História Into in Sottwer, Demon or Angel, Flowers in Fire - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Error Sans, Frisk, Grillby, Ink Sans, Mettaton, Muffet, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Afterdeath, Aus, Determination, Dustberry, Errink, Incolors, Kustard, Outerscience, Spiwhirit, Undertale
Visualizações 10
Palavras 2.577
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Steampunk, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Okay. Esse capítulo pode tá curto porque eu queria fazer bem breve. Eu tô meio que.. Com pouca criatividade ;v;

Aviso: Plágio é crime!

Bjs de mel e boa leitura! ^°^

Capítulo 8 - Os dormitórios, horário de aulas


- Hum...Tá abrindo! — O esqueleto com o cachecol surrado exclamou, os olhos vidrados no moderno elevador.

Sem mais delongas, agarrou na mão do amigo menor e saiu puxando-o consigo para dentro dali. As portas do elevador logo se fecharam, no início dando uma espécie de som de trava elétrica, algum tipo de alarme que identificava atividades de corpos vivos. Dentre os diversos botões para apertar com os números dos andares de baixo e pra cima, ele escolheu o número 16 que equivalia a idade do menor, um click a qual fez o elevador provocar alguns ruídos externos devido ao fato de que começariam a subir para o andar de cima. Minutos passaram-se e as portas abriram-se para dar vista a um 2 andar com decoração e corredores estreitos, o teto de gesso acartonado e as paredes de vidro cobertas por cortinas brancas. Seus passos podiam ser ouvidos ecoando por entre os corredores daquele lugar, conhecido por ser bastante silencioso e iluminando, graças as luzes no teto que nunca falhavam em deixar tudo pronto para uma noite escura e impiedosa, com certeza a parte mais iluminada do internato. Com um sopro de ar, a porta de um dormitório fora aberta, o que provocou alguns ruídos já que a mesma era constituída de madeira e arrastava o chão quando pressionada. Já haviam chegado aos dormitórios - amém -, foi o que Silvye disse mentalmente quando adentraram. Tiveram de piscar algumas vezes seus olhos para acostumarem-se com a metade de luz que faltava naquele quarto abafado, por incrível que pareça, este não tinha janelas ou qualquer coisa que dava acesso para o ar entrar, apenas a abertura em baixo da porta de madeira e uns buracos na parede. Talvez alguma coisa relacionada a cupins, o que explicaria os buracos.

- Eh.. Normal?.. — Heron respondeu meio sem jeito, realmente, não era nada do que esperava.

- Você não gostou não foi? — O maior comentou, estirado no colchão inflável, era óbvio que não iria perder a oportunidade de um descanso merecido para seus pés cansados de andar.

O menor fez um olhar surpreso pelo amigo ter adivinhado o que se passava por sua cabeça, não era como se ele quisesse pensar aquilo, mas.. Não fora de seu agrado um quarto sem janelas, porta que provocava ruídos estranhos, abafado, cinzento e ainda por cima dominado por cupins..

- Hu-huh, não, não quis dizer isso. É só que... B-bem... Acho que é um pouco... Sem cor? — Mergulhou a cabeça em aflição, desviando o olhar para o teto, era como se estivesse caindo aos pedaços e a qualquer momento eles fossem esmagados.

Sylvie ergueu-se do colchão inflável, percorrendo aquele lugar com o olhar por alguns breves instantes. As paredes eram tingidas de um tom cinzento meio opaco, ranhuras estavam presentes no teto e o piso laminado de madeira estava coberto por um enorme tapeto mofado e cheio de pêlos. Logo ele deixou com que um grunhido baixo escapasse da garganta, junto a uma risada divertida, sempre acharia engraçado o modo como o amigo agia e falava, sua gentileza o surpreenderá desde que seus caminhos se cruzaram.

- Sênior Blur, tá tudo bem. — Sorriu por entre os dentes, quase havia esquecido-se de como o chamava anteriormente, fazia isso mais para irrita-lo agora.

Fazendo uma cara feia e batendo o pé no chão em desaforo, Heron repreendeu-o com seu olhar raivoso, ele nunca gostava quando os outros direcionavam-se para ele de jeito tão formal.

