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História Into The Badlands (Sansarya) - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Olá xuxus <3
Antes de lerem, floodem o privado da Xica (bitch_pls) ela faz anos hoje, essa princesa merece o melhor. ❤
Boa leitura! ^^

Capítulo 10 - Arya V


Só um Clipper poderia saber da passagem, poderíamos ter um espião entre nós. Mas nenhum Clipper entrava no quarto e não apostava que a Magda tivesse dito ainda mais do que deveria, sinceramente ela só fazia merda. Graças a ela, aquela maldita tinha se aproveitado para tentar entrar na minha cabeça.

Apenas um Clipper…

Cabrão!

Andei até às cozinhas o puxei o filha da puta pela nuca, maldita a hora em que o rebaixaram se não isto não teria acontecido. Leve-o até às masmorras, com certeza os inúteis de lá adorariam uma diversão.

- Façam o que bem entenderem. – Mandei o garoto para o chão.

Ninguém se atrevia a trair-me, ninguém!

Fui até a sala de reuniões onde a Baronesa almoçava numa pequena mesa perto da grande a olhar para o mapa das Badlands.

- Aquela vadiazinha uniu-se ao Quinn, é questão de tempo até eles começarem a atacar os outros Barões. – Bebeu um pouco de vinho. – Preciso de alguém firme para me representar no território do Rojas.

- Se me permite, poderei indicar…

- Quero você lá, é a única que eles temem o suficiente para pensarem duas vezes. Caso o território do Hassan seja atacado vamos tentar dominar as pontas.

- A sua segurança é a prioridade.

- Por isso mesmo, se eles não passarem pelo território do Rojas não chegarão aqui.

- Tem razão, perdoe-me.

- Quero que comece a pensar numa ideia para pegar nas pontas do território do Hassan. Parta agora, não podemos perder mais tempo.

Assenti com a cabeça e saí apressada. Nunca tinha governado um território antes poderia ser uma boa experiência e também para esquecer tudo do dia de ontem, nunca tinha sido enganada daquela maneira e ela ainda ia pagar a seu tempo.

Viajei de carro por mais que preferisse um cavalo. Alguém já tinha arrumado as minhas coisas e colocado na mala, ou seja, a minha estadia seria longa.

Ás vezes queria saber o que teria acontecido se não fossemos interrompidas. Será que ela ia descer mais as mãos? Será que ela ia me beijar? Era tão estranho imaginar a cena, ainda por mais séria tudo uma farsa.

A casa do Rojas não era tão grande como da Baronesa mas com certeza iria servir. Guiaram-me até a sala de reuniões, por mais que tivesse fome sabia que se comesse alguma coisa poderia correr o risco de ser envenenada, e uma representante morta não serviria de nada.

- Quantos homens temos? – Perguntei indo até ao mapa da região.

- Mil. – Um dos homens respondeu. – Com Cogs possuímos um número acima de três mil e prisioneiros por volta dos quinhentos.

- Quero cada Cog a provar a comida antes de ser servida. – Disse passando os olhos pelo mapa.

- Ouviram a Regente? – O homem gritou para os homens na entrada.- De a ordem!

- Quero cem homens a vigiar a fronteira entre este território e o do Barão Hassan, ao mínimo sinal de ataque tentem pegar o máximo de território possível mas sem fazer estupidezes.

- Às suas ordens. – O outro homem do meu lado retirou-se.

- O que fizeram com a cega? Uma Clipper chamada Prudence.

- Ela foi presa, matou muitos dos nossos homens.

- Leve-me até ela.

As masmorras do Rojas até que eram elegantes. Não me admira que eles nunca conseguissem fazer ninguém falar. Prudence estava a meditar com a mesma fatiota de sempre.

- Arya, o que te trás até este lugar? – Deu um sorriso calmo.

- Você é uma Clipper extraordinária, gostaria que se juntasse a nós.

