História Internet Meet - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original, Sexo, Violencia, Yaoi
Visualizações 98
Palavras 2.973
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa madrugada, amores!
Muito obrigada a todos que leem e pelos novos favoritos.
Boa leitura!

Capítulo 4 - Old Emotions


Não demorou muito para Edwin voltar com alguns petiscos e uma garrafa fechada de refrigerante para Cohen. Em primeiro momento, nem entendeu como este conseguiu uma garrafa de refrigerante mediana, mas olhando envolta do local, percebeu que no fundo, havia duas máquinas, uma de doces e outra de refrigerantes. Ou seja, ele pagou pelo refrigerante.

Ficou totalmente sem graça e quase não bebeu o mesmo por ficar sem graça pelo mesmo ter gastado dinheiro consigo, mesmo que fosse pouco. Quase devolveu o refrigerante para ele, mas acabou abrindo e tomando após um piscar de olho do mesmo, o incentivo a tomar o este.

Acabou que o abrindo e o tomando, mas ainda se mantendo em silêncio enquanto eles dois conversavam sobre assuntos que ele não prestava atenção, pois não entendia direito do que estavam falando. Apenas ficou observando os dois, sem dizer nada. Achou mesmo que iria que as coisas iriam ficar assim durante todo o restante da noite que ficara ali, mas ação acabou mudando quando uma pessoa chegou e chamou Luther para conversar, deixando Edwin sozinho com ele.

Naquele momento o mesmo sentimento de antes voltou e antes que se desse-conta estava sentindo vergonha de novo, e corando, desviando os olhos todas as vezes em que Edwin lhe olhava nos olhos e que demonstrava querer puxar algum tipo de assunto consigo. Mas ele mesmo não sabia direito o que dizer, e nem como conversar. Era mais fácil quando conversava com Javier e de fato, estava começando a sentir falta dele.

Queria muito estar conversando com ele neste momento, e de fato, a única razão pela qual tinha vindo ali realmente era porque não tinha como conversar com Javier, que estava trabalhando. Mas queria mesmo era estar conversando com ele e melhor do que isto, só se ele estivesse ao seu lado, como queria estar nos braços dele.

-Acho que você não queria realmente vir aqui, não? — Comentou Edwin, puxando assunto enquanto o observava com os olhos bem grudados em si.

-Hm...? — Cohen olhou para ele, estava distraído pensando em Javier e tinha parado de prestar atenção nos olhos dele e nem a conversa dele. Mas percebeu o que estava falando, e resolveu responder, embora sentisse vergonha. — Eu só não gosto de vir em festas.

-Nem eu sou muito de festas, mas não podia deixar de vir quando ele me convidou.

Cohen colocou a garrafa quase vazia de refrigerante em cima da mesa, terminando de tomar.

-Deve ser legal ser um amigo assim.

-É assim. — Concordou, sorrindo de leve. — Você não tem nenhum amigo?

Ficou sem vontade de responder. Por alguma razão, não queria que ele pensasse mal de si. Mas também sabia muito bem que não adiantaria muito não responder.

-Na verdade, não. — Respondeu enfim. — Eu trabalho muito e bem.... Não sou muito de sair.

-As pessoas hoje em dia só gostam do que vão nas baladas.

-Eu acho que sim.

-E obviamente você não é assim.

-Não.

-Mas sabe que eu gosto de pessoas diferentes.

Cohen encolheu os ombros, um tanto envergonhado pela fala dele que soou como um bom elogio bastante gentil. Não era muito acostumado a ser elogiado assim, ao menos por uma pessoa pessoalmente, só estava acostumado a ter elogios de Javier, e ainda demorara um pouco para se acostumar com isto, e agora muito menos que estava conversando com uma pessoa que para si, era totalmente desconhecida.

-Não precisa ficar envergonhado com elogios, sabe?

-Não estou muito acostumado com isto.

-Não mesmo?

-Não.

-Hm, pois saiba que devia. — Ele se aproximou um pouco mais de si, chegando até a puxar a cadeira um pouco mais perto de si. Cohen percebeu a forma como ele queria se aproximar de si, e até se perguntou a razão dele querer se aproximar dele e conversar. — Você mora sozinho?

-Sim, a algum tempo. — Respondeu simples como antes. Percebeu que este estava lhe fazendo perguntas, mas ele mesmo não estava fazendo nenhuma, dando a impressão de que não queria conversar. — E você?

-Eu moro com Luther, mas que fique claro, não somos nada além de amigos. Dividimos um apartamento e o aluguel. — Se apressou em dizer, como se fosse algo realmente importante, e Cohen não podia negar que gostou de ouvir aquilo, como se fosse algo realmente importante quando sabia que realmente não era.

