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História Invisible String - drarry - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Decidi voltar para vocês, após muito tempo, com a fanfic que estou mais empolgada para transformar em realidade!
espero que a amem tanto quanto eu a amo, e obrigada a todos que estão aqui para ler ela ❤

Capítulo 1 - I know you, i walked with you once upon a dream


‘’ - como poderia eu, esquecer-me de ti, querido? – foi tudo o que o garoto disse antes de lhe entregar um cordão cinza com um pingente redondo, onde havia uma pétala de flor roxa.

- prometes lembrar de mim a cada cor que vires no céu? – suspirou. – doeria em mim se nunca mais se lembrasse de nossos momentos juntos em frente a este lago.

Com um sorriso de lado e mirando seus olhos cinzas nas águas calmas do lago, o garoto disse:

- Nunca, nem mesmo se viesse a nascer novamente, me atreveria a esquecer-te, és tudo em que penso a cada segundo, sou seu até a eternidade. ‘’

Harry abriu os olhos levemente sentindo a claridade de sua janela chegar até seus olhos. O mesmo suspirou, gostaria de permanecer na cama e sonhar mais uma vez com os familiares olhos cinzentos de seu anjo, mas decidiu fazer algo muito melhor.

Levantou devagar e sentou-se esfregando seus olhos, era tão estranho que sentisse um aperto no coração quando acordava de um sonho tão vívido, nem demonstrava a familiaridade com a sensação, já que a sentia todos os dias de manhã ao acordar. Por isso a primeira coisa que fez após sair do banheiro foi recolher seus pinceis de cima da mesa e pegar a tela mais próxima de si para colocá-la em seu cavalete, buscando as tintas que remetiam as cores que se lembrava.

Ao sentar-se no banquinho em frente ao cavalete, tentou buscar na lembrança a maior quantidade possível de detalhes de seu sonho da noite anterior, o azul claríssimo do céu que fazia contraste com as cores suaves de azul escuro do lago onde estava, o sol alto e forte, no qual incomodava olhar no sonho agora lhe parecia acalentador, e é claro, seu anjo, com seus doces traços desenhados por deuses e seus lábios avermelhados.

Harry se distraia ao passar o pincel na tela lembrando-se das palavras doces e da sensação clara de sua mão tocando a do garoto, a qual, se esforçando, poderia sentir como realidade; tal qual o aperto em seu coração em pensar que só o veria novamente em seu sonho, mesmo assim sua mão criava vida quando pintava as cenas de seus sonhos.

E não havia uma manhã sequer que Harry não pintasse seus sonhos com seu anjo, não havia noite que não visse aqueles olhos tão familiares em seus sonhos, mesmo que nem sempre fossem iguais, ou que as vezes sonhasse com épocas, lugares e situações diferentes das que vivia, ele estava sempre lá, e também nas telas que recheavam o quarto de Harry.

Mas o que o distraiu daquele momento mágico foi o vibrar de seu telefone que estava em cima de sua mesinha de canto, Harry então voltou a sua realidade por alguns segundos e admirou sua pintura antes de virar-se para buscar seu telefone, suspirou, já sentia saudade e não haviam nem mesmo três que havia acordado de seu sonho.

Na tela estava a notificação da mensagem de Ron, seu velho amigo; Harry pegou o telefone e foi em direção a cozinha preparar seu café e regar suas pequenas plantinhas, enquanto abria a mensagem do amigo, a qual era clara.

‘’ Bom dia Harry! O que acha de Espaguete Hoje? As 12h com a Mione no lugar de sempre, se for, por favor, confirma que vai! Já vai ser a segunda vez que você diz que vai com a gente no Italian e não aparece, vê se não fura!’’

Ele riu baixinho, enquanto encostava o celular para servir o café já pronto. Ron e Hermione trabalhavam próximo ao restaurante favorito dos três, onde iam quase todos os dias para comer o prato favorito de Harry, espaguete, e depois iam a cafeteria favorita de Hermione, o Starbucks exatamente ao lado do restaurante, era sua rotina.

‘’ Não se preocupa, estarei lá’’

Harry suspirou novamente, e sorrindo voltou ao quarto para terminar sua pintura, a qual faltavam apenas alguns detalhes. Então o próprio sombreou os cantos do lago e a paisagem verde por trás, orgulhoso de suas lembranças, respirou fundo e agradeceu ao universo pelos sonhos que o faziam feliz durante todo o dia.

E era sempre da mesma forma, pensava em seu anjo ao tomar seu café, ao tomar seu banho e ao vestir-se para o trabalho, não conseguia respirar sem ao menos imaginar o garoto ao seu lado fazendo tudo o que ele fazia na manhã.

Mas o horário o obrigou a pensar seriamente, por isso pendurou o quadro daquela manhã na sala por considerar um dos mais lindos que já havia pintado em todos os seus 20 anos de idade, e antes de sair, acendeu uma pequena velinha a seu anjo da guarda, para guiasse seus pensamentos ao seu anjo, onde quer que ele estivesse.