- Tomas-me por estúpida, Arya? O que te leva a pensar que a sua lealdade é cega e a minha não?

- Porque você tem o Virg, bom na realidade nós temos o Virg. – Sorri.

- Acho que entendi onde quer chegar. – O sorriso desapareceu. – É um golpe muito baixo.

- É assim que eu jogo, e não tenho intenções de perder. Tente alguma gracinha e irei garantir que o seu amante não tenha uma morte rápida.

- Deixe-me falar com ele antes.

- Claro. – Fiz sinal com a cabeça para um guarda abrir a porta. – Você, leve-me até á forja.

Precisava de uma espada nova e boa, já que a Magda tinha roubado a minha naquela noite.

Parecia que o Rojas tinha acolhido tudo e mais alguma coisa para dentro das muralhas que separavam a sua residência da vila. A forja era simples porém grande e bem habitada.

- Regente! – Um homem velho veio até mim e ajoelhou-se.

- Por favor, levantasse, não acho que os seus joelhos estejam bons para isso. – Fiz sinal ao homem que me acompanhou para o ajudar a levantar.

- É muito gentil da sua parte. – Abaixou a cabeça.

- Acredite quando eu digo que em mim não existe nada de gentil. – Caminhei para dentro da forja. – Preciso de uma espada.

- Ora pois, que tipo de espada? – O velho seguiu-me para dentro.

- A mais afiada que conseguir fazer, com o melhor metal que tiver.

- Cumprimento?

- Médio. – Olhei para as katanas penduradas. – Mas enquanto isso… - Peguei numa delas e na bainha. Fiz sinal para o homem que veio comigo dar uma moeda de ouro ao ferreiro e ele assim o fez. – Assim que estiver pronta diga a um dos Clippers que eu serei informada.

Voltei para dentro de casa sem mais voltas, estava esfomeada. Para o almoço se é que a esta hora poderia chamar assim era javali e para beber um bom vinho tinto. Como eu tinha ordenado os Cogs provaram a comida antes de mim, foi só esperar um pouco que um deles caiu morto no chão.

Se eles continuassem tentando estas gracinhas iam acabar se mantando uns aos outros e não quem pretendiam. Resolvi então que já pegar a minha própria comida, assim não corria o risco que ser envenenada.

Peguei num arco, na aljava e numa cama de pesca e lá fui eu. Sei que deveria estar a aprofundar as minhas estratégias de defesa, mas não o poderia fazer esfomeada.

Esta zona era um bocado montanhosa, talvez pudesse apanhar uma lebre ou um coelho, não fazia diferença qual animal era eu só queria comer.

Ainda andei um bom bocado até avistar o meu tão desejado alimento, um coelho. Prendi a flecha no arco e mirei.

Tem alguém a vir…

Assim que senti a pessoa perto virei-me para trás e a ponta da flecha acabou por roçar no nariz da Magda. Como explicar as loucuras que esta mulher fazia?

- Se você não tiver comida eu juro que te mato. – Continuei com a flecha apontada ao nariz dela. – E porque é que tinha de falar dos meus pais á borboleta?

- Achei que ela sabia, amor. – Pegou num cigarro. – Pareciam tão íntimas.

- Não existe nenhum tipo de intimidade entre mim e aquela maldita! – Levantei um pouco a voz e o coelho fugiu. Ótimo, lá se foi o meu almoço.

- Tanto faz, se serve de consolação ela não foi muito longe. Quantos Clippers você tem aqui? Ela nunca conseguiria passar deste território para o dela sem ser vista.

- Depois trato dela, agora comida!

- Pegue fruta das árvores, pelo menos assim não há chances de haver veneno. Use a cabeça em vez dos músculos sabemos que é bem melhor nisso.

- Quais músculos? – Comecei a caminhar pela floresta. – Afinal o que é que trás uma médica a aventurar-se por aqui?

- Preciso da sua ajuda para um parto.

