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História Into the Unknown - Elsamaren - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


opa oi???

leiam as notas finais 🤩

Capítulo 11 - Herdeiro e um pedido


1 ANO DEPOIS


Nokk correria em plenos pulmões, caso ele tivesse um. Porém ele sentia o desejo de correr cada vez mais e mais rápido do quinto espírito, então ele atende sua necessidade com prazer. Um misto de felicidade e procuração ocupava o peito de Elsa, que tentava se concentrar em guiar o espírito da água em direção a Arendelle. 


Era madrugada, praticamente todos estavam dormindo e Elsa também estava até que acabou sendo acordada pelo espírito do ar, Gale, que trazia uma carta de Kristoff, dizendo que Anna tinha acabado de entrar em trabalho de parto.


Tudo o que o quinto espírito pode fazer assim que recebeu a notícia foi entrar em pânico, pois não estava lá com sua irmãzinha para um momento como esse. Mas logo ela acabou sendo tranquilizada por Honeymaren, sua namorada, que lhe ajudou a preparar as coisas para que Elsa partisse rapidamente. A loira pediu para que a Northuldra lhe acompanhasse, porém Honeymaren disse que a mesma chegaria mais rápido caso fosse sozinha e então prometeu que chegaria em Arendelle de manhã, assim que avisasse Yelena que estava partindo. 


Assim que chegou em Arendelle, Nokk atravessou as ruas de paralelepípedo vazias até em direção ao castelo. Os guardas que cuidavam do portão durante a noite já estavam familiarizados com a ex-rainha de Arendelle e sua montaria mágica, mas por conta do que estava acontecendo dentro do castelo, imaginaram que ela não teria tempo de conversar, então simplesmente deram passagem para ela.


Elsa pulou das costas de Nokk assim que o mesmo parou no pátio, mandando que o mesmo voltasse para o norte. Assim que o cavalo de água partiu, o quinto espírito correu para dentro do castelo.


— Gilda, onde está Anna?! — Elsa perguntou eufórica assim que acabou se encontrando com a empregada do castelo, que carregava toalhas em seus braços.


— Em seus aposentos, majestade! — A mulher não enrolou, vendo a loira sair correndo pelos corredores em seguida. 


Elsa amaldiçoou quem havia projetado a arquitetura do castelo para que se parecesse um labirinto por dentro, mesmo que ela tivesse vivido ali sua vida toda. Assim que a mesma chegou em frente ao quarto, ela acabou encontrando Olaf e Sven sentados em frente a porta.


— Elsa! — Olaf exclamou, assim que avistou a mesma. — Você veio rápido! Como foi a viagem? 


— Sem tempo para conversar agora, Olaf. — A loira sorriu cansada, segurando a maçaneta da porta, com um pouquinho de receio de abrir a porta. — A Anna está bem? 


Logo um grito soou através da porta.


— Acho que ela esta ótima! — O boneco de neve riu, enquanto deu tapinhas nas costas de Sven, negou com a cabeça.


A loira respirou fundo antes de abrir a porta e os gritos de dor acabaram preenchendo seus ouvidos.


— Elsa! — A ruiva exclamou exausta. — Graças aos Deuses você chegou, eu não aguento mais olhar para a cara do Kristoff!


— Por que você está tão irritada comigo!? — O loiro perguntou eufórico, gemendo de dor quando sua esposa esmagou os ossos de sua mão quando outra contração veio. 


— Deve ser por que você fez isso comigo! — A ruiva gritou, furiosa.


— Ok, calminha, eu cheguei. — Elsa respondeu, se aproximando da cama e segurando a mão livre de sua irmã. 


— Como pode achar que eu devo ficar calma numa situação dessas!? — Anna gritou, fazendo com que o quinto espírito estremece de medo.


Elsa nunca tinha visto sua irmã daquele jeito.


— Força mais uma vez, majestade. — A parteira disse em um tom animado, tentando incentivar a rainha.


Elsa olhou com dor para Kristoff ao sentir Anna também esmagar sua mão em um aperto assim que a mesma fez força. Os gritos da ruiva ocupavam todo o quarto, junto com sua respiração ofegante. 


— Vamos Anna, você consegue. — Elsa sorriu de forma carinhosa, retirando alguns fios ruivos grudados na testa suada de sua irmã caçula. 


