1. Spirit Fanfics >
  2. Investigação policial - Duskwood >
  3. Cadáver

História Investigação policial - Duskwood - Capítulo 10


Escrita por: CadelinhasDoJake

Capítulo 10 - Cadáver


Fanfic / Fanfiction Investigação policial - Duskwood - Capítulo 10 - Cadáver

Pov Cris: 


Quando ele me mostrou tudo aquilo senti algo estranho que eu não sabia ao certo o que era, talvez tenha sido um misto de sentimentos, infelizmente estava mesmo embasado, pra piorar ele estava no canto, não sei se foi coincidência ou se foi calculado mas acho mais provável que seja a segunda opção.


– Aposto que era ele na floresta.


– Provavelmente..


Desviei o olhar pro Lucky que tinha acabado de entrar no quarto estava no cantinho dele agora, deve estar cheio e depois que correu bastante parou num canto só.


– Ah e sobre o que você encontrou ontem na nuvem da Hannah, não acho que vá ser de muita utilidade.


Olhei pra ele erguendo uma das sobrancelhas e cruzando os braços nem acreditando no que eu estava ouvindo, é isso mesmo?


– Então imagino que você achou algo mais útil.


– Espertinha.. mas continue assim, as coisa podem ser mais relevantes do que parecem só olhar detalhadamente.


– Certo.


Eu pretendia proporcionar uma conversa um pouco distante dessa situação, pelo menos eu acho que posso arrancar alguma coisa dele assim. Mas na hora o celular que ainda estava no meu bolso tocou e eu não tive escolha senão ver quem era.


{Jessy}: Então 🤭

{Jessy}: Droga esqueci o que ia perguntar 😤


E eu esqueci que tivemos essa conversa, então estamos quites porque eu também esqueci o que eu iria perguntar apesar de não ser um interrogatório já que é oficialmente feito na delegacia e.. pelo delegado....


{Cris}: Você vai se lembrar.

{Jessy}: Você tem razão 

{Jessy}: Eu aviso 🙂

{Cris}: Você é suspeitosamente alegre.


Só notei o que escrevi depois que enviei, tenho que lembrar de não digitar tudo que vier a cabeça, as vezes pode ser a frase errada.


{Jessy}: Bom

{Jessy}: A Hannah desapareceu já faz cinco dias.

{Jessy}: Não me interprete a mal, claro que estou preocupada!


Ouvi o Anônimo soltar um bufo que eu encarei como um protesto, ok, ela realmente parece estar normal quanto a tudo mas estou encarando tudo de forma neutra por enquanto. 


{Jessy}: Mas eu não posso fazer nada

{Jessy}: Estou cansada dos outros, eles sempre sentem a necessidade de se intrometer.

{Jessy}: É pra isso que serve a polícia (você no caso)


Eu concordaria, ela não está 100% errada, tenho que admitir isso, sim é pra isso que serve a polícia e qualquer interferência pode atrapalhar as investigações mas não acho que o Alan esteja fazendo algo quanto a isso apesar de ter todos os recursos necessários.


{Jessy}: Mas eles agem como se pudessem fazer melhor, se continuarem assim eu temo que possam colocar um inocente na cadeia.

{Jessy}: E eu que sou a errada por dizer isso em voz alta?

{Cris}: Sinto muito, não quis te ofender.

{Jessy}: Você não quis...

{Cris}: Entendo seu ponto de vista, você não está errada Jessy.

{Jessy}: Obrigada.

{Jessy}: Eu só queria esclarecer uma coisa.

{Jessy}: Eu não sou o tipo de mulher que vive abatida

{Jessy}: Achei que os outros estavam correndo atrás de você o suficiente.

{Cris}: Na verdade, não estão.

{Jessy}: Ainda não, mas acredite, vão começar a pegar no seu pé 😕

{Jessy}: Só queria te perguntar mais uma coisa.

{Jessy}: Você me acha suspeita?


Acho que ela saiu antes da minha resposta quanto a pergunta do Dan, que também se aplica aqui, mas eu não vou repetir isso e também não vou responder a isso, até agora ninguém é confiável... Bem o hacker do meu lado não conta. Ou conta?


{Cris}: Por que está preocupada com isso?

{Jessy}: Não sei 

{Jessy}: É a vida

{Jessy}: Preciso trabalhar agora, podemos nos falar depois?

{Cris}: Por mim tudo bem

{Jessy}: Ótimo, fico no aguardo 😊


– Então? O que acha?


Deixei o telefone de lado e parei pra analisar essa conversa da que ela teve com o Dan.


– Ela pareceu sincera e por enquanto não vi nada de errado nessa conversa.


Dei uma ênfase no "nessa" pra deixar claro que foi especificamente na que ocorreu agora, quando foi com o Dan realmente foi esquisita.


