História Into You - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), BtoB, EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Hyunsik, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Lay, Lu Han, Peniel, Rap Monster, Sehun, Suga, Suho, Sungjae, V, Xiumin
Tags Jeon Jungkook, Jikook, Park Jimin, Revolução Jikook
Visualizações 29
Palavras 3.687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello Babys!!

Aqui estou eu, fazendo um fanfic, que espero que gostem, por que eu fiz com muito carinho, digitei que nem doida... To tentando parecer normal, mas to parecendo um louca! Jesus amado!

Espero que gostem e é isso... Beijinhos!

Capítulo 1 - Capítulo I


Into You__ Park Jimin



   Eu olho com frustação para mim mesmo no espelho. Maldito cabelo, ele simplesmente não se comporta, e maldito seja Kim Taehyung por estar doente e me colocar nessa situação. Eu devia estar estudando para meus exames finais, que será semana que vem, mas estou aqui tentando escovar meus cabelos até que se submetam. Eu reviro meus olhos em exasperação e olho para o pálido menino de cabelos ruivos com olhos castanhos muito grandes para seu rosto, olhando fixamente de volta para mim, e desisto. Vou tacar a touca aqui mesmo.

   Kim Taehyung é meu companheiro de quarto, e também melhor amigo, e ele escolhei justo hoje para sucumbir a gripe. Então, ele não podia comparecer a entrevista que ele agendou, com um magnata mega industrial que nunca ouvi falar, para o jornal estudantil. Então eu tive que me voluntariar. Eu tenho exames finais para estudar, uma redação para terminar, e eu devia estar trabalhando esta tarde, mas não, hoje eu tenho que dirigir duzentos e sessenta quilômetros para o centro de Seattle, afim de encontrar o enigmático CEO da Jeon Enterprises Holdings Inc. Como um empresário excepcional e benfeitor importante da nossa Universidade , seu tempo é extraordinariamente precioso, muito mais precioso que o meu, mas, ele concedeu essa entrevista a Taehyung. Um verdadeira golpe da sorte, ele me disse. Malditas atividades extracurriculares dele.

   Taehyung está encolhido no sofá da sala.

-Jimin, eu sinto muito. Demorei nove meses para conseguir esta entrevista. Levará outros seis para reagendar, e nós dois vamos estar formados até lá. Como editor, eu não posso estragar isto. Por favor. -  Taehyung me implora com sua voz rouca, de garganta inflamada. Como ele faz isso? Mesmo doente ele parece atrevido e magnífico, com cabelos ruivos dourados e olhos verdes brilhantes, embora agora avermelhados e com coriza nasal. Eu ignoro minha pontada de simpatia indesejada.

- Claro que eu vou Tae. Você deve voltar para a cama. Você gostaria de um pouco de Nyquil ou Tylenol?

- Nyquil, por favor. Aqui estão às perguntas e meu mini-gravador. Apenas aperte gravar aqui. Faça anotações e eu transcreverei tudo.

- Eu não sei nada sobre ele -  Eu murmuro, tentando e falhando em suprimir meu pânico crescente.

- As perguntas virão ao seu encontro. Vá. É uma longa viagem. Eu não quero que você se atrase.

- Okay, eu estou indo. Volte para a cama. Eu fiz uma sopa para você aquecer mais tarde. – Eu olho para ele ternamente. Só por você, Tae, eu farei isso.

- Eu sei. Boa sorte. E obrigado Jimin, como sempre, você é meu salvador.

   Juntando minha mochila, eu sorrio ironicamente para ele, então me dirijo porta afora para o carro. Eu não posso acreditar que deixei Taehyung me convencer disto. Entretanto, Taehyung é capaz de convencer qualquer um de qualquer coisa.

   Ele vai ser um jornalista excepcional. Ele é articulado, forte, persuasivo, argumentativo, bonito e ele é meu mais querido, melhor amigo.

   As estradas estão limpas quando eu parto de Vancouver, com acesso a Washington em direção a Portland e I-5. É cedo, e eu tenho de estar em Seattle até as duas da tarde. Felizmente, Tae me emprestou seu desportivo Mercedes CLK. Eu não tenho certeza se Calice, meu velho besouro VW, faria a jornada a tempo. Oh, o Merc é uma diversão de dirigir, e as milhas escapam quando eu piso no pedal até o fundo.




