História Intoxicated - Capítulo 2


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Abbie, Ballet, Bromances, Dramas Familiares, Habbie, Harry Styles, Mentiras, Muito Drama, Muito Sexo, Traumas, Um Pouco De Drogas, Várias Lágrimas, Zayn Bi
Visualizações 428
Palavras 2.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey folks!

Are you ready for it?

ps.: textão nas Notas Finais

Capítulo 2 - Aquele no Joe's


Carne, seus olhos continuaram escaneando o cardápio em mãos, carne... é claro, mais carne... e... bacon? Por Deus, Abbie levantou a cabeça em exaustão.

- Vocês não têm nenhuma salada por aqui? - perguntou, seu rosto se contraindo em uma careta involuntária, seu estômago revirando com a simples menção de lanches tão gordurosos.

- Eles estão aqui, senhorita. - O garçom mostrou a barra da página, onde uma lista de dois pratos se resumia as saladas, mas era o suficiente para Abbie. Aliviada sorriu, seus ombros caindo em satisfação.

- Certo, eu quero uma salada pequena, sem acompanhamentos, incluindo molho ou tempero. Por favor.

O rosto do garçom estava fechado em uma carranca enquanto anotava o pedido da garota em seu pequeno bloco de notas internamente se perguntando que diabos uma garota como aquela fazia ali e por que demorou tanto tempo para pedir se por fim escolheu uma salada que não vinha ao menos um acompanhamento. Desperdício de tempo, em sua opinião. Se ela tivesse sido mais rápida ele teria conseguido ir até a mesa recém ocupada por um grande grupo de adolescentes, mas agora havia perdido a oportunidade e o maldito Terry já os servia. Maldito Terry. Por fim se afastou da estranha garota a deixando voltar para o seu grande livro - por que é claro que ela estaria lendo no meio de uma lanchonete. Simplesmente patético.

Remota de tudo ao seu redor Abbie voltou a ler O Morro dos Ventos Uivantes, bebericando o chá gelado que havia chegado a pouco tempo. Ao seu redor, contudo, a lanchonete era resumida em caos. Adolescentes e jovens adultos comemorando a chegada da tão esperada sexta-feira, alguns mais alto do que outros. Abbie não se importava, embora. O mundo poderia cair ao seu redor que seus olhos continuariam nas folhas, lendo cada palavra como se fosse a primeira vez... por mais que fosse a décima quinta, talvez a décima sexta. Algo naquele romance a prendia como nenhum outro. A cada linha seu coração parecia subir por sua garganta, sua barriga parecia ser tomada por borboletas e ela simplesmente não conseguia se cansar, por mais que soubesse como tudo acabaria.

Abbie estava tão presa em sua pequena bolha que nem mesmo foi capaz de ver quando o garçom voltou a se aproximar, daquela vez trazendo sua salada em mãos. Desistindo de tentar conseguir a atenção da estranha garota deixou o prato na mesa, esperando que em algum momento ela fosse capaz de perceber que estava em uma lanchonete em vez de uma biblioteca. "Eu estou velho para isso, Terry." reclamou no caminho de volta ao balcão "Olhe aquela garota, por exemplo, eu não consigo entender como alguém assim parou aqui. Aqui entre todos os lugares.". Terry não parecia incomodado, contudo, a olhando de longe com curiosidade "Estranha ou não, ela é bonita. Realmente bonita".

Os amigos, entretanto, não perceberam quando outra pessoa se interessou no assunto. O jovem que esperava seu pedido (o maior hambúrguer da casa acompanhado de batatas fritas com cheddar e bacon) se virou para ver quem era o tema da discussão que aparentemente não terminaria tão cedo.

A garota era fácil de se achar, afinal era a única sozinha em uma mesa, ainda mais lendo com um prato de salada intocado em sua frente. Sua cabeça estava baixa, seus cabelos escuros caindo como cascatas ao seu redor, tampando seu rosto. Era impossível saber se ela era pequena ou somente estava muito encolhida em seu lugar. Talvez os dois. "Eu poderia ir lá pedir o telefone dela" Terry disse preguiçosamente, o intruso pensava diferente do garçom, contudo.