– Sei..


– De qualquer forma a pessoa por trás disso vai acabar se acusando cedo ou tarde.


Por isso é bom prestar atenção nos detalhes e... Estranho, de repente pensei no Jonathan e que não estou contando as coisas a ele, pelo contrário, estou escondendo dele, sinto que a culpa já está chegando na minha consciência.


– Bem, eu já deveria ter ido, boa sorte pra você.


– Espere, quero conversar com você mais um pouco.


O puxei de volta pela manga do casaco, a Jessy pode ter interrompido por um momento mas eu agradeço pela minha sorte dele não ter ido durante minha distração.

Como se eu fosse deixar você escapar fácil assim sem ao menos tentar uma abordagem passiva.


– Sobre?


– Fale de você.


Curta e direta, essa sou eu. Ele pode recuar se quiser, mas não vou desistir, aliás não adianta adiar algo que vai acontecer mais cedo ou mais tarde, vou descobrir algo sobre ele ou não me chamo Cris.


– Até parece.


– O quê? Está com medo?


– Não tenho medo de você.


– Não é o que está parecendo.


Dei de ombros e olhei pro lado como se estivesse o desafiando a provar o contrário, ninguém resiste a um desafio e eu estou o desafiando a me encarar e falar no mínimo uma coisa.


– De um jeito ou de outro, você sabe que não vou falar nada sobre mim, certo?


– Faça uma exceção.


Descansei o cotovelo no joelho e apoiei o rosto na mão, o indivíduo ficou me encarando até ele finalmente decidir dizer alguma coisa.


– ... Uma pergunta..


– Apenas isso?


Uma só? Bem, melhor do que nada, mas tenho que escolher bem a pergunta, ele vai ter que...


– Sim, e como acabou de usá-la não vou responder mais nada.


Por um momento fiquei sem palavras quando notei o que ele havia feito, eu fui tapeada em várias línguas diferentes, eu deveria saber...


– ... Você é um trapaceiro!


– Você fez uma pergunta e eu respondi, isso é trapaça?


– Não estava valendo e você sabe disso.


– Já era, Cenourinha.


– . . .


Esse cara é uma raposa astuta e enganadora, não gosto disso, nem um pouco. E corta essa de Cenourinha, não somos tão íntimos assim...


– Não sou bobo, sei que perguntaria meu nome ou algo parecido.


– Eu vou descobrir seu nome você querendo ou não.


Cruzei os braços inconformada.


– Sonhar não custa nada, não serei tão descuidado.


– ... Sua vez de perguntar.


Não é só porque ele está roubando que eu vou fazer o mesmo... Bem tem outro motivo, puxar assunto é uma das táticas, a primeira falhou, vamos pra segunda.


– Não entendo.. você que queria conversar.


– Não queria entender.


– Ok... O dia está lindo lá fora não é?


– Realmente.


– Tá, eu admito, não é o melhor tópico.


... Vou dar um bônus, não sou cruel a esse ponto, não como ele claro, maldita sensibilidade. Tá na cara que ele não é bom de assunto, uma coisa que eu descobri sobre ele, um passo a menos, cada detalhe conta.


– Devemos isso a você.


– Digamos que não sou bom puxando assunto.


– Nota-se.


– Hm.. vamos ver. Se você pudesse escolher o que levar com você antes de parar numa ilha deserta, o que levaria?


– Na ilha tem como carregar meu celular?


Falei sem pensar na verdade, mas pelo visto arrancou uma boa risada dele...

Bati em meu rosto de forma imaginaria me culpando por ter ficado hipnotizada com isso... Mas qual é, porque minha mente não colabora e fica quieta? Sorrisinho fofo, até parece...


– Faça o que quiser, a ilha é sua.


– Então levaria meu celular e meu cachorro.


Eu não me separaria dele, e aliás eu ficaria maluca sem uma companhia, especialmente a do Lucky, desde que eu o ganhei somos inseparáveis.


– Eu não disse que podia escolher mais que uma coisa.


– Também não disse que só podia uma.


– Pff, touché.


Já é a segunda vez que ele ultiliza essa palavra, hmm... Gosta do francês então?


– Bom, tivemos uma conversa, feliz agora?


Não respondi de imediato, muito pelo contrário, demorei pra responder, por dentro não estava satisfeita mas eu tinha que me contentar por hora, por outro lado não sei porque estou tão curiosa sobre ele, talvez porque o Anônimo me intriga.


– É, estou.


– Então se me der licença, estou indo.


Decidi acompanhar ele então me levantei, não sou mal educada e apesar das circunstâncias, ele é "visita". Mas pra minha surpresa ele ainda parou perto da porta do quarto.


