História Into You - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), BtoB, EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Hyunsik, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Lay, Lu Han, Peniel, Rap Monster, Sehun, Suga, Suho, Sungjae, V, Xiumin
Tags Jeon Jungkook, Jikook, Park Jimin, Revolução Jikook
Visualizações 9
Palavras 5.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello Babys!!

Aqui estou eu, de novo!! Demorei? Espero que não, mas quando verem a quantidade de palavras do capítulo vão entender meu atraso... eu acho. OLHEM! Que orgulho! Deu alguns calos, mas fazer oque? Tomar toddynho e sossegar. Essa é a vida. Leiam com alegria e comida!!

Beijinhos, Babys!!

Capítulo 2 - Capítulo II


Into You__ Park Jimin


   Meu coração está disparado. O elevador chega ao andar térreo, e eu desço assim que as portas se abrem, tropeçando mais uma vez, mas felizmente não caindo de bruços no chão de arenito imaculado. Eu corro para as largas portas de vidro, e por fim estou livre no tonificante, limpo, ar úmido de Seattle. Levanto meu rosto, eu dou boas-vindas à fresca chuva refrescante. Eu fecho meus olhos e tomo uma profundo e purificante respiração, tentando recuperar o que resta do meu equilíbrio.

   Nenhum homem jamais me afetou desse modo como Jeon Jungkook o fez, e eu não posso entender o porquê.


   É sua aparência? Sua civilidade? Sua riqueza? Seu poder? Eu não entendo minha reação irracional.

   Eu dou um suspiro enorme de alívio. O que em nome dos céus foi tudo aquilo? Eu me inclino contra uma das colunas de aço do edifício, e valentemente tento me acalmar a juntar meus pensamentos. Eu agito minha cabeça. Puta merda, o que foi aquilo? Meu coração estabiliza, voltando ao seu ritmo regular, e eu posso respirar normalmente de novo. Eu me dirijo ao meu carro.

   Quando eu deixo os limites da cidade para trás, eu começo a me sentir tolo e envergonhado, quando eu reproduzo a entrevista em minha mente. Certamente, estou reagindo a algo que está em minha imaginação. Certo, então ele é muito atraente, confiante, autoritário, à vontade consigo mesmo, mas por outro lado, ele é arrogante, e por todos os seus modos impecáveis, ele é ditador e frio. Bem, pelo menos a primeira vista.

   Um arrepio involuntário percorre minha espinha. Ele pode ser arrogante, entretanto ele tem o direito de ser, ele conseguir tanto em uma idade tão jovem. Ele não suporta os imbecis, mas por que ele deveria? Novamente, estou irritado por Taehyung não ter me dado uma breve biografia sobre ele.

  

   Enquanto cruzo ao longo do I-5, minha mente continua a vagar. Eu estou perplexo por existir gente tão empenhada a triunfar. Algumas de suas respostas eram tão enigmáticas, como se ele tivesse uma agenda oculta. As perguntas de Taehyung... ufa! A adoção é a pergunta se ele é gay! Eu estremeço. Eu não posso acreditar que eu disse aquilo. Que o chão me engula agora!  Toda vez que eu pensar sobre essa pergunta no futuro, eu vou ficar corado de vergonha. Maldito Kim Taehyung!


   Eu verifico o velocímetro. Eu estou dirigindo mais cautelosamente do que eu estaria em qualquer outra ocasião. E eu sei que é a lembrança de dois olhos negros penetrantes olhando para mim, e uma voz dura dizendo-me para dirigir cautelosamente. Agitando minha cabeça, eu percebo que Jeon está mais para um homem com o dobro de sua idade.

   Esqueça isso, Jimin, eu ralho comigo mesmo. Eu chego à conclusão de que essa foi uma experiência muito interessante, mas eu não deveria insistir nisso. Deixe isso para trás. Eu nunca vou vê-lo novamente. Eu fico imediatamente alegre pelo pensamento. Eu ligo o play do MP3 e giro o volume bem alto, me encosto, e ouço o estrondoso rock alternativo quando piso fundo no acelerador. Quando eu atinjo a I-5, eu percebo que posso dirigir tão rápido quanto eu quero.



