pude me impedir. Então vim ao quarto, tomei banho, conversei com Namjoon e Jin sobre ser professora e pedi desculpas, junto da demissão. Infelizmente eu estava numa situação falsa, onde eu tentava viver apenas como uma pessoa adulta, mas não.... Eu sou uma filha de Garden. Eu vim ao mundo para protegê-lo. Por algum motivo eu me prendo aqui como me prendi apenas uma vez na minha vida... Como aconteceu em 1942, quando me apaixonei por um certo chinês. Aconteceram coisas ruins, e eu não quero o mal desse lugar.


Então estou na minha cama, olhando para o teto e analisando as minhas opções: Ficar e trazer problemas ou ir embora e resolver tudo, voltando a vagar por aí lendo notícias sobre a humanidade, protegendo outros seres sobrenaturais e guardando para mim apenas lembranças de tudo.

Claramente a segunda resposta era a mais segura para esse internato. Mas quem disse que é fácil tomar alguma decisão?!



Caí no sono pensando nisso.


Notas Finais


Gente, pra quem não entendeu, é que tecnicamente a Katherine tem sua alma e seu comportamento é mais adulto, todo responsável e um pouco mais irritadiço, mas a Kah adolescente (ou seja, o corpo dela que tem um cérebro desta fase da vida) tem hormônios que confundem ela e adicionam outra coisa na personalidade dela, que é uma maior sensibilidade e empatia.
Obviamente como guardiã da Ásia a Kah tem que ter empatia, mas vocês me entenderam.


E é por isso que se ela se apaixonasse, arruinaria tudo! O poder dela iria diminuir com o tempo porque o equilíbrio entre seu poder e seus "hormônios" da idade iria ser quebrado; além de, é claro, ela perder a autoridade e causar um caos entre os filhos de Garden. Nem consigo imaginar como seria isso refletido em consequência pro mundo.







(Vocês shippam a Kah e o Yoongi??? >.<’)



E PRA QUEM TEM WATTPAD,,,, eu comecei uma fanfic lá :p

É de Instagram, com o JK. Ainda está no começo, dêem amor a ela ❤️

Link::: https://my.w.tt/NI5KENvUiP

Vão conferir, por favoooorrrrr 🙆💙




AMO VOCÊS 🤗😊


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