História Invencíveis - Jikook - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Gay, Homossexual, Homossexualidade, Hoseok, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Lgbt, Min Yoongi, Park Jimin, Taehyung, Yaoi
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Palavras 2.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - A luz misteriosa


Horas depois do banquete comemorativo do time vencedor o tédio se fez presente, então decidi ir ao jardim ler um pouco.

Passei um tempo folheando as páginas desinteressantes do caderno do Sr. Jeon e não encontrei nada que pudesse me dar um fio de esperança de obter alguma pista sequer. Literalmente nada. Por que o Sr. Jeon tem um caderno que tem como resumo apenas TODAS as histórias e origens de monstros já existentes. É tão inútil que nem mesmo o próprio dono do caderno se importou em procurá-lo.

Sou despertado da minha leitura ao escutar sons altos vindo do outro lado do jardim.

— Jimin, seu sem graça. Nós iríamos lhe dar um susto! — Krixi reclamou se aproximando e sentando ao meu lado junto com Yoongi e Taehyung.

— Pois é, você foram super silenciosos para isso. — Irozinei sorrindo e fechei o caderno.

— O que estava lendo? — Tae perguntou.

— Aquele caderno do Sr. Jeon. Se chama "gerações" porque só tem um monte de histórias sobre monstros que não importam realmente, mas mesmo assim estou lendo.

Observamos o céu estrelado da noite. Yoongi estava certo dos lobos estarem uivando esta noite, direcionamos nossos olhares para as rochas ao longe, que ascendiam impotentes até a luz do luar, onde uma imensa lua em sua fase mais cheia aguardava os lobos, que uivavam em cima da rocha mais alta, com seus focinhos voltados para o céu, agradecendo a dádiva com uivos protuberantes.

— Sabe, galera. Até que aqui não é tão ruim. — Krixi quebrou o silêncio — Fala sério, eu fiz amigas novas!

— E agora eu sou atacante de um time de futebol! — Taehyung exclamou com um sorriso gratificante nos lábios.

— Sem contar que aqui tem vários garotos lindos. — Yoongi suspirou um tanto quanto reflexivo, pensando em um certo alguém. E eu pudia jurar que vi pelo canto do olho, Tae revirar os olhos.

Sorri automaticamente ao que a primeira coisa, ou melhor: pessoa — Jeon Jungkook — me vem a mente. É, aqui não é tão ruim assim.

— Pessoal... — Yoongi chama nossa atenção, olhando algo mais a frente — Vejam isso.

Viramos nossas cabeças ao mesmo tempo para o breu que era a floresta, agora meio iluminado por um pequeno e estranho ponto de luz dourado.

Como a parte inferior dos segmentos abdominais, responsáveis pelas emissões luminosas de um vagalume, mas sem o corpo do besouro luminoso. Era somente aquela luz emitida sustentando-se no ar.

Mas a tal misteriosa luz também se movia. Repentinamente ela começou a seguir uma direção por entre a floresta à dentro.

Bastou apenas uma troca de olhares para dar a entender que tínhamos que seguir aquele ponto de luz.

Saimos correndo da academia atrás da luz misteriosa. Adentrando a floresta, seguindo caminhos desconhecidos e atentos para não que não perdessemos a luz de vista.

— Corre Jimin! — Yoongi gritava a plenos pulmões ao mesmo tempo que achava graça da situação que era quatro adolescentes correndo pela floresta atrás de uma singela e suspeita luz, assim como eu e corria na minha frente tentando alcançar Krixi e Taehyung que consequentemente eram mais rápidos por conta dos poderes individuais de ambos.

A luz se movia incessantemente, quase como se estivesse realizando um turismo pela floresta, para lá e para cá a acompanhavamos com insistência. Iluminando troncos e galhos de árvores, morcegos e corujas adormecidos; por onde a claridade percorria.

Paramos de correr quando a luz parou, na verdade ela simplesmente desapareceu sem que pudéssemos perceber como.

Apoio minhas mãos no joelho, no meu limite e completamente sem fôlego, lembrando o porquê de que estávamos correndo feito loucos até que ergo a cabeça para ver onde aquela luminosidade havia nos levado.

Não que fosse um lugar muito bonito, era na medida do possível, belos panos bordados descansavam em cima da mesa de madeira velha, várias cortinas bege cobriam as janelas espelhadas do ambiente e uma escada feita de troncos de árvores cortava o cômodo, separando a cozinha de uma pequena sala repleta de poltronas e almofadas estampadas, as luzes eram fracas, o que me deixou com um receio de que esse lugar não fosse muito seguro.