Kristoff se inclinou em direção da parteira, que trabalhava para que o futuro governante de Arendelle viesse com tranquilidade ao mundo. 


— Isso é…. sangue? — De repente o loiro ficou mais pálido e seus lábios ficaram lilás antes que o mesmo caísse no chão, desacordado. 


— É sério isso!? — Anna gritou, desacreditada. — KRISTOFF SEU INÚTIL! 


Elsa não se atreveu a rir da situação, com medo de que Anna lhe matasse ali mesmo. Era engraçado pensar que Kristoff, um cara tão grande e parrudo, fosse tão sensível para certas coisas. 


E uma dessas coisas era sangue. 


— Quase lá, mais uma vez majestade! 


Elsa mordeu o lábio inferior para conter o grito de dor por causa de sua mão provavelmente quebrada. Anna gritou mais alto dessa vez, o que preocupou o quinto espírito, mas logo toda sua preocupação foi embora quando os gritos de sua irmão foram substituídos por um choro agudo e estridente. 


Anna desabou mole na cama, completamente aliviada pelo pior já ter passado. Já a loira estava se mantendo alerta, vendo a parteira pegar o recém nascido nos braços, com a maior delicadeza do mundo. 


— Então? — A rainha das neves perguntou ansiosa.


— É uma linda menina. — A mulher mais velha disse animada, enquanto levava a criança para se lavar em uma banheira de água morna. 


— Você ouviu isso? — Elsa sorriu, sentindo seus olhos arderem por causa das lágrimas que insistiam em rolar pelos seus olhos. — É uma menininha. 


— O nome dela é Iduna… E quando o Kristoff acordar… — A ruiva sorriu, sonolenta. — … — Diga a ele que ganhei a aposta.


— Pode deixar que eu aviso. — A mais velha riu, observando Anna fechar cada vez mais os olhos em exaustão. — Anna?!


— Não se preocupe, ela estava apenas dormindo. — A parteira riu baixinho, enrolando a futura rainha de Arendelle em um cobertor de seda, assim que a pequena estivesse devidamente limpa. — Gostaria de segurá-la?


Elsa observou a pequena criaturinha nos braços da mulher. A mesma já tinha parado de chorar, porém ainda tinha a expressão em seu rostinho enrugado de que poderia voltar a gritar a qualquer momento.


Loira assentiu com hesitação, soltando a mão de Anna para se aproximar da criança. Com cuidado, Elsa recebeu sua sobrinha em seus braços e tentou fazer o que tinha aprendido com Bryan no último ano. A loira balançou a criança, enquanto observava bem todos os seus traços ainda não muito fortes por causa de ter acabado de nascer. Mas sem dúvida, ela tinha o nariz redondo de Kristoff. 


— É melhor deixá-la dormir. — A mulher mais velha sorriu, assim que terminou de arrumar Anna na cama, que dormia pesadamente. — Com licença.


Elsa observou a mulher sair do quarto e logo depois viu Olaf e Sven entrarem animados no local, mas logo pararam assim que Elsa pediu silêncio com olhar.


— Então!? — Olaf sussurrou curioso. — É um menino ou uma menina?


— Uma menina. — O quinto espírito sorriu, se abaixando para que o boneco de neve e a rena tivessem uma visão melhor da futura rainha. — Linda, não é?


— Ela parece uma uva passa! — Olaf exclamou risonho. Elsa se preocupou se a garotinha acordasse por causa do barulho, mas tudo o que a mesma fez foi ter agarrado a ponta do nariz de Olaf. — Ela gosta de mim! 


— Sim, ela gosta. — A mulher riu, antes de desviar seu olhar para a rena. — Sven, você pode levar Kristoff para o quarto aqui na frente?


Sven concordou com a cabeça se seus longos chifres, indo em direção ao seu amigo que ainda estava desacordado no chão.


Elsa sorriu aliviada. 


(..........)


Já era de manhã e Anna já havia acordado para amamentar sua filha, Iduna, porém Kristoff continuava desacordado no quarto de hóspedes.


— Ela parece estar com fome! — Olaf disse, enquanto via a pequena bebê se alimentar. — Um fato interessante: Sabiam que os bebês podem sugar o leite materno e respirar ao mesmo tempo? — O boneco de neve exclamou, animado. — Eles aproveitam de um detalhe na anatomia deles que logo vai mudar. Nos primeiros meses de vida, a laringe fica mais em cima da garganta. Com isso, a traqueia fica quase que diretamente conectada à cavidade nasal.