   Nós vivemos em uma pequena comunidade de apartamentos dúplex em Vancouver, Washington, perto do campus de Vancouver da WSU. Eu tenho sorte dos pais de Taehyung terem comprado um lugar para ela, e eu pago amendoins pelo aluguel. Isto já faz uns quatro anos. Quando eu desligo o carro, eu sei que Tae vai querer que eu conte tim-tim por tim-tim da entrevista, ele é tenaz. Bem , pelo menos ele tem o mini gravador. Espero que eu não tenha que elaborar muito além do que foi dito durante a entrevista.


- Jimin! Você voltou.- Tae está sentado na nossa sala de estar, cercado por livros. Ele está claramente estudando para as provas finais, entretanto ele ainda está trajando seu pijama de flanela rosa, decorado com coelhinhos fofinhos, aquele que ele reserva quando acaba um namoro, quando está doente, e quando está deprimido em geral. Ele pula em cima de mim e me abraça apertado.

- Eu estava começando a me preocupar. Eu esperava que você voltasse mais cedo.

- Oh, eu acho que compensei o tempo considerando que a entrevista deu certo. – Eu aceno com o mini gravador para ele.

- Jimin, obrigado por fazer isto. Eu fico te devendo, eu sei. Como foi? Como ele era?-  Oh não, lá vamos nós, com a Inquisição de Kim Taehyung. Eu luto para responder suas perguntas, o que eu posso fazer?

- Eu estou contente que terminei, e que eu não tenha de vê-lo novamente. Ele era bastante intimidante, sabe.- Eu encolho os ombros. - Ele é muito focado, intenso até, e jovem. Realmente jovem.
   Taehyung olha com ingenuidade para mim. Eu franzo a testa para ele.

- Você, não se faça de inocente. Por que você não me deu nenhuma biografia? Ele me fez sentir como um idiota por me restringir as perguntas básicas.-  Tae aperta uma mão em sua boca.

- Jesus, Jimin, eu sinto muito, eu não pensei.

   Eu bufo.


- Na maior parte do tempo ele foi cortês, formal, ligeiramente sufocante, como se tivesse envelhecido antes do tempo. Ele não conversa como um homem de vinte e pouco anos. Que idade ele tema final?

- Vinte e sete. Jesus, Jimin, eu sinto muito. Eu deveria ter informado você, mas eu estava em pânico. Deixe-me pegar o mini gravador, e eu vou começar a transcrever a entrevista.

- Você parece melhor. Você comeu sua sopa?-  Eu pergunto, ansioso para mudar de assunto.

- Sim, e estava deliciosa como sempre. Eu estou me sentindo muito melhor. – Ele sorri para mim em gratidão. Eu verifico meu relógio.

- Eu tenho que correr. Eu posso ainda fazer meu turno na Higher.

- Jimin, você está exausto.

- Eu estarei bem. Vejo você mais tarde.

   Eu trabalho na Higher desde que eu comecei na universidade. É maior loja de ferragens de Portland, e durante os quatro anos que trabalho aqui, eu conheci um pouco sobre quase tudo que vendemos, embora ironicamente, eu sou um desastre em trabalhos manuais. Eu deixo tudo isso para o meu pai.

   Eu sou muito mais o tipo de garoto que se enrosca com um livro em uma confortável cadeira junto à lareira. Eu estou contente que eu possa fazer meu turno, pois isto me dá algo para que possa concentrar sem ser Jeon Jungkook. Nós estamos ocupados, é o início da temporada de inverno, e as pessoas estão redecorando suas casas. A Senhora Higher está contente por me ver.

- Jimin! Eu pensei que você não iria vir hoje.

- Meu compromisso não demorou tanto tempo como eu pensei. Eu terminei em algumas horas.

- Eu estou contente por ver você

   Ela me manda para o depósito para começar a reabastecer as prateleiras, e eu logo fico absorvido pela tarefa.
   Quando eu chego em casa mais tarde, Taehyung está com seus fones de ouvido, trabalhando em seu laptop.

   Seu nariz está ainda rosa, mas ele está super envolvido em seu trabalho, concentrado e digitando furiosamente. Eu estou exausto, completamente drenado pela longa viagem, a entrevista cansativa, e por permanecer de pé na Higher. Eu afundo no sofá, pensando sobre a redação que eu tenho que terminar a todos os estudos que eu não fiz hoje, porque eu estava com... ele.

- Você tem um bom material aqui, Jimin. Você fez um bom trabalho. Ele obviamente queria passar mais tempo com você.

   Ele me lança um olhar fugaz e brincalhão.