-Uhum...

-Você tem quantos anos mesmo?

-Vinte e seis.

-Eu tenho vinte e oito. — Replicou rapidamente. — Acho que tem muita gente que me acha jovem demais para estar no cargo que estou. Se tivesse feito medicina, estaria acabando de me formar como médico já que comecei a faculdade um pouco tarde.

Percebeu que Edwin estava se esforçando para puxar assunto e como ele mesmo não estava fazendo nada para isto, achou que seria melhor também se esforçar para puxar assunto com ele também.

-Tem vontade? — Perguntou, tendo que esconder boa parte da sua timidez para tentar fazer o assunto fluir entre eles.

-De fazer medicina? — Este pareceu levemente surpreso com sua atitude, mas seu sorriso mostrava que havia gostado de o ter puxando assunto.

-É.

-Já pensei sobre isto e sabe que nunca consegui me arrepender da decisão que tomei quando estava na faculdade. Meus amigos me dizem que é porque eu sou medroso, mas acho que é mais porque não consigo aguentar a pressão de ser realmente um cirurgião. — Ele desviou os olhos levemente. — Eu gosto de ajudar as pessoas, mas acho que esta parte da medicina acaba sendo demais para mim, embora boa parte das pessoas não acredite muito nisto.

-Por quê?

-Eu sou fá da arte Gore e de filmes de terror, mas ver sangue e vísceras pessoalmente é bem diferente do que ver nos filmes, um pouco mais nojento do que um filme com efeitos especiais e bonecos.

-Eu também gosto deste estilo de filme, mas gosto mais dos polícias. — Comentou Edwin. — Já pensou em ser policial?

-Nunca. Meu pai era, mas eu nunca quis isto para mim. — Respondeu o mesmo. — Ele foi morto em serviço quando eu era criança. Fui criado por minha mãe e meu padrasto. Depois tudo se complicou mais um pouco. Minha mãe e meu padrasto se divorciaram e desde então foi uma guerra constante de ter a minha atenção. Foi uma época bem difícil. Eles eram bons pais, mas estavam mais preocupados em brigar um com o outro invés de fazer o que é certo. E, claro que nenhuma criança entende isto.

Sentiu no mesmo momento uma espécie de compadecimento pela primeira vez. Era como se estivesse realmente diante de uma pessoa que sabia muito bem como era ter complicações com os pais e como era doído. Pela primeira vez em horas, Cohen passou a se sentir confortável com a presença dele. Naquele momento, até se esqueceu de Javier e resolveu continuar conversando com ele, como se sua timidez estivesse sumindo aos poucos. De repente, ele se sentia bem com a presença dele, e ainda mais confortável.

-Eu sinto muito. — Disse.

-Eu também. — Falou. — Minha mãe não soube lidar com isto muito bem, então minha infância não foi nada fácil. Meu padrasto cuidou de mim do jeito que podia. Eles fizeram o que podiam, mas minha morreu e meu padrasto se matou. Ele achava que a morte dela era culpa dele. E você?

-Meus pais foram bons para mim até que descobriram sobre mim... Depois disto, não me trataram mais do mesmo jeito. Mas eu os amava mesmo assim.

-E como ele estão?

Um leve aperto veio ao coração de Cohen. Já havia conversado sobre isto com Javier, mas não chegou a realmente dizer o que havia acontecido e quase que sem explicar, sentiu vontade de o fazer, sem mal saber porquê, resolveu responder a pergunta dele. Podia mentir e dizer outra coisa, mas não viu nada de mal em simplesmente responder, e dizer a verdade.

-Morreram num incêndio quando o local em que eles trabalhavam pegou fogo. Eu fiquei sozinho. Por sorte, conseguir bancar a faculdade nesta cidade.

A expressão de Edwin mudou completamente. Ele passou de sorridente para muito sério repentinamente, lógico que compadecendo do que estava contando.

-Mas deu tudo certo, não?

-Em parte sim.

-Em parte? — Ergueu uma das sobrancelhas ao questionar.

-Prefiro não falar sobre isto.

-Não quero soar intrometido.

-Eu só não gosto de falar sobre isto, sabe?! Mas eu... Tive alguns problemas na faculdade.

-Não precisa me dizer mais nada, eu entendi. Tem muitas pessoas que são babacas no mundo, mas sabe, não importa o que tenham ti dito, você é uma pessoa muito especial.

-Eu agradeço muito pelo elogio.

