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História Intocável - Capítulo 19


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Notas do Autor


Olá Amores!
Como estão?
Espero que bem!
Não se esqueçam de se proteger e se cuidar nesse momento crítico! Fiquem em casa, se puderem. Eu infelizmente não posso, minha profissão não permite.
Espero que passemos logo por esta situação.
Lembrando, não são férias!
Agora vamos falar de coisa boa!
Vamos a mais uma atualização de Intocável!
Espero que gostem!
Partiu Cupertino ❣️

Capítulo 19 - Em boa companhia



A semana não tardou a passar. Foram dias intensos e de muito trabalho para todos na Rivaille Corporation, que se esforçaram ao máximo para manter o valor das ações num nível aceitável. Felizmente, não houve novas quedas e alguns novos contratos já estavam sendo discutidos pelo setor jurídico e financeiro. 

Novos funcionários também estavam sendo contratados o que deixava a empresa ainda mais movimentada naqueles dias.

Felizmente a semana finalmente havia terminado e uma bela manhã de sol surgia oferecendo a todos em Cupertino, calor e novas expectativas. 

— Maldição, ja não sei mais como me vestir! — a voz irritada de Levi fez seu velho tio sentado em sua cama gargalhar pela terceira vez.

— Tem certeza que não é um encontro? — questionou fazendo o outro bufar em resposta enquanto jogava uma camisa vermelha sobre tantas outras.

— Não figa asneiras. — bufou em resposta. — Aliás não deveria estar batendo palmas para o sol pelado em algum lugar? Acho que seria uma função bem mais produtiva que me importunar.

Kenny apenas riu ainda mais deixando o outro completamente irritado e teria dito algo ofensivo se a velha governanta não tivesse lhe interrompido.

— Bom Dia Levi.

— Hum. — grunhiu em resposta. 

— Vejo que ainda não se decidiu.

— Será que ser intrometido é uma característica que adquirimos após os 60 anos? Até você vai me importunar com isso?

A velha chinesa preferiu não responder caminhou até o closet do empresário e permaneceu lá por alguns minutos. Levi decidiu ignorar a velhinha e retornar a sua tarefa de selecionar uma roupa descente para sair com um certo moreno.

— Não sei por que se apegam tanto a roupas. Elas não passam de "embalagens" descartáveis.

— Kenny, algumas pessoas apreciam não expor suas bundas por aí. E eu aprecio não ver determinadas bundas também, infelizmente a maioria não é uma visão agradável.

— Com certeza  a "bunda" que está te deixando tão desnorteado por um par de roupas é do tipo que você aprecia ver. 

— Cale sua maldita boca!

O velho riu baixinho e percebeu o rosto do sobrinho manchado da tonalidade rosada, mas discreta. O Ackerman mais velho sabia que havia deixado o baixinho envergonhado e isso era mais uma prova de que o moreno era alguém  especial.

— Pronto!

A exclamação veio de Yu. A velhinha havia saído do closet segurando alguns itens de Levi em suas mãos. Tratava-se de uma camiseta polo Ralph Lauren cinza com discretos botões na gola. Uma calça jeans, Levi's slim fit, cujo corte foi ajustado exatamente para o  corpo do empresário, realçando as formas firmes de suas pernas. E um par de sapatos slide gore italianos na cor marron. Um cinto da mesma cor combinaria com o sapato. 

Levi olhou para o look criado por sua governanta em sua cama e se sentiu levemente idiota, por não pensar em algo tão simples, mas que combinava tão bem com a ocasião.

— É verão e ainda é manhã. Vocês provavelmente vão há algum lugar informal e isso pede um look mais descontraído Levi. Porém, sei que não gosta de se vestir completamente informal, por isso creio que esse visual lhe dará o que precisa. Elegância e descontração na medida certa.

Os dois homens olharam para a velhinha que recolheu as camisas rejeitadas  sobre a cama e retornou para o closet para guardá-las de forma ordenada. 

— Ela está na profissão errada. — Kenny falou e observou o sobrinho abandonar a toalha que ainda estava presa a sua cintura e começar a se vestir. 

O baixinho não demorou a se arrumar a partir do momento em que as roupas certas foram entregues em suas mãos. Após borrifar uma quantidade discreta de sua colônia ele caminhou para a saída de seu quarto sendo seguido por seu tio.

—  Jerry me ligou hoje. Ele quer marcar uma reunião com todos os sócios. Disse que você bloqueou o número dele.

A simples menção daquele nome fez todos os músculos de Levi se enrigecerem causando sua  parada repentina no meio da suntuosa escadaria. Faziam muitos anos desde que o ouviu pela última vez.

— Não quero falar sobre isso Kenny. Pelo menos, não hoje.

