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História Intertwined - Capítulo 8


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Notas do Autor


Esse capítulo começa na parte em que Changkyun deixa Kihyun na faculdade.

Espero que gostem!!

Capítulo 8 - Eight


Kihyun caminhou apressado para o prédio do seu curso, sem olhar ou despedir de Changkyun, e encontrou Hoseok sentado na sua carteira, logo sentando na frente do amigo — se sentasse atrás, não conseguiria ver nada com as costas largas do mais velho.

— Bom dia — disse, com a voz que denotava seu mal-humor. Hoseok tirou os olhos do livro que lia para o amigo à sua frente.

— Por que o mal-humor depois de... MEU DEUS! ME DIZ QUE NÃO É O QUE EU ESTOU VENDO!

Kihyun suspirou.

— Infelizmente.

— Como assim? Esse alfa é louco? O que você vai fazer agora?

— Eu vou viver — Kihyun abriu sua mochila para retirar seu material. — sem parte das escolhas que eu teria a chance de fazer antes, mas vou viver. E ele é louco.

Hoseok ficou triste ao ver o desânimo do amigo. Ele entendia-o completamente. Não sabia como iria agir caso um alfa qualquer o marcasse.

— O que vocês decidiram? Como ele agiu depois?

— Que iremos tentar. Ele está tentando se redimir. Ele é cuidadoso, e se preocupa comigo. Ele não é ruim — Kihyun admitiu.

— Você deveria ter me escutado — Hoseok disse. Quando Kihyun pedira que Hoseok fizesse anotações para ele, pois passaria alguns dias sem ir para ajudar o cio de um alfa que conhecera, o amigo dissera-o que ele não devia fazer aquilo. Que estava se arriscando ao ficar com alguém que não conhecia. Hoseok estava certo. — Pelo menos ele é um bom alfa. — Kihyun sorriu sem mostrar os dentes, fraco. Hoseok passou um punhado de folhas para ele. Eram todas cópias do que havia sido passado nas aulas que ele faltara. — Sorte sua que culinária é mais prática que teoria, mas tentei passar algumas coisas pro papel das aulas práticas.

Kihyun sorriu para o amigo.

— Obrigado.

Assim que saiu da faculdade, Kihyun pegou o ônibus para o seu trabalho. Ele chegava, vestia o uniforme, almoçava rapidamente e começava a atender. Enquanto atendia, Kihyun pensava o quanto de sorte tinha por existir uma lei para que os ômegas e alfas e seus companheiros não necessitassem pagar as horas de quando ficavam no cio. Seria terrível ter que pagar horas quando já era ocupado em todas as partes do dia.

No meio da tarde, o restaurante estava mais vazio, e Hyunwoo, um dos garçons que trabalhava com ele, aproximou-se para conversarem enquanto esperavam os próximos clientes.

— Isso no seu pescoço, é uma...

— Sim, é uma marca. — Kihyun respondeu e, novamente, viu uma expressão de surpresa e terror para ele.

Hyunwoo era um alfa perto dos 30. Não tinha grandes aspirações na vida, e gostava de viver de maneira simples e com tempo livre para curtir as coisas que gostava de fazer. Além disso, ele era simpático e engraçado. Kihyun e ele eram amigos de intervalos no trabalho.

— Até onde eu sei você não tem um namorado. Você estava no cio nesses dias? — Hyunwoo referiu aos dias de falta de Kihyun.

— Não. Era de um... — como Kihyun poderia se referir a Changkyun? — agora amigo. Ele acabou me marcando — apesar de estar se acostumando com o fato de estar marcado, Kihyun apenas ficava cada vez mais irritado ao que um conhecido seu citava ela, querendo saber como ela parara ali. Kihyun podia jurar que na próxima vez que visse Changkyun, daria-o um belo chute nas bolas.

— E ele está vivo? — Hyunwoo questionou. Kihyun não entendeu o que ele queria dizer. — Você não o matou?

O ômega riu.

— Quis, mas não. Acho que não teria chances numa luta contra um alfa.

— Você? — Hyunwoo riu pelo nariz. — Tenho minhas dúvidas. — Kihyun riu, relaxando um pouco. — E como você está se sentindo?

— Preso. Eu passei os últimos anos trabalhando e estudando para ter um bom emprego, que eu goste, ganhe bem, e para isso deixei de achar alguém, de sair. As únicas pessoas com quem me relacionei até agora foi por causa do meu cio, ou pelo cio de alguém, e agora... Perdi a chance de conhecer alguém com quem poderia desenvolver um relacionamento livremente. Que poderia me apaixonar, talvez separar e tentar de novo, fosse as vezes que fosse, mas eu tinha a escolha de o que fazer com a minha vida amorosa, e agora, por causa de uma marca, não posso mais.

— Imagino como isso deve ser terrível — Hyunwoo respondeu, incerto do que deveria dizer. Talvez não houvesse algo exato.

— Hyunwoo, como está o meu cheiro? — Kihyun perguntou.

— Fraco. Bem fraco em comparação a antes. — assim como sempre é.

Kihyun segurou a vontade de chorar, que se misturava à vontade de ver Changkyun e estar em seus braços. A dualidade de sentimentos nele estavam cansando-o, mas não havia como fugir deles.

— Você lembra do cara com quem conversei na última segunda que trabalhei? — Questionou a Hyunwoo, que afirmou. — Se ele aparecer, atenda-o, por favor. Não estou a fim de conversar com ele.


Notas Finais


Eitaaa


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