   Eu ruborizo, e minha frequência cardíaca inexplicavelmente acelera. Estou certo que não foi isso. Eu percebo que estou mordendo meu lábio, e eu espero que Tae não note. Mas ele parece absorvido em sua transcrição.

- Eu entendo o que você quer dizer sobre formal. Você tomou algumas anotações? – Ele pergunta.

- Hum...não, eu não tomei.

- Tudo bem. Eu ainda posso fazer um bom artigo com isto. Pena que não temos algumas fotos originais. Bonito aquele filha da puta, não é?

   Eu ruborizo.

- Eu acho que sim. – Eu tento duramente soar desinteressado, e eu acho que consegui.

- Oh vamos, Jimin, até você não pode ser imune a sua aparência. – Ele arqueia uma sobrancelha perfeita para mim. Merda! Sinto que minhas bochechas ardem. Assim eu a distraio lisonjeando-a, sem é um bom truque.

- Você provavelmente teria conseguido muito mais dele.

- Eu duvido, Jimin. Ora... ele praticamente te ofereceu um emprego. Mesmo depois daquela pergunta que impus para você fazer, você foi muito bem. – Ele olha para mim especulativamente. Eu faço um retirada rápida para a cozinha.

- Então o que você realmente pensou sobre ele? – Maldição, ele é curioso. Por que ele simplesmente não pode deixar isso passar? Pense sobre algo, rápido.

- Ele é muito mandão, controlador, arrogante, realmente assustador, mas muito carismático. Eu posso entender o fascínio. – eu digo sinceramente, com a esperança que ele encerre esse assunto de uma vez por todas.

- Você, fascinado por um homem? Esta é a primeira vez. – ele bufa.
   Eu começo a juntar os ingredientes para um sanduíche, assim ele não pode ver meu rosto.

- Por que você quis saber se ele era gay? Aliás, esta foi uma pergunta muito embaraçosa. Eu fiquei mortificado, e ele ficou puto ao ser questionado também. – Eu franzo a testa com a memória.

- Sempre que ele está nas páginas da sociedade, ele nunca está acompanhado.

- Foi vergonhoso. A coisa inteira foi constrangedora. Eu estou contente que nunca mais tenha de por os olhos nele novamente.

- Oh, Jimin, não pode ter sido tão ruim assim. Eu penso que ele pode estar bastante interessado em você.

   Interessado em mim? Agora Tae está sendo ridículo.

- Você gostaria de um sanduíche?

- Por favor.

   Não conversamos mais sobre Jeon Jungkook aquela noite, e sinto um alívio por isso. Uma vez que nós comemos, eu posso me senta à mesa de jantar com Tae e, enquanto ele trabalha em seu artigo, eu trabalho em minha redação sobre Tess de D’ Unbervilles. Maldição, esta mulher estava no lugar errado, no tempo errado, no século errado. Quando eu termino, é meia-noite, e Tae já havia ido há muito tempo para a cama. Eu faço meu caminho para o meu quarto, exausto, mas contente que eu fiz tanto para uma segunda-feira.

   Eu me enrolo em minha cama de ferro branco, embrulhando uma colcha de minha mãe ao meu redor, fecho meus olhos e durmo imediatamente. Naquela noite eu sonho com lugares escuros, sombrios pisos brancos frios, e olhos negros.


   Pelo resto da semana, eu em dedico aos meus estudos e ao meu trabalho na Higher. Taehyung está ocupado também, compilando sua última edição de sua revista estudantil, antes dele ter de cedê-la para o novo editor, ao mesmo tempo estudando para seus exames finais. Na quarta-feira, ele está muito melhor, e eu não tenho mais que suportar seus pijamas com rosa e coelhinhos. Eu telefono para minha mãe na Geórgia para saber como ela está, mas também para que ela possa me desejar sorte em meus exames finais. Ela começa a me contar sobre suas mais nova aventura: está aprendendo a fazer vela. Minha mãe adora aprender coisas novas. Basicamente, ela se entedia e procura coisas novas para preencher seu tempo, mas é impossível ela manter a atenção durante muito tempo em alguma coisa. A semana que vem será uma nova aventura.

   Ela me preocupa. Espero que ela não hipoteque a casa para financiar essa sua nova aventura. E eu espero que Lay, seu relativamente novo marido, muito mais velho, esteja de olho nela agora que não estou mais lá. Seu terceiro marido parece ser um cara centrado.


