História Into The Snow - Clexa (COMPLETA) - Capítulo 80


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Categorias 50 Tons de Cinza, Alycia Debnam-Carey, Eliza Taylor-Cotter, Lindsey Morgan, Marie Avgeropoulos, The 100
Personagens Alycia Debnam-Carey, Anya, Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Echo, Eliza Taylor-Cotter, Lexa, Octavia Blake, Personagens Originais, Raven Reyes
Tags Alycia Debnam-carey, Clarke, Clexa, Clexa G!p, Eliza Taylor-cotter, Elycia, Lexa, Romance, T100, The 100
Visualizações 405
Palavras 2.146
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde Clexakru!!!
Chegamos ao último capítulo de Into The Snow, amanhã ou mais tarde (provavelmente mais tarde) teremos o epílogo para fechar com chave de ouro.
Obrigada.

Capítulo 80 - Capítulo 74 - Aquele Algo


Fanfic / Fanfiction Into The Snow - Clexa (COMPLETA) - Capítulo 80 - Capítulo 74 - Aquele Algo

Lexa

Os dias passaram e, por mais que seja difícil de acreditar, decidi não acreditar nas palavras de Costia, sendo verdade ou mentira, aquele assunto só traria mais discórdia e, sinceramente, não era disso que eu precisava agora.

Clarke pareceu esquecer que Costia estava na cidade, mas passamos a fazer tudo em casa, pelo menos durante esses dias que antecederam a audiência. Quanto a Sophie, ela não comentou nada sobre o assunto, pelo menos não para mim.

O sol nasceu forte em uma sexta-feira, trazendo consigo o dia da audiência, finalmente tudo ficaria esclarecido e eu nunca mais teria que olhar na cara daqueles dois.

Tudo estava marcado para as 14 horas da tarde, naquele dia trabalhei de casa durante a manhã, não era um bom dia para ir até a empresa e a maioria por lá já tinha noção do que estava acontecendo.

Octavia me ligou uma vez para desejar boa sorte e Clarke também recebeu uma ligação do Bellamy, até mesmo meu pai deu uma de “pai preocupado” e me ligou para saber como as coisas estavam indo.

- Está com medo? – Clarke perguntou batendo antes duas vezes na porta do meu escritório de casa. – Lexa?

- Hã?! – Eu estava com a cabeça em outro mundo.

- Você está bem? – Ela caminhou até mim.

- Sim, só estou terminando isso aqui. – Olhei novamente para o computador que estava na minha frente.

- Você está “terminando isso aí” desde que acordou, melhor parar um pouco, não acha? – Senti suas mãos em meus ombros, massageando gentilmente.

- Não, eu prefiro terminar agora. – Meus dedos digitavam rapidamente.

- Está ansiosa né?

- Não..

- Eu te conheço Woods, tem essa pose toda mas aposto que essa idéia de ficar frente a frente com aqueles dois está te deixando doida.

- Não diria doida, – Parei. – mas isso me incomoda um pouco. – Virei a cadeira para ela.

- É, - Ela se abaixou. – eu sei disso, também me incomoda saber que, talvez, a Sophie não volte para casa hoje.

“Casa”. Eu adorava quando ela se referia à minha casa como nossa casa.

- Não vou deixar isso acontecer, o nome dele até pode estar na certidão de nascimento, coisa que eu nunca vou aceitar, – Clarke riu quando eu disse isso. – mas ela é minha filha, ou melhor, nossa filha, ninguém vai tirar a nossa filha da gente.

- Bom, falando em nossa filha, vou buscá-la na escola, você vêm? – Clarke se levantou.

- Eu...

- Já sei, vai terminar aí. – Ela me interrompeu.

- Isso mesmo.

- Só não demora, quando eu chegar vamos almoçar.

- Como quiser senhorita. – Brinquei.

- Qualquer coisa me liga. – Ela me deu um beijo e depois saiu, encostando a porta.

Me distraí tanto naquela planilha, que não parecia acabar nunca, que quase não percebi a hora passar, por sorte a Olga tinha preparado o almoço sem que eu precisasse dizer nada.

Quando desci Clarke e Sophie estavam entrando pela porta da frente. Sophie parecia animada, o dia na escola tinha sido bom.

- Pelo visto você se divertiu hoje. – Falei enquanto descia a escada e ela rapidamente me olhou com aqueles olhinhos brilhantes.

- Lexa! – Sophie correu até a ponta da escada, parando quando Clarke chamou sua atenção.

- Não sobe a escada! – Ela disse.

Por mais que Sophie já soubesse subir e descer, Clarke tinha dessas, tinha medo que ela caísse e não sei o que. Mas eu logo desci e a peguei no colo.

- O que você fez hoje na escola?

- A tia disse que eu sou uma aitista! – Ela exclamou contente com as palavras enroladas de sempre.

- Uma artista?!