Com essas palavras ele deixou o tio com um olhar triste e se dirigiu para sua garagem. Sua mente gritando e pedindo para ele não abrir os baús mais ocultos de sua consciência. Como a menção do simples nome de alguém poderia ser tão enlouquecedor?

Tentando apagar de sua mente lembranças dolorosas ele caminhou em meio a seus carros luxuosos. Naquele momento nenhum em especial lhe chamou a atenção. Foi então que ele focou em sua "jóia" favorita.  A bela Kawasaki Ninja esquecida ao lado de sua Harley Davidson, a pintura preta refletindo todo o cuidado que era empenhado para que a mesma permanecesse impecável.

— Talvez…

De repente a imagem de Eren agarrado a si enquanto dealizavam por alguma estrada estadual encheu seu peito de alegria. Um sorriso discreto brotou em seu rosto marcado e por alguns instantes ele esqueceu de toda a dor que maculava sua alma. Com Eren ele se sentia livre, não havia cobranças nem a necessidade de ser perfeito.

"Perfeito".

A necessidade de nunca falhar era um tormento em sua vida. Algo que lhe impuseram desde  criança. Sempre cobraram isso e em sua vida sempre houve alguém que esperava que ele fosse capaz de jamais falhar. " O "soldado" perfeito". Esse título pesava demais.

Ciente de que tais memórias estragariam seu dia, ele optou por guardar seus pensamentos negativos, lidaria com eles depois. Naquele momento a única coisa que importava era ligar sua moto e partir para a floricultura dos Jaeger.

“ Vejamos o que planejou pirralho.".


~*~


— Está tão lindo meu filho. Cada dia mais parecido com Grisha. Seus cabelos estão ficando longos como os dele também. 

As lágrimas discretas de Carla fizeram o jovem cessar sua "luta" contra seu cabelo para olhar para a mulher que estava parada próximo ao batente da porta.

— Mãe, você está emotiva por que vai ficar sozinha ? Se quiser digo a Levi para ficarmos por aqui e eu faço companhia para a senhora.

— Nem pensar! Hannes, Antony e eu iremos ter um dia divertido jogando cartas e fazendo um bom churrasco entre velhos solitários.

— Churrasco? 

— Sim, decidimos aproveitar esse final de semana para relembrarmos os velhos tempos.

Carla parecia determinada em organizar uma resenha com os amigos e o filho achou que seria bom para ela se divertir. Com Mikasa na casa de uma amiga durante o final de semana, ela poderia relaxar e descansar um pouco. 

— Divirtam-se. Fico feliz em ver que ficará bem sem mim mamãe, mas se precisar...

— Eren, eu vivi sem você por 17 anos, não é como se você já existisse antes de mim não é mesmo? 

A morena começou a rir da própria piada, contagiando Eren a fazer o mesmo. A dupla sorriu um pouco mais e logo ouviram a campahia tocar. 

— Deve ser Levi. 

Eren desceu as escada rapidamente para abrir a porta e sentiu o coração falhar assim que viu o empresário parado em sua porta. Roupas casuais e um óculos Ray Ban empoleirado em sua cabeça. A imagem fez o moreno congelar e ficar parado admirando a "vista".

“ Quando eu penso que ele não pode ficar mais gostoso. "

— Sr. Ackerman é um prazer em revê-lo. Perdoe a lerdeza de meu filho. Por favor entre.

A voz de Carla fez o moreno perceber que estava encarando Levi ao invés permitir a sua entrada. 

— Desculpe.

— Não se preocupe "pirralho". — falou passando pelo jovem para cumprimentar Carla que sorria do constrangimento do filho. — Bom dia Sra. Jaeger.

— Bom Dia. Posso lhe servir algo? — questionou rumando para a cozinha. 

— Não na verdade creio que já estamos de saída. 

— Bem, então divirtam-se!

Levi apenas acenou para ela e retornou a Eren que ainda parecia perdido olhando as vestes do homem diante de si.

— Tente disfarçar seu agrado ao me ver…

A voz quente e sedutora aqueceu o ouvido do moreno que sentiu a face se aquecer. 

— Eu…

— Vamos! Teremos o dia todo para você "babar" em mim.

Eren não discutiu gritou uma despedida para a mãe e saiu logo atrás de Ackerman. Aproveitando a oportunidade para admirar a bela retaguarda do empresário. 

“ Essas calças deviam ser ilegais"

— Você acha? 

O moreno franziu o cenho e olhou para o menor tentando entender a pergunta que lhe havia direcionado. Até que o entendimento lhe alcançou. Levi tinha um sorriso divertido e o observava com uma das sobrancelhas arqueadas. Jaeger  havia dito as palavras em voz alta.

— Maldita boca sem filtro. — praguejou.

— Não se cobre tanto. Fico feliz que tenha gostado tanto de minhas roupas, embora eu as julgue simples. A propósito, você está bonito também. 