- Como estão as coisas com você Jimin?

   Por um momento, eu hesito, e eu tenho toda a atenção da minha mãe.

- Eu estou bem.

- Jimin? Você encontrou alguém?- Uau...como ela faz isso?  A excitação em sua voz é palpável.

- Não, mãe, não é nada. Você será a primeira a saber se eu o achar.

- Chim, você realmente precisa sair mais, doçura. Você me preocupa.

- A mãe, eu estou bem. Como está o Lay? -  Como sempre, a distração é a melhor política.

   Mais tarde naquela noite, eu chamo Sungjae, meu padrasto, Marido Número Dois  de mamãe, o homem que eu considero sendo meu pai, e o homem cujo nome eu carrego. É uma conversa breve. De fato, não é tanto uma conversa, é uma série unilateral de grunhidos em resposta para a minha persuasão. Sungjae não é muito de falar. Mas ele é  muito ativo, quando ele não está assistindo futebol na televisão, vai aos jogos de boliche, prática pesca com mosca, ou fazendo mobília. Sungjae é um carpinteiro qualificado, e a razão de eu saber a diferença entre um facão e um serrote. Tudo parece bem com ele.


   Sexta-feira  à noite, Tae e eu estamos nos  debatendo sobre o que fazer com nossa noite, nós queremos dar um tempo em nosso estudos, em nosso trabalho, dos jornais estudantis, quando a campainha toca. Parado em nossa soleira está meu bom amigo Yoongi, segurando uma garrafa de champanhe.

- Yoongi! Bom te ver!-  Eu dou-lhe um abraço rápido – Entre!

   Yoongi foi a primeira pessoa que encontrei quando cheguei na universidade, parecia tão perdido e solitário como eu. Nós reconhecemos uma alma gêmea em cada um de nós naquele dia, e nós temos sido amigos desde então.

   Não só compartilhamos um senso se humor, mas nós descobrimos que tanto Sungjae como o Senhor Min estiveram na mesma unidade do exército juntos. Como resultado, nossos pais se tornaram grandes amigos também.

   Yoongi estuda engenharia e é o primeiro de sua família a ir para a faculdade. Ele é malditamente brilhante, mas sua verdadeira paixão é a fotografia. Yoon tem um bom olho para uma boa foto.


- Eu tenho novidades. – Ele sorri, com seus olhos escuros brilhando.

- Não me diga que você conseguiu ser expulso por mais uma semana. –  eu provoco, e ele faz uma careta brincalhona para mim.

- A galeria Portland Place vai exibir minhas fotografias no próximo mês.

-Isto é incrível, parabéns!- Satisfeito por ele, eu o abraço novamente. Tae sorri para ele também.

- É isto ai Yoongi! Eu devia botar isto no jornal. Nada como mudanças editoriais de último minuto em uma sexta-feira à noite. – Ele sorri.

- Vamos celebrar. Eu quero que você venha para a abertura. – Yoongi olha atentamente para mim. Eu ruborizo.

- Vocês dois claro. – Ele olha nervosamente para Tae.

   Yoongi e eu somos bons amigos, mas eu sei que lá no fundo, ele gostaria de ser mais que isso. Ele é atraente e engraçado, mas não é para mim. Ele é mais como um irmão que eu nunca tive. Taehyung constantemente me provoca dizendo que falta um namorado na minha vida, mas a verdade é que eu não conheci ninguém que...bem, me atraísse, embora uma parte de mim anseie pelos joelhos trêmulos, o coração saindo pela boca, o friozinho na barriga antes de dormir.

   Às vezes me pergunto se existe algo de errado comigo. Talvez eu gaste muito tempo com a companhia de meus heróis românticos literários, e consequentemente minhas ideais e expectativas são extremamente altos. Mas na verdade, ninguém nunca me fez sentir assim.

   Até muito recentemente, a indesejável, vozinha em meu subconsciente sussurra.

   Não! Eu enterro o pensamento rapidamente. Sem essa, não depois daquela entrevista dolorosa. Você é gay, Senhor Jeon? Eu estremeço com a memória. Eu sei que eu sonhei com ele quase todas as noites desde então, mas isto é apenas para eliminar a experiência terrível de minha mente, certo?