 

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Harry trocou a musica, o clima chuvoso combinava com Warning Sign, de sua banda favorita, enquanto o mesmo olhava o céu e pensava nas cores que poderia pinta-lo, já que desta forma ignorava a monotonia de uma segunda feira em pleno outono.

O que lhe fizera pensar nas folhas e nas cores que ficavam espalhadas no chão nesta época do ano, enquanto caminhava até a galeria onde trabalhava; Harry pensava sobre tempo em que começara a conhecer as ruas de Londres que cercavam a galeria de seu pai adotivo, Amus Diggory.

Harry tinha apenas 14 anos quando o filho de Amus, Cedric, viera a falecer e o homem enlouqueceu. Em busca de um garoto da mesma idade para lhe ensinar tudo que não pudera ensinar a Cedric; Amus conheceu Harry em um orfanato, e decidiu por adota-lo devido o talento que Harry possuía para artes e pintura. Assim Amus induziu Harry a trabalhar junto dele em sua galeria, para que pudesse vir a introduzir as artes de Harry futuramente se o mesmo desejasse, mas Harry não podia ao menos pensar em outra pessoa vendo o rosto de seu amado anjo, só de imaginar, seu coração ardia e o ciúme tomava conta de sua mente.

Por isso Harry preferiu apenas trabalhar em sua galeria enquanto cursava sua faculdade de História da Arte, assim poderia seguir os passos do pai em sua galeria que possuía tanto renome.

Mas isso não impedia Harry de sonhar com suas futuras artes ou no que significava todos aqueles sonhos, enquanto observava a chuva diminuir conforme se aproximava da galeria, e as folhas iam sido deixadas para trás, deixou-se levar pelos pensamentos até que estava em frente a galeria, de onde teve de se apressar a entrar já que a chuva voltava a ganhar força.

Não percebeu que ao entrar, havia chamado a atenção de seu pai, que o recebeu com um abraço.

- Harry! Bom dia garotão, como está? Como passou a noite? – disse ao se afastar, enquanto Harry retirava sua mochila e a colocava em seu pequeno armário.

- Está tudo bem, na medida do possível – disse calmamente – segundas-feiras nem sempre são muito boas para bom humor não é, mas estou me esforçando.

- Tem razão. – O pai riu. – mas percebo que já despertou com os pinceis nas mãos não foi? – Ele apontou levemente para a palma da mão de Harry, onde havia um rabisco de tinta azul claro, em que pintara o céu de seu sonho.

Harry acenou levemente e deu um pequeno sorriso, o pai era seu principal inspirador, sempre motivando Harry com sua arte e pintura e sempre se mostrando orgulhoso quando o garoto praticava e pintava, qualquer que fosse o momento.

No momento em que Harry assentiu, Luna Lovegood e Neville Longbottom, seus companheiros de trabalho entraram juntos a sala de funcionários e acenaram para Harry, puxando-o para longe do pai enquanto diziam pequenas frases como ‘’logo entregamos ele’’ ou ‘’só um minutinho senhor Diggory’’

- Precisamos te contar essa – Luna começou empolgada – Neville chamou Hannah pra sair.

- Mentira, não brinca. – Harry arregalou levemente os olhos enquanto passava seu cartão na maquininha, não saiu sem antes se certificar de que o nome ‘’Harry Potter’’ sairia corretamente e no horário correto, para assim se distrair com a vermelhidão que as bochechas de Neville ficaram no momento. – Meu deus Neville, quase 8 meses para só conseguir convidar ela agora?

- Foi muito difícil! – Luna riu da fala do amigo. – Ela parecia se fazer muito de difícil, eu tive de seguir com calma.

- E finalmente teve coragem. – Luna quis encoraja-lo. – Por favor chame ela mais vezes, estava cansada de torcer por vocês em segredo.

- Hannah que se cuide. – Harry brincou. – As senhoras ricas vão ter de lutar com ela pelo coração do garanhão aqui. – os amigos riram, mas logo tiveram de se separar pela movimentação na galeria e pelas primeiras vendas.

Harry tentou se focar durante o dia, as senhoras e os senhores que vinham e iam lhe proporcionavam diversão e distração, principalmente ao explicar as artes a eles, mas nem mesmo o trabalho ou ver novos e frequentes rostos no dia o faziam parar de pensar em seu anjo, e em toda a sensação que lhe trazia durante o despertar, Harry já pensara diversas vezes em visitar alguma taróloga e perguntar o porque de tantas sensações e sentimentos atribuídos a apenas uma pessoa, ou a diversa cartela de sonhos com o mesmo homem.

Harry sempre soube que se identificava como um homem gay, mas não imaginava que seria tão completamente apaixonado por um homem como era por seu anjo, nem que teria todos os tipos de sonhos com este mesmo garoto, sonhos que iam de completamente apaixonados a eróticos em uma pequena parte, mas mesmo assim, mesmo apaixonada, Harry se sentia como um maníaco por não conseguir parar de pensar no garoto desconhecido até então.