O moreno sentiu o rosto se esquentar  ao ouvir as palavras do empresário. Levi não era o tipo de homem que elogiava as pessoas, por isso um elogio seu era tão especial. 

— Onde está seu carro? — questionou quebrando o silêncio.

— Não iremos de carro. Vamos de moto. Espero que não se incomode de ficar na garupa. 

O baixinho não esperou o moreno responder e subiu em sua motocicleta dando partida na mesma. Ver o baixinho dominando a enorme motocicletas com seu corpo eqieno era sem dúvida uma visão sexy. 

— Eren. Eu realmente gostaria que você parece se pensar apenas com seus hormônios. Pelo menos por enquanto. 

Sua mão alcançou o capacete sobressalente e entregou para o jovem que subiu logo atrás de si tentando esconder a vergonha que começou a sentir. 

Após subir na motocicleta e temendo que o empresário se incomodasse com o contato excessivo,  Eren segurou na parte traseira da moto assim que a mesma ganhou velocidade. 

Levi não gostou da postura e logo deixou claro para o jovem que ele o queria perto.

— Segure-se em mim! — veio o comando um pouco irritado. 

Imediatamente Jaeger soltou as mãos do suporte e envolveu seus braços ao redor do corpo forte do outro. Permitindo que o perfume de  shampoo e colônia invadissem seus sentidos. 

Assim que o menor sentiu que o moreno estava seguro ele acelerou a motocicleta. A velocidade ainda estava no limite das leis de trânsito, porém foi inevitável não sorrir ao sentir a sensação de liberdade que estar no comando de uma moto. Fazia anos que ele não se sentia livre assim. 

— Para onde? — questionou o empresário.

— Pier 33, São Francisco.

Levi imediatamente mudou o curso e rumou para a estrada que levaria a dupla ao seu destino, mostrando um dominio elegante e determinado sobre a enorme motocicleta que conduzia.

— Você parece curtir bastante  motocicletas. Eu nunca imaginaria.

Afirmou o moreno, que conseguiu conversar com o outro através dos capacetes com Bluetooth integrado. Bendita tecnologia, não precisariam ficar gritando e lutando com o som alto da rodovia para se comunicarem. 

— Costumava correr com alguns amigos. 

— Sério? Isso é incrível. Eu adoraria ver você correndo algum dia. Quer dizer se não tiver problemas é claro.

— Combinado. Da próxima vez que sairmos iremos a um autódromo. Vou mostrar a você a verdadeira potência dessa "belezinha". 

— Vai ser interessante ver o todo poderoso Sr. Ackerman bancando o motoqueiro rebelde correndo acima do limite de velocidade.

Levi sorriu com a brincadeira, mas devido a posição de ambos, Eren não pode ver. 

“ Ele sempre me arranca um sorriso"

O pensamento de Levi se perdeu assim que sua moto caiu na interestadual 280 com destino a São Francisco.

Durante o trajeto a dupla falou de assuntos triviais, por mais inacreditável que fosse nenhum assunto relacionado ao trabalho foi mencionado por qualquer um dos dois. Estavam focados demais em falar sobre o clima, a paisagem e sobre as motocicletas  que Eren gostaria de adquirir, já que seu velho carro não teria concerto. Pelo menos, não por um preço acessível.

Quando adentraram na bela cidade de São Francisco, Eren observou as ladeiras e o bonde transitando entre eles. De todas as cidades americanas, aquele sempre fora a que mais lhe agradava. As margens do oceano e com construções tão marcantes, São Francisco era sem dúvida sua cidade favorita.

— A última vez que vim aqui foi com Armin e Hannes, para o casamento da irmã de Luke.

A simples menção do nome de Muller fez lez torcer a face em desgosto. Ele realmente não apreciava aquele homem.

— Temos que ir para o píer, não é?

A súbita mudança de assunto não chamou a atenção de Eren que estava feliz demais para prestar a atenção em algo que não fosse São Francisco.

— Isso mesmo!

— Gosta do mar?

— Sim eu amo o oceano e sinto que nossa cidade não tenha praias, mas nosso passeio não é apenas pelo oceano. Tem um lugar que eu gostaria de visitar desde que eu era menino e nunca...pude. Felizmente graças a uma amiga eu consegui engressos para irmos hoje. Coisa rara, já que os ingressos geralmente acabam rápido e temos que esperar mais de um mês para conseguir novos.

A empolgação de Jaeger era cômica, o garoto falava de forma rápida e ofegante demonstrando toda a alegria em estar em um local como aquele.

Levi rumou para o local designado e após estacionar sua moto, ambos se dirigiram para o Pier 33. Local de onde um ferry*  os levaria ao seu destino sairia. Os olhos de Levi rumaram para a bela ponte Golden Gate. Local da gravação de diversos filmes  e com alguns acontecimentos históricos também.

