História Investigation N9 - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Adaptação, Bangtan Boys (BTS), Fanfic, Jikook, Terror
Visualizações 6
Palavras 1.426
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Quattuor


INVESTIGAÇÃO

Kim segurava um microfone hipersensível conectado ao seu fone de ouvido. Sentado dentro da banheira da suíte do casal, o garoto ficou por volta de dez minutos chamando pelo espírito.

– Se você está aqui, faça a água cair. – Taehyung disse e posicionou o microfone no chão da banheira entre suas pernas, assim sua respiração ofegante pararia de importunar a captação de outros ruídos.

Silêncio absoluto.

Ele levantou-se, foi para o quarto do casal e ficou agachado em frente ao grande espelho do armário. Era possível ver apenas sua silhueta com a pouca luz que havia no quarto.

– Você se ressente do Jimin?

O piso de madeira estalou no recinto e o corpo de Taehyung vacilou fazendo com que ele quase caísse. Não tinha porquê se alarmar, é normal que os materiais dilatem e contraiam, era apenas isto. O garoto esperou mais um pouco antes de apoiar-se na cama atrás de si para conseguir ficar em pé e mudar seu posicionamento. Andava de um lado para o outro com uma mão no bolso numa tentativa falha de esquentá-la. Seus passos eram lentos e sem destino. Ele procurava por um ponto fraco do quarto. “E a cama?” foi o que pensou.

Sentou-se com as pernas cruzadas no meio dela e largou o microfone à sua frente.

– Vamos... Fale comigo.

Silêncio absoluto novamente.

Taehyung mantinha-se persistente, mas perguntava-se o porquê de não ter tido nenhuma interação até ali. Chegava a ser um tanto frustrante e irritante.

“Será que é real?”

Jogou o peso do corpo para trás e apoiou-se nas mãos. Inspirando profundamente, jogou a cabeça para trás e seus fios lisos deslizaram na testa.

 

HOTEL – 2h23 (37 minutos restantes para iniciar a sessão)

Jimin estava no quarto ao lado do quarto de seus pais. O loiro encarava o teto fixamente, deitado no meio da grande cama de casal e enrolado em lençóis de seda branca. Sua enfermeira por ora olhava para si, mas na maior parte do tempo continuava inerte lendo sua revista de emagrecimento.

– Com licença, senhora – disse Jimin ainda olhando fixamente para o teto – eu estou com sede. Poderia pegar uma água para mim?

A enfermeira já havia trabalhado com muitas pessoas e em muitas situações um tanto quanto cabulosas, nada que se comparasse com Park Jimin ou sua completa ausência de expressão. Ele não tinha proferido uma palavra sequer desde que chegaram ao hotel, e muito menos havia alterado de posição, mas aquele único pedido foi suficiente para despertar o desespero dentro da pobre coitada. Um gélido calafrio se alastrou pela sua espinha e ela engoliu em seco, sem saber porquê estava se sentindo assim, continuou imóvel olhando-o. Não falaram mais que o suficiente para ela sobre o caso, Jimin era apenas um jovem problemático que precisava de supervisão por tempo integral.

– E então? Vai me dar água ou terei que me levantar? – Jimin disse e virou sua cabeça lentamente para olhar a enfermeira que estava sentada numa cadeira no canto do quarto. Seu olhar era sádico e captava perfeitamente o terror que crescia na mulher.

– S-só um minut- antes que a enfermeira pudesse terminar a palavra, Jimin sentou-se abruptamente na cama. Num reflexo, a enfermeira deu um pulo na cadeira e o garoto gargalhou, claramente se divertindo com o medo alheio. Não era uma risada convidativa, era só para ele. Cansado, Jimin pôs sua mão na barriga, que já doía de tanto que riu, e deitou-se novamente como se nada tivesse acontecido.

Com as pernas trêmulas, ela levantou-se devagar tentando assegurar que o jovem não faria alguma brincadeira novamente. Foi para o outro canto do quarto mal iluminado, onde estava o frigobar, e pegou uma garrafa de dentro dele. Ora olhava para frente ora para trás para ver se algo mudava com Jimin, mas o único movimento perceptível era o peito do garoto subindo e descendo suavemente.

– Eu quero num copo – Jimin disse num tom neutro e mais grave que o usual.

Sem dizer nada, a enfermeira se virou para a bancada para pegar um copo, ainda de costas para ele. Ainda desconfiada. Ainda desesperada.

Esticou sua mão em direção ao copo da frente e este desviou de si, confusa com o que acabara de acontecer, ela tentou de novo. Mais uma vez ele desviou de si, fazendo um barulho irritante da fricção do vidro com o mármore. Na sua última tentativa, já achando que estava alucinando por conta do cansaço, a senhora agarrou o objeto com toda a força mas de nada adiantou, havia uma força operante muito mais forte presente naquele quarto. O copo foi arrancado violentamente de suas mãos e estilhaçou-se na parede atrás dela. Automaticamente virou-se, ficando face a face com Jimin. Estavam tão perto que a enfermeira sentia o ar quente da respiração do garoto, assim como ele sentia a respiração ofegante da senhora falhar.

