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História .into it - dotae. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


kk oi.... faz tempo que não apareço aqui né? mas acho que a quarentena me fez voltar a escrever, ou então eu iria enlouquecer. enfim, espero que gostem, ja fazia tempo que eu queria escrever uma dotae nsfw e espero não estragar tudo. boa leitura :)

Capítulo 1 - .into it


  era uma ensolarada manhã de primavera, com direito a pássaros cantando e até mesmo pequenas florezinhas brotando em arbustos. uma bela manhã para todo mundo, mas bem que a mãe de taeyong sempre dizia que ele não é todo mundo. o rapaz de fios rosados bufava baixinho enquanto caminhava apressadamente até o grande prédio de letras, por vezes trombando em alguns ombros alheios e pedindo desculpas a cada vez que acontecia. era sexta-feira, dia de aula de escrita de ficção, e estava quase se atrasando para entrar na sala. e a professora bae joohyun nunca tolerava atrasos. por pouco não ficou de fora, já que entrou poucos segundos antes da mais velha aparecer na porta da sala com os cabelos presos em seu típico coque e alguns livros carregados em seus braços junto a uma pequena pilha de papéis.

  taeyong suspirou baixinho enquanto sentava-se em seu lugar costumeiro, ao lado de ten, com direito ao tailandês virando levemente a cabeça para deixar uma piscadela para o lee e fazer o rosado ruborizar por alguns segundos. ten riu baixo. chegava a ser engraçado como taeyong ainda não havia se acostumado com os flertes falsos do tailandês mesmo depois de anos e anos de amizade. o lee sempre fora muito reservado, até mesmo com seu melhor amigo, mas com o tempo ten se acostumou com o jeitinho mais acanhado do rapaz, ainda que nunca tenha parado de tentar arrancar um pouco mais da personalidade escondida de taeyong. e conseguia, as vezes. para falar a verdade, os dois chegaram em um momento de sua amizade onde taeyong não conseguia esconder mais nada de ten, tal como ten se recusava a esconder algo de taeyong.

  o tempo passou rápido, rápido até demais para a felicidade de taeyong. logo o garoto estava indo em direção ao seu dormitório apressadamente enquanto ouvia uma voz familiar o chamar logo atrás de si. sabia que era ten o seguindo, e ainda por cima, gritando por seu nome em meio à multidão de alunos que saiam de suas respectivas salas, prontos para se dirigirem ao refeitório e se alimentarem antes de voltarem a suas atividades acadêmicas. taeyong se diferenciava apenas pelo fato de quase se obrigar a tomar banho após aquela aula. estava desconfortável consigo mesmo e sequer conseguia pensar em comer enquanto não tirasse aquele desconforto do corpo.

  - ei, dá pra esperar? – ten disse um tanto irritado, quase como sempre, enquanto segurava taeyong pelo pulso para que o rapaz retardasse um pouco o passo. – credo, por que está sempre com pressa?

  - primeiro, eu sou primeiranista e não tô acostumado com a correria. – o lee voltou a apertar o passo, arrastando o amigo consigo. – e segundo... preciso tomar banho. e rápido.

  ten sequer contestou. conhecia muito bem o amigo para não ficar questionando as manias que o de fios rosados tinha, apenas iria acompanha-lo e esperar para poder finalmente almoçar. não podia negar que estava morrendo de fome, mas o tailandês nunca, repito: nunca almoçava sem taeyong por perto. era um costume entre os dois e não iria ser diferente naquele meio dia. durante o caminho aproveitou que o lee estava ocupado demais o puxando por aí para avisar a yuta e mark que os dois não iriam almoçar com eles, e até mandou uma indiretinha mandando o casal aproveitar o momento a sós, já que sabia que com a vida de primeiranista de mark os dois nunca conseguiam um tempinho para se ver direito. mal percebeu quando chegaram no quarto, e a primeira coisa que fez ao entrar foi se jogar na cama de taeyong enquanto esperava o mesmo tomar seu banho e se trocar, torcendo para que as panquecas de carne não tivessem acabado quando saírem dali.

  - vai trabalhar hoje? – o tailandês disse ao ver o rosado sair do banheiro, enxugando os fios recém lavados.

  - uhum. quase a noite toda.

  taeyong puxou tem pela mão, levantando-o de sua cama. podia ver o rosto meio pálido do rapaz, mais pálido que o normal, e julgou que talvez fosse a fome. taeyong se condenou por ser tão chato ao ponto de fazer seu amigo esperar para comer. com um suspiro baixo, o lee acariciou breve o pulso do rapaz e soltou um sorriso fraquinho, o puxando para fora do quarto enquanto guardava a carteira no bolso do casaco que usava.

  - desculpe te fazer esperar. – disse baixinho, enquanto andava até o refeitório. apressado e com ten ao seu alcance, como sempre. – mas você sabe que não precisa vir comigo toda vez.