— Vamos?

A mão do moreno se entrelaçou com a sua. Suave, quente e acolhedora. Eren estava sorrindo a medida que puxava Levi para a embarcação que partiria em breve. O baixinho o seguia sem reclamaram. O local estava cheio de turistas, mas isso não o incomodou. Ele se sentiu inserido naquele lugar, como outro turista qualquer. Os dedos de Eren entrelaçados aos seus lhe dava a sensação de que perntecia a algum lugar, que ele era apenas mais um na multidão e não o "perfeito" empresario. 

Após alguns instantes a voz do Capitão da Alcatraz Cruise ecoou por todo o convés.

O homem agradecia a todos pela preferência e passava algumas informações importantes sobre o trajeto. Tais como saídas de emergência ou coletes salva vidas.

Levi e Eren pareciam mergulhados no momento. A bela paisagem da Baia de São Francisco, ornada com a onipotente ponte era sem dúvida um manjar para os olhos. O destino da dupla, a prisão de Alcatraz.

Em meio às águas geladas da Baía de São Francisco, a Ilha de Alcatraz reinava absoluta. Originalmente terra indígena, a “Isla de Los Alcatraces” (nome dado pelo conquistador espanhol Juan Manoel Ayala) virou forte militar em 1859 e protegeu a baía até o final da Guerra Civil, em 1865. O local, que já foi prisão militar, tornou-se um presídio federal de segurança máxima em 1934 e fechou as portas em 1963. Atualmente a ilha funciona como parque e integra a Golden Gate National Recreation Area, muitos turistas iam a ilha para conhecer a mais famosa prisão só mundo, que mesmo desativada desde a década de 60 ainda fascinava  pessoas pelo mundo todo.**

Os olhos de Levi refletiam toda a empolgação em estar naquele lugar, um local cheio de história e ao mesmo tempo tão belo.

— Esse lugar sempre me encantou, mas confesso que nunca tive tempo de vir aqui. E eu achando que me  traria para um passeio no shopping ou algo assim.

— Me tem em tão baixa conta Sr. Ackerman? 

O homem sorriu ajeitando os óculos escuros sob os olhos.

— Eu sempre me perguntei como seria esse lugar, ele parece ter tantas histórias.

— Eu penso a mesma coisa, mas para sua informação há mais que um presídio para visitarmos. Teremos um belo almoço em um restaurante Granfino e depois poderemos observar o por do sol. Dizem que a vista aqui é magnífica. E claro, estaremos desfrutando de um passei cultural enquanto isto. Sou ou não surpreendente ?

— Mas do que deveria ser…  — o empresário murmurou estreitando os olhos por detrás das lentes escuras.

O ferry atracou quinze minutos após zarpar do pier e logo os turistas estavam descendo da embarcação e sendo recepicionados por um guia turístico. O guia deu as explicações básicas sobre o lugar e encaminhou os visitantes para o início da rota de visita. Ele afirmou aos visitantes que não era necessário  ter pressa, pois a visita não possuia tempo de duração e todos poderiam seguir o seu ritmo. 

O casal preferiu se afastar do grupo para apreciar o belo jardim diante da enorme construção. Aquela altura, para tristeza de Levi, a mão de Eren não estava mais segurando a sua. O jovem estava ocupado observando a vista e tirando fotos com o celular por onde passava. Levi o acompanhava e se divertia com a empolgação do jovem ao caminhar pelos jardins da antiga prisão que foi lar de alguns criminosos famosos como Al Capone. 

Após se cansar de fotografar a parte externa, Eren e Levi inciaram o  Day Tour, e assistiram a um interessante documentário que fornecia o panorama geral sobre a ilha e a penitenciária. Para entendimento da maioria dos turistas eles era feitos com  legendas em inglês e espanhol.

Após o documentários o casal partiu para o ponto principal da visita a Alcatraz,  a parte mais alta da ilha, o grande prédio onde ficavam os condenados. Logo na entrada fora  distribuídos audio-guias bastante especiais: a narração era feita por ex-presos, que ilustravam o passeio com memórias dos tempos em que estiveram ali.

Relatos sobre diversos mafiosos encheram os ouvidos da dupla de conhecimento. Levi parecia mergulhado em cada palavra, assim como Eren que visualizava as velas vazias num misto de pena e encanto. Ele sofria por saber que os prisioneiros passaram anos vivendo ali, trancafiados naquela ilha. Ouvindo os sons da Golden Gade logo acima de suas cabeças, mas se sentia afortunado por poder "viajar" no tempo atravéz daqueles corredores repletos de história. 