- Pirou de vez não e? – Olhei para o topo das árvores. – Tenho fazer as estratégias de ataque e de defesa e ainda execuções não há tempo para parir crianças.

- Não quero que me ajude no ato de tirar a criança de dentro da vagina da mãe…

- Isso foi específico demais.

- Quero que nos proteja enquanto eu faço o meu trabalho, assim risco um favor da sua lista interminável.

- Quando é que acha que a criança vai nascer? – Bufei.

- Até esta noite talvez, pode até estar a nascer enquanto eu falo contigo.

- Se até esta noite não estiver, eu vou, mas só para poder ser um favor a menos que te devo.

Subi para uma maceira e fui tirando maçãs a medida que ia comendo. Por mais que a fome tivesse diminuído parecia que um buraco estava a abrir-se no meu estômago, é por isso que eu não como fruta.

Desci na árvore e pus-me a pensar no que a Magda disse. Ela tinha razão, não tinha como a Sansa passar por este território sem ser vista ou morta, ela estava desarmada então ter matado alguém não era uma opção.

Voltei para a casa do Rojas, não me admirava se chegasse lá e algum dos meus soldados estivesse morto por causa da comida. Assim que cheguei a sala onde tratávamos dos planos militares realmente faltava um, mas mesmo assim não fazia falta.

- Precisamos tomar aquele rio. – Apontei no mapa. – E controlar este.

- Mas Regente… - Um homem de pele escura aproximou-se. – Este rio passa pelo território do Barão Hassan e pelo território da borboleta.

- Por isso mesmo, se vamos tomar parte do território do Hassan é essencial que controlemos o rio e com a sorte que temos podemos apanhar uma parte do da Borboleta. Dois coelhos de uma cajadada só.

- Estes dois também passam pelo território da Borboleta. – O mesmo homem apontou.

- Faremos assim, setenta arqueiros em Darley juntamente com dez espadachins. Cinquenta homens em Erber por precaução. Quantos homens temos nas fronteiras?

- Cem em cada uma, Regente.

- Sabem se os Clippers do Rojas já decidiram mudar de lado?

- Infelizmente não, eles são demasiado leais.

- Então morrerão por isso. Executem todos e coloquem as cabeças deles nos portões da muralha, que sirva de exemplo para os outros.

Agora precisava de me concentrar na minha caçada, havia muito território para percorrer d pouco tempo para o fazer. Mandei selarem-me um cavalo e levei um dos inúmeros mapas do território comigo, poderia levar semanas a fazê-lo mas iria valer a pena.

- Regente! – Um homem veio até mim apressado. – Vá para Gunther.

Não sabia o porquê de ele ter dito aquilo, mas a verdade e que faria sentido eles já terem chegado até lá. Tinha várias fazendas e o terreno era bom para o cultivo, se bem como Sansa gostava de fazendas.

Fui a galope até lá, ainda era longe e tinha de parar para o cavalo beber água. Tive de atravessar vários rios e quando cheguei lá já era de noite, haviam várias fazendas então só me restava aguardar que ela saísse para fora.

Passaram-se minutos, segundos e horas até o céu clarear e em vez de ver Sansa, vi Jasper. Claro que ele ia ficar a espera que ela escapasse, mas se ele estava aqui provavelmente ela também estivesse. Ele estava a encarar o seu, parecia pensativo. A vontade de lhe arrancar a cabeça agora era grande mas isso ia estragar o disfarce. Logo a seguir como o esperado Sansa apareceu com uma vestimenta diferente, uma saía que lhe ia até aos joelhos, botas e uma capa verde que tapava todo o resto. Ela sentou-se no tronco ao lado dele, conversaram e conversaram…

Até ela encostar a cabeça no ombro dele.

Claro que eles estavam juntos, era óbvio como é que eu não pensei nisso antes?

Daqui tinha uma boa pontaria, um deles morreria pela minha flecha, mas qual? Assim que mirei Sansa levantou-se e disse algo a Jasper para depois ir para o estábulo, ótimo, então ele seria a minha vítima.