— Eu definitivamente não sabia disso. — Anna riu baixinho, acariciando a bochecha gordinha do bebê. 


— É melhor deixar Anna e Iduna descansarem. — Elsa sorriu para Olaf e Sven. — Por que não tentam acordar Kristoff enquanto isso?


— Oh, ele ainda não viu a pequena Iduna! — O boneco de neve exclamou, dando pequenos chutes nas costas de Sven para o mesmo começar a andar. — Sabe Anna, mesmo ele ter perdido a aposta, acho que ele vai ficar feliz por ser uma menina!


— Espero mesmo. — A ruiva riu, vendo seus amigos saírem pela porta e deixá-la sozinha com a irmã.


Elsa andou até a cama, rindo. Era a cara de Anna e Kristoff apostarem qual seria o sexo do bebê. Ela se lembrava perfeitamente das discussões dos dois durante a gravidez sobre o sexo da criança. 


— Então, como está se sentindo? — A mais velha perguntou, se sentando na beira da cama. 


— Cansada. — Anna suspirou, com um sorriso bobo nos lábios. — Porém feliz, muito feliz.


— Imagino. — Elsa sorriu. — Papai e mamãe adorariam ver esse momento.


— Você acha?


— Com certeza.


— Sabe o que eles adorariam ver também? — Anna sorriu, vendo a expressão de dúvida da irmã mais velha. — Você assim, exatamente como você está. Com uma namorada incrível e um garotinho adorável. 


— Garotinho? — Elsa franziu o cenho.


— Não se faça desentendida, Elsa! — Anna sorriu, segurando a mão intacta da irmã. — Você sabe muito bem que eu estou falando do Bryan. Você e a Maren adotaram ele.


— Não adotamos ele. — Elsa murmurou. — Apenas cuidamos dele na maior parte do tempo, quando não estamos ocupadas com nossas tarefas. 


— Ele mora com vocês. — Anna arqueou a sobrancelha. — Aliás, quando vai pedir a Honeymaren em casamento?


— O que?!


— Até parece que você não pensa nisso. — A ruiva sorriu sugestiva. — Vocês moram juntas, cuidam de uma criança juntas….


— Isso não quer dizer nada, ok? — Elsa murmurou, sentindo suas bochechas corarem. — Nós namoramos há 1 ano, Bryan é uma graça e é um prazer cuidar dele enquanto Yelena está ocupada. 


— Então não pensa na possibilidade?


— Bem…


— A-ha! — Anna riu. — Peguei você! Sabe, vocês duas se amam e você realmente deveria pensar no assunto. — A riva apertou a mão da irmã. — Sem contar que vocês duas e o Bryan parecem muito uma família feliz e se você gostaria de ter isso, corra atrás!


Elsa comprimiu os lábios, pensando no que responder para sua querida irmã.


— Acho melhor te deixar descansar. — A mais velha sorriu, depositando um beijo sobre a testa da outra. — E também tenho que ver se seu marido não está bem.


— Por favor, eu não imaginava que ele fosse desmaiar. — Anna fez uma careta, rindo em seguida.


Elsa se levantou, saindo do quarto e deixando Anna sozinha. O quinto espírito seguiu até o quarto de hóspedes em frente ao quarto de sua irmã, onde Sven havia deixado Kristoff.


— Elsa! — Olaf chamou, saindo do quarto junto com Sven. — Cuide do Kristoff enquanto eu e Sven vamos buscar um balde de água! Ele não quer acordar de jeito nenhum!


— Eu cuido disso, obrigada meninos. — A loira agradeceu, entrando no quarto e encontrando Kristoff deitado do sofá de baixo da janela. 


Elsa observou o cunhado, antes de girar seu pulso delicadamente no ar para que uma bola de neve se formasse sobre a cabeça de Kristoff, antes de se desabar. O homem se levantou em um pulo por causa do frio, usando as mãos afastar a neve que molhava suas roupas.


— ELSA!??


— Bom dia. — A loira sorriu. — Você tem que acordar, pois sua filha acabou de nascer!


— Filha? — Kristoff a olhou, se sentando no sofá. — É uma menina?!


Elsa assentiu, observando o loiro se encolher no sofá como uma criança e começar a chorar. Era uma cena um tanto quanto cômica de se ver, mas a loira não julgaria o cunhado.