   Eu assisto Yoongi abrir a garrafa de Champanhe. Ele é alto, em sua calça jeans e camiseta, ele é todo ombros e músculos, pele clara, cabelos tingidos de verde e olhos escuros ardentes. Sim, Yoongi é bastante quente, mas eu acho que ele está finalmente entendo a mensagem: Nós somos apenas amigos. A rolha estala alto, e Yoongi olha para cima e sorri.



   Sábado na loja é um pesadelo. Nós recebemos vários clientes que querem enfeitar suas casas. O Senhor e a Senhora Higher, Suho e Sehun, os outros empregados, estamos correndo apressados. Mas há uma trégua na hora do almoço, e a Senhora Higher me pede para verificar algumas ordens enquanto eu estou sentado atrás do balcão do caixa discretamente comendo minha rosquinha. Eu estou absorto na tarefa, verificando os números do catálogo dos itens que temos e precisamos encomendar, os olhos passando rapidamente no livro de ordem para a tela do computador  enquanto eu verifico se as entradas batem. Então, por alguma razão, eu olho para cima... e encontro-me preso no negro olhar ousado de Jeon Jungkook, que está de pé no balcão, encarando-me atentamente.  

   Meu coração para.

-Senhor Park. Que surpresa agradável. – Seu olhar é firme e intenso.

   Puta merda. Que diabos ele está fazendo aqui, ele está com os cabelos despenteados, vestindo um suéter creme, jeans e botas? Acho que eu fiquei boquiaberto, e eu não posso localizar meu cérebro ou minha voz.

- Senhor Jeon. – eu sussurro, por que isto é tudo que eu posso fazer. Há uma sombra de um sorriso em seus lábios e seus olhos estão iluminados com humor, como se ele estivesse desfrutando de alguma piada particular.
 

- Eu estava na área.-  ele diz por via da explicação. – Eu preciso abastecer algumas coisas. É um prazer ver você novamente, Park.-  Sua voz é morna e rouca, como calda de caramelo derretido com chocolate escuro... ou algo assim.

   Eu agito minha cabeça para reunir meu juízo. Meu coração está batendo freneticamente, e por alguma razão eu estou corando furiosamente sob seu olhar minucioso. Eu estou totalmente deslocado pela visão dele de pé diante de mim. Minhas lembranças dele não lhe fazem justiça. Ele não é apenas bonito, ele é o epitome da beleza masculina, de tirar o fôlego, e ele está aqui. Aqui nas lojas Higher. Vá entender. Finalmente minhas funções cognitivas é estabelecidas e reconectadas com o resto de meu corpo.

- Jimin. Meu nome é Jimin. – eu murmuro. – Em que posso ajudá-lo, Senhor Jeon?

   Ele sorri, e novamente é como se ele conhecesse um grande segredo. É tão desconcertante. Respirando fundo, eu coloco minha fachada de profissional de quem trabalha nesta loja a anos. Eu posso fazer isto.

- Há alguns itens que eu preciso. Para começar, eu gostaria de algumas braçadeiras. – ele murmura, seus olhos negros frios, mas divertidos.

   Braçadeiras?

- Nós temos de vários comprimentos. Eu devo mostrar a você. – Eu murmuro, minha voz suave e oscilante.

   Controle-se, Park. Um leve franzir estraga de vez a testa do adorável Jeon.

- Por favor. Vá na frente, Park. – ele diz. Eu tento parecer indiferente quando eu saio de trás do balcão, mas realmente eu estou muito concentrado em não tropeçar nos meus próprios pés, minhas pernas de repente estão na consistência de uma gelatina. Eu estou tão contente por ter decidido vestir meu melhor jeans esta manhã.

- Elas estão junto aos bens elétricos, no corredor oito. – Minha voz está um pouco resplandecente. Eu olho para ele e lamento quase que imediatamente. Por que este belo, poderoso e urbano homem, quer me ver? A ideia é absurda, e eu excluo isto de minha cabeça.

- Você está a Porland a negócios? – Eu pergunto, e minha voz é muito alta, como se eu tivesse preso meu dedo em alguma porta ou algo assim. Maldição! Tente se manter frio Jimin!

- Eu estava visitando a divisão agrícola da universidade. Que está localizada em Vancouver. Eu estou atualmente financiando algumas pesquisa lá, sobre rotação de colheita e ciência do solo.- ele discute o assunto com naturalidade. Vê?

   Não está aqui para encontrar você afinal, meu subconsciente zomba de mim, alto, orgulhoso, e rabugento. Eu roborizo com meus tolos pensamentos impertinentes.