- Ahh.. Mas não é possível mesmo! Já te disse pra chamar-me apenas de Heron! Ou magnífico Heron mwe heh heh! — Exclamou com um ar orgulhoso. - Mas vamos Sylvie! Eu admito, não gostei do quarto! Ele me trás um pressentimento ruim... Esta atmosfera pesada.. Uh.. — Engoliu em seco, isto foi antes de começarem a escutar passos vindos do lado de fora do quarto/dormitório. 

A porta do quarto, anteriormente fechada, foi aberta por um chute, o que fez com que provocasse altos ruídos ao se chocar com a parede. Uma figura que trajava um capuz cinzento manchado com algum líquido vermelho se pôs presente, aparentemente enfurecida com algo ou alguma coisa, por conta do olhar irritadiço que lançou para os esqueletos.

- Hm... Então, mal chegaram e já tão abusando heh? — Comentou, seu sorriso devia ser zombeteiro por conta disso, a voz era grossa e envolvida com um tom de frieza e curta irritação.

- E quem é você pra falar com a gente assim? — Sylvie caminhou até a figura, parando para a fitar, um olhar de descrença e intolerância estará estampado em seu rosto. - Por acaso este é seu dormitório? — Indagou, um ponto de interrogação estaria colado em sua testa com a pergunta curiosa.

A figura apenas deu de ombros, abaixando seu capuz um pouco para deixar visível seu rosto ósseo, era um esqueleto, uma grande rachadura em sua crânio estará exposta, algo que danificou um pouco sua visão. A pupila de seu suposto olho esquerdo era vermelha e outro direito estava envolvido por completa escuridão, talvez fosse o dano causado pela rachadura em seu crânio.

- Exato, sou Burnier. E os dois novatos imbecis invadiram sem mais nem menos. Sabem que eu não vou perdoar tal absurdo né? — Respondeu com um olhar intimidante, voltando-se para o azulado ao lado do outro. - Bem, o que estão esperando? Vazar daqui idiotas!! 

Mal esperou e saiu empurrando,-os, ou melhor dizendo, chutando-os para fora dali. Os resmungos de Heron e os xingamentos de Sylvie para com o mesmo podiam ser ouvidos ecoando por todos os corredores daquele local. Burnier fechará a porta com força depois de expulsar os intrusos, ele não estará mais com tanta impaciência depois de um dia chato com aulas e professores que pegavam em seu pé o tempo todo. Na verdade, eles tinham um real motivo para isso, o da pupila vermelha era conhecido por ser bem encrenqueiro e baixo na média, suas notas não eram muito boas em razão de ser um tanto delinquente e rebelde. O mesmo fazia parte de um grupo, nomeado The Crazy.

- Ele me pareceu bastante zangado.. Sylvie, acho que você escolher o dormitório não dá certo.. - Respondeu o menor receoso, recebendo um olhar inconformado do amigo.

- Hunf! Isso não aconteceria se tivessem nos levado logo pro nosso dormitório! Ficar procurando assim não irá levar a nada. — Concluiu.

- Eu concordo.. — Uma voz rouca soou, não vinha do azulado.

Ambos viraram-se bruscamente para o@ dono@ a qual aquela voz pertencia. Era um esqueleto de vestes brancas e cinzentas, uma mochila com diversas bugigangas e uma grande faca afiada estavam agarradas a suas costas, o peso na mochila o deixava inquietante, mas nada muito grave.

- Ahen..  Me perdoem pelo que meu companheiro fez, ele não queria ter sido tão mal educado com vocês. — Bufou ao recordar de que tinha de ficar aturando o outro. - Nero. Prazer. - Sorria de um jeito amigável, de vez ou outra balançando a mochila atrás das costas para que algumas bugigangas não escorregassem dela.

- Mwe heh heh! Prazer! Eu sou Heron e este é o Sylvie! Acabamos de chegar! Na verdade, faz algums minutos precisamente! Pode nos levar até nosso dormitório? — Indagou, já com estrelas em suas órbitas.

O esqueleto denominado Nero assentiu e, sem hesitação, pôs-se a caminhar, guiando os novatos pelos corredores estreitos daquele 2 andar. O silêncio constrangedor que pairava fora o suficiente para que começassem a puxar assunto em meio seu trajeto, os passos rápidos tornaram-se lentos para que pudessem aproveitar mais da conversa.