  - para com isso, não consigo almoçar sem você. – o mais baixo envolveu seu braço ao de taeyong, colando-se ao amigo. – posso ir te ver hoje?

  ten sempre perguntava aquilo, já era uma rotina e taeyong sempre esperava por essa pergunta aos finais de semana. as vezes vinha aos sábados, outras aos domingos. daquela vez foi na sexta, e o lee não conseguiria dizer não para chittaphon. o tailandês sempre foi o maior fã de taeyong, mesmo que não apoiasse o tipo de arte que era feita dentro da casa de shows onde o rosado trabalha. ia mesmo apenas para ver o amigo e saia logo depois que o show acabasse. não queria ter que ver garotas e garotos semi nus esfregando-se em velhos ricos. não os julgava, afinal, é o trabalho deles, mas não é algo que deixaria seus preciosos olhos verem.

  o coreano não respondeu, sabendo que independente da resposta ten apareceria no local, sentado bem em frente ao bar, com uma bela visão do palco onde taeyong geralmente se apresentava. ambos permaneceram em silêncio durante todo o trajeto até o refeitório, que já estava vazio pelo horário em que estavam indo, um pouco mais tarde que o normal. por sorte ainda havia algumas panquecas de carne no balcão, as quais quase fizeram os olhos dos dois garoto brilharem e os estômagos roncarem. estavam realmente morrendo de fome. após se servirem e procurarem uma mesa onde pudessem se sentar, ambos puderam finalmente comer e, por assim dizer, se sentirem “completos”. pelo menos era o que pensavam antes de taeyong sugerir uma rodada de sorvete na pequena lanchonete que ficava ali perto, e aquela frase foi o suficiente para voltarem a arranjar espaços em seus estômagos para uma cremosa sobremesa.

  o dia em si passou rápido, logo eram oito da noite e taeyong estava em seu quarto terminando de colocar uma muda de roupas em sua mochila, pronto para sair do campus e ir até o local onde trabalhava. seu turno começaria as 22:30, mas o trajeto até a casa de shows era de pelo menos 1 hora de ônibus, e precisaria, de todo modo, se arrumar no local. e isso demoraria no mínimo 40 minutos. saindo no horário em que estava não teria problemas em chegar cedo para se aprontar para o show, além de não ter que explicar para yuta onde estava indo – e agradecia a todos os deuses por mark estar ocupado demais para passar a noite no dormitório deles, como sempre fazia quase todas as noites da semana.

  por outro lado temos kim doyoung, que mal esperava bater 20h no relógio e já começava a se arrumar para mais uma noite agitada de seu fim de semana. naquela noite ele, johnny e até mesmo jungwoo iriam até uma casa de shows que johnny havia encontrado naquela semana, uma chamada highway to paradise. doyoung achou o nome clichê pelo duplo sentido, mas não quis contestar. quem era ele para questionar o nome que o dono deu ao seu empreendimento? de toda forma estava animado para aquela noite. fazia algum tempo desde a última vez que saíra com o melhor amigo e o irmão mais novo juntos, e já que jungwoo já era maior de idade não precisava se preocupar tanto em observar se o irmão estava bebendo algo escondido de si. precisava apenas ficar de olho para jungwoo não extrapolar, ou até mesmo não deixar johnny o oferecer drogas, como fazia com todos que saiam consigo.

  deixando os pensamentos de lado, terminou de se arrumar próximo as 21h. não pretendia demorar tanto, mas se distraia com a música baixa que tocava em seu quarto e algumas vezes ficava indeciso em qual roupa usar. no fim acabou colocando apenas jeans rasgados e uma camisa branca por debaixo da jaqueta de couro. os cabelos levemente bagunçados e a maquiagem básica em seu rosto denunciavam que doyoung já estava quase pronto, sendo capaz até de soltar um sorrisinho satisfeito ao ver o resultado de seu esforço no espelho. em seguida saiu do quarto e se dirigiu para a entrada do prédio de seu dormitório, onde johnny e jungwoo provavelmente o esperavam. os encontrou conversando encostados na caminhonete preta de johnny, e não demorou até chegar sorridente e animado para cumprimentar os dois amigos. logo estavam indo para a tal casa de shows.

  eram exatamente 21:45 quando tanto taeyong quanto o trio chegaram ao local. o lee corria pela pequena calçada, preocupando-se em como estava atrasado e em como precisava se arrumar logo, ou iria levar esporro ou até pior: ter o salário descontado. seu chefe poderia ser bem carrasco quando queria. por outro lado, doyoung parecia bem tranquilo, sempre sorridente, até mesmo quando trombou sem querer com taeyong na entrada e sequer ganhou um pedido de desculpas. mas o kim não se importou e apenas adentrou a boate acompanhado de seus amigos.

