História Intrusa - Capítulo 1


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Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Crowley, Dean Winchester, John Winchester, Lúcifer, Meg Masters, Sam Winchester
Tags Dean, Sam, Spn
Visualizações 36
Palavras 2.042
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Serena e Dexter investigam um assassinato causado por um pé de cabra. Dexter descobre o cheeburger com dois hambúrgueres. Serena encontra dois idiotas.

Capítulo 1 - Episódio 01 - Parte 1


Dirigia com o rádio ligado, não tinha tempo para parar e pesquisar as notícias de assassinato, então só restava aquela coisa velha que chiava.

 

"Vítima de assassinato em Oregon era casado, tinha uma filha e morava com a esposa em uma pequena casa no centro da cidade. O corpo dele foi encontrado com um pé de cabra cravado no peito, a esposa conta que não estava em casa no momento da morte...".

 

– Esperto. – continuou escutando enquanto acelerava.

Estava tão acostumada com relatos cruéis de assassinatos, que aquele era só mais um, nem enjoo mais tinha. Nos primeiros casos chegava vomitar, mas agora era só um "wow!" ou "que demônio criativo!".

Em questão de algumas horas chegou à Oregon. A cidade até que era movimentada, pelo menos no centro as pessoas circulavam parecendo formigas. Aliás, “formigas” lembrou comida, parou em uma lanchonete para carregar a bateria antes de mergulhar de cabeça no caso.

Desceu da caminhonete e imediatamente seu cachorro levantou, na parte traseira do veículo, e se apoiou na lateral.

– Cinco minutos Dexter, cinco minutos. – acariciou a cabeça dele antes de seguir para a lanchonete.

Empurrou a porta fazendo um sininho tocar, localizou uma mesa isolada e se dirigiu diretamente para lá com o notebook, ninguém precisava saber que estava investigando. Sentou-se na cadeira, ligou o notebook e hackeou a senha do WiFi com o celular. As pesquisas na internet ajudavam, e muito, no entendimento dos casos, sem contar que era através delas que descobria os tipos de criaturas por trás de cada assassinato.

– O que vai querer senhorita? – o garçom perguntou.

– Dois cheeburger, um sem mostarda, alface, bem... Um completo e o outro só pão e hambúrguer, por favor. – sorriu amigável para o garoto.

Quando ele se afastou, o sorriso em seus lábios desapareceu. Apoiou o braço na mesa com a mão contra os lábios, segurando a tecla da seta para baixo. As informações passaram por seus olhos, nada que já não tivesse escutado no rádio.

Os minutos passaram tão rápidos que nem percebeu quando seus lanches ficaram prontos. E o que tinha nas mãos? Um caso onde a polícia julgou como suicídio.

– Escutou isso Dexter? S-u-i-c-í-d-i-o. – estava encosta do carro com o lanche em uma mão. – Amarrar uma corda no pescoço é o jeito mais prático de se suicidar, pra quê sujar um pé de cabra? – mordeu o cheeburger.

O cachorro comia o lanche de dois hambúrgueres, isso mesmo, dois porque ele é rico. E Serena carregava a bateria do corpo ainda com a atenção presa no jornal, estava igual a um celular, quando conectado no carregador, e a pessoa mexendo ao mesmo tempo.

Estava tão concentrada no jornal, que nem percebeu quando um homem se aproximou de si.

– Seu cachorro estava latindo como um desesperado. – Serena não deu muita importância.

– É? Dexter não gosta de ficar sozinho. – foi ríspida.

– Bom, ele é um cachorro bonito, é um pastor? – Serena suspirou.

Fechou o jornal e encarou o homem, aquela conversa já estava se prolongando demais. De que interessa a raça de Dexter para ele?

– É um pastor alemão belga preto, importado do Brasil. – disse notando que aquele homem tinha alguma coisa estranha.

– Brasil? Nossa! Ele é um cão especial. – percebeu com o que estava lidando.

– Já escutou latim? – começou recitar o exorcismo sem medo. – Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incursio...

O homem piscou os olhos e eles abandonaram a tonalidade verdes para um negro intenso. Demônio.

Serena continuou recitando percebendo que ele se aproximava cada vez mais para fazê-la se calar. Fechou as mãos em punho começando dizer as palavras cada vez mais rápidas e quando menos esperou a nuvem preta saiu pela boca daquela casca humana indefesa, sendo levada pelo vento para quem sabe o inferno.

O corpo do homem caiu contra o asfalto e Serena foi rápida em checar os batimentos cardíacos, com a pulsação em ritmo lento, arrastou o homem pelas pernas até a calçada e o deixou ali.