   Meu destino é a sede global do Sr. Jeon. É um edifício comercial enorme de trinta andares , todo em vidro curvo e aço, uma estrutura arquitetônica fantástica, com Jeon House escrito discretamente em aço a cima das portas de vidro dianteiras. É uma e quarenta e cinco quando chego, estou tão aliviado de não estar atrasado quando eu entro na enorme, e francamente intimidante portaria de vidro e aço, em arenito branco.

   Atrás do balcão de arenito sólido, uma muito atraente, adestrada, jovem loira sorri agradavelmente para mim. Ela está vestindo um terninho carvão e camiseta branca, mais elegante que já vi. Ela parece imaculada.

- Eu estou aqui para ver o Sr. Jeon. Park Jimin por Kim Taehyung.

- Com licença um momento, Senhor Park. -  Ela arqueia uma sobrancelha ligeiramente quando permaneço conscientemente diante dela. Eu começo a desejar ter pego um dos  blazers formais de Taehyung em lugar de vestir minha jaqueta azul marinho. Eu fiz um esforço e vesti minha melhor calça jeans, minha comportadas botas marrons até os joelhos e um suéter azul. Para mim, isto é inteligente. Eu enfio um dos fugitivos tentáculos de meu cabelo atrás de minha orelha enquanto finjo que ela não me intimida.

- Senhor Kim é esperado. Por favor, registre-se aqui Senhor Park. Você irá até o último elevador à direita, pressione para o trigésimo andar. – Ela sorri amavelmente para mim, divertida, sem dúvida, quando eu me registro.

   Ela me dá um crachá de segurança que tem VISITANTE muito firmemente estampado na frente. Eu não posso evitar meu sorriso. Certamente é óbvio que estou de visita. Eu não me encaixo aqui mesmo.

   Nada muda, eu interiormente suspiro. Agradecendo a ela, eu caminho para o banco dos elevadores passando por dois homens de segurança que estão muito mais bem vestidos do que eu estou, em seus ternos pretos bem cortados.

   O elevador me leva rapidamente com rápida velocidade para o trigésimo andar. As portas deslizam abrindo, e eu estou em outra grande entrada, mais uma vez toda em vidro, aço e arenito branco. Eu sou confrontada por outra mesa de arenito e outra jovem loira vestida impecavelmente em preto e branco, que levanta para me saudar. Esse cara tem fobia por loiras? Só pode, não é possível.

- Senhor Park, você poderia esperar aqui, por favor? - Ela aponta para um área  acomodada de cadeiras com couro branco.

   Atrás das cadeiras de couro está um espaçosa sala de reunião envidraçada, cerzada por uma mesa de madeira escura, igualmente espaçosa e pelo menos  vinte cadeiras harmonizadas ao redor dela. Além disso, tinha uma janela do chão ao teto com uma visão do horizonte de Seattle, que mostrava a cidade em direção ao Sound. É uma visão deslumbrante , e eu fico momentaneamente paralisado com a visão. Uau.

   Eu me sento, pesco as perguntas dentro de minha mochila, e dou uma repassada nelas, amaldiçoando interiormente Taehyung por não ter me dado uma breve biografia. Eu não conheço nada sobre este homem que estou para entrevistar. Ele pode ter noventa anos ou pode ter trinta. A incerteza está me irritando, e meus nervos ressurgem, fazendo com que eu fique incomodado. Eu nunca fico confortável em uma entrevista em pessoa, preferindo o anonimato de uma discussão de grupo onde eu posso me sentar imperceptivelmente na parte de trás da sala. Para ser honesto, eu prefiro minha própria companhia, lendo um romance clássico britânico, enrolada em um cadeira na biblioteca do campus Não sentado se contorcendo nervosamente em um colossal edifício de vidro e pedra.


   Eu reviro os olhos para mim mesmo. Mantenha o controle, Park. Ao julgar pelo edifício, que é muito clínico e moderno, eu imagino que Jeon está em seus quarenta: em forma, bronzeado, e de cabelos loiros para combinar com o resto do pessoal. Rio internamente de meu comentário, no quesito ironia eu venço de primeira.

