História Invocados - Interativa - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Me desculpem pela demora.
Estou tendo menos tempo que eu esperava. Tanto que nem conseguir acessar o Spirit a um bom tempo.
Mas aqui esta outro capítulo!
Quando as coisas se ajeitarem ou postarei mais rápido.
Novamente, peço desculpas...

Capítulo 4 - Primeiro Contato - 1.02


O silêncio da floresta era quebrado pelo som dos guizos, seu aroma de primavera era substituído pelo de carne e entranhas, sua vegetação era corrompida pelo contato com a criatura e os animais que se abrigavam na floresta decidiam em seguir seus instintos e correm para longe do ser diabólico que agora habitava nela, pássaros, lobos, ursos, não importava se você era caça ou o caçador, pois perante a tal mostro, todos seriam presas. Lentamente o som dos guizos entravam em harmonia com os berros dos animais, criando o ritmo perfeito para agradar o deus mais perverso, criando assim uma melodia infernal. O cheiro grotesco afetava o grupo e combinado com a melodia demoníaca, seria questão de tempo até que o medo afetasse os quatros. Alex e Harriet foram a mais afetadas pela situação, elas não eram covardes e nunca foram, porém, aquela era a primeira vez em que elas passavam por tal teste. Kurts e Samantha eram diferentes, o pequeno garoto sentia medo, mas, o jovem já havia passado por vários desafios em sua curta vida e a jovem hibrida aparentava estar acostumada com situações de alta tensão, porém, ela ainda tinha que lutar contra seu instinto animalesco para não correr como os outros animais da floresta. 

– Eu queria perguntar isso para vocês quando todos estivessem juntos, mas qual é a profissão de vocês? – Perguntou Kurts quebrando o silêncio do grupo. 

 A pergunta do jovem era simplista e até mesmo pessoas de fora daquele mundo saberiam responder tal questão, mas para as três garotas foi diferente, a pergunta foi como um gatilho que permitiu elas de se lembrarem do momento que foram invocadas. 

 Elas estavam num espaço branco, sem chão ou paredes, dando a sensação de infinito e vazio ao lugar, a única coisa que podia se encontrar nele era uma silhueta humanoide que ondulava como o oceano, nenhuma delas se lembrava da forma da silhueta, mas elas se lembravam de suas palavras... 

– Peço desculpas por não poder ajuda-los... – Disse a silhueta com sua voz fraca. – Vocês devem estar confusos com este lugar, raiva por não estarem em seu lar ou excitados por esta aventura repentina... Mas, infelizmente o mundo que vocês estão indo se assemelha ao inferno... Se tornando impossível de se esquivar da dor e do sofrimento que nele existe... Apesar disso, vocês ainda podem encontrar conforto em tal lugar... Mesmo que seja pequeno e curto... – 

 A silhueta pausava seu discurso e lentamente a sala infinita ganhava cores. Primeiro várias esferas de diferentes tamanhos surgiram e com elas a escuridão que consumiu todo o local, outras esferas começaram a aparecer e estas iluminavam a sala, cada esfera ganhava uma cor e textura, outras se destacavam ao ganhar várias e por terem seus formatos levemente modificados, o calor começava a surgir no local e rapidamente foi substituído pelo frio, as esferas que eram iluminadas começam a circular a sala e as que possuíam cores circulavam em volta das brilhantes, causando com que algumas se chocassem e se quebrassem. A cada segundo um novo objeto surgia na sala e outro se quebrava, dando cada vez mais vida para o infinito... 

– Mesmo que eu não possa ajuda-los, eu sei que outras pessoas irão... Nem todos os nativos desse mundo serão hostis... e se eles não forem o suficiente, aqueles que foram esquecidos também ajudarão vocês... Como eu... Eles aparecerão apenas no seu momento mais vulnerável... – 

 Essas foram as últimas palavras da silhueta, assim, desaparecendo para as jovens, antes de acordarem, uma voz falou na cabeça delas, uma última palavra... 

– Me desculpe por esquivar da pergunta, mas, vocês se também se lembram do sonho? – Perguntou Harriet para as duas garotas 

– Sim... – Afirmou Samantha a qual pensava e Alex que parecia ter ganhado animo. 

 – Do que vocês estão falando...? – Perguntou Kurts confuso 

– Antes de acordarmos na floresta uma pessoa falou conosco. – Explicou Harriet – Era como uma miragem, como se tudo aquilo fosse um sonho... E se me permitem fazer uma conclusão precipitada. Eu acredito que tenha sido o Deus desse mundo. – 

– Por que você acha que aquela pessoa era Deus? – Perguntou a Samantha, curiosa com tal ideia. 

