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História Into the open air - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Um ato de piedade


Essa história começa em um dia de inverno, tão rigoroso que nunca surgiu uma estação tão fria até hoje, muito próximo das fronteiras do reino da floresta das trevas, um vilarejo élfico havia sido atacado, por um grupo furioso de orcs, foi uma época difícil para o reino.

Tantas tragédias que estavam por vir.

O rei elfo da floresta das trevas, assumiu a responsabilidade de liderar uma tropa de elfos naquela região, a procura de sobreviventes, foi em uma época que ele tinha contato direto com seu povo, mesmo tomado pela dor do luto por sua esposa, o rei Thranduil secretamente, guardava esperança de dias melhores.

Quando as tropas adentraram no que um dia foi uma aldeia, era possível sentir uma energia de pesar em volta do lugar, a vila era consideravelmente pequena, e em poucos anos seria coberto pela vegetação da floresta, localizado em um lugar de difícil acesso, Thranduil se perguntava, como os orcs adentraram naquela parte do reino.

Desmontou de seu alce gigante e começou a andar, pelos escombros, outros soldados fizeram o mesmo, poucas horas haviam se passado, e as tropas que já localizaram muitos mortos, porém nenhum vivo, no dia anterior faziam uma última limpeza geral pelo lugar, o Rei, meticuloso resolveu entrar nas casas, para ter certeza de que havia olhado em tudo.

Depois do dia em que havia perdido sua esposa, o rei havia começado a concentrar suas energias na segurança de seu povo, apenas de seu povo.

Uma casa chamou-lhe atenção, era pequena, com metade da parede da frente derrubada, era a residência  mais próxima da floresta, deveria ter sido uma das primeiras a ser atacada, Thranduil não estava se sentindo bem naquele lugar, ao passar pela porta ele analisou o que sobrou, estava tão destruída que não poderia mais ser chamada de casa, o Rei começou a andar pelo local, encontrando  um tipo de sala com os poucos móveis quebrados, o quarto dos fundos não havia sido muito danificado, passou pelos destroços do banheiro, então chegou a cozinha, destruída com sinais de luta, as janelas quebradas e a mesa partida, os armários com as portas igualmente quebradas, era como se quem tivesse atacado a casa estivesse procurando algo.

Então, o rei ouviu, um ruído tão baixo que podia ser um rato, mas sem arriscar ele sacou sua espada, e abriu bruscamente a única porta inteira do armário mais alto, ao olhar para dentro  se surpreendeu, tanto que deixou cair sua espada.

Havia ali, uma sobrevivente, uma criança, magra e assustada, Thranduil analisou aquela garotinha, deveria ter a idade de seu único filho, seu coração fraquejado, sentiu pena da criança elfa, que assim como ele, havia perdido seu mundo.

Ele estendeu a mão para a menina, que se encolheu mais dentro do armário, ele a tranquilizou com algumas palavras, tentando ser o mais gentil que sua personalidade reservada permitia, aos poucos a menina foi ficando mais tranquila, conforme o rei tentava conversar com ela, mas a garota, pouco respondia, ele a tirou do armário assim que ela lhe permitiu contato, estava tão magra que se perguntou se ela podia ficar em pé sozinha, em um inverno tão rigoroso como aquele, a menina vestia apenas uma túnica azul, com bolsos cheios do que ele descobriu mais tarde serem frutas pequenas, e meias grandes de mais para seus pés, mas ela era forte, estava carente de cuidados básicos, seus cabelos ruivos, compridos iam até suas costas, uma cor de cabelo rara entre os elfos, ela ainda tinha os olhos verde amendoados alertas, mas se mantinha em uma postura forte, decidida, ele perguntou mais algumas coisas a ela, quando um soldado apareceu de repente, assustado-a que se colocou atrás do rei, mesmo que não se permitisse refletir sobre seus sentimentos em relação a pequena elfa, o rei podia se permitir o sentimento de pena, ele deu ordens para que os soldados continuassem a procurar, e que não retornassem ao castelo até terem certeza de que não havia mais ninguém na aldeia, ele caminhou a frente da menina, dizendo que a levaria da aldeia, ela prontamente se pôs ao lado do rei, segurando em uma de suas mãos.

Thranduil apertou delicadamente a mão da menina, e a escoltou para fora do que um dia deveria ter sido sua casa, não podia negar que estava curioso para saber como ela havia sobrevivido.

O ataque havia ocorrido a dois dias atrás, quando no meio a noite, as trombetas daquela cidade soaram, e repentinamente pararam, soldados foram enviados para combater as criaturas, quase de imediato mas elas foram mais rápidas, eliminaram um bom número de aldeões, e justo naquela manhã o rei subitamente resolveu conferir ele mesmo o estrago.

Ao chegarem na porta o rei notou que a neve gelada já cobria o chão, olhou para ela, que nos pés vestia apenas meias, que nem dela eram, não exitou em carrega-la, sentindo o estranho contato, montou em seu alce com a menina no colo, decidindo levá-la para o Castelo, para obter os cuidados médicos, e sob a guarda das amas-elfas, sem ter decidido de fato o que seria feito dela depois que estivesse recuperada.

Ele foi o mais rápido que pode ao castelo, surpreendendo os guardas ao entrar com uma , e mais ainda as amas que ficariam encarregadas dela, pediu que a tratassem com cuidado, e que tentasse extrair informações sobre sua história.

O rei se retirou para seus aposentos, não sem antes ver como seu filho, Légolas, estava, sereno e calmo dormindo em sua cama, seguro, de um jeito que a menina que havia trazido hoje, provavelmente não estava.

Ele se dirigiu para a sala do trono, para finalizar assuntos políticos do dia, e receber o relatório do chefe da guarda a respeito da última patrulha na aldeia.

Quando uma elfa que a muito trabalhava no castelo, e cuidava dos poucos filhos das poucas famílias nobres que ali rezidiam, incluindo de seu próprio filho, se aproximou,  fazendo reverência ao rei, que já imaginava do que se tratava, deu a ela sua atenção.

- Meu rei, venho lhe informar que a criança já está alimentada e limpa, eu mesma cuidei dela, e fui cuidadosa, vendo que a pobrezinha está assustada, fiz algumas perguntas  como o senhor pediu, e ela me contou que esteve escondida na floresta por uma noite inteira, depois voltou para a casa a procura de comida, guardou o que achou dentro dos bolsos.

- Mas os orcs teriam visto ela na floresta não? - o rei disse confuso com a história contada.

- Ela me disse meu senhor, que pensou nisso, então foi na direção oposta a que os orcs surgiram.

- Algo mais? - Perguntou o rei, ponderando sobre as atitudes da  pequena.

"Essa criança nasceu para lutar, ela nasceu para sobreviver"

Pensou rapidamente Thranduil.

- Acredito que não senhor.

- E o nome?

 - Ah, sim, seu nome é Tauriel.



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