-Não é apenas um elogio. — Edwin tomou o impulso e pegou a sua mão direita, tocando a parte de cima da mão com um carinho amigável. O coração de Cohen disparou na mesma hora. O toque dele era mais quente que imaginava e enchia-o por dentro com boas sensações, que nem acreditou que podia mesmo sentir.

Ele segurou a sua mão durante alguns segundos, tirou a mesma alguns minutos depois.

Cohen ainda se sentia um pouco ansioso, mas era um de jeito muito bom e mal viu o tempo passar enquanto os dois conversaram sobre outros assuntos, como trabalho e gostos em comum que ambos tinham como músicas favoritas e séries que mais gostavam. Foi um momento de qualidade, um que estava tendo ao vivo e isto era muito bom. Cohen estava realmente se sentindo muito bem com a presença dele e gostou muito de cada momento de conversa que estava tendo com ele.

Estava tão entretido nisto que mal notou quando Luther voltou com um rapaz magro ao seu lado, ficou bem sem graça na mesma hora em que o viu e se deu conta de como estava conversando avidamente com Edwin e como o assunto acabou por terminando ali. Ele acabou pegando o seu celular no bolso da sua calça, achando duas ligações perdidas e várias mensagens de Javier. Olhou para o relógio do celular, passavam da meia-noite. Se lembrou na mesma hora que deveria ir embora.

-Aconteceu alguma coisa? — Perguntou Luther ao perceber que ele estava olhando apenas para o celular. Ele voltou a guardar o celular no bolso, tentando ser amigável e discreto.

-Eu tenho que ir embora. — Levantou, pronto para ir. — Está ficando tarde para eu voltar para casa.

-Podemos te levar se quiser. — Luther ofereceu prontamente, sacudindo de leve os ombros ao o fazer.

-Não precisa. — Negou na mesma hora. Queria muito ir embora e conversar com Javier. — Já estou indo. Muito obrigado por terem me convidado.

-Foi um o prazer o ter aqui.

-Obrigado mesmo. — Ele se despediu rapidamente de Luther e do rapaz que estava perto dele, assim como o próprio Edwin. — Tchau.

-Nos vemos no trabalho na segunda-feira.

-Ok.

Saiu da mesma, se virou, indo embora do local. Se afastando um pouco da mesa, foi chamado por Edwin que veio correndo até si, e tocou seu ombro, ainda o chamando.

-Cohen!

Ele se virou, guardando para si a surpresa dele estar o chamando assim, de forma um tanto repentina.

-Sim?

Edwin tirou a mão de cima do seu ombro, pondo a mesma dentro do bolso.  Ele parecia querer dizer algo que estava hesitando em fazer. Mas acabou falando, tinha mais facilidade em o fazer do que ele mesmo pelo visto.

-Bem, eu sei que mal nos conhecemos, mas eu gostei muito de conversar mais com você, se quiser é claro. Bem, eu queria te passar meus contatos para se seguir conversar comigo outro dia. Vai ser um prazer imenso se aceitar.

Na mesma hora, Cohen pensou em seu namoro virtual com Javier.

Queria ser fiel a ele, mas ele estava longe de si e isto era complicado e doído não ter ele em sua presença. Queria muito o conhecer, mas este nunca tinha tempo de vir o ver e agora, estava diante de uma pessoa com quem podia conversar pessoalmente, que tinha interesse em conversar e que havia gostado da presença. Não podia negar que isto era melhor do que estar tendo um relacionamento virtual e além do mais, qual seria o problema?

Não tinha nada de errado em fazer amizade. Edwin parecia ser uma boa pessoa e mesmo que fosse cedo para dizer, era confortável conversar com ele e queria poder conversar mais com ele, quem sabe ter mais chance de o conhecer melhor e até poder ter uma amizade de verdade. Um amigo que realmente podia o entender e que podia fazer parte da sua vida. Ter um namorado não era uma prisão, e ter amigos é muito bom, especialmente quando ele estava tão cansado da solidão.

-Quer anotar meus contatos? — Perguntou de novo, tentando não ser insistente.

-Sim. — Respondeu certo do que queria.

Não pensou muito nisto, só decidiu que era o que queria. Pegou o celular de novo, fechou todas as mensagens que tinha sobre Javier, para que este não visse. Abriu a parte de contatos e sendo um pouco mais confiante do que era normalmente, entregou o celular para Edwin, que após pedir licença, começou a digitar seus contatos no mesmo.