- Eu vou por você, amigo. - disse deixando o balcão sabendo que seu pedido estaria lá ao voltar. Ao menos era o que esperava ao andar em direção a mesa. Por Deus, ele somente esperava que a garota fosse realmente bonita.

Abbie levantou o olhar subitamente, sua testa franzida ao encarar o prato branco em sua frente. Quando aquilo havia parado ali? Deixando o livro entre aberto sobre a mesa avançou para o garfo, rapidamente o colocando entre as infinitas folhas verdes. Ela tentou não parecer tão desesperada ao comer, segurando a vontade de suspirar aliviada.

Seu íntimo tempo de apreciação pela salada acabou rapidamente, contudo. Mais perto do que antes, um par de olhos a olhava com curiosidade. E sim, ela era bonita. Realmente, realmente bonita. Obrigado, Terry.

- Posso te perguntar algo?

Abbie tentou não se mostrar tão assustada com a repentina companhia, seus olhos demorando para chegarem ao rosto do intruso, no caminho encontrando um alto e belo rapaz. Por um momento Abbie não quis acreditar que ele estava falando com ela, não intencionalmente de qualquer maneira, mas lá estava ele a olhando, esperando por sua resposta. A qual ela deveria dar. Piscando algumas vezes o garfo foi substituído por um guardanapo. Aproveitando o silêncio Abbie deixou seus olhos vagarem mais uma vez pelo o rapaz. Calça preta, camiseta lisa preta, cabelos longos e ondulados estrategicamente desarrumados. Era como se ele nem mesmo tentasse se arrumar - tirando o cabelo que era claramente premeditado.

- Claro. - disse por fim, suas mãos descansando sobre as coxas de uma maneira sutil e robótica. Como se fosse uma ação feita por anos para conseguir ser tão perfeita.

Então ela era esse tipo de garota, Harry concluiu internamente. Sem pensar um sorriso involuntário apareceu no canto de sua boca, garota estranha de fato.

- Posso me sentar primeiro? - perguntou antes que desistisse para voltar ao hambúrguer de deveria estar o esperando sobre o balcão. Talvez Terry poderia ter a garota no fim. Mas ela concordou então ele se sentou antes que fosse tarde demais. Naquela posição sua visão era diferente, a luz não batia diretamente no rosto da desconhecida e ele conseguia a ver melhor. "Uau" era tudo que ele pensava. Foda-se Terry, a garota seria dele. - Por que está comendo salada em uma lanchonete?

Abbie conseguia ver melhor o desconhecido daquela forma, sem que a luz batesse no topo de sua cabeça. Ele tinha covinhas. E olhos verdes. Seus braços eram completos de tatuagens, de diferentes desenhos e tamanhos, e possivelmente notou a curiosidade da garota ao descansar seus braços sobre a mesa, os deixando praticamente esticados. Antes que pudesse parar o que fazia o rosto de Abbie se tornou salpicado em vermelho por ter sido pega. Seus olhos voltaram ao rosto do desconhecido, fingindo que nada havia acontecido - por mais que continuasse envergonhada. O que era adorável de uma certa maneira, Harry assumiu, a olhando mais detalhadamente (já que ela fazia isso com ele).

Sem se importar se inclinou para frente (não tão para frente, ele não era bizarro) focou sua atenção nos olhos da garota tentando descobrir que cor eram. Mel ou verdes? Era praticamente impossível dizer.

- Seu nome, por favor?

- Harry.

- Harry. - Repetiu, seu sotaque arrastando o nome de uma forma que Harry gostou mais que o necessário. - Eu trabalhei mais de dez horas direto, sem pausa para comida e vi essa lanchonete no caminho de casa, não tinha outra escolha a não parar por aqui.

