História Inunaki - Capítulo 3


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Yuta
Visualizações 27
Palavras 1.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Shadow


- Vamos sair daqui enquanto temos tempo! Por favor! - pedi puxando Hiroshi pelo braço.

- Se acalma! O que você viu? - ele segurou minhas mãos que tremiam mais que as finas árvores dali.

- Eu... Eu... - minha voz embargava só de pensar no que tinha visto. Era uma completa cena de filme de terror, mas ao invés de continuar, eu iria embora o mais rápido possível. - Só vamos embora! No carro eu conto!

- ACHEI! - Akemi gritou correndo com uma folha nas mãos.

- CALA A BOCA! - gritei de volta, um ódio descomunal havia tomado o meu corpo naquele momento. - Temos que ir embora! Rápido!

- Para com isso! Não tem mais ninguém nessa vila, estão todos mortos.

- Não estão! Dentro daquela loja tem corpos! Cheios de sangue fresco ainda! - implorei já começando a chorar. - Vamos embora!

Hiroshi puxou o braço e se irritou.

- Vá embora sozinha! Nós vamos ficar. - ele disse convicto.

- Você é idiota ou se faz? - perguntei já irritada. - Você não ouviu uma palavra do que eu disse não? Puta que pariu, tem a porra de três corpos lá dentro! TRÊS CORPOS QUE ESTAVAM VIVOS! - gritei. - O sangue ainda tá escorrendo!

- Você está com tanto medo que já está alucinando! - Akemi disse colocando as mãos na cintura.

- Se não acreditam vejam com seus próprios olhos! - apontei para a loja e eles bufaram.

- Eu vou lá provar que não tem nada de mais! - Sasuke, como sempre querendo bancar o fodão, se dirigiu até a loja, sozinho.

- Vocês vão ver! Recolham tudo, não deixem nada para trás! - falei me agachando e arrumando a mochila que estava solta ali.

- A loja era tão grande? - Akemi perguntou me olhando com medo.

- Não... - apenas virei meu rosto em direção a pequena casinha procurando a sombra de Sasuke nas janelas. - Os corpos estavam logo ali... Não tem segredo.

Minha cabeça começou a trabalhar à mil, assim como a de Akemi, com certeza pensamos na mesma coisa.

- SASUKE! CADÊ VOCÊ? - ela soltou o jornal e se aproximou da porta. - SAI DAÍ! - ela gritou para dentro, com medo de entrar.

Não houve resposta. O silêncio total. Vimos a lanterna que ele carregava rolar pelo chão e ficar apontada para fora.

Akemi gritou em plenos pulmões e Hiroshi se desesperou puxando as coisas do chão.

Comecei a repetir incessantes vezes “eu avisei! Eu falei” enquanto pegava a minha própria mochila.

- Vocês são um bando de bunda mole. - ele saiu sorrindo e com pose.

- SEU IDIOTA! - minha amiga correu para abraçar o namorado, que apenas riu e afagou a cabeça da menor. - Eu achei que tivesse te perdido seu idiota!

- Não tem corpo nenhum aqui, você já está ficando louca.

- Mas eu...

- Para de inventar história! - Hiroshi pegou de volta o jornal e começou a ler a página amarelada. - Se quer ir embora, vá, não vou carregar ninguém. - cruzei os braços irritada, a minha vontade era de voar em seu pescoço. - Um homem matou os habitantes com um machado?

Olhei ao redor ouvindo passos amassando as folhas, me arrepiei de novo, algo parecia estar nos cercando, pronto para atacar, como se fosse um animal.

Nos atacar como atacou aquele corpo dentro da loja. Aquela talvez tenha sido a pior cena da minha vida.

Um corpo desfalecido e jogado de qualquer maneira no chão, ensopado de sangue, sua boca aberta e cheia de mosquitos, os olhos arregalados exalavam medo e o cheiro... O pior cheiro que eu já havia sentido na minha vida toda.

Olhei ao redor com a respiração pesada, algo ali estava deixando meu corpo em sinal de alerta, eu sentia algo se aproximando aos poucos.