Uma menina? Kristoff definitivamente não estava preparado para cuidar de uma menina.


Elsa se aproximou do sofá, rindo baixinho e dando leves tapinhas de conforto nas costas do loiro, em uma tentativa não muito boa de confortá-lo. Kristoff se debruçou sobre o quinto espírito, lhe abraçando enquanto desmoronava. 


A loira de fato não era muito fã de contato físico, porém Kristoff fazia parte de uma pequena e restrita lista de pessoas específicas que poderiam tocá-la daquele jeito. 


— Oh, Kristoff. — Elsa riu baixinho, devolvendo o aperto no cunhado.


— E A-Anna? — O loiro fungou, tentando se recompor. — Como ela está? E-Ela está bem?


— Anna está ótima. — O quinto espírito tranquilizou. — Está lá dentro descansando junto com Iduna… por que não vai lá?


— Está louca?! — Kristoff se levantou, nervoso. — Viu como ela gritou comigo? Ela me odeia e se eu entrar lá dentro, eu vou morrer! 


— Você não vai morrer. — Elsa revirou os olhos, se levantando e indo em direção ao outro e segurando suas mãos. — Ela estava estressada por causa do parto e ela não te odeia. — Ela suspirou. — Ela te ama e precisa de você mais do que qualquer outro. Precisa mais do que você do que de mim.


— Eu não consigo imaginar uma cena disso acontecendo…


— Eu consigo. — Elsa riu e então continuou. — Eu amo a Anna, ela é minha irmãzinha, mas eu não vou estar aqui todos os dias para cuidar dela e ajudá-la, mas você vai estar Kristoff. — Ela apertou as mãos do outro. — Você é pai agora Kristoff, é uma grande responsabilidade, entende isso?


— E- Eu sei! — O loiro respirou fundo, começando a hiperventilar. — M-Mas eu não sei trocar fraldas, nem como fazer uma criança parar de chorar e-


— Ninguém nasce sabendo isso, você pega o jeito com o tempo. — Elsa manteve a voz baixa. — Você e Anna vão aprender juntos e está tudo bem! — A loira riu. — Vocês dois já passaram por tantas coisas juntos e agora estão fazendo nossa família crescer! Isso é um grande passo Kristoff e requer responsabilidade, mas vocês vão superar isso também.


Kristoff suspirou, encarando os olhos azuis de Elsa e então olhou de forma derrotada para a porta do quarto na frente deles. 


A loira estava certa. Ele precisava fazer aquilo por Anna. Por sua esposa. 


— Tem certeza mesmo que se eu entrar, ela não vai gritar comigo?


— Absoluta. 


Kristoff suspirou, soltando as mãos de sua cunhada e andou em direção ao seu quarto e de Anna, batendo hesitantemente na porta antes de entrar. Elsa se sentou no sofá novamente, observando o loiro se aproximar devagar da cama onde Anna e Iduna estavam. Kristoff deu um beijo apaixonado na ruiva, antes de se inclinar e beijar a testa de sua filha. 


A loira viu sua visão ficar embaçada novamente e então seus olhos arderam por causa das lágrimas que voltaram a escorrer pelo seu rosto.


Se falassem para ela há 5 anos atrás, Elsa se sentiria culpada por ser por causa dela de que Anna não poderia sair de dentro do castelo para conhecer outras pessoas. Mas então tudo mudou e os portões se abriram, Anna conheceu Kristoff, eles se apaixonam, se casaram e agora são pais de uma linda menininha. Anna não era mais a criança cujo Elsa se lembrava e aquilo lhe assustava um pouquinho, mas ela sempre seria sua irmãzinha mais nova, que ela amava com todas as suas forças. 


Mesmo sem querer, Elsa começou a pensar nas palavras de sua irmã na conversa que elas tiveram há pouco tempo atrás. 


Anna estava certa, às vezes, de vez em quando, Elsa se perguntava se seria assim com ela e Honeymaren. Pensava se um dia elas se casariam e formariam uma família.


Ou elas já estavam formando uma?


Ou talvez Elsa estivesse se apressando demais. 


Kristoff demorou três anos para pedir Anna em casamento e fazia apenas 1 ano que Honeymaren começaram a namorar. Ela nem sequer sabia se a Northuldra se sentia da mesma maneira, ou se a mesma ao menos queria se casar. 