- Tudo parte de seu plano de alimentar o mundo? – Eu provoco.

- Algo assim. – ele reconhece, e seus lábios satirizaram em um meio sorriso.

   Ele olha para a seleção de braçadeiras que nós temos em estoque na Higher. O que ele vai fazer com isso? Eu não posso imaginá-lo fazendo um trabalho manual usando isso. Seus dedos deslizam sobre os vários pacotes da prateleira, e por alguma razão inexplicável, eu tenho que desviar o olhar. Ele se curva e seleciona um pacote.

- Estes servirão.- ele diz com seu sorriso de que está guardando um segredo, e eu ruborizo.
 

- Gostaria de mais alguma coisa?

- Eu gostaria de algumas fitas adesivas.

   Fita adesiva?


- Você está redecorando sua casa? – As palavras escapam antes que eu possa detê-las. Certamente ele contrata operários ou tem pessoal para ajudá-lo a decorar?

- Não, não redecorando. – ele diz depressa então sorri, e eu tenho a sensação estranha de que ele está rindo de mim.

   Eu sou tão engraçado assim? Pareço engraçado?

- Por aqui.- eu murmuro envergonhado. – A fita adesiva está no corredor de decoração.

   Eu olho para trás a medida que ele me segue.

- Você trabalha aqui há muito tempo? – Sua voz é baixa, e ele está olhando para mim, olhos negros concentrados. Eu ruborizo ainda mais intensamente. Por que diabos ele tem esse efeito sobre mim?

   Eu me sinto com quatorze anos de idade, desajeitado como sempre, e fora do lugar. Olhos para frente Park!

- Quatro anos. – eu murmuro quando nós alcançamos nosso objetivo. Para me distrair, eu passo e seleciono duas fitas adesivas largas.

- Eu vou levar essa. – Jeon diz suavemente apontado para a fita mais larga, que eu passo para ele.

   Nossos dedos se tocam muito brevemente, e a corrente está lá novamente, atravessado por mim como se eu tivesse tocado um fio exposto. Eu ofego involuntariamente quando eu sinto isto, essa corrente percorre todo o meu corpo até em algum lugar escuro e inexplorado, no fundo de minha barriga. Desesperadamente, eu consigo de volta meu equilíbrio.

- Mais alguma coisa? -  Minha voz é rouca e ofegante. Seus olhos se arregalam ligeiramente.

- Algumas cordas, eu acho. – Sua voz reflete a minha, rouca.

- Por aqui. – Eu abaixo minha cabeça para esconder meu recorrente rubor e dirijo-me para o corredor.

- Que tipo você está procurando? Nós temos corda de filamento sintético e natural... barbantes... fios de corda... – eu me detenho em sua expressão, seus olhos escurecendo. Puta merda.

- Eu vou levar cinco metros de corda de filamentos naturais, por favor.

   Rapidamente, com dedos trêmulos, eu meço cinco metros contra a régua fixa, ciente que seu quente olhar negro está em mim. Eu não ouso olhar para ele. Jesus, eu podia me sentir mais tímido? Pegando minha faca Stanley do bolso de trás de minha calça jeans, eu corto-a , então enrolo cuidadosamente antes de amarrá-la em um nó corrediço. Por algum milagre, eu consigo não arrancar um dedo com a minha faca.

- Você era Escoteiro? – Ele pergunta divertido, franzindo seus lábios sensuais e esculpidos. Não olhe para sua boca!

- Só organizado, as atividades em grupo não são realmente minha praia, Senhor Jeon.

   Ele arqueia uma sobrancelha.


- E qual é sua praia, Jimin? – Ele pergunta, sua voz suave e seu sorriso secreto estão de volta. Eu olho para ele incapaz de me expressar. O chão parece placas tectônicas em movimento. Tente se tranquilizar, Jimin, meu torturante subconsciente implora de joelhos.

- Livros. – eu sussurro, mas por dentro, meu subconsciente está gritando : Você! Você é minha praia!

   Eu o esbofeteio imediatamente, mortificado com os delírios de minha mente.

- Que tipo de livros? – Ele dobra sua cabeça para um lado. Por que ele está tão interessado?


- Oh, você sabe. O habitual. Os clássicos. Literatura britânica, principalmente.

   Ele esfrega seu queixo com seu dedo indicador e o longo dedo polegar enquanto ele contempla minha resposta. Ou apenas ele esteja muito entediado e esteja tentando esconder isso.