— O prisioneiro que acabaram de ouvir se chamava "Reiner Braun"*** ele e dois companheiros fugiram da ilha em uma fulga cinematográfica, foram os únicos a conseguir tal feito. Alguns anos antes de morrer Reiner aceitou o pedido de narrar alguns pontos sobre esse local em que ele viveu durante muito tempo. Braun foi um traficante assim como seu melhor amigo Bethold Roove. Ambos eram companheiros de cela de um dos maiores assassinos de aluguel do mundo, um imigrante francês conhecido como Mil e Onze. É importante que saibam senhores que na verdade todos os presos alcatraz eram destituídos de seus nomes. E não podiam falar com outros presos. Eles tinham sua identidade apagada de si mesmos. A eles eram atribuído um número, esse passava a ser seu nome por aqui.

O guia continuou sua explicação, começou a explicar sobre as torres de vigilância e sobre as famílias que viviam em Alcatraz a época. Levi tinha os olhos brilhando enquanto observava tudo. Ele amava as histórias sobre aquela ilha, conhecida como a Ilha do Diabo. Com saudosismo ele se lembrou das histórias que ouvia na infância. Seu tio Kenny sempre falava sobre o irmão de seu avô. Um certo Ackerman que chegou a ficar preso na ilha na década de 30. Porém o homem havia morrido tentando fugir, pelo menos era o que todos pensavam. 

As memórias de seu tio divagando a hre o parente mafioso foi interrompida pelo relato de  Erê.

— Meu pai uma vez mencionou que seu bisavô chegou a ser diretor de Alcatraz e que o velho teve um filho chamado Eren. Papai contava que o garoto era amigo de todos os presos e que era complicado retirar ele de perto dos presidiários.  Eles viviam na ilha, assim como a maioria dos funcionários do presídio. Parece que esse 'Eren' foi ferido aqui e passou anos se recuperando do ferimento, mas desapareceu assim que se curou. Meu ancestral acreditava que ele tenha fugido para se encontrar com seu grande amor, um dos detentos que todos acreditavam estar morto. 

Levi ouvia atentamente a fala do moreno que parecia entusiasmado com a história que contava. Ele ainda não havia dito a Eren, mas ao que parece um  ancestral seu também havia estado naquela ilha na década de 30. O assassino de aluguel Levi Ackerman, irmão mais velho de seu falecido avô.

— Meu tio avô viveu aqui na mesma época também. Vou lhe contar uma coisa. — Ackerman fez uma pausa antes de conrinuar. — Ele era o detento Mil e Onze.

— Sério!?

— Quieto pirralho! — falou tentando não atrair para si olhares curiosos. — minha família apagou os registros de sua existência por aqui, assim que os Ackermans se tornaram uma família importante da Califórnia. Há quem diga que a empresa Rivaille recebeu esse nome em sua homenagem, ao que parece esse foi o nome que ele adotou após fugir daqui.

— Que incrível Levi. A imprensa adoraria saber disto. Você parente distante de um assassino de aluguel famoso.

— Tsk...isso aconteceu a quase um século pirralho. Ninguém se importa mais. 

— Eu acho incrível. 

— Você se impressiona fácil. 

— Essa ilha me cativa há muito tempo. Não saberia dizer se  se pelas histórias que ouvia de meu pai, ou por qualquer outra razão. 

— Não é o único. Também costumava ouvir histórias sobre esse lugar quando mais jovem. Kenny, por algum motivo tinha fascínio por esse tio avô que ficou preso aqui. A propósito, o nome real dele era Levi, recebi esse nome em sua homenagem. Lógico que a ideia veio de Kenny, não sei como meus pais aceitaram.

— Nossa! Saber que dois parentes nossos estiveram aqui é incrível não é? Será que eles se conheceram? 

— Bem pelo que me contou o "piralho" da década de 30 era vigia aqui. E a julgar pelo comportamento que meu tio avô deveria ter, duvido que não tenham se encontrado em algum momento.

O casal logo foi interrompido por mais algumas falas do guia que havia adentrado na cela 101,  onde os três presos citados em seu relato haviam fugido da prisão décadas atrás. O homem narrou detalhadamente a filha do trio, mas outra coisa chamou atenção do casal

No fundo da cela, próximo a uma das camas, haviam as palavras “ Vamos juntos, além do Oceano" Levi e Eren perceberam a escrita que foi ignorada pelo guarda que continuou a contar sobre a noite da fuga dos presos. 

O casal deixou o prédio logo depois. Suas mãos as vezes se tocavam enquanto caminhavam pelos arredores do presídio.

Chegando o horário de almoço eles rumaram para um dos restaurantes que havia na ilha e lá pediram sua refeição. A comida estava  fleve e saborosa, partilhada em meio a uma conversa tranquila. Logo após o almoço eles partiram para as rochas a beira mar. Levi sentou em uma das pedras e convidou Eren para se sentar em seu colo. O moreno obedeceu e juntos eles observaram as ondas quebrando nas pedras adiante deles. Vez ou outra trocavam beijos e carícias. Desfrutaram da companhia um do outro. Sem pressa ou cobrança.