E quanto a Bryan? 


Honeymaren seria a futura líder do povo do sol, era sua obrigação cuidar dos seus. 


— Aí está você. — A voz doce e melodiosa de sua namorada por acaso soou dentro do cômodo em que Elsa se encontrava. — Amor, está chorando?


A loira não disse nada, apenas se levantou e correu para os braços da Northuldra, lhe abraçando pelo pescoço. 


— É uma menina. — Elsa enterrou o rosto na curva do pescoço da morena. — É uma menina… inferno, eu sou tia agora!


— Sim, você é. — Honeymaren riu, devolvendo o abraço. — Me desculpe pela demora, Ryder fazendo uma bagunça com as renas e também Bryan insistiu em vir junto, então tive que arrumar as coisas dele e-


— Ele veio? — Elsa interrompeu, limpando as lágrimas rapidamente. — Onde ele está? Eu quero vê-lo.


— Acabei encontrando Olaf e Sven no caminho, ele está brincando com eles, não se preocupe. — A menor riu baixinho. — Mas primeiro me diga, ocorreu tudo bem durante o parto?


— Sim. — Elsa suspirou aliviada. — Consegui chegar aqui a tempo, o que foi muito bom pois Kristoff acabou desmaiando.


— Isso é a cara dele. — Honeymaren riu, segurando a mão de sua namorada, que acabou recolhendo rapidamente por causa da dor. — Ei, o que é isso?


— Desculpa, acho que Anna acabou quebrando minha mão. — A loira gemeu de dor, deixando a outra segurar sua mão delicadamente, observando alguns pontos roxos por causa do aperto. — Como eu disse, Kristoff desmaiou então tinha apenas eu lá.


— Acho que não está quebrada, mas acho que vai ficar com belos hematomas durante um bom tempo. — Honeymaren riu baixinho, levando a mão machucada de sua namorada até os lábios e depositou um beijo delicado no local machucado. — Pronto, pronto.


— Você está passando tempo demais com o Bryan. — A loira riu baixinho, se aproximando mais de sua namorada. 


— Ou será que ele que estava passando tempo demais comigo? — Honeymaren riu de volta, abraçando a cintura da loira, a trazendo para mais perto enquanto colava sua testa na dela. 


Elsa encarou por longos segundos os olhos dourados de Honeymaren, sentindo seu corpo esquentar com o carinho que a mesma fazia em suas costas. O cheiro de pinho e chuva que a mesma emanava faziam Elsa ficar mais tranquila e relaxada, lhe trazendo uma sensação de conforto. 


Um conforto completamente diferente do que Anna, Olaf, Sven e Kristoff lhe traziam. 


Era quente.


Era bom.


Ao longo de todo o tempo que Elsa esteve com Honeymaren, ela sempre se sentiu confortável com a Northuldra. E depois que começaram a namorar, apenas se aproximaram ainda mais. Continuavam sendo melhores amigas, mas agora tinha algo a mais, tinha amor.


E Elsa queria aquilo pra sempre. 


A loira riu como uma criança boba quando a morena beijou seu nariz e lhe apertou ainda mais em seus braços. 


— Boba. — Elsa suspirou, emoldurando e acariciando o rosto da outra. — Eu te amo.


— Eu sei. — Honeymaren sorriu presunçosa, rindo ao sentir a loira lhe dar um tapa no ombro. — Eu também te amo, satisfeita?


— Muito. — A loira sorriu.


— O que estava pensando antes? — A morena sorriu, roçando seus lábios contra os da outra. — Um beijo por seus pensamentos. 


— De verdade? — Honeymaren assentiu sorrindo, depositando um beijo carinhoso sobre os lábios da outra, que suspirou. — Eu estava pensando em você… Em nós, na verdade.


— Isso é bom. — A menor riu baixinho. — Eu gosto do “nós”, mas sei que tem mais senhorita Elsa. 


— B-Bom… — A loira pigarreou, desviando seu olhar rapidamente para Anna, Kristoff e Iduna no outro quarto e então voltou sua atenção para os olhos dourados. — E agora estou pensando em Kristoff e Anna, em como eles são casados e felizes e agora eles tem uma filha e… — Elsa mordeu o lábio inferior, sentindo o nervosismo tomar conta de seu corpo. — E-E que talvez, isso seja legal… quer dizer, d-deve ser legal … você sabe…. 