Correu para o lado do motorista da caminhonete, esperou Dexter entrar para entrar logo atrás. Girou a chave na ignição e saiu o mais rápido que conseguiu do estacionamento. Quanto menos tempo passasse explicando para aquele homem o que tinha acontecido, mais tempo teria para investigar a cena do crime.

– Um demônio não sabe mostrar afeto, certo Dexter? – afagou a cabeça dele. – E você não é belga, muito menos importado do Brasil. – sorriu, havia mentido para um demônio e ele nem tinha percebido.

***

Caminhou até a área demarcada pelas faixas amarelas, a casa ainda estava sob vistoria da polícia, lógico que aquilo não precisava envolver a CIA, mas ela tinha outra escolha? Tecnicamente não.

– O corpo já foi levado para o necrotério? – foi a primeira pergunta que fez aos policiais.

– Por que a CIA está envolvida nisso? – o agente negro, alto, de bigode quis saber.

– Ordens do governo. – respondeu passando pelo policial. – Digam-me que não colocaram essas suas mãozinhas sujas no pé de cabra. – estava de costas para os agentes.

– A arma do crime está sobre a mesa dentro do saco plástico. – Serena direcionou o olhar para a mesa e encontrou a arma.

– Obrigado. – andou até a mesa, durante o caminho analisou a mancha de sangue, era uma tonalidade tão avermelhada que levantava suspeitas em ser ketchup.

Dexter estava ao seu lado, ok, agentes da CIA não precisavam de cachorros como alguns agentes do FBI, mas acontece que não tinha outra saída sem ser levar o cão para a cena do crime, ele era o único que poderia identificar enxofre aquele muquifo.

Enquanto Serena estudava o pé de cabra e Dexter vasculhava tudo com o focinho, os policiais pareciam discutir, a garota não deu importância. Não suspeitou que estava preste entrar em guerra.

– O que a CIA está fazendo aqui? – o homem foi direto ao ponto.

– Dean pega leve. – o outro pediu.

– Pegar leve? Isso aqui não é trabalho para a CIA, é um caso local en...

– E nem o FBI. – Serena virou-se e encontrou os dois. – Se a CIA está aqui, o FBI pode ser dispensado. – cruzou os braços.

– Quem é você? – o homem mais alto perguntou.

– Serena Blake, agente secreta da CIA. – apresentou-se sem aperto de mão.

– Agente secreta? – o suposto Dean mostrou indignação. – E qual o seu objetivo? Saber se a vítima tinha um caso com a vizinha? Pelo que eu saiba agentes secretos são para isso, aliás, eles são "secretos", ninguém sabe da existência deles. – Dexter começou latir para o homem.

– Acho que você anda assistindo a muitos filmes policiais. – ela deduziu com a voz bem calma.

– Se eu tivesse tempo para assistir filmes... – continuou falando, Serena deu de ombros e seus olhos bateram contra um pequeno pó dourado perto da saída da garagem, era enxofre conhecia de longe. – (...) você não é agente da CIA, tenho certeza que é uma farsa. – Dexter continuou latindo. – Isso aqui é trabalho para o FBI e não... ALGUÉM FAZ A DROGA DESSE CACHORRO CALAR A BOCA! – gritou exaltado, daí mesmo que Dexter latiu.

– Respeita o meu cachorro. – Serena ficou cara a cara com ele. – Bom... Divirtam-se com tudo isso. – sorriu largo e passou pelo homem se esbarrando nele. – Vem Dexter. – o cachorro correu até ela.

Deu as costas para os dois, havia investigado tudo que tinha. Enxofre era sinal de demônio, demônio era sinal de água benta, latim e claro, pentagrama.

– Você viu isso? Agente da CIA. – Dean zombou.

– E já que ela se foi vamos começar investigar. – o outro sugeriu.

– Espera, estou sentido que está faltando alguma coisa. – começou checar suas armas. – Filha da puta, desgraçada! – ela havia roubado sua arma.

– Ela te roubou? – arriscou-se em perguntar, segurando um sorriso, enquanto analisava o pé de cabra.

– Não fala nada. – agora mesmo que estava furioso.

***

– Você fez uma autópsia do corpo de Wallace Martins? – perguntou fingindo anotar algo em um caderninho, a nunca coisa que fez na folha foi o desenho do pentagrama que prenderia o demônio.

– Ainda não entendi o que a CIA tem a ver com isso. – o legista puxou a gaveta onde estava o corpo da cena do crime de mais cedo.

– Ordens do governo. – respondeu por responder.