- Então, você tem de aturar todos os dias aquele cara? — Sylvie questionou com um olhar confuso, estava caminhando ao lado do de vestes brancas e cinzentas.

- Sim. Mas não me leve a mal, já estou acostumado. Heh.. Ele pode parecer intimidador logo de cara se assim posso dizer. Mas..!.. Não é como se isso fosse fazer alguma diferença. Afinal, o grupo dos The Crazy sempre foi meio.. Quebrador de regras..

- Grupo dos The Crazy? O que é isso? — Perguntou o menor com um olhar curioso, este que estava tentando acompanhar o ritmo lento dos ali presentes, nunca fora muito de caminhar devagar.

- Yves já deve ter explicado tudo, eu suponho. Então apenas vou dar uma resumida rápida; Basicamente, é o grupo a qual o Burnier pertence. Eles são quebradores de regras. — Explicou, estreitando os olhos e parando o passo. - Hey, vejam, chegamos! 

E realmente chegaram. Depois de desviarem de alguns corredores a mais e terem passado por diversos outros dormitórios, alguns trancados e outros ocupados por alunos, pararam em frente a uma Porta Lisa De Uma Folha trancada por uma chave dourada.

- Bem, já deduzo que este dormitório é o de vocês. Uh.. Mas não venham se achando os donos do mundo ok? Nem sempre vão ter todo o conforto neste internato. — Respondeu amargurado, aparentemente irritado com alguma coisa e não queria compartilhar os problemas.

Destrancou a porta e entregou a chave para o menor dos outros dois, adentrando. O dormitório já vinha decorado, as paredes foram tingidas de tons de azul e vermelho em alguns cantos, marcadas com desenhos coloridos. Havia duas camas, uma no canto do lado direito e outra no canto  do esquerdo, um só guarda roupa, uma escrivaninha, estantes de livros novos esperando para serem usados e uma mesa no meio com computador e comunicador juntos. Acima, no teto, havia manchas do que parecia ser chocolate e algumas gotas pingando e sujando o piso vinílico. Havia também duas janelas de vidro nas paredes, estas davam vista para o mais belo jardim do lado de fora do internato, na parte de trás, o jardim sempre fora muito bem cultivado e estava ali desde que a mais nova diretora assumiu o cargo.

- Eu me pergunto: Porque tem manchas de chocolate no teto e gotas pingando? 

- Meh. Provavelmente esqueceram de que bolo se come no prato, não no teto heh.. — Brincou Nero, recebendo um olhar neutro de Heron, o menor nunca gostou de piadas.

- Eu gostei, é magnífico, mas não tanto quanto eu mwe heh heh! As camas caíram bem, devem ser bastante confortáveis mwe heh heh! — Indicou com o olhar as duas camas nos cantos. - Me sentirei feliz em poder dormir sossegado todos os dias, sem um certo alguém jogando água gelada na minha cara. — Se referia a seu irmão mais velho, Chermont, não podia negar, sentirá saudades do mesmo.

- Isso é certo. E eu estou contente por saber que não vou precisar mais acordar super cedo pra preparar seu café da manhã heh.. — Murmurou com um sorriso nostálgico, recordando do quão saborosos e irresistíveis eram os pães de mel que sempre comerá escondido na cozinha, tudo bem preparado e feito especialmente por sua fiel amiga mais velha Molly.

- Você é empregado Sylvie? — Nero fez um olhar surpreso, voltando-se para o do cachecol surrado.

- Sou, porque? Por acaso vou ser zoado por isso ou algo do tipo? 

O híbrido de vestes brancas e cinzentas só desviou o olhar para o chão, um olhar apreensivo em seu rosto e um nervoso repentino. As palavras que saiam de sua boca eram meio travadas e desorganizadas.

- Bem.. Vai sim.. Vai ser zuado e muito.. Especialmente pelo Darci. — Fez uma careta ao lembrar que este não se dava bem com o de vestes pretas. - Heh.. — Ergueu o olhar novamente, respirando fundo. - Boa sorte. Ele vai ficar pegando no teu pé o tempo todo, te irritando. Já fez isso comigo uma vez, quase que eu faço em picadinhos por minha paciência ter chegado ao seu limite haha! 