- E comer uma salada? - ele riu. - Por que não pegou um hambúrguer? Tem mais proteína.

- Eu não como pão. - Ela sorriu levemente.

- E como você vive? - perguntou genuinamente curioso, sua imaginação não era tão avançada para conseguir pensar como deveria ser uma vida em que pães e derivados não estivessem incluídos. Enquanto isso Abbie ignorou a forma que o desconhecido encostou a ponta do seu joelho em sua coxa, amaldiçoando mentalmente quando sentiu seu rosto arder pela segunda vez.

- Bem... - aja normalmente - a base de vitaminas e salada.

- Como..? - seu olhar desfocou de seu rosto processando a informação, era muita coisa para o seu cérebro. - Eu já escutei sobre isso, mas pensei que fosse um mito. Você realmente consegue viver assim?

- Sim. - sua voz era tão calma e controlada que Harry precisou a olhar novamente para ter certeza que a garota não era realmente um robô. Bem, contando a forma que se alimentava talvez fosse.

- Oh... - seus olhos caíram sob o corpo de Abbie sem vergonha, examinando o que poderia ter por baixo das peças de roupa. Automaticamente ela virou o seu rosto para longe, corando pela terceira vez forçando-se a continuar ali em vez de se levantar e ir embora. Ele era infinitamente intimidador e ela havia passado muito tempo sem se alimentar para ter força suficiente para aguentar aquilo. - Em que trabalha?

- Eu sou uma bailarina.

- Ballet? - ela assentiu - Pensei que somente modelos tinham essas dietas mortais.

Abbie franziu a testa, em seguida voltando a expressão centrada, mas deu tempo suficiente a Harry para perceber que talvez ela não fosse um robô, afinal. Ela possivelmente era só estranha. E gata. Super, super gata.

- Dietas assim não são mortais. - Respondeu com educação, Harry em um pensamento repentino se perguntou se conseguiria irrita-la a ponto de sair do modo-robô. Sorrindo sozinho ele aceitou aquilo como um desafio. - Pessoas vivem suas vidas inteiras comendo dessa forma, é realmente saudável.

- Por que alguém faria isso?

Irritação passou por seus olhos (que ele ainda não havia decidido qual era a sua verdadeira cor), como seus ombros se arrumaram, mas aquilo foi tudo que ele havia conseguido. Seu jogo estava baixo, precisava ir mais afundo no assunto, considerou pela forma rígida e introvertida que agia.

- Porque são apaixonadas pelo o que fazem.

- Pessoas como você. - Concluiu vendo a guarda da garota abaixar levemente, mas não por muito tempo: - Eu não gosto de Ballet, é entediante ver uma garota magrela rodando e pulando de um lado para o outro.

Bingo.

Ela não tentou mais fingir que sorria, sua boca se transformando em uma linha reta. Os olhos semicerrados, quase em fendas. Mas antes que pudesse cantar vitória, ela havia voltado ao normal. Coluna corretamente posicionada, ombros para trás, queixo levemente levantado.

- Sério? - perguntou com falsa curiosidade, mas algo ainda brilhava em seus olhos. Como um fogo fraco, presente, mas pronto para se ir para sempre. Ele não poderia deixar aquilo acontecer.

Abbie, contudo, contava até dez internamente assustada com suas ações. Nunca havia ficado irritada com alguém, já que seu trabalho era basicamente receber críticas. Nem mesmo quando seu diretor a fazia treinar sem pausas por um tempo praticamente ilegal. Ou quando seu corpo era tão forçado que seus ossos saem do lugar. E ela não poderia se deixar abater por um simples estranho com péssima educação e profundas covinhas. Não, não hoje.

- Olha... - Harry suspirou - Eu estou brincando com você, somente queria ver até onde iria aguentar sem me matar e claramente estou perdendo no meu próprio jogo. Eu sinto muito, mas... você é tão... robótica. Você continua sendo educada não importa o quanto eu tento te irritar.