Ao cair da tarde, quando o sol chegou a sumir no horizonte eles deixaram a praia e embarcaram no ferry de volta a São Francisco. A viagem de retorno foi relativamente calma e logo eles estavam atracando no Pier 33. 

Levi caminhou com Eren até onde ele havia deixado sua moto e montou a motocicleta juntamente com Eren. 

Partiram então para o aquário  de São Francisco, um local bonito e repleto de vida marinha. Passar pelos túneis repletos de peixes, raias e tubarões, foi uma experiência única para ambos. Aquele era um aquário moderno e  nada se comparava ao Aquário de Monterey, mas ainda sim era experiência valia a pena. 

Quando finalmente decidiram parar para jantar Eren escolheu um restaurante de comida japonesa, sabia que Levi apreciava a culinária e foi com certo saudosismo que o moreno se lembrou da gentileza de Ackerman ao deixar de comer com os "hachis" para que Jaeger não se sentisse mal por não saber usá-los. Pensando naquela época, ela parecia algo realmente distante. 

Retornar para casa dos Jaeger foi tranquilo e em meio a uma conversa divertida. Quando Levi estacionou em frente a floricultura, Eren estava decidido a não dar fim ao dia que partilhou com o homem mais velho, ainda. Por isso mesmo que parecesse estranho ele fez o convite.

— Você quer entrar? 

— Sua mãe pode não gostar.

— Ela está na casa do avô de Armin. E além disso podemos assistir alguma coisa...no meu quarto. 

A última parte saiu como um sussurro, chamando a atenção de Levi e fazendo ele caminhar para mais próximo de seu secretário sussurrando a resposta. 

— Eu adoraria…

Eren imediatamente destrancou a porta. Aí entrarem  na casa mergulharam na escuridão do imovel, por estar vazia  as luzes da residência estavam todas apagadas. por algum motivo eles optaram por deixar assim. 

Ajudando o empresário o moreno segurou sua mão e o guiou até o andar de cima. Ao chegarem no dormitório do moreno ele acendeu a luz fazendo ambos fecharemos olhos devido a claridade inesperada.

Naquele momento Levi observou o quarto, ainda haviam vestígios da adolescência, pôsteres de alguns ídolos do esporte, troféus que provavelmente foram adquiridos no colégio. Era um local simples, porém limpo. Fotografias espalhadas pela única cômoda no quarto  chamaram sua atenção e ele decidiu analisa-las. Fotos de Eren com Mikasa durante o natal, fotos de Armin com Eren um pouco mais jovem. Havia também uma de Eren ainda bebê no colo de um homem com os mesmo olhos verdes que o moreno. Aquele senhor era particularmente familiar para Ackerman.

— Quer beber alguma coisa

Eren já havia retirado a camisa de mangas compridas que vestiu durante o dia e estava apenas com uma camiseta branca. 

— O que você tem a oferecer?

— Bom temos vinho, wisky, cerveja.

O moreno parecia pensativo enquanto se lembrava da adega de casa. Carla apreciava beber com os amigos e por isso álcool não faltava por ali.

— Cerveja é bebida de adolescente. Entretanto, se não for incomodar eu prefiro que me  traga chá...por favor.

Jaeger sorriu ao ver o outro pedindo "por favor" não era do feitio dele ser assim. 

— Eu já volto.

Com essa afirmação o moreno sumiu em meio a escuridão do corredor, deixando Levi observando um pouco mais o ambiente. Passaram-se alguns minutos até que o moreno retornasse com a bandeja com chá e alguns biscoitos especiais que Carla havia assado, provavelmente a tarde.

— Faz tempo desse a última vez que comi  biscoitos. — Levi mordiscou o biscoito e quase gemeu ao beber o chá preparado por Eren. — deveria levar para mim mais vezes, ou só mereço biscoitos quando lhe ensino algo? Deveria me agradar sempre. Sou o melhor chefe do mundo!

— Ah com certeza você é o melhor.  Se o melhor chefe do mundo significar resmungão e mal humorado. 

Oa dois riram. A cumplicidade que os rodiava era agradável. Levi não se lembrava de passar tanto tempo com alguém sem se chatear. E quanto a Eren, não se lembrava de estar tão feliz sem se preocupar com o bem estar de sua família, na verdade aquela era a primeira vez que ele se divertia tanto sem incluir sua mãe e irmã. 

— Eu farei novamente se gostou tanto.  — mencionou quebrando o silêncio. Eles estavam sentados na cama do mais jovem com a TV ligada exibindo Jurassic Park. 

— São bem saborosos e não são doces. Eu detesto coisas doces. 