   Outra elegante, impecavelmente vestida loira sai de uma grande porta à direita. O que é isso tudo com as loiras imaculadas? É como Stepford aqui. Respirando fundo, eu me levanto.

- Senhor Park?- A mais recente loira pergunta.

- Sim. –  eu coaxo, e clareio minha garganta. - Sim. -  Agora, isto soou mais confiante.

- O Senhor Jeon irá recebê-lo em um momento. Eu posso pegar seu casaco?

- Oh, por favor. – eu luto para tirar a jaqueta.

- Já foi oferecido a você alguma bebida?

- Hum, não. – Oh Deus, a Loira Número Um está com problemas?

   A Loira Número Um franziu o cenho e olhou a jovem na escrivaninha.

- Você gostaria de um chá, café, água? – Ela pergunta, voltando sua atenção para mim.

- Um copo de água. Obrigado. – Eu murmuro.

- Sun Hee, por favor vá buscar para o Senhor Park um copo de água. – A voz dela é grave. Sun Hee foge rapidamente e se apressa a uma porta do outro lado do saguão.

- Minhas desculpas, Senhor Park, Sun Hee é nossa nova estagiária. Por favor, sente-se. O Sr. Jeon levará mais cinco minutos.

   Sun Hee retorna com um copo de água gelada.

- Aqui está, Senhor Park.

- Obrigado.

   A Loira Número Dois marcha para a grande escrivaninha , seus  saltos clicando e ecoando pelo chão de arenito. Ela se senta, e ambas continuam seu trabalho.

   Talvez o Senhor Jeon insista que todos os seus empregados sejam loiros. Eu me pergunto ociosamente se isto é legal, quando a porta abre um alto, elegantemente vestido, atraente homem  Afro-Americano com curtos dreads sai. Eu definitivamente vesti as roupas erradas. 

   Ele se vira e diz pela porta: - Golfe, esta semana, Jeon.

   Eu não ouço a resposta. Ele vira-se, me vê, e sorri, seus olhos escuros enrugando no canto. Sun Hee salta e chama o elevador. Ela parece se destacar em pular de sua cadeira. Ela está mais nervosa que eu!

- Boa tarde. – ele diz enquanto parte pela porta deslizante.

- O Senhor Jeon verá você agora, Senhor Park. Siga-me. – A Loira Número Dois diz.

   Eu estou bastante trêmulo tentando suprimir meus nervos. Juntando minha mochila, eu abandono meu copo de água e faço meu caminho para a porta parcialmente aberta.

- Você não precisa bater, apenas entre. – Ela amavelmente sorri.

   Eu empurro a porta aberta e cambaleio, tropeçando em meus próprios pés, e caio de cabeça dentro do escritório.

   Merda dupla; eu e meus dois pés esquerdos! Eu estou em minhas mãos e de joelhos na porta de entrada do escritório do Senhor Jeon, e mãos gentis estão ao meu redor me ajudando a levantar. Eu estou tão envergonhado, maldita falta de jeito. Eu tenho que lançar meu olhar para cima. Puta que pariu, ele é tão jovem.

- Senhor Kim. – Ele estende uma mão com longos dedos para mim, uma vez que eu fico de pé. – Eu sou Jeon Jungkook. Você está bem? Gostaria de se sentar?-

   Tão jovem,  e atraente, muito atraente. Ele é alto, vestido em um fino terno cinza, camisa branca e gravata preta, com organizados cabelos castanhos escuros e intensos, luminosos olhos negros que me observam astutamente. Leva um momento para eu encontrar minha voz.


- Hum Hum. Perfeitamente. – eu murmuro. Se esse cara está acima dos trinta então eu sou o Tio Macaco. Em um confusão, eu coloco minha mão na dele e nós levamos um choque. Quando nossos dedos se tocam, eu sinto um estimulante e estranho calafrio, correndo através de mim. Eu retiro minha mão apressadamente, envergonhado. Deve ser estática. Eu pisco rapidamente, minhas pálpebras harmonizando minha frequência cardíaca.