Contudo, não era aquilo que mais impressionava a mim e os heróis, e sim o fato de espanadores correrem soltos pelas paredes e móveis da casa, enquanto algo invisível botava a lenha no fogão que acendia chá, passou pela minha cabeça perguntar se aquelas coisas não eram fantasmas

— Oh, vocês chegaram! — Uma mulher aparentando ter mais de setenta anos de idade, andando lentamente e curvada disse aparecendo de atrás da gente. Usava um chapéu roxo e pontudo, seguido por uma capa e um vestido também roxo que rastejava no chão pelo comprimento do tecido. Ela fez um floreio para sentarmos nas poltronas atrás da cozinha.

Troco olhares discretos com meus amigos que indubitavelmente estão se pergutando o mesmo que eu ao julgar por suas expressões de espanto.

— Eu fiz chá! Querem um pouco? — Perguntou tentando passar neutralidade no olhar.

Tae também estava notavelmente surpreso com os seres invisíveis que faziam as tarefas domésticas, inclusive o chá.

— Desculpe, mas como assim "vocês chegaram"? — Krixi perguntou em uma dificultava quase nítida para manter a postura diante da loucura que acabamos de nos encontrar.

Que essa senhorinha era uma bruxa, isto é fato. O porquê daquela luz nos trazer até aqui e logo após a mesma dizer algo como se estivesse nos esperando de maneira planejada, é perturbadoramente curioso.

— Eu aceito um pouquinho. — Respondeu Yoongi dando seu sincero sorriso de simpatia.

Então a chaleira quente saiu voando imediatamente até Yoongi, servindo-lhe cuidadosamente o fumegante chá. A bruxa deu um sorriso largo, sentando-se desajeitadamente numa poltrona azulada.

— Eu os guiei até aqui porque já estava na hora de saberem toda a história.

Perfeito! Sei que não devemos confiar em estranhos e muito entrarmos na casa deles, ainda mais se for de uma bruxa ao ir pela linha de raciocínio do conto de fadas João e Maria, mas se for qualquer informação que possa nos ajudar referente as peças, então é super bem-vinda.

Assim como eu, Yoongi, Tae e Krixi arrumam suas posturas como uma forma de linguagem corporal para dizer "sou todos ouvidos".

— Mil desculpas, não me apresentei ainda! Mas sei quem vocês são. Sou Opala, uma bruxa da sétima geração.

Franzi o cenho para o "sétima geração". Me perguntando se seres sobrenaturais possuiam alguma espécie de classificação agora.

— Eu acho. Nunca sei, é uma longa história. — A bruxa notou nossos olhares se tornarem ainda mais confusos e completou — Todos nós sabemos da existência das criaturas que nos rondam, sejam elas através de folclores, mitologias ou lendas. Mas o que não sabemos é qual deles vieram primeiro... O lobisomem? O vampiro?

Tanto eu quanto Tae, Yoongi ou a Krixi estavam notoriamente intrigados com o rumo daquela questão. Mesmo que não fosse diretamente em relação às peças do triângulo, poderia a ver algo nas entrelinhas.

Afinal a esperança é a última que morre.

— O vampiro é o mais antigo e vem desde o tempo dos egípcios. — Responde Taehyung, deu de ombros não levando tão em conta a questão — Há quem diga que o primeiro vampiro foi Caim. Quanto à Licantropia, a doença do lobisomem, esta já vem desde a Idade Média e teve sua origem nos países nórdicos.

— Talvez, mas e a segunda, terceira, quarta geração? Não sabemos e é este o ponto.

Um labrador surge entre a gente no estreito cômodo, fazendo com que sua presença comece a incomodar Yoongi uma vez que os dois se encaram e logo o neko começa a miar maçantemente. O local é rapidamente tomado por miados e latidos.

O que este felino faz aqui? Quem são eles, Dona Opala?

Arregalo os olhos para o cachorro falante. Um cachorro falante! Nunca conheci sequer um animal que pudesse falar. É instigante, deve fazer parte de um dos feitiços da bruxa.

Yoongi se enfurece com o canino e antes que tivesse chance de fazer qualquer ato impensado, Taehyung o puxou para sentar ao seu lado numa tentativa de acalma-lo.

— Esse é o meu cachorro, Slimz. — Apresentou tranquilamente a bruxa — Slimz, esses são os escolhidos.

Foi por muita sorte que Krixi fez outra pergunta antes mesmo de Yoongi retrucar o canino. A garota balançou uma das mãos para chamar a atenção da bruxa:

— Escolhidos? E quem é que está espanando a casa?