- Você precisa de alguma outra coisa? – Eu tenho que sair deste assunto, aqueles dedos naquele rosto são muito sedutores.

- Eu não sei. O que mais você recomenda?

   O que eu recomendo? Eu sequer sei o que você está fazendo.

- Para um trabalho manual?

   Ele movimenta a cabeça, olhos negros vivos com um humor perverso. Eu ruborizo, e meu olhos se desviam por vontade própria para sua calça jeans confortável.

- Macacões. – eu respondo, e eu sei que eu não estou mais despistando o que sai de minha boca.

   Ele levanta uma sobrancelha, divertido, mais uma vez.

- Você não quer estragar sua roupa. – eu gesticulo vagamente em direção a sua calça jeans.

- Eu sempre posso lavá-las. – Ele sorri.

- Hum. – Eu sinto a cor em meu rosto subindo novamente. Eu devo estar a cor do manifesto comunista. Pare de falar. Pare de falar AGORA!

- Eu vou levar alguns macacões. Deus me livre de arruinar qualquer roupa. – ele diz secamente.

   Eu tento e descarto a imagem indesejada dele sem jeans.


- Você precisa de mais alguma coisa? – Eu pergunto quando eu entrego-lhe o macacão de cor azul. 

   Ele ignora minha investigação.

- Como está indo o artigo?

   Ele finalmente me fez uma pergunta normal, longe de toda a insinuação e a conversa confusa de duplo sentido... uma pergunta que eu posso responder. Eu agarro isto firmemente com as duas mãos, como se fosse um bote salva-vidas, e eu sou honesto.
 

- Eu não estou escrevendo-o, Taehyung está. O Senhor Kim. Meu companheiro de quarto, ele é o escritor. Ele está muito feliz com isto. Ele é o editor da revista, e ficou devastado por não poder ter feito a entrevista pessoalmente. – Eu me sinto como se eu emergisse para o ar, em fim um tópico de conversação.  – Sua única preocupação é que ele não tem nenhuma fotografia original sua.

   Jeon levanta uma sobrancelha.

- Que tipo de fotografia ele quer?

   Ok. Eu não tinha previsto esta resposta. Eu sacudo a cabeça, por que eu simplesmente não sei.

- Bem, eu estou por perto. Amanhã, talvez... – ele é vago.

- Você estaria disposto a participar de uma sessão de fotos? – Minha voz é estridente novamente. Tae estaria no sétimo céu se eu pudesse tirá-las. E você pode vê-lo novamente amanhã, sussurra sedutoramente para mim aquele lugar escuro na base de meu cérebro. Eu descarto a ideia, tola e ridícula...

- Tae ficará encantado se pudermos achar um fotógrafo. – Eu estou tão contente, eu sorrio para ele amplamente. Seus lábios abrem como se ele tivesse tomando um influxo forte de ar, e ele pisca. Por um fração de segundo, ele parece perdido de alguma maneira, e a Terra se desloca ligeiramente sobre seu eixo, as placas tectônicas resvalam para uma nova posição.


   Meu Deus. O olhar perdido de Jeon.

- Avise-me sobre amanhã. – Alcançando seu bolso de trás, ele retira sua carteira. – Meu cartão. Tem meu número do celular nele. Você precisa chamar antes da dez da manhã.

- Ok. – Eu sorrio para ele. Tae vai ficar emocionado.

- JIMIN!

   Lu Han se materializou do outro lado no final do corredor. Ele é o irmão mais novo do Senhor Higher. Eu ouvi que ele estava em casa do Princeton, mas eu não estava esperando vê-lo hoje.

- AH, com licença por um momento, Senhor Jeon. – Jeon faz uma cara feia quando eu me afasto dele.

   Lu Han sempre foi um amigo, e neste momento estranho que estou tendo com o rico, poderoso, impressionante fora de comparação, atraente e controlador, é ótimo conversar com alguém que seja normal. Lu Han me abraça forte pegando-me de surpresa.

- Jimin, oi, é tão bom ver você!- Ele esguicha.

- Oi Lu Han, como você está? Você está em casa para o aniversário do seu irmão?

- Sim, você está parecendo bem, Jimin, realmente bem. – Ele sorri enquanto ele me examina de certa distância. Então ele me libera, mas mantém um braço possessivo caído sobre meu ombro. Eu me embaralho de um pé para outro, envergonhado. É bom ver Lu Han, mas ele sempre foi muito familiar.