– Sabe, vou te dar um bônus. Aquela não estava valendo.


Oi? Pera aí, oi?! Será que ele não é tão ruim quanto deixava a aparentar?


– Ju.. esquece.


Não vou cair na pegadinha dele duas vezes, eu seria muito idiota se isso acontecesse, se novo.


– Não vale perguntar meu nome.


Ok, nada de perguntar o nome, talvez eu pergunte porque ele se esconde tanto e não revela seu nome.


– Qual sua relação com a Hannah?


Maravilha, esse foi um dos momentos que pensamos em uma coisa e dizemos outra, mas essa é válida, até porque não tem motivos pra ele querer procurar tanto quanto os outros ao ponto de me dar acesso a nuvem dela tem? Se tem eu quero saber.


– ... Bom.


Do jeito que ele coçou a nuca pareceu até constrangido, então uma coisa me passou rapidamente pela cabeça mas pra variar não prendi a língua.


– É algum amante?


Pergunto na cara dura e ele pareceu surpreso, eu diria que até assustado com uma ideia dessas.


– Que? Não!


– Então?


– Já nos falamos por mensagem faz um tempo, eu diria que somos apenas velhos amigos.


Um velho amigo então? Porque não sinto verdade nas palavras dele? Ah, talvez porque eu verifiquei a rodinha de amigos e ele não estava nela?


[ . . . ]


Mais tarde eu fiquei adicionando anotações perto da foto da Jessy, coisas que eu observei durante nossa conversa hoje cedo: animada demais, não se deixa abater, acha os outros se meterem algo ridículo e se preocupa se é suspeita ou não.

Mordi a caneta que já está cansada de tanto ser mordida e adicionei só umas coisas num papel e pendurei perto da foto da loira desconfiada: Não confia em mim, "ameaçadora" e sem neurônios. Esse último adicionei por raiva mesmo. Já perto da foto da Cleo eu coloquei uma única coisa: "gosta de fazer bolo". O resto eu tinha colocado ontem, Thomas: Namorado da vítima, contatou a polícia 48 horas depois do desaparecimento e é aparentemente inofensivo. Dan: Grosseiro, desconfia do Thomas. Essas duas coisas o definem, especialmente o "grosseiro". A única pessoa que falta em meio a essa anotações é o Sr. Mecânico mais conhecido como Richy, até agora não tivemos uma conversa, ele literalmente não dirigiu uma palavra a mim.

De repente ouvi a campainha e achei estranho já que não esperava nenhuma visita, ainda por cima a noite. Pra melhorar meu celular tocou e só atendi porque era meu pai e eu não o deixaria esperando.


– Boa noite, pai.


Boa noite raio de sol.


– Como o senhor está? E a fazenda?


Pergunto me dirigindo a escada, não seria nenhum exagero dizer que desci com cautela, ao contrário do Lucky que parecia um tornado atravessando a sala, quase me derrubou mas consegui me equilibrar segurando no corrimão da escada.


Estou bem, por aqui normal como sempre.


– Que bom que está tudo bem.


E como vai o Lucky?


– Ele está bem e muito elétrico hoje também, não vai perguntar como estou?


Você vai dizer que está tudo bem e que tudo está tranquilo.


– É...


Quando cheguei na porta olhei pelo olho mágico vendo quem estava atrás dela ..


– Então está tudo na mesma, não tem nada pra me contar?


Jonathan?


Murmurei mais pra mim mesmo enquanto abri a porta um pouco surpresa, quando notei a pergunta que meu pai fez acabei respondendo.


– Bem, eu estou tentando encontrar-


Jonathan? Tem alguém aí com você?


– Eh... Oi ruivinha.


Ruivinha?


– Um segundinho Jonny.


Me virei com as duas mãos segurando o celular, não acredito que meu pai consegui ouvir isso.


– Pai, eu tenho que desligar agora.. preciso trabalhar.


– Hmmm


– Olha, eu estou em um caso de sequestro agora, posso falar com o senhor depois?


Não é mentira, mas que eu não esperava o Jonathan aparecer na minha porta eu realmente não esperava. Por fim meu pai soltou um suspiro e pareceu se render.


Tudo bem, só tome cuidado, tem muito maluco por aí.


– Certo, te falo sobre depois, beijos pai.


Beijos pequena.


Tínhamos desligado então voltei a me virar pro Jonathan que esperava encostado no batente da porta pacientemente.


– Oi Jonny, o que faz aqui?


– Eu só fiquei um pouco preocupado, você não foi pro trabalho hoje.


– Eu acabei perdendo o horário.


Falando em trabalho uma luzinha acendeu em minha cabeça e lembrei de que queria mostrar a ele o que consegui.