Mesmo assim, tentava se distrair da forma que podia, e quando percebeu que já eram quase 12h, correu para avisar ao pai que sairia em seu período de almoço.

Então correu pelas duas quadras que separavam o restaurante Italian da galeria ao som de Kids, não foi tão complicado encontrar a cabeleira ruiva de Ron e ao seu lado, os cachos amarrados de Hermione.

- Olha só quem decidiu vir dessa vez... – Ron disse em um tom brincalhão, onde Harry lhe mostrou a língua como uma criança de seis anos.

- Já estava com o telefone na mão para te ligar Harry, pensei também que não viria. – Hermione disse, sempre muito doce.

- Eu nunca poderia pensar em desmarcar algo com você, Hermione. – Harry enfatizou o nome da amiga enquanto olhava Ron sentado ao lado dela. – Mas então, estive com muita saudade de vocês nessa última semana, por onde estiveram?

Neste momento o sorriso de Hermione foi as alturas e Ron olhou diretamente para ela, mas Harry não entendeu, porque quando a amiga levantou sua mão e lhe mostrou um pequeno e lindo anel de diamante em seu dedo, tudo que Harry pode pensar no momento era apenas: O que?

- VOCÊS ESTÃO NOIVOS? – Harry não conseguiu se segurar ao notar o que estava acontecendo. Hermione assentiu ainda sorridente. – Eu não acredito! Não acredito não é possível! Ron porque não me contou?

- Queria fazer segredo para todos, até para a minha mãe, queria que todos sentissem a emoção como Mione sentiu. – Ron abraçou a garota de lado e lhe deu um beijinho na testa, Harry sentiu que poderia morrer de amores.

- Ele pensou que poderia me enganar por muito tempo escondendo esse anel de mim dentro da nossa própria casa! – Hermione olhou Harry e Ron, e logo depois seu anel. – Mas ele me surpreendeu, foi a coisa mais romântica que alguém já me fez. – Mas enquanto a você Harry? Ainda tendo aqueles sonhos?

Foi como uma chavinha, Harry havia pensado pouco no sonho desde que saíra da galeria, mas ao citar ele, Hermione fez com que tudo voltasse como uma onda, Harry se viu no lago novamente, segurando o pingente redondo com a pétala de flor e as mãos quentes tocando as suas. Respirou fundo antes de falar.

- Ainda nas mesmas sensações Mione. – Parou um momento enquanto todos pediam e esperavam, para continuar. – Hoje tive outro sonho, estou começando a achar que estou enlouquecendo. – suspirou novamente.

- Enlouquecendo? Essa é a coisa mais magica, você tem sonhos com essa mesma pessoa desde que tinha oque? 10 anos? – disse Hermione, Harry assentiu. – Então Harry, talvez seja porque em algum momento essa pessoa apareça pra você.

- Acho difícil. – Harry disse, desanimado. – Ele é perfeito demais para existir, hoje em dia não existem homens assim. – Ron levantou a sobrancelha com o comentário e Hermione riu, acompanhada de Harry.

Quando os pratos chegaram, os assuntos transitaram em suas férias da faculdade e tudo que faziam no tempo livre e no noivado de Ron e Hermione, Harry conseguiu aproveitar bem o tempo, e como de costume, após o breve almoço com os amigos, passou na pequena Starbucks que havia ao lado e comprou seu café favorito.

E tudo no resto do dia de Harry seguiu da mesma forma, os clientes atendidos até o fim da tarde, os pensamentos sobre seu anjo e os momentos de distração com os amigos de trabalho; mas Harry apenas fora sentir a monotonia de seus dias quando regressou para casa, sozinho, assistiu seu episodio de Game of Thrones e pediu sua pizza predileta, gostava de fazer as coisas sozinho, acender suas velas, fazer suas orações, comer sozinho e ver programas sozinho, mas ao preparar-se para dormir, foi que Harry sentiu-se completamente sozinho.

Mesmo assim, seguiu com sua oração noturna e deitou-se em sua cama, coberto com o lençol mais quente que possuía devido ao frio daquela noite, e torceu para que sonhasse que seu anjo estivesse ali, ao seu lado, ou que pudesse beija-lo novamente em seus sonhos, ou sentir sua pele macia junto a dele, ou apenas estar com ele.

Desta forma, Harry adormeceu, e sonhou com a pequena corda invisível em tom de dourado se estendendo ao longo do tempo, e unindo seu braço ao de alguém em algum lugar.

 


Notas Finais


Ficou um pouco pequeno, mas gostaria de acostuma-los antes de tudo a rotina básica do harry, para que notem que a vida do nosso garotinho pintor é um pouco monótona, e como ele espera que aquela pequena coisa que ele tem faça sua vida um pouquinho diferente!
enfim, espero que gostem dessa jornada! beijinhos xx


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