   Quando eu olho para Jeon Jungkook, ele está nos observando com o um falcão, seus olhos negros encobertos e especulativos, sua boca uma dura linha impassível. Ele mudou de forma estranha, do cliente atento para outra pessoa, alguém firo e distante.


- Lu Han, eu estou com um cliente. Alguém que você deve conhecer. – eu digo, tentando desarmar o antagonismo que eu vejo nos olhos de Jeon. Eu arrasto Lu Han acima para encontrá-lo, e ele se medem um ao outro. A atmosfera de repente é ártica.


- Ah, Lu Han, este é Jeon Jungkook. Senhor Jeon, este é Lu Han Higher. Seu irmão é o dono do lugar. – E por alguma razão irracional, eu sinto que eu tenho de explicar um pouco mais.


- Eu conheço Lu Han desde que eu trabalho aqui, entretanto nós não nos vemos com frequência. Ele chegou de Princeton onde ele está estudando administração de empresas. – Eu estou balbuciando... Pare, agora!

- Senhor Higher. – Jungkook sustenta seu aperto, seu olhar ilegível.

- Senhor Jeon. – Lu Han retorna seu aperto de mão. – Espere, não Jeon Jungkook? Da Jeon Holdings Enterprise? – Lu Han vai de mal humorado para impressionado em menos de um nano segundo. Jeon lhe dá um sorriso cortês que não alcança seus olhos.

- Uau, há alguma coisa em que eu possa ajudá-lo?

- Jimin tem me ajudado, Senhor Higher. Ele tem sido muito atencioso. – Sua expressão é impassível, mas suas palavras... é como se ele estivesse dizendo outra coisas completamente diferente. É desconcertante.

- Legal. – Lu Han responde. – Vejo  você mais tarde, Jimin.

- Certo, Lu Han. – Eu assisto-o desaparecer em direção à sala de estoque. – Mais alguma coisa, Senhor Jeon?

- Só estes itens. – Seu tom e cortante e frio. Porra... eu o ofendi? Respirando fundo, eu viro e dirijo-me para o caixa. Qual é o seu problema?


   Eu carrego a corda, macacões, fita adesiva e as braçadeiras até o caixa.

- Você gostaria de uma sacola? – Eu pergunto enquanto pego seu cartão de crédito.

- Por favor, Jimin. – Sua língua acaricia meu nome, e meu coração mais uma vez fica frenético.

   E mal posso respirar. Apressadamente, eu coloco suas compras em uma sacola de plástico.

- Você me liga se quiser que eu faça a sessão de fotos? – Ele é todos negócios mais uma vez. Eu aceno, sem palavras mais uma vez, e devolvo seu cartão de crédito.

- Ótimo. Até a amanhã talvez. – Ele vira-se para partir, depois faz uma pausa. – Ah, e Jimin, eu estou feliz que o Senhor Kim não pôde fazer a entrevista. – Ele sorri, então anda a passos largos como o propósito renovado para fora da loja, atirando a sacola plástica acima de seu ombro, deixando-me uma massa trêmula e furiosa de hormônios. Eu passo vários minutos olhando fixamente para a porta fechada pela qual ele acabou de sair antes de voltar ao planeta Terra.

   Certo, eu gosto dele. Eu admito, isto para mim mesmo. Eu não posso esconder meu sentimento mais. Eu nunca me senti assim antes. Eu o acho atraente, muito atraente. Mas ele é uma causa perdida, eu sei, e eu suspiro com pesar agridoce. Foi apenas uma coincidência, sua vinda aqui. Mas ainda assim, eu posso admirá-lo de longe, certamente? Nenhum dano pode resultar disto. E se eu encontrar um fotógrafo, eu posso seriamente contemplá-lo amanhã. Eu mordo meu lábio em antecipação e eu me encontro sorrindo como um colegial. Eu preciso ligar para Taehyung e organizar uma sessão de fotos. 


Notas Finais


Hello, olha eu aqui de novo... aiai.

Gostaram? Espero que sim, vamos ver se meus calos valeram a pena. Deixem sua opiniões, comentários, favoritos e joinhas!! Olha a YouTuber profissional... Agora, sério, deixem sua opiniões, se não gostaram de algo me avisem que tratarei de melhorar o mais breve possível.

Beijinhos, Babys!!♥


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