- Eu pensei que Yves é que gostasse de irritar os outros! - Comentou Heron.

- Oh.. Sim, ele gosta de irritar, irritar todos. Mas o Darci é diferente, ele gosta de irritar pessoas especiais, pessoas com o qual ele tem uma química ou algo do tipo, amizade, intimidade, sla. — Explicou, um olhar zombeteiro vindo dele ao pegar Sylvie pensativo, talvez com alguma coisa que falou.

- E eu tenho lá alguma intimidade com esse louco?! — Respondeu o do cachecol surrado de repente, a irritação presente em seu tom.

- Ele gostou de você, só digo isso. Mas.. Vocês já tem o horário de aulas? Passem no meu dormitório, só cuidado com o Burnier, uma hora ou outra irá arrancar-lhes a metade do corpo por conta do mal humor. — Riu, saindo dali, mas antes, acenou para os dois e foi-se embora finalmente.

Sylvie só resmungou alguma coisa aleatória, bufando em desgosto com o comentário irritante do híbrido.

- Então, eu acho que o horário de aulas fica pra depois, vou ler algum livro.. — Suspirou e caminhou lentamente até a estante com livros de capas duras e renovados, avaliando com o olhar cada um deles para ver qual lhe chamava mais a atenção. 

Haverá diversos tipos de livros naquelas estantes, alguns contavam histórias gratificantes, outros clichês românticos baratos que te davam vontade de ficar o dia todo lendo mesmo sabendo que aquilo não poderia ser totalmente real, afinal, a realidade é esta e não aquela inventada pelos autores, onde o protagonista sempre viverá com seu@ amado@. Na verdade, relacionamentos não funcionam assim, não é porque você torce para que as pessoas fiquem juntas que num passe de mágica elas irão ficar, elas primeiro tem que saber o que querem e o que desejam profundamente para se decidirem em suas escolhas de vida. E o que Sylvie desejava.. Era incerto. Incerto como aqueles livros na estante, cada um deles levava a diferentes histórias, diferentes destinos, escolhas de vida e etapas. Baixou logo o olhar para um livro pequeno e simples, diferente dos outros, este não tinha a capa tão bonita e bem cuidada, se bem que para o esqueleto a capa era apenas algo que escondia as mais belas surpresas e emoções. Ergueu cuidadosamente a mão e agarrou o livro em um instante, tomando-o para si e levando-o consigo até a cama para desfrutar de sua leitura. Sentou-se na beirada, ainda com o livro em mãos, deitou-se quase de bruços, os cotovelos bem posicionados no colchão macio e os antebraços erguidos para segurar firmemente o livro. Iniciou a leitura, ouvindo o barulhinho que o computador provocou ao ser iniciado, o mais novo estava sentado na cadeira com a postura ereta, as mãos teclando no teclado e depois tocando o mouse e dando-lhe clicks contínuos. 

- Heye Sylvie, continua com a leitura! Só estou divertindo-me aqui com estes joguinhos incríveis do computador! Mwe heh heh! Uou, é difícil se locomover nestas condições! As setas me levariam ao tesouro ou a ponte? — Falava consigo mesmo em frente a tela do computador, um joguinho de rpg gratuito sendo acessado pelo mesmo

- Eu acho que a ponte, pontes são legais. Bem, elas não brilham tanto quanto tesouros, até porque o que brilha de mais cega os olhos..?.. Velho ditado eu sei.. — Murmurou com um sorrisinho, folheando as páginas do livro e arrastando o olhar em cada letra que fora colocada nas páginas.




Hah....






É.. Com certeza, pontes são legais.






O que acha de pontes?






Bem, heh.. Eu acho que prefiro estar seguro na terra firme...







Pontes me lembram o mar....







A água salgada, retumbante . .







Os raios solares preciosos, aquecendo-me e distribuindo um calor caloroso, tão intenso quanto a maré. 







As ondas do mar, cautelosas, mas destruidoras e selvagens, te arrastando em segundos para aquelas profundezas confinadas..







Você entende né?







Pontes são .. 







Assustadoras...







...





Eu gosto delas por isso .







Pontes balançando... Me lembram a corredeira de um rio, sem parar, acelerando..








| Fim do capítulo 6 |


Notas Finais


Espero que tenhas gostado do capítulo ^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...