— Respire, Elsa. — Honeymaren sorriu. — Está tudo bem, pode falar. 


— Deve ser legal ser uma família, assim como eles são. — Elsa mordeu o lábio inferior e seu interior entrou em desespero quando um um pequeno brilho de tristeza nos olhos da Northuldra. 


— Acha que não somos uma família? — Honeymaren manteve a voz calma. — Estou falando de mim, Bryan e você. 


— E-Eu acho! — Elsa tropeçou nas palavras, gemendo frustrada antes de enterrar seu rosto no ombro da menor. — Eu só… não sabia se você achava. 


— Como assim?


— B-Bom… achei que estava apenas fazendo seu trabalho como futura líder dos Northuldra e cuidando do Bryan. — A loira murmurou. — E estamos namorando há um ano, eu simplesmente não sei qual é o tempo certo para as coisas…. a única coisa que eu sei é que não dá certo se casar com alguém que acabou de se conhecer.


— Você veio morar comigo no dia seguinte em que me conheceu.


— Isso não vem ao caso, tudo bem!? — Elsa choramingou na curva do pescoço da outra, que riu. 


— Olha, Elsa… — Honeymaren suspirou. — Me deixa um pouquinho chateada por descobrir que você acha que eu cuido do Bryan por que é minha “obrigação de lider”. — A morena sentiu a outra se encolher em seus braços , então prosseguiu — Sim, é dever cuidar do meu povo, mas eu também faço isso porque eu o amo. — Maren acariciou as costas da loira. — Ele é um garoto incrível e assim como você fez, ele conquistou meu coração. Gosto do tempo que passamos juntos, gosto de ver o quanto vocês dois são apegados, gosto de pensar que somos uma família, mesmo que não seja oficial ainda. 


— Ainda? — Elsa levantou o olhar, curiosa. 


— Pra ser sincera, eu estava fazendo as coisas devagar porque sei que tudo é novo pra você ainda. — Honeymaren riu baixinho, colando sua testa com a da outra mais uma vez. — Não tinha muita certeza se era exatamente isso que você queria também e-


— Eu quero! — A loira responde rapidamente, corando fortemente quando a menor riu. — Q-Quer dizer… eu a-adoraria… mas se…. m-mas se não quiser isso agora eu entendo… e-eu… não quero te apressar também e-


Honeymaren revirou os olhos, decidindo interromper a maior com um beijo apaixonado, fazendo Elsa perder a sua linha de raciocínio confusa por causa do nervosismo. 


— Quer se casar comigo? — A morena perguntou contra os lábios do quinto espírito, que suspirou alto.


— Deuses, sim! — Elsa arfou, antes de tomar os lábios de Honeymaren, agora sua noiva, em um beijo apaixonado.


A Northuldra teria aprofundado o carinho seu elas não tivessem sentido algo agarrar suas pernas, fazendo elas se separarem e acabaram encontrando Bryan com uma expressão chorosa e com os braços estendidos em direção a Elsa.


— Aí está você. — A loira se abaixou, para atender o pedido de segurar o pequeno garotinho nos braços. — O que aconteceu? Por que está chorando?


— Saudade. — Bryan murmurou com a voz embriagada por causa do choro e então abraçou o pescoço do quinto espírito. 


— Me desculpe por ter saído sem ter me despedido. — Elsa sorriu, beijando a testa do garoto. — Houve uma emergência. 


— Tudo bem, tia Honey disse que você teve que vir rápido porque a tia Anna precisava muito de você. — Disse o garotinho, tropeçando nas palavras. — Disseram que teriam um bebê também!


— E tem. — Elsa deu risada. — Quer ve-la?


— Sim! — Bryan respondeu animado, arrancando uma risada da loira, que logo andou em direção ao quarto de Anna e Kristoff.


Honeymaren suspirou, observando Elsa se afastar com Bryan nos braços. Talvez ela ainda estivesse boba pelo o que tinha acabado de acontecer e definitivamente não foi como ela tinha planejado pedir Elsa em casamento, mas tudo bem, ela não se incomodaria em reunir algumas renas e fazer um pedido digno para rainha das neves, como a mesma merecia. 


Notas Finais


Wow faz mt tempo não é?

Enfim, pensei que elsamaren precisava de um final e eu estou dando um.

Mas ainda falta dois capítulos, prometo atualizar o mais rápido possível !

Até o próximo.


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