– Entendo, eu queria-


– Mas que bom que está aqui, vem comigo.


Sem deixar espaço para respostas eu o puxei pra dentro e fechei a porta, lógico que não sou trouxa em deixar destrancada. Então o arrastei pro quarto com o Lucky pulando em nossas pernas. Estou estranhando essa animação dele, parece que comeu açúcar ou sei lá.


– Me mostrar o que aliás?


– Isso aqui.


Apontei pro quadro, sim estou um pouco empolgada, mas duas cabeças trabalham melhor do que uma, é o que eu sempre digo, então ele pode dizer mais coisas sobre eles já que está aqui a muito mais tempo e provavelmente conhece todo mundo, já ouvi que temos que conhecer bem e juntar bastante informações antes de interrogar alguém. Fica mais fácil.



– Já consegui juntar observações minhas mas precisa de mais coisa.


– Wow.. você não está brincando.


– Eu não brinco em serviço.


– Dá pra ver... Mas Cris eu vim te falar outra coisa também, acho que você precisa saber, pode estar conectado com a investigação.


 Parei por um momento e olhei pra ele esperando pra que ele continuasse sem mais delongas.


– Nós-


O toque do meu celular tocou na cama e eu não atenderia mas vi que era uma certa Jessy então fiz sinal pro Jonny esperar por um momento, como era uma ligação deixei no viva voz pra que ele também ouvisse.


Oi, que bom que atendeu, espero não estar incomodando agora.


– Não tudo bem, aconteceu alguma coisa?


Não, quer dizer mais ou menos, eu acabei de sair da oficina e acabei ouvindo uma coisa por aí que não sei se é mesmo verdade.


Elevei uma sobrancelha um pouco confusa sem saber ao certo o que ela queria dizer, mas eu nunca saberei se não ouvir, certo?


– E o que seria?


Não que eu queira me intrometer, mas ouvi dizerem que essa noite encontraram um cadáver na floresta. E parece ser uma mulher, isso é verdade?


Olhei pro Jonathan na hora um tanto.. pasma. Ele apenas fez sinais com as mãos para que eu não falasse nada, mas eu não podia falar do que eu não sabia, então apenas o encarei de forma séria, com isso o vi coçar a nuca e no fim confirmar com a cabeça.. oh céus.. tem um corpo na história.


– Sim, é verdade.


Você .. o viu? Sabe dizer se era a Hannah?


– Eu não o vi ainda, não posso afirmar isso. Sinto muito.


Nem pode.. - tosse


Isso é.. estranho. Pedi explicação com o olhar e ele apenas apontou pro celular, logo entendi que era pra encerrar a chamada antes.


– Mas falo assim que tiver alguma novidade sobre.


Eu estou com medo Cris, com medo de que seja ela.


– Não pense assim, fique tranquila.


Eu deveria contar ao outros?


– Vamos deixar isso pra amanhã por enquanto, Jessy.


Tem razão, tem razão... Cris.


– Sim?


Nada, desculpe te incomodar.


– Sem problemas.


Até mais.


Respondi um até e desligo cruzando os braços olhando pro Jonathan de forma questionadora.


– Abre o bico.


– Eu ia falar isso, não sei como ela conseguiu essa informação, mas duas horas atrás encontramos um corpo na floresta, bom, pelo menos a metade dele.


– Metade?


– Sim, ou melhor menos que isso, foi brutal.


Por um milésimo segundo minha mente deu uma travada, menos da metade de um corpo....


– Fica impossível de indentificar, não tem como usar digitais ou ver o rosto, o assassino literalmente deixou o troco pra nós com uma mensagem.


– Que? Só o tronco?


Me sentei na cadeira próxima e olhei pro chão, só de imaginar um pedaço de corpo com uma mensagem gravada me dá uma...


– Pelo que a perícia diz foi feito por uma navalha, dizia "pegue-me se puder". O estranho é que tinha uma espécie de corvo logo abaixo.


– Eu quero ver isso.


– Acredite, você não vai querer ver, chega a ser macabro...


Eu só consegui pensar na frase que ele escreveu, ele com certeza esperava que alguém o encontrasse, ou melhor, ele queria que o encontrassem... 

"Pegue-me se puder", não é? Prepare-se e não adianta chorar quando seu desejo for realizado seu desgraçado.


– Ah... Cris.


– O que?


– Estava dentro de uma mala, e ela era bem chamativa e não estava tão escondida.


Isso prova que acabamos entrando num jogo doentio, eu preciso ver isso, eu preciso saber com detalhes e juntar cada pista, cada peça até encontrar a resposta.



Notas Finais


Ihhhhhhhhhhhhh
Esse homem sem rosto virou o homem da serra elétrica pra cortar os outros assim 😶😶😶


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...