- Pois é, posso com isso? – Clarke riu, tirando de dentro da mochila um papel e dando nas mãos de Sophie.

- Que lindo! – Falei assim que ela me mostrou, eu não entendia muito o que era aquele desenho, mas era da minha filha, então obviamente estava lindo.

- É eu, você e a mamãe. – Sophie apontou um por um.

Era um desenho feito a tinta, aparentemente um jardim, um sol com um sorriso, uma casa bem colorida, Clarke, Sophie e eu, nessa ordem no centro do papel.

- Sua professora tem razão Sophie, você é uma verdadeira artista! – Falei a colocando no chão, mas continuei abaixada. – Quem sabe um dia você não trabalha comigo na empresa, Sophie Griffin, aposto que vai fazer o maior sucesso!

- É?! – Ela pareceu surpresa.

- Sim!

- Então vem senhorita artista, vamos tomar um banho antes de almoçar. – Clarke pegou na mão dela, mas Sophie a soltou.

- Quero a Lexa. – Ela apontou para mim.

- Eu?

- Aham. – Ela assentiu rindo.

- Não Sophie, eu não...

- Ela vai sim Sophie, Lexa estava muito ansiosa por isso. – Clarke me cortou imediatamente.

- Boa sorte Woods! – Clarke riu me dando a mochila de Sophie e depois foi para a cozinha.

Aparentemente eu não teria opção, então Sophie me deu a mão e subimos para o andar de cima. Coloquei sua mochila no quarto, escolhemos uma roupa e a levei para o banheiro.

A melhor parte de dar banho na Sophie era que, na maioria das vezes, ela era engraçada, então eu passava o tempo todo rindo das palhaçadas que ela fazia.

- Você vai casar com a mamãe? – Suas palavras ainda saíam meio enroladas, mas não foi difícil entender o que ela queria dizer com aquilo.

- De onde tirou isso Sophie? – Ela deu de ombros.

- Papai e mamãe moravam juntos.

- Você acha que vamos nos casar porque moramos juntas? – Ela assentiu enquanto eu passava o shampoo em seus cabelos. – Bem, eu não sei.

- Mas você beija a mamãe. – Quase tinha me esquecido, Sophie via como era minha relação com a Clarke, claro que eu não a beijava na frente dela, mas, como morávamos na mesma casa, obviamente ela já tinha visto.

- E só porque beijei tenho que casar com ela?

- O papai também beijava a mamãe.

- Você não desiste mesmo né?! – Fiz cócegas em sua barriga e ela riu. – Vem, vamos tirar esse shampoo.

- Lexa.. – Ela chamou quando a água começou a tirar o shampoo de seus cabelos.

- Oi?

- Você também é minha mamãe? – Eu não sabia de onde ela tinha tirado tantas perguntas, mas era óbvio que a Clarke tinha tido uma conversinha com ela a respeito do que estava acontecendo, afinal, era o grande dia e ainda não tinha tido aquela conversa com a Sophie.

- Cuidado para não entrar shampoo na sua boca. – Desconversei.

Para a minha sorte, Sophie não tocou mais no assunto durante o banho e nem depois quando penteei seus cabelos e a ajudei a vestir a roupa.

Quando descemos, Clarke já ajudava Olga a colocar a mesa do almoço.

- Até que enfim! Você tem que estar muito limpa, porque, pela demora ein!

- Sabia que ela está, dou banho melhor do que você! – Provoquei.

- Ah ta Lexa! – Ela ironizou.

Logo nos sentamos para almoçar já que em breve teríamos que sair.

Depois do almoço, coloquei Sophie no sofá para colocar os sapatos enquanto Clarke subiu para pegar a bolsa e o urso que Sophie queria levar de qualquer jeito.

- Não gosto desse sapato! – A carinha de brava que ela fez era a mais fofa do mundo e quando ela colocou os pezinhos no sofá, abraçando os joelhos, confesso que não consegui resistir.

- Porque não? São tão lindos!

- Mas aperta meu pé mamãe!

Meu corpo congelou, até me belisquei para ter certeza que tinha escutado certo. Sophie tinha mesmo me chamado de mãe? Olhei em volta, Clarke não estava ali. Sim, ela tinha me chamado.

- T-tudo bem, quer esses? – Peguei um que ela costumava usar em casa, não eram tão “chiques” quanto os outros, mas eram confortáveis.

- Aham! – Ela esticou os pés, dando um sorriso.

Acho que Sophie não tinha noção do quanto aquelas palavras dela eram importantes para mim, mas continuei agindo normalmente, eu não sabia como deveria reagir àquilo.

- Peguei tudo! Vamos? – Clarke desceu as escadas.

- Vamos!

Clarke deu o urso para Sophie e logo saímos de casa. O tribunal não era muito longe dali, mas cortei caminho para garantir que não chegaríamos atrasadas.