Harriet sorriu enquanto caminhava para longe do grupo. – É só olhar para cima! – Exclamou a garota com o dedo apontando para o céu estrelado. – O que vimos no sonho teria sido a criação desse universo, em outras palavras, nos presenciamos a origem de tudo! – 

– Isso faz sentido! – Disse Alex animada. – Eu já li sobre esse tipo de coisa! E realmente foi igual com os livros! –  

 Os olhos da Alex brilhavam com a ideia, um encontro com Deus seria algo somente possível num livro de ficção, algo que seria impossível para as pessoas comuns vivenciarem. Samantha por outro lado parecia ainda tentar absorver as palavras de Harriet, ainda tentando encontrar outras explicações para tal sonho e Harriet permanecia em sua pose, aproveitando em momento triunfante por ter concluído o primeiro enigma do grupo. 

– Isso é impossível... – Interrompeu Kurts – Afinal o único Deus que ajudaria a humanidade já foi morto pelo Rei Demônio... – Completou com desânimo. 

 O clima da conversa mudou com a sentença de Kurts, relembrando a Alex e Harriet da situação que elas se encontram na floresta e do perigo que elas podem enfrentar. 

– Tem certeza disso? – Retrucou Samantha – Não me entenda errado, eu acho improvável que nós tenhamos encontrado Deus, mas você realmente tem certeza que nenhum Deus se importa com a tua espécie? – 

 Antes que o garoto pudesse analisar as palavras da hibrida, um flash de luz branca iluminou a floresta, relembrando o grupo dos dois heróis que eles ainda não tinham encontrado. O flash foi repentino, rápido e forte o suficiente para cegar uma pessoa, o vento também acelerou, ficando forte o suficiente para levar as folhas das árvores e com elas o cheiro de podridão. 

 Seguindo seus instintos, Samantha correu na direção o qual o flash surgiu deixando seu grupo para trás. Tanto a Alex quanto a Harriet pareciam confusas e indecisa se seguia a hibrida, Kurts por outro lado sabia que deveria ter seguido ela, mas, por um momento, ao olhar em direção ao flash o garoto foi capaz de entender o que eles teriam que enfrentar...  

Força... Superior. 

Destreza... Superior.  

Constituição... Igual. 

Inteligência... Superior.  

Sabedoria... Superior.  

Carisma... Superior. 

 O menino olha para as duas garotas que estavam em silêncio, presas em seus próprios pensamentos. 

– Vamos... – Disse Kurts. – Provavelmente foi um dos dois heróis que fizeram o flash de luz, eles devem estar tentando sinalizar para encontrar mais pessoas... Então seria um desperdício com o esforço deles se nós não fossemos, certo? – 

 Era óbvio que não era tal situação, o flash de luz e o súbito aumento do vento, era de se esperar que uma batalha estivesse acontecendo, mas, tentando ignorar tal pessimismo Alex aceita a lógica de Kurts e anda na mesma direção em que a Samantha correu. 

– Você não vem? – Perguntou o garoto a Harriet. – 

 Por um momento a garota parecia disposta a rejeitar a oferta, porém nenhuma palavra saiu de sua boca criando apenas um curto momento de silêncio até que ela decidisse em seguir a dupla. 

 A caminhada era lenta, com todos os três olhando em seus arredores, preocupados com os perigos que habitam a floresta. Kurts não dizia nada, usando todo seu foco em observar o seu redor na espera que os atributos da criatura aparecessem novamente. 

– Maga... – 

– O que? – Perguntou Kurts 

– Sua pergunta de antes... A minha profissão é Maga... – Disse Harriet. 

– Ah... Isso é bom! Isso quer dizer que você será capaz de usar magia... –  

– O que foi? – Perguntou a garota levemente ofendida pelo desanimo do Kurts. 

– Bem... Nós precisaremos encontrar um professor para você... Senão você não vai conseguir apreender magias... Eh... Alex, qual é a tua classe? – 

– Eu? Eu sou uma Elemental. Eu também precisarei de um professor? – 

– Eu não sei... Essa é a primeira vez que ouço falar dessa classe. – 

 A conversa iria continuar se não fosse pela luz vermelha ao longe, como se alguém estivesse usando uma tocha para iluminar seu caminho, mas, estranhamente a luz está estática, o grupo continua andando na direção da luz, assim, encontrando três figuras, a primeira eles reconheciam, Samantha e com ela, dois homens, o primeiro que estava encostado numa árvore com uma esfera de fogo em sua mão que iluminava o seu redor e um homem caído no chão com uma respiração ofegante. 

– Ei, parece que suas amigas apareceram. – 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...