— É exatamente aí que eu queria chegar. Vocês, super-heróis são os escolhidos da última geração. — Opala disse baixinho com uma careta, como se não quisesse acordar alguém que estivesse dormindo nos andares de cima — E respondendo a sua última pergunta: é um feitiço muito complicado e quando funciona eu não preciso fazer tarefas domésticas e tenho mais tempo para ler!

Yoongi fez uma careta.

— Eu com certeza prefiro ficar com a parte doméstica — Retrucou baixinho, ele não gostava nada de ler, em sua opinião achava muito monótono.

Para disfarçar a atitude ignorante do azulado, abafei o murmúrio com uma outra pergunta, falando um pouco mais alto para que Opala não ficasse chateada.

— Você sabe onde estão as peças do triângulo da ressurreição?

A bruxa repuxou os lábios, olhando para baixo — Sinceramente não, mas o que tenho a lhes dizer talvez possa ajudar. — Se apressou em dizer como se prevesse nossos reflexos antes mesmo de pensarmos em sair dali.

A medida que Opala começará a esclarecer coisas que nunca nos foram contadas enquanto os empregados domésticos invisíveis distraiam a gente com deliciosas tortas e geleias feitas em casa.

— São chamados de demis, para cada criatura lendária, mítica ou mitológica tem uma geração. — Opala ficou nos olhando em silêncio por alguns curtos segundos — E vocês são a última. Fisicamente cem porcento humanos, mas que possuem poderes psíquicos. Não que isso fosse realmente possível, além do fato de ser mais fácil para vocês conviveram em sociedade como qualquer outro ser humano comum. Sem problemas tendo comportamentos estranhos quando avista carne ou sangue humano, transformações na lua cheia, feitiçaria, presas e caudas. Menos esse seu amigo, ele é de uma geração mais antiga — Ela apontou com a cabeça para Yoongi que se remexeu desconfortável em seu assento.

— Tudo bem, mas nem mesmo você sabe a ordem cronológica dessas tais "gerações". — Krixi se colocou de pé, revirando os olhos com pouca paciência — Temos que voltar para a academia se não quisermos ser expulsos de vez.

— A questão aqui é a geração de vocês. Por qual motivo mais acham que Alucard está num esconderijo aos arredores da cidade, preso numa miserável pedra que ele é?

— Destruição do mundo? — Tae respondeu com outra pergunta em obviedade. — É isso que a maioria dos vilões anseiam.

Opala balançou a cabeça negativamente — Alucard pode ser destemido por tudo e todos, mas a algo que ele muito quer e não está disposto a perder.

— Mas o que ele pode querer da nossa geração? Se somos realmente essa geração mais fraca por simplesmente sermos humanos da cabeça aos pés o que Alucard quer com a gente?! — Meu questionamento fez todos, menos Opala que sorria estranhamente, se entreolharem como se peças de quebra-cabeça tivessem sido juntadas no maior nexo e cru existêncial.

Diga a eles, Opala. — Slimz, o cachorro falante que até segundos atrás lambia os próprio pelos amarelados, mandou.

— O herdeiro. Um de vocês está destinado a ser o herdeiro da imortalidade. Imortalidade essa que um dia já pertenceu a Alucard, não haveria o triângulo da ressurreição se ele tivesse a perdido não é mesmo? Se ela já não tivesse sido passada ao herdeiro. Mesmo que não esteja totalmente restaurada... — A bruxa deu um generoso gole em sua xícara de chá.

Sinto minha cabeça latejar, não literalmente, pelo excesso confuso de informação que nem sei se devo acreditar vindo de uma velha bruxa, doida e sedentária que conhecemos a alguns minutos e pode muito bem nos colocar em seu caldeirão e assim sermos sua próxima refeição.

— Por acaso esse herdeiro é a quinta peça do triângulo? — Krixi perguntou ao que Opala engoliu em seco e olhou para a janela, observou a vasta floresta nebulosa.

— Eles estão vindo... — Opala se levantou súbitamente, fazendo a encararmos curiosos. Slimz, o cachorro corre para debaixo da mesa e a bruxa estala os dedos proporcionando o efeito mágico de todos os espanadores e afazeres domésticos serem desfeitos de suas ações.

— Eles quem? — Yoongi perguntou chateado quando a geleia em sua mão desapareceu como fumaça.

— Os encapuzados. Vocês tem que ir embora! — Empurrou nossas costas, apressadamente até a saída de uma porta dos fundos.

Corriamos desesperadamente pela floresta, olhando para trás a cada segundo para tentar ver se alguém estava atrás de nós. Podendo escutar o uivo dos lobos e nossa respiração alta com o esforço da corrida, pelo medo de sermos pegos. 



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