O médico a olhou desconfiado, Serena levantou uma sobrancelha de relance e ele resolveu abrir o bico.

– Bom... Eu fiz uma autópsia, tudo indica que ele morreu por causa do golpe do pé de cabra, ah, ele tinha indício de álcool no corpo. – pegou os exames na mesa e entregou para ela.

Serena os analisou, álcool era um sinal de que Wallace poderia estar fora de si.

– Nenhum indício de drogas, remédios, nada? – conferiu os resultados, todos negativos.

– Todos negativos, apenas uma alta porcentagem de álcool. – afirmou e Serena suspirou.

– O jornal rela... – a porta do necrotério foi aberta e os dois homens do FBI passaram por ela.

– Ué, agora a CIA e o FBI estão trabalhando juntos? – o legista questionou e os homens andaram até a mesa do cadáver.

– É, é. CIA e FBI estão juntos nesse caso, sabe como é, tudo para garantir a proteção dos cidadãos. – Dean chegou perto de Serena e a abraçou pelos ombros.

Serena sorriu cínico, sem os dentes.

– Bem, a Srta. Blake já pegou o relatório completo, acho que não precisam mais de mim. – o legista sorriu simpático antes de sair e deixá-los sozinhos.

Dean esperou até que ele saísse para pegar Serena pelos braços, empurrá-la contra as gavetas do necrotério, passando segurá-la como se fosse uma criminosa.

– Devolve a minha arma. – exigiu entre dentes.

Serena riu.

– Não está comigo estressadinho. – respondeu tentando se soltar, mas ele era mais forte.

– Eu sei que está com você, não se faça de mentirosa agente da CIA. – usou ironia.

– Use a inteligência e descubra onde ele está agente do FBI. – foi irônica igual a ele.

– Gente, por favor, querem respeitar o morto? – indicou o corpo de Wallace. – Dean não é pra tanto, é só um revólver.

– Ah Sam, não é só um revólver, é o meu revólver. – Dean rebateu.

– Dean e Sam, que nomes exóticos. – foi sarcástica. – Você não se importa, não é Dean? – Serena moveu a mão cautelosamente de modo que ficasse bem próximo do pulso do homem.

– Se importa com o que? – a voz dele era ríspida.

– Isso. – Serena agarrou no pulso de Dean e, tão rápida como um vulto, virou o corpo dele conseguindo prendê-lo pelo pescoço. Quem disse que ela era indefesa?

– Ainda acha que não sou uma agente da CIA? – disparou contra o ouvido dele. – A propósito essa é a sua arma? – retirou o revólver da cintura e encostou contra a cabeça dele, destravando.

– Tudo bem, tudo bem, você é da CIA. – disse tendo a voz alterada pelo aperto dela.

Serena sorriu e o soltou, Dean puxou o ar conforme se aproximou de Sam.

– Quem são vocês? Os dois sabem o meu nome, nada mais justo que eu saber o de vocês, o verdadeiro, por favor. – girou o revólver no dedo.

– Eu sou Sam, – o alto começou. – e ele é o Dean. – apontou o outro. – Sam e Dean Winchester.

A sala se fez em um breve silêncio.

– Aposto que então esperando eu dizer "uau! Winchester, John Winchester, Mary Winchester, a mulher que queimou no teto do quarto". – imitou uma pessoa impressionada. – Não, eu não vou fazer isso.

– Acabou de fazer. – Dean deu de ombros.

– É mesmo, mas desconsidere. – guardou a arma na cintura, Dean suspirou. – Eu sei mais de vocês, que vocês mesmos. – cruzou os braços. – Digamos que não é difícil saber de vocês quando se é a mesma coisa.

– Caçadora? – Sam deduziu.

– Não, catadora de minhoca. – foi sarcástica. – "Blake" é o sobrenome da família de caçadores que saiu das caçadas a fim de viver uma vida normal, mas cá estou eu, então tentativa fracassada. – resumiu optando por não citar sua visita ao purgatório.

– E o que faz em Oregon? – Sam perguntou e ela riu.

– Tirando férias que não é. – ainda ria.

– Tudo bem, agora que somos amigos, que tal devolver o meu revólver? – Dean pediu estendendo a mão e levantando uma sobrancelha.

– Ah... Não, acho que vou ficar com ele, – Serena caminhou até a porta de saída. – aliás, nunca se sabe quando uma criatura, tipo Dean Winchester, vai aparecer na sua frente. – alfinetou antes de sair.

Dean fechou as mãos em punho.

– Eu vou matar ela. – quase rosnou de raiva.



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