O melhor de estar ali era que o retrovisor interno me dava uma visão completa para o rostinho da Sophie, de minuto em minuto eu dava uma olhadinha, ela estava distraída olhando pela janela, seus olhos pesavam, ela logo dormiria na cadeirinha.

- Ela está cansada. – Clarke comentou.

- Sim, ela deveria ter ficado em casa com a Olga.

- E se o juíz quiser falar com ela?

- Olha a idade dela Clarke, acha mesmo que ele vai querer conversar com uma criança?

- A opinião dela também é importante.

- Sim, acho que tem razão. – Eu obviamente não acreditava nisso, mas não era hora nem lugar para discutir a respeito.

- Lexa! Para o carro! – Clarke pediu, parecia desesperada.

- Eu não posso parar aqui, vou levar multa.

Eu ainda não tinha olhado pelo retrovisor interno, mas, quando olhei, a única imagem que tive foi da Sophie vomitando tudo o que tinha comido no almoço. Acelerei o carro, passando para a faixa do lado, precisava encontrar um lugar em que pudesse parar. Clarke tirou o cinto e virou para trás, pegando um pano de dentro da bolsa, mas isso não adiantou muito, ela continuava vomitando.

- Dá pra parar a droga desse carro Lexa!

Ela estava brava e eu entendia, mas não tinha como parar o carro no meio da avenida, além de ser perigoso era contra a lei, eu não podia parar.

- Calma Clarke!

- Calma nada! – Ela tentou passar para o banco de trás, me distraíndo por um instante.

Eu ouvi uma busina alta antes de tudo ficar completamente escuro.

[.....]

Sabe quando você não entende o que está acontecendo? Eu estava assim naquele momento.

- Ei! Está me ouvindo? – Ouvi uma voz desconhecida e, ao tentar abrir os olhos, senti uma forte luz diretamente neles. – Vai ficar tudo bem.

Virei a cabeça, estava tudo meio embaçado. Tentei mexer as mãos mas pareciam presas. Aquela luz ainda incomodava meus olhos, mas consegui visualizar uma mulher, que eu acreditava fielmente ser a Clarke, alguém a estava colocando dentro de um...carro? E a Sophie, onde ela estava?

- Você sabe seu nome? – Aquela pessoa continuava falando comigo.

- Lexa. – Respondi meio confusa.

- Tudo bem Lexa, vamos cuidar de vocês. – A pessoa continuou.

- Cadê a minha filha? – Perguntei ainda meio confusa e logo senti uma lágrima escorrer dos meus olhos.

- Não se preocupe, estão cuidando dela.

Eu me mexi, estava deitada em algo, e logo a luz parou de me incomodar, tinham me colocado dentro de um carro, mas o barulho o denunciou quando as portas se fecharam, era uma ambulância.

[.....]

Despertei mais uma vez em um local diferente, a luz que entrava pela janela estava mais fraca, que horas eram? Tinha uma agulha em meu braço esquerdo, uma pulseira de papel em meu braço direito. Logo ouvi o barulho da chuva, seguida por alguns trovões, o que estava acontecendo?

- Você acordou! – Uma mulher entrou. – Como se sente?

- O que aconteceu?

- Você não se lembra? – Ela se aproximou.

- Lembro de ouvir uma busina, ver uma luz, eu não sei, está confuso!

- Calma, você não precisa lembrar de tudo agora.

- Quem é você? – Perguntei.

- Sou a Dra. Scott.

- Cadê a Clarke?....E a minha filha? Posso vê-las?

Ela simplesmente assentiu e chamou um enfermeiro para me ajudar. Eu sentia minhas pernas e conseguia andar, mas eles optaram por me levar de cadeira de rodas, já que iríamos até o andar de cima.

Entramos no quarto e Clarke perecia também ter acabado de acordar. Eles pararam a cadeira de rodas na porta e eu pude andar até a cama em que ela estava. Me sentei ali.

- Como você está? – Ela parecia me ignorar. – Clarke?...Você viu a Sophie? – Ela me olhou, seus olhos estavam marejados de lágrimas. – Clarke...Cadê a Sophie?

Ela fez que “não” com a cabeça e suas lágrimas escorreram pelo rosto, então Clarke me abraçou, o abraço mais forte que já tinha sentido em toda minha vida. Eu só queria que aquilo tudo fosse um pesadelo.

Poderia muito bem culpar essa mulher que estava me abraçando naquele momento, aquela que tirou de mim os longos anos ao lado da minha filha, mas os últimos meses seriam lembranças que eu levaria para o resto da minha vida e, um dia, olharia a mim mesma no espelho com a plena consciência de que eu me apaixonei pela minha aluna da universidade, destruímos nossas vidas por um tempo, mas, juntas, construímos algo que somente o tempo e o descuido foi capaz de nos tirar e, esse “algo”, se chamava Sophie.


Notas Finais


Logo posto o epílogo!!
~StoriesOfADream


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