Minha respiração ficou pesada, meu coração se acelerou, eu podia sentir uma quinta presença ali por perto. Tentei acompanhar os sons com os olhos, mas era rápido demais...

- SASUKE! - gritei vendo uma sombra o puxando pelos braços.

Ele não teve tempo nem de gritar, sumiu junto da sombra.

Olhei para meus dois amigos desesperada, Hiroshi soltou o jornal com o vento e Akemi começou a gritar pelo namorado. Eu falei que devíamos ter ido embora!

- Vamos embora! Vamos, corram! - Hiroshi pegou sua bolsa do chão. - CORRAM SUAS IDIOTAS!

- Mas e o Sasuke? - minha amiga perguntou com os olhos molhados.

- Quer ficar pra descobrir? - ele perguntou desesperado. - Eu não! - o mais alto jogou a bolsa nas costas e começou a andar.

Meu sangue ferveu, ele tinha dado a estúpida ideia de entrarmos naquele inferno, ele tinha convencido a todos de que nada ia acontecer e agora, está querendo correr.

- Vai deixar seu amigo pra trás? - Akemi gritou. - Vai ser covarde a esse ponto?

O garoto parou de andar e nos lançou um olhar assassino. A amiga sabia como provocar.

- Vai continuar andando? - ele largou a bolsa e deu um suspiro irritado. - Ótimo! Para a onde eles foram? O que era aquela coisa?

Minha respiração estava pesada, olhei ao redor ouvindo o mesmo som de antes. Apertei a mão de Akemi e ela me olhou desesperada.

- Hiroshi! - falamos juntas num suspiro. Ali estava a tal sombra, bem atrás do garoto.

O homem sorriu e mexeu a cabeça antes de segurar nosso amigo pelos braços. Ouvimos um grito assustado pular de sua garganta, Akemi segurou meu braço trêmula.

- Eles vão vir nos buscar! As próximas somos nós! - ela me balançou com a voz embargada.

- Cala a boca! - olhei ao redor e a puxei para dentro de um mercadinho totalmente quebrado. - Se abaixa e cala a boca. - a empurrei para baixo. - Gritar não vai nos ajudar em nada. Ninguém vai nos ouvir além desses... - o que eles eram? Animais? Homens das cavernas?

- Nós temos que achar o Sasuke. - a olhei, seus olhos estavam vermelhos e as lágrimas banhavam seu rosto.

Tapei sua boca ouvindo passos pesados amassando as folhas de papel largadas na porta. Fechei os olhos reprimindo o meu próprio grito. Eu não queria ver aquilo. Minhas mãos tremiam e as lágrimas corriam pelas minhas bochechas sem permissão. Os passos eram pesados, porém lentos, como se quisessem nos fazer sofrer de agonia.

Akemi apertou meus dedos e no outro segundo não a senti mais, tudo que ouvi foi um grito assustado, mas não tive coragem de abrir os olhos, apenas solucei morrendo de medo. Não era a mesma sensação de assistir um filme de terror. Era mil vezes pior, eu sabia, eu sentia que ele viriam atrás de mim, não tinha como escapar, eu não seria a protagonista que iria escapar ilesa. Continuei a ouvir os gritos de Akemi por longos minutos, eles não pareciam sumir tão rápido quanto os dos garotos.

Coloquei as mãos nos ouvidos tentando tapar os gritos, não tinha como evitar o que iria acontecer comigo e eu sabia disso.

Mãos frias tocaram meus braços e eu reprimi o grito. Seu aperto era forte e provavelmente deixaria marcas, mas tudo que eu conseguia pensar era em me debater e tentar me soltar, mesmo de olhos fechados, tentei chutar alguma coisa, só acertando o ar.

- Não adianta lutar. - sua voz era grotesca e me deu mais medo ainda. Abri os olhos para vê-lo, mas tudo que vi foram flash’s, em questão de segundos ele parou na frente de uma grade, ainda segurando meus braços.

Com um movimento as grades foram abertas e ele me jogou lá, como se eu fosse um saco, me arrestei para trás e o olhei. Ele era corpulento, usava uma máscara medonha e sinistra que se misturava às roupas, eu não podia ver seu rosto, mas conclui que ele tinha feições fechadas e irritadas.



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