- Eu respeito a opinião dos outros.

Harry riu, aquilo era uma mentira óbvia, outra ideia passando em sua mente.

- Eu poderia te ajudar com isso.

- Com o que exatamente?

- A não ser você.

O quê?, Abbie pensou juntando as sobrancelhas ofendida. Harry percebeu isso e revirou os olhos percebendo o quão idiota havia soado. Realmente, ele não entendia como ela ainda não havia jogado seu chá gelado nele.

- Eu quero dizer... relaxar, não ser tão educada o tempo todo... a se sentar como qualquer ser humano.

- Bem, mas essa é a forma certa de se sentar. Por que eu mudaria se estou correta?

- Porque é chato e ninguém se importa com sua postura. - Harry respondeu com um sorriso de lado que fez Abbie cerrar os olhos, mas engoliu em seco ao perceber que nunca fez isso para ninguém. Tirando o desconhecido, é claro.

- E, para sua informação, não mostrar sentimentos não me torna menos humana que outra pessoa.

Era incomodo a forma que Abbie sentia uma extrema vontade de se defender do desconhecido, como se precisasse lhe explicar porque agia daquela forma enquanto ele somente a assistia com o mesmo confiante e presunçoso sorriso. Desconcertante.

- Eu concordo. - Ele assentiu deixando a bailarina relaxar. - Mas sabe de uma coisa? - se inclinando para frente esbarrou sua perna ainda mais sobre a da garota, gostando da forma que eles mantinham aquele contato sutil e secreto. - Você não deveria dar a mínima, a vida é curta.

- Você não me conhece, se lembra disso, certo?

- Mas eu quero. - Harry disse, piscando para a garota antes de se levantar em um pulo - Bom, bailarina, eu vou te deixar jantar.

- Abbie. - Ela disse quando ele deu as costas puxando de volta sua atenção. - Meu nome é Abbie.

Ele sorriu como se o nome lhe agradasse.

- Eu te ligo, Abbie. - Garantiu.

- Você não tem o meu número.

- Mas eu vou descobrir... vai ser divertido procurar.

Abbie tentou não revirar os olhos ao sorrir.

- Não seria mais fácil somente o pedir?

- Exatamente. - Concordou se apoiando na mesa. - Eu não gosto do fácil.

E com isso virou de costas e foi embora deixando Abbie olhando para aonde ele estava completamente irritada com o jeito dele (a voz baixa, a pausa que fazia entre palavras para tossir como se própria voz fosse rouca demais para a garganta, a forma que mascava o chiclete, a perturbadora maneira que apertava o lábio inferior entre os dedos longos e finos, os anéis grandes que não combinavam um com o outro, a personalidade arrogante e prepotente), mas infelizmente aquilo somente a deixava ainda mais curiosa. E de alguma maneira sentiu como se tivesse feito exatamente o que ele queria, entrando em seu jogo.

Aquilo era ruim.


Notas Finais


sete de agosto de dois mil de dezoito, o dia do meu renascimento.
EAI CARAIOOO
como vocês estão?
pra quem não me conhece... oi, prazer. pra quem me conhece... oi, chuchu, sdds.
eu to de volta. eu to de volta. meu caralho eu to muito de volta.
pra quem não ta entendendo nada, estou reescrevendo intoxicated. apaguei os caps antigos (doeu pra caralho perder os comentários e as visualizações, mas foi um mau necessário) e agora vou recomeçar habbie para vocês :) :)
espero que vocês gostem dessa nova versão, e se não gostarem sinto muito pq a antiga não existe mais (existe no meu notebook, mas ngm nunca mais a lerá - nem eu).
AMO VOCÊS
até o próximo. x

ps.: muita coisa mudou. MUITA. estou avisando com antecedência pra vcs prepararem os corações pq tenho certeza que vou ouvir pra caraaaalho asdjnfajsd


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