- O Senhor Kim está indisposto, então ele me enviou. Eu espero que você não se importe, Senhor Jeon.

- E você é?-  Sua voz é morna, possivelmente divertida, mas é difícil dizer por sua expressão impassível. Ele parece ligeiramente interessado, mas acima de tudo, educado.

- Park Jimin. Eu estudo Literatura Inglesa com Tae, hum... Taehyung... hum...Senhor Kim do Estado de Washington.

- Entendo. – ele simplesmente diz. Eu penso ver um fantasma  de um sorriso em sua expressão, mas eu não estou certo. – Você gostaria de se sentar?- Ele acena em direção a um sofá de couro branco em formato de L.

   Seu escritório é uma grande para um homem só. Na frente das janelas que vão do chão ao teto, há uma enorme escrivaninha moderna de madeira escura , que seis pessoas poderiam comer confortavelmente ao redor. Combinando a mesa de café com o sofá. Todo o resto é branco, teto, pisos e paredes, exceto, a parede perto da porta, onde estava um mosaico pendurado de pequenas pinturas, trinta e seis delas dispostas em um quadrado. Elas são primorosas. Uma série de objetos mundanos esquecidos, pintados com tal detalhe preciso que eles parecem com fotografias. Exibidos juntos, eles são de tirar o fôlego.

- Um artista local. Trouton.-  Jeon diz quando ele pega meu olhar.

- Elas são adoráveis. Elevando o ordinário para o extraordinário. – eu murmuro distraído, tanto por ele como pelas pinturas. Ele vira sua cabeça para um lado e me fixa atentamente.

- Eu concordo plenamente, Senhor Park.- ele responde, sua voz suave e por alguma razão inexplicável eu me encontro corando.

   Além das pinturas, o resto do escritório era frio, limpo e clínico. Eu me pergunto se isso reflete a personalidade do AdôniS, que afunda graciosamente em uma das cadeiras de couro branco à minha frente. Eu agito a cabeça, transtornada com a direção que meus pensamentos estão tomando, e recupero as perguntas de Taehyung da minha mochila. Em seguida, eu instalo o mini gravador e sou todo a dedos e polegares, o deixando cair um segunda vez na mesa de café à minha frente. O Senhor Jeon não diz nada, esperando pacientemente enquanto eu me torno cada vez mais envergonhado e frustrado. Quando eu tomo coragem para olhá-lo, ele está me observando, uma mão relaxada em seu colo e a outra embaixo de seu queixo e arrastando o seu longo dedo indicador através de seus lábios.  Acho que ele está tentando conter um sorriso.

- Desculpe-me. – eu gaguejo. – Eu não estou acostumado a isto.

- Leve o tempo que precisar, Senhor Park. – ele diz.

- Você se importa se eu gravar suas respostas?

- Depois que você teve tantas dificuldades para instalar o gravador, agora que você me pergunta?

   Eu coro. Ele está tirando sarro de mim? Eu espero. Eu pisco para ele, sem saber o que dizer, a acho que ele fica com pena de mim por que o mesmo cede. – Não, eu não me importo.

- Será que Taehyung, eu quero dizer, o Senhor Kim, explicou para que é a entrevista?

- Sim. Para aparecer na edição de graduação do jornal estudantil quando eu entregar o diploma na cerimônia de graduação deste ano.

   Oh! Isto é novidade para mim, e eu estou temporariamente preocupada pelo pensamento de que alguém não muito mais velho do que eu,  talvez uns seis anos mais ou menos , mega bem-sucedido, mas, ainda assim, vai me apresentar me minha licenciatura. Eu franzo a testa, arrastando minha teimosa atenção de volta à tarefa à mão.

- Bem. – eu engulo nervosamente. – Eu tenho algumas perguntas, Senhor Jeon. – Eu aliso uma madeixa de cabelo perdido atrás de minha orelha.

- Eu achei que você teria.- ele diz, impassível. Ele está rindo de mim. Minhas bochechas esquentam com a percepção, e eu me sento reto e enquadro meus ombros em uma tentativa de parecer mais alto e intimidante. Apertando o botão iniciar do gravador, em tento parecer profissional.