- Larga. – Ouvi-a a sussurrar por trás de mim. Ela não tinha perdido tempo em colocar uma faca de cozinha na minha garganta.

- Enquanto você corta a minha garganta esta flecha já terá acertado o peito dele. – Respondi sem me mexer.

- Larga. – Repetiu. Desta vez conseguia sentir o meu corpo contra o meu e a faca a ser mais pressionada contra a minha garganta. – Você não tem chances, vai morrer de qualquer jeito.

- Todos nós vamos morrer de qualquer jeito. - Continuei mirando.

- Mas não precisa de ser de um jeito ridículo como este, deixe de ser teimosa. – Parecia mais madura com aquilo.

- Você mentiu para mim naquela noite, disse que ele não era seu namorado.

- Eu não menti, ele não é. Vai mesmo morrer por ciúmes?

- Não são ciúmes, eu não sei o que isso é.

- Enquanto você segura essa flecha e mira nele, no que você pensa? – Colocou o queixo no meu ombro. – Talvez esteja a imaginar que eu dormi com ele, que talvez tenha aberto as pernas para ele.

- Não. – Larguei a flecha. Embora ele tenha desviado a flecha acertou-lhe no ombro. – Vai cortar a minha garganta?

- Sabia que tinha imaginado, por isso que atirou a flecha. Mas ao mesmo tempo eu já tinha dito ao Jasper que provavelmente você estaria mirando nele, você perdeu essa.

- Foi um teste então. – Olhei para ela de canto de olho. – No que isso contribuiu para a sua felicidade? Vou te matar de qualquer jeito.

- Porque de repente ficou tão chateada? – Tirou o queixo do meu ombro. – Se estivesse no meu lugar não fugiria se tivesse a chance?

- Você se aproveitou de mim! Ás coisas são bem diferentes.

- O quê? Eu não me aproveitei de você, foi bem diferente. – Retirou o meu cinto para poder pegar na espada. – Por acaso você não acha que eu fiz o que fiz só para te poder manipular depois é que fugi para não fazer de novo? – Como resposta apenas encolhi os ombros. – Eu nunca faria isso.

- Porque eu haveria de acreditar? Você fugiu, não fugiu?

- Ah idiota! – Virou-me de frente para ela. - Eu não sou como você, não faria isso com ninguém.

- Não precisaria de usar esses tipos de táticas para chegar a alguém.

- Significa que resultou? – Agarrou-me pelo uniforme e encostou-me a árvore. – Ciumenta.

- Não tenho ciúmes já disse! – Serrei os punhos.

- Então o que sente? – Agarrou ambas as minhas mãos.

- Diga-me você, o que ia fazer naquela noite? - Desencostei-me da árvore.

- Não sei até onde poderia ir. – Sorriu. – Mas você sabia – Riu colocando o meu cabelo atrás da orelha.

- Você também p…

Duas lâminas atingiram as minhas costas naquele exato momento, uma armadilha óbvio, de novo. Ela não me deixou cair, assim que perdi a força nas pernas ela segurou-me.

- NÃO! - Ouvi-a gritar, mas não a via. – O QUE VOCÊ FEZ? – Continuou gritando e transportou-me ao colo.

- Ela estava muito perto. – Era a voz do Jasper. Quando eu ficasse melhor aquele cabrão ia ver.

- FODA-SE! PARE DE FAZER MERDAS!

- Desculpe…

- Pegue na sua maldita espada, se não chegarmos ao nosso território ela morre e a culpa é sua!

- Porque se importa?

A minha cabeça começou a doer e o sangue a vir-me a boca, aqui vamos nós outra vez.


Notas Finais


Alterações... Bom, a fic está muito distante da série, mas ainda assim dentro.
Ainda vai demorar um pouco para as personagens originais da série, mas uma hora vai chegar hahaha.
Até sábado ✌️


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