História Invisível (Spideypool) - Capítulo 1


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Categorias Deadpool, Homem-Aranha
Personagens Peter Parker (Homem-Aranha), Wade Willson (Deadpool)
Tags Drama, Peter Parker, Romance, Spideypool, Wade Wilson
Visualizações 70
Palavras 842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olar, chuchus, tudo bem? Espero que sim.

Spideypool é meu otp (junto de stucky) e eu tô aqui pra partilhar da Palavra. Amém.

É um UA que, embora trate de coisas muito sérias e tenha seus personagens fracassados, terá lá seus momentos fofos, e eu espero levar tudo de forma leve. Mas, obviamente, sem romantizar porra nenhuma.

É isso. Boa leitura!

Capítulo 1 - 00; dormente


— Como se sente?

Depois de quase meia hora, alguém finalmente cortou o silêncio daquela sala. E, como sempre, a primeira palavra viera dela.

Wade Wilson remexeu-se na poltrona escura, pensando nas milhares de coisas que poderia responder, mas todas lhe pareciam longas demais.

E ele só queria terminar aquilo logo.

— Bem.

— Como se sente? — a mulher voltou a questionar, como se ele não tivesse respondido.

Bem!

E, embora Wade tenha dito desta vez em alto e bom som, ela repetiu:

— Como se sente?

Franziu o cenho e se projetou para frente, ainda sentado, encarando a mulher com um misto de perplexidade e impaciência.

— Está se fazendo de surda ou me fazendo de idiota? Sabe, doutora, nenhuma dessas opções me agrada.

— Nem um nem outro, senhor Wilson. Apenas estou perguntando como se sente.

— E eu respondi! — Wade largou as costas na poltrona, as pernas ficaram esticadas e abertas de qualquer jeito. Relaxou o corpo e a expressão. — Vem cá, vai ficar repetindo isso até quando?

— Até o senhor mudar sua resposta.

— Eu disse que estava bem, não é pra ficar bem que eu venho aqui e você trabalha?

— Com certeza, ver um paciente bem é meu objetivo como profissional. E é por isso que as sessões continuam e eu repito minha pergunta, porque o senhor ainda não está bem.

— E agora você é o Professor Xavier.

Christine Holt não riu, mas também não pareceu brava. A expressão no rosto da asiática era leve, como se achasse aquilo divertido e ainda assim sério.

— Não é necessário ter poderes de telecinese, Wade. Nem mesmo de graduação em psicologia, no meu caso. É de conhecimento geral que alguém que se encontre realmente bem não vá responder que está.

— E ele vai responder o quê? Que não está? Essa merda não faz sentido!

— Claro que faz, porque você está tão feliz que não consegue simplesmente dizer "estou bem". Entende? Você precisa mostrar!

— Como?

— Quando estiver bem de verdade, saberá como. Mas até lá... — Holt trocou a cruzada de perna, sem tirar os olhos de Wade. — Senhor Wilson, como se sente?

Três segundos de puro silêncio. E então Wade gargalhou, desacreditado. A risada foi diminuindo, enquanto pensava sobre a pergunta. Todas as respostas concordaram, por fim, que ele não estava bem.

Suspirou, cansado. Arrumou-se na poltrona, deixando a postura ereta, e encarou a mulher do outro lado da mesinha de centro.

— Você quer um monólogo? Eu te dou um. — abriu um sorriso teatral, porque por dentro não sorria. — Eu não tô bem, doutora. Faz tempo que não, tempo pra caralho! Era isso que queria ouvir? Mas, espera... — afundou o rosto nas duas mãos abertas, esfregando-as, e então coçou o topo da cabeça de forma quase frenética. Voltou a olhar Christine. — Eu também não tô mal, não mesmo. Continuo com as crises, fico melancólico quando começa anoitecer, tem noite que eu choro igual uma criança... mas não sinto de verdade, saca? Como se eu só continuasse nesse fundo do poço por rotina, porque é onde eu sei estar. Não dói como antes, não queima como queimava. É como se tivessem me dado uma anestesia geral, sei lá, eu só não ligo mais. Essas merdas acontecem o tempo todo, não? É normal, eu não vou morrer por isso. Ou talvez eu morra, tanto faz. Que se foda, eu não ligo mais pra isso. E só venho aqui ainda porque ou é essa sala ou uma cela.

Wade Wilson aspirou o ar com força ao terminar, porque falara rápido demais, sem pausas. E enquanto Christine Holt lhe analisava com aqueles olhos quase fechados, ele voltou a largar o corpo de qualquer jeito.

— Pode explicar melhor a parte da anestesia geral?

À essa altura Wade já havia desligado as barreiras que levara anos para construir: as que o impediam de sair falando tudo o que lhe vinha à mente. Porque depois de um tempo ele não mais falava apenas bobagens, mas também as coisas que o atormentavam, as mais pessoais possíveis. Então, após muito esforço e dedicação, conseguiu deixar de ser o tagarela que sempre fora.

Mas às vezes rolavam as recaídas.

— É como se eu estivesse anestesiado, dopado, saca? Mas ainda assim acordado, então talvez tenha sido exagero o 'geral'. Tipo quando eu cortei o queixo, faz tempo, eu tinha uns cinco anos e doeu pra caralho, parecia que eu tinha quebrado o crânio. Mas foi só um corte aqui assim e eu tive que levar pontos. — ele levou a mão até o queixo, onde havia uma cicatriz já quase sumindo, e acariciou o local. — O médico me deu anestesia e começou a costurar. E, cara, eu sentia a agulha entrando e saindo, era assustador. Só que não doía, saca? Tava tudo... dormente.

— Então é como se sente em relação à tudo, Wade? Dormente?

Semicerrou os olhos, pensando sobre aquilo. De repente quis negar, porque parecia tão ruim não sentir nada. Mas sabia que ela saberia, tanto quando sabia que, no fundo, não podia mais mentir. Estava se tornando insensível, no sentido mais apático da palavra.

— É, doutora... acho que sim.


Notas Finais


Gostaram? Espero que sim, rs.

Esse capítulo, embora importante, é mais um teste que qualquer outra coisa. Sei que os acontecimentos ainda não estão claros, e é proposital. Quero ver, antes de tudo, se alguém vai se interessar por Invisível.

E se tu te interessou, diga aí embaixo, please?
Estarei esperando 💚

Beijos 💚


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