Jimin sorriu satisfeito.

 

INVESTIGAÇÃO

Só havia um longo corredor inundado na escuridão, exceto por uma lâmpada que balançava de um lado para o outro no que parecia ser o final. De repente a enfermeira, que outrora cuidava de Jimin, foi empurrada para o feixe de luz.

– Taehyung! – ela gritava em desespero chamando pelo investigador – Taehyung, por favor, me salve.

O investigador corria em sua direção, porém nada diminuía o espaço entre eles. Os gritos aumetavam, assim como a sede do rapaz em salvá-la. Ela parecia estar sentindo dor em seus joelhos que sangravam, sendo forçada a jogar-se no chão.

– Seu inútil, não é capaz de mover suas pernas até mim? Eu vou morrer e a culpa será somente sua. – a enfermeira esbravejava forçadamente tentando conter sua risada. – Mais uma morte para sua conta.

– O quê...? – Taehyung congelou – Não diga isso, não foi minha culpa. Quem te falou?

– Não diga que já esqueceu de mim, meu pequeno investigador. Meu pequeno V. – Taehyung jamais esqueceria essa voz que deixou marcas profundas em sua alma. Não precisava de muito para que o jovem estremecesse diante deste que jamais fora humano.

– Hoseok? – Taehyung disse num sussurro, temendo ser ouvido.

– Se chamar-me por este nome conforta-lhe o pensamento, então que assim seja. – Jung Hoseok respondeu num tom suave no ouvido de Taehyung e ecoou por todo seu corpo – Como está sentindo-se hoje, meu pequeno V? Eu estou sentido-me formidável. – os dedos gélidos rodearam o pescoço de Taehyung que arrepiou-se em agonia.

– Deixe a enfermeira ir. – O investigador dizia em tom de súplica.

– Hm, deixe-me pensar... Não. – A senhora foi arrastada para a escuridão sem ao menos ter chance de gritar. A presença profana riu fazendo vibrar até o vácuo em que estavam envolvidos.  – Até logo, Taehyung. – Hoseok disse e soltou-o.

Em nenhum momento o investigador teve o ímpeto de virar-se e sabia que havia sido uma boa decisão sabendo quem estava atrás de si. A luz no fim do corredor apagou-se e o ambiente parecia ter se estreitado, então Taehyung tateou seus bolsos procurando pelo celular para iluminar o local. Já estava marcando mais de três horas da manhã no relógio.

Assim que o local foi preenchido pela luz do flash, o garoto viu-se de joelhos no corredor que dava para o sótão e para o quarto do Jimin.

–  Como isso é possível? – ele disse passando as mãos desesperadamente pelo cabelo.

Ao fundo de seu devaneio, ela ouvia um zumbido que parava e voltava ritmadamente. Olhou o visor para ver se era uma ligação e de fato era.

–  Olá, sr. Park. Posso ajud-

–  Taehyung, m-me desculpe... Mas eu preciso que você venha até o hotel.

 

҉

 

HOTEL – (15 minutos antes)

Um ruído estrondoso, de algo se chocando contra o chão, foi ouvido na recepção do pequeno e aconchegante hotel. O senhor que fazia o turno da madrugada na recepção, assustou-se com tamanho barulho e o tilintar de cacos de vidro caindo no asfalto do estacionamento. Rapidamente tratou de ir até a entrada do estabelecimento que, aparentemente, não havia nada. Entretanto, escutou um baixo gemido vindo dos arbustos ao seu lado.

Lá estava a enfermeira de Jimin.

Não se sabe como e nem se era possível, mas a mulher caíra de joelhos nos galhos, fazendo com que dois deles penetrasse profundamente ambas as pernas. O recepcionista passou alguns segundos olhando embasbacado para a cena sem entender como a enfermeira não estava pondo seus pulmões para fora de tanto gritar, ela apenas olhava-o com a cabeça tombada para o lado e as mãos pendendo do lado do corpo.

–  119*, qual a sua emergência? –  a voz dizia tranquilamente do outro lado.

–  Ela... Ela caiu. –  O recepcionista mal conseguia pensar no que dizer para a voz que saía de seu celular. 


Notas Finais


*119 - número da emergência na Coreia do Sul

Eu tive um pequeno (ironia) bloqueio criativo e falta de motivação, então este capítulo me custou muito para ser escrito. Bom, eu espero que tenham gostado! Comentem o que estão achando e continuem me acompanhando para mais capítulos bizarrinhos.
Nos vemos em algumas horas, porque amanhã tem um capítulo extra yay
Boa noite <3


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