- Você é muito jovem para ter acumulado tal império. Há que você deve seu sucesso? – Eu olho para ele. Seu sorriso é arrependido, mas ele parece vagamente desapontado.

- Negócios é tudo sobre pessoas, Senhor Park e eu sou muito bom em julgar as pessoas. Eu sei como elas marcam, o que as fazem florescer, o que não faz, o que as inspira, e como incentivá-las. Eu emprego um time excepcional, e eu os recompenso bem.- Ele pausa e me fixa com seu olhar negro. – Minha convicção é de alcançar sucesso em qualquer esquema, alguém tem de se fazer mestre nesse esquema, conhece-lo de dentro para fora, saber todos os detalhes. Eu trabalho duro, muito duro para fazer isto. Eu tomo decisões baseadas em lógicas e fatos. Eu tenho um instinto natural que pode localizar e nutrir uma boa ideia sólida e boas pessoas. O resultado final é sempre estabelecido para pessoas boas.


- Talvez você seja apenas sortudo. – Isto não está na lista de Taehyung, mas ele é tão arrogante. Seus olhos chamejam momentaneamente em surpresa.

- Eu não acredito em sorte ou azar, Park. Quanto mais duro eu trabalho mais sorte eu pareço ter. Realmente é tudo sobre ter as pessoas certas em seu time e dirigindo suas energias nesse sentido. Eu acho que foi Harvey Firestone quem disse “O crescimento e desenvolvimento das pessoas é a maior vocação da liderança”

- Você soa como um maníaco por controle. – As palavras as saíram da minha boca antes que eu pudesse detê-las.

- Oh, eu exerço controle em todas as coisas, Park. -  Ele diz sem rastro de humor em seu sorriso. Eu olho para ele, e ele segura o meu olhar continuamente, impassível. Meu batimento cardíaco acelera, e meu rosto fica corado novamente.

   Por que ele tem tal efeito irritante sobre mim? Sua beleza opressiva talvez? O modo como seus olhos brilham para mim? O modo como ele acaricia com o dedo indicador seu lábio inferior? Eu gostaria que ele parasse de fazer isso.

- Além disso, o imenso poder é adquirido assegurando-se em seus devaneios secretos, você nasceu para controlar as coisas. – ele continua, sua voz suave.
 

- Você sente que tem imenso poder?- Maníaco por controle.

- Eu emprego mais de quarenta mil pessoas, Park. Isso me dá sentido de responsabilidade ... poder, se assim prefere. Se decidisse que já não me interesso mais pelos negócios de telecomunicações e vendesse tudo, vinte mil pessoas teriam grandes dificuldades de pagar suas hipotecas no final do mês então.

   Minha boca abriu. Eu estou espantado com sua falta de humildade.

- Você não tem um conselho a qual responder? – Eu pergunto, repugnado.

- Eu possuo minha empresa. Eu não tenho que responder para um conselho.- Ele levanta uma sobrancelha para mim.

   Eu roborizo. Claro, eu saberia disto se tivesse feito alguma pesquisa. Mas puta merda, ele é tão arrogante. Eu mudo de rumo.

- E você tem algum interesse fora de seu trabalho?

- Eu tenho interesses variados, Park. – A sombra de um sorriso toca seus lábios. – Muito variado. – E por alguma razão, eu estou confuso e inflamado por seu olhar firme. Seus olhos estão iluminados por algum pensamento mal.

- Mas se você trabalha tão duro, o que faz para relaxar?

- Relaxar?- Ele sorri, revelando seus dentes brancos perfeitos. Não deixo de notar que dois se destacam por seu tamanho, sendo facilmente comparado a um coelho.

   Eu paro de respirar. Ele é realmente lindo. Ninguém devia ser tão bonito.

- Bem, para “relaxar” como você diz, eu velejo, eu vôo, eu desfruto de várias atividades físicas.- Ele desloca-se em sua cadeira. – Eu sou um homem muito rico, Park e tenho passatempos caros e absorventes.

   Eu olho depressa as perguntas de Taehyung, querendo sair deste assunto.

- Você é gay, Senhor Jeon?