-Eu gosto muito de redes sociais, mas uso mais o Instragram, e também o aplicativo de mensagens. Pode falar comigo por lá se quiser. — Disse, após alguns segundos, entregou de volta o celular com todos seus contatos como telefone fixo, celular, E-mail e redes sociais sem geral, além até dar o endereço do seu trabalho. Cohen ficou surpreso com ele dando tantas informações pessoais, mas acabou gostando por imaginar que este estava mostrando mais interesse em si e em confiar em si, já de primeiro momento.

-Sim, vou gostar de conversar com você. — Disse, sorrindo de leve ao parar de olhar para o celular, para enfim, ver o rosto do rapaz com que estava conversando a algum tempo já. E até conversaria mais se não precisasse ir para casa.

-Foi um prazer conhecer você. — Edwin esticou a mão e Cohen pegou, o cumprimentando de volta. Ele até mesmo o puxou para um abraço. Cohen sentiu um enorme calor no peito, no coração quando sentiu o abraço dele, os braços dele envolta do seu corpo era a melhor forma de se sentir bem como uma pessoa e ele se sentia bem com ele e muito.

O abraço foi separado e ele sentiu até vontade de dizer que também tinha gostado de o ver, de o conhecer, mas acabou não dizendo nada. Edwin se impulsionou para frente e deu um rápido beijo em sua bochecha que latejou em calor pelo toque gostoso dos lábios macios dele. Cohen acabou não dizendo mais nada e deu as costas, foi embora dali o mais rápido que pôde antes que o impulso de querer voltar e ficar falasse mais alto do que tudo dentro dele.

Abriu as portas e quando se viu na rua, o celular tocou de novo. O mesmo já estava nas mãos. A pessoa que estava ligando era Javier. Imaginava que ele já estava ficando preocupado com ele por não atender e embora, não entendesse direito como ele estava ligando já que tinha dito que estaria trabalhando durante toda a madrugada e todo o final de semana, mas considerando o fuso horário de diferença, acabou relevando estes detalhes e atendeu a ligação.

-Aonde você estava? — Javier já começou com perguntas, antes mesmo que ele tivesse como dizer qualquer coisa. Ele estava claramente nervoso, mas não parecia bravo, apenas preocupado demais e sem motivo pelo visto.

Cohen teve que se recompor para responder de forma correta, a resposta do namorado.

-Me desculpe não ter atendido. — Disse rapidamente, já inventando na sua mente uma desculpa qualquer para dar. Não tinha contado a ele sobre a festa e não iria contar agora.

-Estava ficando preocupado. — Justificou ele, a razão da sua pergunta abrupta, que ele já imaginava que seria dito por ele.

-Eu estava descansando. — Respondeu a primeira coisa que veio a sua mente. Não tinha direito o que responder e por isto mesmo, acabou respondendo só o que achou que poderia para manter em segredo a sua ida a festa e também a presença de Edwin e Luther.

-Está aonde?

-Na rua. — Replicou na hora, e já pensou no que diria em seguida. — Vim no mercado comprar algumas coisas. Não deu tempo de te avisar. Desculpe.

Javier ficou em silêncio por alguns segundos, como se estivesse analisando a sua resposta.

-Ata. Me desculpe, estava ficando preocupado com você. — Falou, voltando a ser gentil como era normalmente. — Eu tive um problema no trabalho. Saí mais cedo e pensei em conversar com você, mas você não entendia apesar de estar online, fiquei preocupado. Acho que trabalhar com crimes me deixa um pouco paranoico.

-Eu entendo. — Falou brevemente. Estava feliz em conversar com ele e adoraria muito poder conversar com o mesmo mais tarde, mas neste momento, queria dar um tempo para si mesmo e acalmar a sua mente, ainda estava agitado pela presença de Edwin. — Bem, olha eu preciso ir agora. Te ligo em alguns minutos.

-Está com alguém?

-Não, estou sozinho.

-Mesmo?

-Claro que sim.

-Então está bem. Eu ligo daqui uma hora. — Disse em tom firme de promessa. — Te amo.

Desligou o celular, suspirando longamente por ter evitado contar o que realmente estava fazendo e também pelo fato do mesmo ter o enchido com estas perguntas que lhe pareciam ser um pouco nervosas demais.

Cohen sabia que este comportamento era um pouco estranho, mas simplesmente não deu importância para isto. Gostava muito dele, e não queria causar brigas, ainda mais por sentir-se mal em não contar a ele sobre sua saída e sobre seu novo amigo. E nem pretendia dizer, nem neste momento e nem em outro. Apenas colocou o celular de volta no bolso e fez seu caminho para casa, seria uma longa caminhada, mas valia a pena para pensar e se acalmar, pôr a mente no lugar, pois seus pensamentos estavam cheios e divididos entre novas e antigas emoções.     


Notas Finais


Até o Próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...