  já passava das dez e meia quando taeyong entrou no palco escuro, posicionando-se antes que a música começasse. ao ouvir a batida de “into it”, não demorou mais que dois segundos para começar a se movimentar conforme o ritmo da música, alcançando o olhar de todos os presentes ali. bem, e com razão. taeyong era incrível no que fazia, movimentando-se com tanta leveza e sensualidade que era capaz de prender os olhares de seu público por horas se quisesse. mas o auge de sua apresentação chegou apenas quando o rapaz subiu no pole presente no centro do palco, quando o som de “good for you” se fez presente. naquele momento poderia dizer com convicção que estava levando seu público a loucura, talvez, principalmente, pelo jeito que taeyong começara a rebolar enquanto apoiava-se no pole, pouco antes de voltar a subir e finalizar a apresentação ali, descendo apenas quando as luzes se apagaram e a música cessou, dando lugar a batida de alguma outra música que não saberia reconhecer no momento.

  enquanto taeyong estava dançando no palco, havia uma pessoa em específico que não conseguia tirar os olhos do lee: doyoung. o garoto estava quase babando no rosado enquanto assistia a apresentação, chegando a ser motivo de piada entre jungwoo e johnny, mas não ligou para aquilo. estava ocupado demais admirando o corpo e talento do tal T.Y que se apresentava bem a sua frente. No fim da apresentação foi um dos que levantou-se para aplaudir, porém suspirando baixo por ter acabado tão rápido. doyoung queria ver mais, queria admirar mais, queria... ter mais de T.Y a sua frente. talvez pudesse se achar louco depois por estar tão eufórico por um dançarino, mas não conseguia evitar. T.Y era... impecável em simplesmente todos os sentidos.

  quando taeyong saiu dos bastidores, já com outra roupa e uma maquiagem mais leve, foi direto ao encontro de ten, que, por acaso, estava sentado próximo a doyoung e seus amigos, mas talvez nem o tailandês e nem o coreano tivessem notado aquele fato. o lee passou por de trás do bar, sorrindo leve para o barman e logo se pondo a frente de ten, que o observava com um sorriso que taeyong poderia descrever como sorriso de um pai orgulhoso do filho. e talvez fosse isso mesmo.

  - wow, você estava incrível lá em cima, tae... T.Y! – chittaphon riu baixinho ao perceber que quase chamara o amigo pelo nome, e não pelo stage name que usava no trabalho. taeyong riu um pouco também. – com certeza foi uma de suas melhores apresentações.

  ao ouvir aquilo, o lee se sentiu feliz e satisfeito consigo mesmo. gostava de ser elogiado por suas apresentações, e ouvir um elogio de alguém tão importante quanto ten foi importante para si. e próximo deles, doyoung observava taeyong. agora sem as luzes vermelhas e a distância que antes impedia o kim de observar os detalhes de taeyong. e talvez tenha sido naquele momento em que sua mente explodiu. doyoung conhecia aquele garoto, e não era por conta da boate. o conhecia da faculdade, mais especificamente da aula de escrita da ficção. doyoung o conhecia por lee taeyong, o garoto tímido que mal conseguia ler o texto que escrevera em frente a sala sem ficar com as bochechas rosadas ou gaguejar ao menos uma vez.

  doyoung ficou extremamente surpreso ao perceber aquilo, e talvez nem estivesse conseguindo associar direito. como aquele garoto extremamente tímido conseguia dançar daquele jeito tão envolvente como havia feito? era confuso para doyoung, e por isso, ou por impulso, acabou se levantando de sua mesa e seguiu para o bar, em direção a ten e taeyong. o lee, por sua vez, percebeu a aproximação de um conhecido e não demorou em virar-se de costas, sacando o celular do bolso para explicar a situação para ten por mensagens enquanto se afastava rapidamente do bar e voltava para os bastidores. torcia para que ten conseguisse contornar doyoung naquele momento. não escondia seu emprego tão bem para um colega de classe o desmascarar daquela forma. definitivamente era algo que não deveria acontecer naquele momento.

  - com licença, ten? – doyoung perguntou ao chegar mais perto do tailandês, que sorriu gentil e o cumprimentou. – aquele que estava aqui com você... não era o dançarino de agora pouco?

  - ahn... sim. Ele veio apenas pegar uma bebida e eu o parabenizei. – ten sorriu amarelo, tentando não transparecer o nervosismo.

  - mesmo? Por que ele me pareceu muito familiar... com certeza já vi ele na faculdade, então... Me diga, o T.Y é o lee taeyong?


Notas Finais


espero que tenham gostado a. se puderem, interajam comigo pra eu não ficar falando sozinho e saber o que acham, se querem que eu continue. aliás, vou tentar atualizar sempre as segundas, mas não posso prometer nadakkkkkk perdão.

enfim, é isso. até a próxima :)


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