   Ele inala bruscamente, e eu me encolho, mortificado. Merda.  Por que eu não empreguei algum tipo de filtro antes de eu ler em voz alta a pergunta?  Como eu posso dizer a ele que estou apenas lendo as perguntas?

   Maldito seja Taehyung e sua curiosidade!

- Isso já é algo pessoal, Jimin.- Ele levanta suas sobrancelhas, um brilho frio em seus olhos. Ele não parece contente.

- Eu peço desculpas. Isto está hum...escrito aqui.-  É a primeira vez que ele diz meu nome. Meu batimento cardíaco acelera, e minhas bochechas estão aquecendo novamente. Nervosamente, eu coloca uma madeixa atrás da orelha.

- Estas não são suas próprias perguntas?
 
   O sangue drena na minha cabeça. Oh não.

-Éee...não. Taehyung, o Senhor Kim, ele compilou as perguntas.

- Vocês são colegas no jornal estudantil? – Oh Merda. Eu não tenho nada a ver com o jornal estudantil. É a atividade extracurricular dele, não minha. Meu rosto está em chamas.

- Não. Ele é meu companheiro de quarto.

   Ele esfrega seu queixo em deliberação calma, seus olhos negros me avaliando.

- Você se voluntariou para fazer essa entrevista?- Ele pergunta, sua voz mortalmente calma.

   Espere, quem deveria estar entrevistando quem aqui? Seus olhos queimam em cima de mim, e eu sou obrigado a responder a responder com a verdade.

- Eu fui sorteado. Ele não está bem. – Minha voz é fraca e apologética.

- Isso explica muita coisa.

   Há uma batida na porta e a Loira Número Um entra.

- Senhor Jeon, desculpe interromper, mas sua próxima reunião será daqui dois minutos.

- Ah, sim. Pode se retirar Lesha.

- Muito bem, Senhor Jeon.- ela murmura e depois sai. Ele franze a testa, e volta sua atenção para mim.

- Você conseguiu tudo o que precisa?- Ele questiona-me atentamente com um olhar gozador.

- Sim senhor.- eu respondo, embalando o gravador em minha mochila. Seus olhos se estreitam, como se estivesse pensando.

- Obrigado, pela entrevista Senhor Jeon.

- O prazer foi todo meu. – Ele diz cortês, como sempre.

   Quando eu me ergo, ele se levanta e estende sua mão.

- Até a próxima, Park. – E isso soa como um desafio, ou uma ameaça, eu não estou certo de qual. Eu franzo a testa. Quando será que vamos nos encontrarmos novamente? Eu aperto sua mão mais um vez, surpresa que esta estranha corrente ainda está entre nós. Deve ser meus nervos.

- Senhor Jeon.- Despeço-me dele com um aceno de cabeça.

   Ele se dirige para a porta com graça e agilidade. E a abre totalmente.

- Só se assegurando que você passe pela porta, Park.- Ele me dá um pequeno sorriso. Obviamente, ele está se referindo a minha entrada nada elegante, mais cedo em seu escritório. Eu coro.

- Muito amável de sua parte, Senhor Jeon.- lhe digo bruscamente. Seu sorriso se alarga. Eu estou contente que você me ache divertido, eu penso furioso interiormente, caminhando para o hall de entrada.

- Senhor Park, seu casaco.-  A Loira Número Um, a qual descobri o nome der Lesha, se aproxima com minha jaqueta azul. Balanço a cabeça em agradecimento e a coloco sobre meus ombros. Adentro o elevador e me viro tendo uma última visão deste andar.

   Da grande porta do escritório, o Senhor Jeon ainda se encontra lá, me olhando fixamente. Sinto o alívio me corroer por agora já estar em uma distância aceitável.

- Jimin. – Ele murmura em despedida.


- Jungkook.- eu respondo. E misericordiosamente, as portas se fecham. 


Notas Finais


Hello, de novo!!

Espero que tenham gostado! Se não gostaram de alguma coisa, podem dar suas opiniões que vou tratar de melhorar rapidamente! Faço de tudo para agradar a todos que leem minhas histórias!! Deixem suas opiniões, expressões, sentimentos e etc nos comentários, se quiserem óbvio...

Beijinhos, até o próximo!! ♥


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