— Ok, farei biscoitos sem açúcar para "vossa alteza" em breve.

Eren fez uma reverência descuidada sobre a cama fazendo Levi revirar os olhos em seguida. 

— Idiota. 

Não havia verdadeiramente um insulto em suas palavras, o que fez Eren sorrir mais uma vez.

— Um idiota que você com certeza adora beijar. 

O moreno brincou e logo  se deu conta da frase que havia formulado apenas após pronúncia-la. 

— Não vou negar… — respondeu o empresário voltando a face para seu secretário.

A luz do quarto, aquela altura, estava reduzida a uma claridade suave fornecida pelo abajur. Por isso os olhos intensos que pousaram sobre o rosto do moreno não eram tão nítidos. Entretanto era possível ver toda a fome que foi despertada no mais velho ao mencionar o verbo 'beijar'. Ato que Levi não gostava, até beijar os lábios de Eren.

Ciente de que havia despertado a 'fera'. Eren retirou a bageja com as chicaras da cama e a colocou em um dos criados. Seus atos sendo analisados pelos olhos nublados de Levi.

Ao terminar o jovem se sentou sobre as pernas do homem de cabelos negros, envolvendo seu pescoço com os braços trazendo seu corpo para mais perto. Sussurrando como se suas palavras fossem um segredo que merecia ficar oculto entre eles.

— Beije-me Levi. Quero que me beije da mesma  forma que beijou quando seu tio nos interrompeu naquele dia.

— Insolente  como ousa me dar ordens? Mas hoje é seu dia de sorte. Estou de bom humor por que um certo pirralho me concedeu um dia agradável. 

Jaeger sorriu e aguardou até que seus lábios fossem capiturados pela boca faminta  abaixo da sua. 

O beijo foi intenso e eles gemeram assim que seus lábios se uniram. Mergulharam naquele ósculo, vasculhando cada canto de suas bocas. Suas línguas tateando uma a outra numa dança ágil e sedutora. 

Levi que amava os sons que o garoto emitia libertou os lábios carnudos e decidiu explorar o pescoço imaculado. Mordiscando, beijando, deslizando sua língua sobre a pele arrancando suspiros curtos do jovem que já começava a balançar os quadris em busca de atrito.

— Ah...Eren

As mãos do empresário prenderam as nádegas do secretário num pedido silencioso para que ele parasse. 

— Algo errado?

— Claro que não. Estou apenas temeroso se é isso que realmente quer. Não precisamos ter pressa Eren. Podemos ir no seu tempo, até que paramos para alho mais íntimo.

O jovem sentiu uma sensação familiar lhe aquecer ao ouvir a frase do empresário. Saber que Levi o respeitava era algo tão adorável. Levi era tão belo de todas as formas possível.  Por detrás daquele face rabugenta e as vezes indiferente havia um homem gentil e de um empatia incomum. Ele era tão iluminado. Eren sabia, que assim como as jóias mais preciosas, apenas alguns tinham acesso a esse lado do homem mais velho. Este era o verdadeiro Levi, um homem gentil e amoroso. Que por mais que não quisesse um relacionamento com ele, o respeitava. 

— Toque me. Eu confio em você e sei que não irá além do que ambos possamos desejar. 

Levi não esperou mais. Delicadamente permitiu que suas mãos explorassem o corpo firme e magro. Os dígitos deslizaram sobre a pele quente logo a baixo da camisa, que naquele momento já se encontrava completamente desalinhada. Jaeger sentia a pele queimar por onde a mão de Levi passava. Arrepios e um desejo desenfreado consumindo seu ser a medida que sua boca era devorada. 

Os dedos curiosos de Eren também começaram a explorar o corpo musculoso de Levi, o baixinho parou seu 'trabalho' apenas para observar o jovem lhe tocar com expectativa. Um olhar faminto que Ackerman ainda não tinha vislumbrado no jovem. Os dedos dealizavam por seu peito, barriga, contornavam os músculos firmes do abdômen. Descendo pouco a pouco até  parar próximo ao cinto que prendia sua calça. 

Quando os dedos do moreno  chegaram ali os olhares se encontrar, a respiração de ambos estava ofegante. E no olhar a pergunta implícita feita por Eren. 

"Posso?"

Ciente de que o rapaz lhe pedia permissão para avançar ele anuiu com um menear de cabeça. O empresário sorriu ao perceber como o mais jovem se atrapalhou com o cinto antes de retirá-lo e abrir lentamente a calça. 

Levi não queria apenas ser tocado e naquele momento decidiu que queria ter o mesmo 'direito'. Queria sentir a intimidade de seu "pirralho". 

Eren sentiu o coração acelerar ainda mais quando sentiu o calor do membro de Levi envolvido em suas mãos. Lentamente retirou o falo de dentro da roupa, observando-o com fome e desejo. Era grande, grosso e para surpresa de Jaeger possuía dois piercings íntimos próximos a sua glande, algo inesperado. Assim como a paixão de Levi por motos. 

— Aaaah

O suspiro sofrego do  C.E.O fez o moreno erguer os olhos para observar a face repleta de luxuria. Lentamente envolvendo a carne quente e rígida se deliciando com os sons que o outro emitia a medida que bombeava lentamente. Não tardou até que Jaeger estivesse sofrendo a mesma "tortura" por parte do outro. Entretanto ao contrário do jovem, o empresário sabia exatamente o que fazer e por isso pouco antes de iniciar as estocadas mais fortes pegou o frasco de creme hidratante que estava na cabeceira de Eren e lambuzou sua mão. A umidade causaria menos atrito e tornaria a carícia mais intensa e prazerosa.

Eren observou Lebi,  unir os dois falos juntos para poder deslizar o creme e diminuir o atrito sobre a pele sensível. O moreno gemeu ao sentir seu pau ser envolvido pelos dedos úmidos de Levi novamente. Ele perdeu completamente a capacidade de raciocínio a medida que o outro bombeava os dois paus ao mesmo tempo. Com maestria e na velocidade certa.  

O moreno estava uma bagunça. Gemendo e falando coisas desconexas. Levi apesar da face levemente mais controlada que o outro também sentia seu corpo se aquecer a sensação do pênis se Eren junto ao seu era mais do que ele poderia assimilar. Muito mais do que ele esperava para aquele dia.

Os movimentos foram se tornando cada vez mais rápidos e mais fortes. As bocas voltaram a se unir gemendo e se perdendo na onda de espasmos que consumia  os corpos, enquanto desfrutavam de um beijo molhado.

Eren chegou ao ápice primeiro se tornando uma pilha de ossos nos braços de Levi, chamando seu nome e quando as fitas brancas de esperma sujavam as mãos do empresário. Levi demorou mais alguns instantes até se aliviar, mas a cena de  Eren fraco em seus braços foi sem dúvida uma ótima visão e agilizou o processo para que ele também pudesse se perder em seu orgasmo, o melhor em muito tempo.

Eles permaneceram juntos até que as respirações foram normalizadas lentamente.

Ao se sentir livre so torpor Levi se levantou e foi até o banheiro de Eren, voltando com uma toalha umidecida em seguida. Ele já estava devidamente vestido e o moreno ainda sentia o corpo um pouco mole. Levi o limpou com gentileza acariciando os cabelos bagunçados sobre a cama ao terminar a tarefa. 

— É sempre assim. — murmurou fazendo o outro sorrir.

— Tem certeza que tem 19 anos? Parece um idoso a beira do colapso. 

— Cala a boca. Eu nunca fiz isso com ninguém ta' bom? 

O empresário não pode deixar de sorrir. Aquele era outra primeira vez que Eren estava desfrutando com ele e isso o encheu de orgulho. Se sentia um homem de sorte, por ter alguém disposto a lhe entregar suas primeiras experiências. Um senso de orgulho mesclado com o senso de responsabilidade. 

Falando em responsabilidade o empresário se deu conta da hora e que já estava na hora de partir.

— Eu preciso ir. Não quero que sua mãe me veja aqui. Acho que seria constragedor para nós dois. — falou observando o mais jovem se levantando da cama e se 'recompondo'.

— Sim. Provavelmente seria. 

— Te vejo na segunda. — o empresário saiu em direção a porta  sendo seguido pelo mais jovem que acendeu as luzes di corredor para evitar a saída de ambos. Seguiram em silêncio até a porta principal. 

— Levi ? — o moreno interrompeu o silêncio.

— Sim? 

— Você se divertiu? — a pergunta tímida enquanto a porta se abria  aguardando a saída de Levi.

— Preciso realmente responder? 

O jovem sorriu com a 'resposta' e se surpreendeu ao ter seus lábios mais uma vez capturados pelo outro. Em um beijo calmo e gentil, que infelizmente durou pouco.

— Boa Noite Pirralho!

— Boa Noite Levi.





Continua...





Notas Finais


*ferry embarcação. Um tipo de balsa.
** texto retirando de um site de turismo
*** Este Reiner Braun é o personagem da minha Fanfic Alcatraz.

Quem já leu Alcatraz deve ter percebido as referências que citei aqui. Caso não tenham lido, leiam.
Ela é uma das fics escritas por min que mais amo. Por isso não poderia deixar de fazer a referência. Sou apaixonada por está ilha e pelas histórias que se passam por lá. Por isso a dois anos fiz a fanfic e me apaixonei ao escrevê-la. Na época fiz diversas pesquisas e mergulhei naquele ambiente. Sou apaixonada por história. Já devem ter percebido 🤣
Até o próximo capítulo 😘


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